entretenimento

Expo Skull by Anderson Thives

Se tem uma coisa que gosto é de prestigiar exposições de arte. Não só as mais bombadas em grandes centros culturais mas também as mais alternativas. E foi por isso que fiquei tão animada ao saber do lançamento da nova mostra do artista plástico Anderson Thives.

Intitulada “SKULL”, Anderson Thives traça um paralelo bem-humorado, usando sua técnica de colagem, para retratar personagens fortes de apelo visual como Frida Kahlo, Marilyn Monroe, Elvis Presley, entre outras, transformando-os parcialmente em caveiras.

Anderson mergulha no universo da Pop-Art e do Grafiti em suas composições, utilizando materiais como tinta spray, tinta acrílica fluorescente, lantejoulas e gliter, criando peças que enaltecem e homenageiam ícones tão marcantes, que jamais serão esquecidos no imaginário popular. Vale o confere!

convite - skull

Serviço

Abertura: 01/04 às 21h
Visitação: De quarta à sábado após as 23h
De quinta à domingo das 11h às 20h durante o CAFÉ BAZAR

GALERIA CAFÉ

Rua Teixeira de Melo, 31 lojas E e F – Ipanema, Rio de Janeiro – Brasil
www.galeriacafe.com.br

Smashing Pumpkins
música

Smashing Pumpkins no RJ (25/03) + SP (29/03)

Já perdi as contas de quantas vezes falei de Smashing Pumpkins aqui no blog. Se vocês clicarem aqui, vão ver todas as menções. Se clicarem aqui, verão meu relato de fã ansiosa às vésperas do primeiro show. E aqui, o relato de como foi (Planeta Terra em 2010).

Hoje venho contar pra vocês como foi ver Smashing Pumpkins duas vezes em menos de sete dias. Porque tem coisas que a gente simplesmente faz, principalmente quando o coração diz “vá”. A turnê passou pela América do Sul para divulgar o novo álbum Monuments To An Elegy.

Quarta-feira, 25/05. Havia toda uma tensão desde o dia anterior pois havia coisas para resolver antes de se jogar de cabeça no show da sua banda preferida. Fechar ciclos faz parte da vida e por mais experiente que a gente seja, sempre bate aquele friozinho na barriga. Passada a reunião, pude canalizar todos os meus pensamentos para ver William Corgan no palco.

William “Billy” Corgan. Essa pessoa que sempre me confundiu. Já te achei chato, já te achei babaca, já te achei excêntrico. Hoje eu te acho “humano, demasiado humano” (como diria Nietzsche). É como se, ao amadurecer, a gente pudesse enxergar que, acima de tudo, lidamos com gente de carne e osso compondo, vivendo cada pedacinho da arte. E isso não é fácil, principalmente quando você sente e reage a praticamente tudo.

O show do Rio foi no Citibank Hall e a casa não estava lotada. A apresentação começou por volta das 22h30 e o setlist foi esse aqui. Um maravilhoso mix de clássicos & canções dos discos mais recentes, pós-término da banda. Começar com a bateria de Cherub Rock já deixou os pelinhos do braço arrepiado. Siamese Dream é o_disco, afinal. Em seguida, Tonight Tonight e eu não consegui segurar o choro. Essa música acaba comigo. E é curioso ver como ela ganhou um significado ainda mais especial depois de adulta. Talvez porque esse trecho aqui signifique tanta coisa:

Time is never time at all
You can never ever leave without leaving a piece of youth
And our lives are forever changed
We will never be the same
The more you change the less you feel

E assim William Corgan levou o show, que acabou perto da meia noite. A plateia parecia morna mas acredito que estivessem hipnotizados. O Smashing Pumpkins não se apresentava no Rio há mais de 10 anos (a última vez foi em 1998 com a turnê “Adore”). Gostei muito da escolha das músicas, afinal esse show ia acabar sendo um cadinho maior do que o de São Paulo no Lollapalooza Brasil. A atual formação, que conta com Brad Wild na batera (RATM), Mark Stoermer no baixo (The Killers) e um ótimo entrosamento entre BC* e Jeff Schoroeder deixaram o SP mais pesado, o que foi lindo pra quem sentia saudades da fase mais rock da banda. Tivemos Heavy Metal Machine fechando com Today acústica pra acabar de matar o povo.

Voltei maravilhada pra casa, já sabendo que domingo teria mais uma dose. Nem mesmo a previsão de chuva me desanimou. E olha que estava previsto tempestade. Separei as botas, capa de chuva e lá fui eu encarar toda aquela via crucis pra chegar no festival. Olha, vocês podem escrever aí: só volto pra Interlagos se for alguma banda MUITO incrível tocando. Porque é ruim demais ir pra esse lugar. Você pega um metrô, um trem, anda feito um camelo pra chegar no local e ainda anda mais lá dentro. Se não fosse o meu atual preparo físico, estaria com dores até agora.

Depois de assistir um belíssimo show do Interpol debaixo de chuva (sem querer ser babaca mas foi perfeito COM chuva), entrei no modo ansiedade pra ver SP, que encerraria a noite do Lolla juntamente com Pharrell (ahhh esse line up maravilhoso e tão eclético). No meio do caminho havia um Foster The People, um The Kooks e Young The Giant (banda muito bacana, por sinal). E adivinha só quem voltou no fim da noite? Sim, a chuva. Dessa vez mais fininha, a famosa garoa de São Paulo. E aí foi um bota-tira-tira-bota de capa de chuva, até o momento em que eu resolvi aceitar aquela condição: meu reencontro com Willy seria lavando a alma e o resto do corpo, literalmente. O setlist do Lolla foi esse aqui.

me adota, Paul Banks?

Mais curtinho que o do Rio, porém mais visceral: assim foi o show de São Paulo. Público maior, interagindo mais com a banda. Vi no palco um BC encantado com aquela plateia, provavelmente pensando “eu ainda tenho todos esses fãs por aqui?”. Tem, colega. E tava todo mundo tomando chuva na cabeça por sua causa. Eu travei em Tonight Tonight. Stand Inside Your Love arrancou um pedacinho junto também.

giphy

Logo depois, 1979 evocando as mais profundas lembranças de cada um presente ali. Essa música, né? Foda-se que tocou no rádio sem parar, o clipe na MTV toda hora, ela faz parte da trilha sonora da vida de muitos, inclusive da minha. Até que Willy abre o coração pro povo e conversa. “Life is good, life is bad…” e ele diz que foi seu aniversário há uns dias e que durante a tour pela América do Sul, perdeu um de seus gatos. Pronto, pra que foi falar de gato. Chorou todo mundo na plateia. Nessa hora não consegui mais segurar e já tava me debulhando em lágrimas. E adivinha só o que ele tocou depois? Disarm.

E eu já vivia o melhor show da minha vida ali. No meio daquela chuva, do lado de tanta gente emocionada. Éramos um bando de marmanjo gritando “the killer in me is the killer in you” com olhos marejados e bochechas molhadas de lágrimas. Um tiozão do lado ainda virou pra minha amiga e eu e falou “vocês não eram nem nascidas”. Cumpadi, xô te falar uma coisa: já dobrei o cabo da Boa Esperança, beyjos.

Depois disso, tio Chico Willy colocou o povo pra bater cabeça e todo mundo já tava doido porque havia o boato de que rolaria Zero no final. Realmente ia rolar mas acabou sendo cortada. E assim, rolou o mesmo encerramento com Today no violão e fogos do festival ao mesmo tempo. Nessa hora, BC zuêra ainda fez graça e o povo caiu na risada né? E assim ele foi embora. Ninguém acreditando no que havia sido aquele show tão maravilhoso. Musicalmente falando, foi MUITO BOM! E se o som foi bom, imagina a experiência completa? Essa é uma das melhores formações do SP. Faltou música no setlist? Lógico mas não se pode ter tudo. E, mais do que isso, havia no palco um Willy tranquilo e de coração quentinho, afinal estava ali quem realmente ama o que ele faz.

E como amamos.

nem precisa tentar, meu xuxuzão

* usei a sigla BC pra denominar o Billy Corgan, que agora prefere ser chamado de William – seu verdadeiro nome.

run-shoes
run forrest run

Se eu tô correndo, você também pode!

♫ para ler ouvindo: AWOLNATION – Run ♫

Há duas semanas, conversando com meu pai ao voltarmos de uma prova, ele soltou o seguinte comentário: “acho que você deveria falar mais de corrida no seu blog”. Meu pai, além de ser meu maior exemplo de que é possível deixar de ser sedentário e se dedicar ao esporte, também passou a ser o meu maior incentivador para a prática da corrida de rua. Desde que tivemos essa conversa, coincidentemente, duas amigas acabaram me procurando para pedir ajuda. Ambas queriam começar a correr mas não sabiam bem por onde começar.

Fiquei pensando em que momento passei a ser “referência no assunto”. Claro, poucos sabem que quando adolescente joguei vôlei, ia pra academia… A maioria me conheceu como alguém que não fazia nada e que passou a correr. E longe de querer bancar o Usain Bolt porque né, tô longe da metade do pace dele… mas se tem uma coisa que posso falar é de força de vontade.

Já falei algumas vezes aqui no blog que tenho uma lesão no nervo fibular. Isso quer dizer que eu não mexo o pé “pra cima” e talvez nunca mexa novamente. “CARACA RAQUEL, QUE MERDA”. Pois é, aconteceu, foi ruim pra caralho, mas é vida que segue. Antes dessa cirurgia, eu havia corrido duas provas, tava quase investindo pesado no assunto, mas tive que abortar missão. Alguns meses depois, ainda inspirada e motivada pelo meu pai, conversei com o fisioterapeuta que cuidava de mim e perguntei se eu conseguiria voltar a correr alguma vez na vida. A resposta foi “o corpo se adapta”. E assim, comecei a brincar disso.

“Raquel, como você fez pra correr sem o movimento de dorsiflexão?” Como meu fisio disse, o corpo se ajustou. A passada é diferente, mais curta, mas funciona. A maior dificuldade pra mim, de fato, não está na parte motora mas na parte cardiorrespiratória. É como se eu tivesse 90 anos e fumasse, saca? Então, “taca-lhe pau”! Já estou há dois meses treinando sério e a evolução é nítida. Aliás, fique 1 semana sem treinar pra ver como já faz diferença… Correr é treinamento constante. E fortalecimento muscular também.

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“Raquel, eu não aguento correr 10 metros que tenho vontade de morrer, como faço?” Comece pelo começo. Invista uma graninha num tênis bacana. Não precisa deixar um rim na loja mas não tenha dó de pagar 300 contos num pisante que vai proteger você de lesão. Estipule um determinado tempo para a prática esportiva. Tem meia horinha? Faz meia horinha. Caminhe devagar, vá sentindo o que o seu corpo pede. Aos poucos, vá intercalado uma caminhada mais puxada, um trote… Não tenha vergonha de olhares alheios, ninguém paga suas contas. Apenas vá, respeitando seus limites. Cansou? Diminua o ritmo. Respire, se concentre. Aproveite o tempo para pensar no bem que você tá fazendo pro corpo e pra mente. Repita o processo dois dias depois. E mais dois dias. E assim vai…

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“Não consigo ver essa beleza toda que as pessoas veem na corrida” Como já ouvi isso de amigos. Realmente, o começo é bem difícil sim. Nem todo mundo se adapta rapidamente a essa “maluquice” que é manter o corpo em movimento tão rápido. A gente sente as pernas, os braços, falta ar. A cabeça começa a falar mais alto, que você não aguenta, que aquilo tudo é ridículo, que a pior coisa que você podia ter feito foi estar ali, se mexendo e suando. Meu conselho é: não desista. Cansou? Diminua o passo. Coloque uma música que dê aquela injeção de ânimo, aquele “levanta defunto”. No próximo treino, mesma coisa. Depois me diga se o bichinho da corrida não te pegou…

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“O que eu levo comigo na hora de correr?” Quero falar sobre esse assunto com mais calma e detalhes até porque é um assunto que vai acabar rendendo. Mas eu diria pra você que tudo vai depender de onde você vai realizar seus treinos. Na academia você consegue levar garrafinha d’água, pendurar toalha… Se vai pra rua, a coisa muda e precisamos de alguns acessórios. O que você tem que ter em mente é: com o tempo e necessidade, você vai acabar investindo em x ou y. De início, o principal investimento seria um bom tênis que evite lesões desnecessárias. Ninguém quer correr um mês e logo depois se aposentar porque tá com problema no joelho, né? Separe uma roupa bem confortável, tênis bacana (que não chega a custar um rim) e vá aos poucos caminhando, conforme seu corpo vai sinalizando.

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“Ok, você me convenceu! Quando começo?” Que tal começar ainda hoje? Se tem uma coisa que não me perdoo é saber que deixei tanto tempo passar até, finalmente, meter as caras na corrida. É impressionante como nosso corpo vai pedindo mais. Como a nossa cabeça entra em um modo completamente de funcionamento e aquele momento acaba sendo só nosso. Nossa respiração. Nossa passada. O vento em nosso rosto, o suor escorrendo, um desafio contra nós mesmos. Quantas vezes eu estava morrendo de preguiça em casa e, ao dar as primeiras passadas, foi tudo de ruim embora? No lugar, fica uma boa dose de endorfina e aquele sorriso bobo no rosto.

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E se nada disso for suficiente pra fazer você correr, não tem problema nenhum. Você não será visto como loser ou preguiçoso. Apenas não rolou e é absolutamente normal. Cada um tem um ritmo e um jeito de ser, de viver a vida. O mais importante é que todos nos respeitemos, cada um com sua escolha. Esse talvez seja o “conselho” mais valioso de todos, para tudo na vida!

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Para acompanhar mais posts sobre o assunto, basta clicar na categoria “run forrest run“.

Lean On
música

No iPod: Major Lazer & DJ Snake – Lean On (feat. MØ)

Já falei aqui nesse post do quanto curto a MØ. Quando escutei essa música do Major Lazer com a participação dela, pirei. Coloquei em playlist do Spotify, ouvi uma, duas, três vezes seguidas… Delícia demais!

Daí que hoje saiu o clipe e tá tão bonito, com dancinha que você quer imitar, sem falar da fotografia maravilhosa. E ainda tem a MØ mexendo as cadeiras como ninguém! Clica aí embaixo pra ver o que eu tô falando:

Major Lazer & DJ Snake – Lean On (feat. MØ)

PS: vai ter DJ Snake e Major Lazer no Lollapalooza, viu? No sábado, galera! Pena que não vou (só vou domingo, ver Billy Corgan).

O Rio que eu vejo 03
entretenimento

Exposição “O Rio Que Eu Vejo” por Guilherme Leporace

A blogosfera me trouxe no último ano gente muito bacana, que eu certamente vou conservar “num potinho de amor” por bastante tempo. Um desses achados foi a linda Dani Germano. Foi por meio da corrida de rua que conheci a Dani e a corrida uniu a gente ainda mais. Foi pela Dani que eu conheci o trabalho do Guilherme Leporace, talentosíssimo fotógrafo que consegue captar a beleza dessa cidade maravilhosa como ninguém.

Dani e Guilherme são corredores de rua. Mas também já praticaram outros esportes, bem diferentes dos tradicionais. Guilherme desde criança pratica esportes mais radicais e foi graças a essa prática que ele teve contato com a fotografia (sendo clicado por Marco Terranova e Ivo Gonzalez ainda pequeno, praticando skimboard).

Em seu dia a dia de trabalho como repórter fotográfico do jornal O Globo, acompanha a cidade em todas as suas vertentes, de norte à sul. Entre um job e outro, aproveita todas as oportunidades para fazer seus registros particulares. Assim, ele compartilha conosco fragmentos da cidade que ele vê por trás das lentes.

O Rio que eu vejo 01

O Rio que eu vejo 02

A exposição será lançada no dia 21 de março, das 13 às 20h, na Jeffrey Store acompanhada dos food trucks Frites e Brauni que prometem arrancar suspiros com, respectivamente, batatas fritas acompanhadas de vários molhos especiais e oito receitas de brownies, acompanhadas de café com toques de chocolate. O som fica por conta da Ogro Jazz Band + programação musical da Rádio Ibiza.

Convite _ O Rio que eu vejo

Para conhecer um pouco mais do seu trabalho:

www.guilhermeleporace.com
www.instagram.com/leporacephoto

Dicas para novos bloggers | Maionese
conversas, www

Tá começando a blogar? Confira 7 dicas para iniciantes

Já faz um bom tempo desde que criei o meu primeiro blog. Eu devia ter mais ou menos uns 20 anos quando preenchi meu primeiro cadastro no Weblogger. Infelizmente não lembro do nome que dei no começo, só sei que meio sem querer fui conhecendo um tanto de gente legal. Algumas dessas pessoas mantenho contato até hoje, por sinal.

Pois bem, naquela época as coisas eram BEM diferentes de hoje. Criava-se um blog para falar sobre a vida e tudo que fazia parte dela. Música, faculdade, namoro, devaneios. Era um espaço para desabafos, “ouvidos” por muitos leitores nem sempre tão atenciosos assim (quem nunca recebeu aquele famoso “Oi, adorei aqui, passa lá no meu?” não é mesmo?). Pra galera mais old school, assusta um pouco ver os mais novos tão indecisos a respeito de criar um blog. As dúvidas giram em torno de “como ganhar dinheiro” ou “como me tornar famoso”. E não é pra menos, temos bons exemplos de que o jogo virou, não é mesmo? Mas onde você pode se encaixar se não quer FAMA, DINHEIRO, SEDUÇÃO? Dá pra ser feliz sem esses objetivos, viu? Mas, por onde começar?

Longe de ser a dona da verdade, compartilho com vocês alguns aprendizados que vim acumulado ao longo desses anos. Tem coisa que a gente (in)felizmente só aprende na prática e não tem jeito, não tem receita de bolo. Porém, dá pra galera mais experiente direcionar quem tá começando agora, de alguma forma. Seguem as minhas dicas:

Dicas para novos bloggers | Maionese

 Eu brinco dizendo que alguns blogs já nascem com CNPJ, visto que o blogueiro tem o declarado objetivo de monetizar o espaço de alguma forma. Dependendo do nicho, pode ser um empreendimento muito promissor. E eu digo isso pois alguns segmentos andam bem saturados e a concorrência pode ser mais agressiva. Portanto, definir o objetivo do seu blog é o primeiro passo pra quem tá começando. Vai ser só por diversão? Um experimento? Um laboratório de práticas? Um diário virtual? Um espaço para compartilhar coisas? Coloque tudo isso no papel e assim você conseguirá visualizar os próximos passos.

Dicas para novos bloggers | Maionese

 Você já sabe por que criou o blog e agora é hora de colocar a mão na massa. Além de escolher o layout, ajeitar uma coisinha aqui, outra ali, é preciso ter algum tempo livre para pensar no que escrever (além de escrever, de fato). Em alguns posts mais caprichados, eu chego a gastar 2h entre edição de fotos e montagem do texto, revisão… Dependendo do seu objetivo, haverá de investir mais/menos tempo em tarefas que vão desde criar o conteúdo a responder comentários.

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Acredito que esse seja o ponto de virada de muitos blogs hoje em dia. Blogs mais autorais estão com tudo. Não importa o nicho (moda, gastronomia, tecnologia…), as pessoas estão em busca de conteúdos cada vez mais caprichados. Aquele famoso copy + paste já não pega tão bem quanto há alguns anos. Esse ponto, aliás, tem muito a ver com o ponto “7”, que vamos falar mais pra frente.

Dedique um tempo à pesquisa de assuntos que podem ser bacanas de abordar. Assuntos que estão em alta e que você gostaria de emitir alguma opinião. Uma determinada banda que lançou disco novo e você tá doido pra comentar. Aquela coleção nova da loja x, que acabou de chegar nas araras. O que pode ser interessante de mostrar com o seu olhar?

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O Facebook reúne centenas de grupos dedicados a blogueiros. Alguns mais segmentados, outros voltados para divulgação… Euzinha mesmo faço parte do grupo mais bacana de toda a face da Terra, chamado Rotaroots e como eu aprendo e me sinto motivada com a troca entre os blogueiros. Acredito que seja imprescindível fazer parte de algum núcleo onde haja alguma troca de conhecimento. Seja um tutorial para ajustar o layout ou participar de postagens coletivas… Como é enriquecedor ser ativo na blogosfera.

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Esse ponto está ligado ao “3”, aliás devia ter colocado logo em seguida pra não perder o fio da meada. Como é importante ser organizado nesse mundo de blogs. Caderninhos, aplicativos de organização (Evernote, Wunderlist…), você escolhe o melhor jeito. Quantas vezes no meio de uma viagem de ônibus a gente não tem ideias maravilhosas de coisas para escrever no blog? Além de tomar nota desses assuntos, você pode criar um cronograma, para distribuir melhor o conteúdo ao longo do mês, por exemplo. Aliando o cronograma a um calendário, você ainda aproveita data comemorativa para escrever um pouco sobre o assunto, fazendo postagens mais pontuais (Dia da Mulher, Dia dos Namorados…).

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Nada pior do que acompanhar um blog, comentar, interagir no Instagram, no Facebook, e nada da pessoa responder, não é? Não seja esse tipo de pessoa. Você pode ser o blogueiro mais famoso do Brasil ou um iniciante, não é nada simpático ignorar quem está dedicando alguns minutinhos da vida com você! Lógico que quando nossos blogs começam a receber um número grande de interações fica um pouco mais difícil responder de imediato cada um  e tal. Tente reservar alguns minutos dentro da sua agenda para criar e fortalecer esse relacionamento com quem, de alguma forma bem gentil, apóia o seu trabalho.

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Essa dica aqui merece um post it no computador de todos nós. Imprima ao seu blog a sua marca registrada. Quem é você? Onde está você nos textos? Sua visão sobre o mundo, suas ideias, seu olhar? Nada mais sacal do que blog que a gente vê nitidamente que o autor força a barra pra ser bacana, cool, e acaba sendo superficial. Como faz diferença para os leitores perceber que em cada detalhe há um pouquinho de quem escreve naquele cantinho? Nunca esqueça dessa dica!

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Espero que essas sete dicas ajudem vocês que estão começando a se divertir muito com seus blogs. Acima de tudo, é importante que a gente se sinta bem e feliz para que o trabalho flua de maneira saudável. De nada adianta investir tempo, dedicação, se organizar, estudar, abrir mão de um tempo que poderia estar sendo gasto no Netflix para produzir conteúdo forçado, que você mesmo não gostaria de ler. No fundo, não faz nenhum sentido, certo? Blogs precisam ser feitos, acima de tudo, com amor.

Este post faz parte do rotaroots, grupo de blogueiros de raiz que organiza blogagens coletivas e tenta manter a blogsfera viva. Se você se identifica com o projeto, vem com a gente clicando aqui.