o famoso livro aberto
Pensando sobre como hoje em dia é difícil ser anônimo. Se fazes uma entrevista, tenha certeza: seu nome será jogado num site de busca e tudo que existe registrado sobre você estará lá, disponível, ao alcance de todos. Sua aprovação no vestibular, projetos publicados, nome na lista da festa x e por aí vai.
Se tens um blog, visualiza, ao passo de um click desvenda-se tudo aquilo que colocas pra fora, o que você pensa, fala, ouve, odeia. Se abres a rede social de 140 caracteres, lá está “o que você está fazendo”.
Essa exposição toda me assusta. Agora, aqui, sentada, escrevendo esse texto, redijo uma sentença e logo apago uma palavra ou outra já pensando no que o leitor, que pode ser qualquer um, desde um colaborador de trabalho ou um desafeto, esteja a pensar, tirando conclusões sobre quem vos escreve.
Pergunto: seria paranóia minha?
Antigamente meus blogs eram mais pessoais, meus posts mais subjetivos e reflexivos, alguns chegavam a ser um pensamento alto de algo acontecendo na minha vida. Um blog egocêntrico, sim, por que não? Mas hoje já não sei se devo deixar transbordar idéias e sentimentos, principalmente quando falo de web.
Ao passo que tantas formas de se mostrar são criadas, pareço encolher diante dessa variedade de inovações. Enquanto a maior parte das pessoas parece clamar por atenção, eu desejo acima de tudo me tornar uma anônima, alguém que não seja a amiga chata do fulano ou a guria que namora não sei quem. Queria poder assumir mais sentimentos e paixões, sonhos, planos, mas não, não é assim que funciona não.
Desafio #photoaday no Instagram: 15 a 31 de janeiro
no ipod: summer camp – better off without you
Desafio #photoaday no Instagram
sobre quando o seu irmão se casa
um pouco de música, bons amigos e alegria 









4 Responses to "o famoso livro aberto" | Add yours »
a maioria das pessoas anda se encolhendo, né? Lembro que antigamente os blogs eram beeeem mais pessoais, mais “privados”.
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concordo totalmente.
eu, antigamente, também usava meu blog de uma forma super inocente, expondo cada sentimento e opinião a respeito de tudo o que me acontecia.
eram textos confessionais mesmo, doídos na maioria das vezes.
mas hj… ahhhh, quanta diferença. a gente aprende na marra (e muitas vezes na dor) a refrear esses impulsos, segurar os dedos e palavras e dizer somente o superficial, o cotidiano.
pagamos um preço muito alto por essa tal “liberdade de expressão”. a moeda usada foi o desrespeito, as intrigas e difamações. nossa inocente honestidade não valia esse tipo de pagamento, né?
por isso estamos onde estamos agora… contidos, receosos e, porque não, muito menos interessantes…
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Não é paranóia, é verdade.
Antigamente os blogs eram mesmo muito mais pessoais.. essa exposição toda me assusta muito. Ao mesmo tempo, gosto de estar nas redes sociais e descobrir como elas funcionam.
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Se depender do meu blog eu NUNCA vou conseguir outro emprego além do lugar de loucos de hoje.
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