bunker e eu
Inspirada pelo post da Luma, resolvi falar de música. Mas em vez de dizer como a música transformou minha vida, marcando momentos fundamentais, fazendo chorar, sorrir, servindo de cantada, motivo pra puxar assunto (e bla bla bla), vou falar de um LUGAR que fez parte do passado de muita gente no Rio de Janeiro: a Bunker 94.
Inaugurada em 1998, ficava em Copacabana, na Raul Pompéia, ao lado do boteco Bem Estar, parada OBRIGATÓRIA dos frequentadores da casa. Era “de lei” tomar algumas garrafas de cerveja ou algum outro drink matador. Cachaça, Fogo Paulista, Menta. O resultado durante a noite nunca era muito decente. Alguns game overs, vexames, normal. Depois do aquecimento, era hora de entrar.
Fila pra pegar desconto, as 50 primeiras mocréias não pagavam. Era chegar da faculdade, tomar um banho rápido e fazer a conexão Centro-Copa pra garantir logo vaga na fila. Sempre dava briga. Mas entre mortos e feridos, o que importava era entrar pra curtir música e fumaça de cigarro. Acho que esse era o maior defeito da Bunker: o sistema de ventilação da casa não funcionava. Você, além de fazer sauna, saía de lá defumado. Um terror.
Pois bem, há alguns anos atrás a Bunker fechou e passou a ser uma espécie de festa intinerante. A verdade é que aquele quadrado exótico deixou saudades. Muitos gritinhos “uhul” ao tocar a_música, pegação, dancinhas, encontros. A Bunker, além de boate, era ponto de encontro dos nerds do IRC. Lá conheci alguns amigos de blog dos primórdios. Lá conheci o namorado (<3). Lá eu dancei muitas quartas e sextas e é por esse motivo que escrevo sobre a Bunker. Bunker pra mim é nostalgia, é música na sua melhor manifestação: alegria.
Segue então um top 5 “músicas que não podiam deixar de tocar na Bunker”. Fé em Deus, DJ!
5 – Love Spit Love; How Soon is Now
4 – Gargabe; Cherry Lips
3 – Placebo; The Bitter End
2 – Depeche Mode; Enjoy the Silence
1 – Hole; Violet
Emocionei, viu?
Uma saudade: The Stills
Céu, lua cheia e Zee Avi pra abrir as férias
No iPod: Last Dinosaurs – Zoom
Novo clipe do Paul McCartney, com Natalie Portman e Johnny Depp 















11 Responses to "bunker e eu" | Add yours »
Post TENSO, não sei por onde começar e nem como terminar, sinceramente…
ÉPOCA FODA!
volto em breve…
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Fogo paulista fui eu quem inseriu no beer brother
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enjoy the silence também está na minha top 5 most beautiful songs of all times COM CERTEZA…
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Há algumas semanas atrás, passei lá na porta, indo pro Shenanigan’s. Era uma sexta-feira. Olhei pra onde agora é uma maldita Americanas e fiquei pensando… pensei no ano de 2003. Pensei que se fosse há 6 anos atrás, eu CERTAMENTE estaria ali, enchendo a fuça antes de entrar.
A Bunker realmente me traz uma saudade ABSURDA. Não só de lá, mas da época. São só 6 anos de diferença pra 2003, mas, ainda assim, quanta coisa mudou. A Bunker foi um marco nas nossas vidas e não é exagero nenhum falar isso.
Mas quanto ao sistema de ventilação, NENHUMA boite rock n’ roll do Rio tem um decente.
A Casa da Matriz, por sinal, foi constatada como o lugar MAIS POLUÍDO do Rio de Janeiro inteiro.
Voltando ao assunto do post… escrevi pra caralho. E quase escorreu uma lagriminha. Mas foi porque lembrei da tequila e do absyntho antes de entrar =p
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quando tocava violet eu achava que era a courtney!
a bunker deixou saudades… mas, como já disse kurt (hj eu tô muito nirvana) “é melhor queimar do que morrer aos poucos”… o que serve para buatchyzin por aí que perdeu cliente, por conta de seu galerê panela e seus djs com set lists mega pretenciosos!
na Bunker não tinha esse clima “eu gosto de uma banda que nem existe ainda e você não conhece”!!!
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tô achando que a frase do kurt não é bem assim… mas fycadyca!
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como assim a casa da matriz? pista 3 is from hell nesse quesito! vc entra limpo e sai carbonizado! :S
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Lisa, o Edinho era extremamente “eu gosto de uma banda que nem existe ainda e você não conhece” e fazia questão de esfregar na cara de quem perguntava o nome. Mas ele não conta… rs
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Eu tive várias épocas de bunker. Um pouco antes de 2003, depois peguei a época da galera de vocês, cheguei a frequentar (não tão assíduo) de 2004 pra 2005 também. Depois ficou decadente.
Ainda não sei “comentar” sobre a bunker, mas sem dúvidas foi um marco na vida. Momentos memoráveis que aquele buraco me proporcionou. Muita gente, muita informação, muita conclusão, bla bla bla…
Toda vez que passo em frente, bate uma saudadezinha.
Fora um pouco do assunto bunker, é engraçado ver que frequentei por anos os mesmos lugares que você e só te vi 2 vezes (e queria te pegar desde 2003 re re), e hoje, minhas segundas-feiras eu acordo mais cedo pra tomar nescau com você. Penduro sua toalha quando volto do portão, essas coisas… =)
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Sabe que eu nunca fui na Bunker? Morria de curiosidade..
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Bunker.. era a segunda casa do #gay-rio ;D
Como ex operador, falo.. “Saudades”
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