Sabe quando você é teletransportado pra uma fase da sua vida onde problema era não entender o que é força centrípeta?

Em Invaders Must Die, o The Prodigy volta às suas raízes anos 90, fazendo a mistura barulhenta e enloquecedora que fizeram do trio (depois quarteto e novamente trio) referência na música eletrônica mundial (electropunk, rock, big beat, hardcore techno whiskas sachê…).

Preciso listar as preferidas e hits dos caras?

Curiosidades à parte, Keith Flint era meu muso adolescente. Enquanto as outras meninas compravam Querida e Atrevida pra pegar o poster do Brad Pitt e do Felipe Folgosi, lembro de ter comprado uma Showbizz edição especial The Prodigy. Vinha com um poster gigante do Keith, de moicano e com o rosto pintado com as cores da bandeira da Inglaterra.

keith flint

miadd?

O visual da banda, aliás, era um chamariz à parte. Pra época, era algo revolucionário ter um piercing na sobrancelha ou na língua. Talvez na Europa fosse mais comum mas aqui no Brasil… Você tinha que ser roqueiro ou então dumal pra poder ter alguma parte do corpo, que não fosse a orelha, furada.

Minha mãe não entendi ao meu amor pelo The Prodigy. Não entendia porque, com 14, 15 anos, eu juntava dinheiro pra comprar o cd deles. Tenho os três primeiros, com orgulho (dinheiro suado da merenda). Fora que ela achava um horror a música e simplesmente, quando eles vieram pro Close Up Planet, em 1999, não me deixou ir no show. Tipo eu tinha 17 anos, era grandinha já! Hoje em dia esse povo com 17 anos anda tudo solto por aí, eu com 17 anos tinha que pedir pra minha mãe as coisas </raivamodeoff>. Pior que só uma amiguinha minha curtia também, mas o que adiantava, eram as duas bocós, menininha e pã. Não rolou. Tristeza.

Enfim, é isso ae. Pra quem quiser saber mais da banda, como estão hoje em dia, shows que vão rolar em qualquer canto do planeta MENOS aqui, ver fotos, só entrar no site oficial ou no Myspace. Eles tem Twitter também, gentz, que eu já sigo, né?