Um ano desde que o vôo AA 951 decolou de Miami (com atraso) com destino ao Rio de Janeiro. O clima era o mesmo de hoje: céu a zul celeste, nenhuma nuvem no céu, ventinho bacana, roupas de verão. Foi de quinta pra sexta. Sexta-feira sempre foi meu d ia preferido da semana, não somente porque é sexta-feeeeeeeeira – dia de cerveja depois do trabalho, de sair com os amigos ou dormir sem culpa de ir trabalhar no dia seguinte – mas simplesmente porque a sexta, até então, era o dia da feirinha da Colina, dia do step + body pump e dia de Arco do Teles depois do estágio.

Cheguei numa sexta-feira, como já disse, com atraso. Família esperando no aeroporto, amigos. De noite, festa, com muita cerveja, bebidinhas do demo e abraços saudosos.

Eu nunca vou esquecer aquele 15 de agosto de 2008 porque foi, sem dúvida, um dos dias mais felizes da minha vida.

Eu vivi todas as melhores sensações do mundo naquela sexta. O “matar a saudade”, o reencontro, o porre, a alegria. Eram tantos sorrisos, euforia, não cabia em mim cada “mostrar de dentes”. Eu queria que todo mundo soubesse o que eu senti. Só mesmo quando a gente não tem pra dar valor pro que tá sempre ali do lado, não tem jeito!

Mas falar desse último ano é falar do meu primeiro ano ao lado do Pedro. O Pedro não é só o meu namorado. Ele é o amiguinho nerd que conheci há alguns anos atrás no IRC. (alô, pseudo-analistas de mídias sociais? cês sabem o que foi o mirc? não, né…) . O bonitinho que bateu papo comigo e que (diz ele) foi ignorado na porta da Bunker, o inferninho underground frequentado pela juventude alternativa e roqueira do Rio de Janeiro há um tempo atrás. Engraçado que a gente tinha vários amigos em comum, esteve presente em tantos lugares ao mesmo tempo e nunca, nunca aconteceu nada. Precisou um blog sobre banheiros promover o reencontro.

E ainda dizem que a internet é perda de tempo. Me rendeu um emprego, amigos e um namorado!

Fica aqui uma dica: pessoas, não precisa ir tão longe pra se encontrar, sabe? Aquele clichê que diz que tá tudo pertinho, a gente que não repara, é verdade. Tão perto, tão simples, tão bonito.

eu te amo