sem cebola, sem pickles.
senta lá, cláudia
Outro dia meu irmão me mandou uma fábula por email que me deixou triste.
A estória girava em torno de um leão e uma gazela. O leão se queixava de muita dor na boca, mas não conseguia ver o que estava causando tanto incomodo. Um belo dia, ele encontrou a gazela e pediu para que ela desse uma olhadinha lá e tal, quem sabe poderia ajudá-lo. Mesmo cabreira, a gazela resolveu colaborar, pedindo para que o leão fosse maneiro e jurasse eterna gratidão ao animal.
Gazela enfiou o cabeção na boca do leão e viu um toco de madeira encravado na gengiva. Pensou: pobrezinho, vou aliviá-lo do mal que lhe atormenta. O que que o leão fez? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três: MORDEU A GAZELA!
Gazela, bolada e chorando, perguntou por que o leão foi tão filho da puta a ponto de trair quem só queria livrá-lo da dor. Leão responde que gratidão sempre teria por ela, MESMO, mas que infelizmente não podia lutar contra seus instintos e que em razão disso, a devoraria rapidamente.
Moral da parada: leão agiu por instinto. Gazela deu mole em ter confiado no leão, famoso SE FODE AE, saca?
No fim das contas é assim com a gente também. A gente DÁ MOLE em querer acreditar na bondade das pessoas. Ou na contenção dos instintos, se é que podemos atribuir aos seres RACIONAIS tal coisa. Enfim, leão, macaco, gazella, elefante, todos animais irracionais. Infelizmente mãe, pai, irmão, amigo, eu, você, todo mundo tem um ladinho mau, né? Um ladinho perverso, né? Ou não? Somos todos legais, bacanas e moralmente acima de qualquer suspeita? Quantas vezes já deixamos gazelas à vontade para colocar seus pobres pescoços quentes e macios em nossas bocas e NHAC, abocanhá-los?
Não sei se consigo aceitar que as coisas simplesmente são do jeito que são. Ou a gente aprende que os outros são diferentes, mesmo que o diferente seja ERRADO e obaaa, engolimos o choro. ARRAM, CLÁUDIA, SENTA LÁ. Eu não quero engolir o choro. Não quero achar que o leão foi maneiro em comer a gazela rápido como gratidão. Ele podia ter comido outra coisa, porra!
Ou não?
Quem é o idiota mor?
UPDATE:
Sabe qual foi o mal da gazela? Ter achado que gratidão era sinônimo de “fia, pode deixar que você vai continuar vivinha da Silva. Tá difícil de me alimentar por essa freguesia mas como você tá sendo tão bacana, eu vou ser também, ok?”. Essa foi a burrice. Burrice a gente achar que tem dos outros o que damos sem medir. Isso sim é burrice.
| Print article | This entry was posted by Raquel on August 12, 2009 at 8:27 pm, and is filed under conversas. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |






about 11 months ago
r: o leão. que espero que tenha ficado com a merda da madeira enfiada na boca e morra com uma infecção
about 11 months ago
nunca seja uma gazela
seja sempre o leão
não morra de fome, nem qndo tiver gratidão! rs
agora, faz um favorzinho, veja o que tem aqui no meu dente Óh —>
about 11 months ago
@letícia
AHHAHAHAH sem dó!
about 11 months ago
@farinha
=O
about 11 months ago
tem essa historia tambem do escorpião querendro atravessar o rio e a tartaruga, coitada, também ajudou e se fodeu…