pac man candies

Esse programa Por Toda a Minha Vida mexeu com a maioria das pessoas da minha idade (e algumas mais jovens), porque, enquanto pros nossos pais o especial dos Beatles MEXE “lá no fundo do peito”, é um especial do Claudinho e Buchecha que nos traz as mais tenras recordações do passado. Ei, você, tá torcendo o bico? Não deveria. Não adianta, cara, BEATLES não é da sua época. Nem Jimi Hendrix. Apenas aceite os fatos, porque Claudinho e Buchecha é um fato na vida de alguém entre 20 e 30 anos.

O bacana é que passava um trechinho da música no programa e logo você se pega cantarolando todo o resto, batendo pezinho no chão e o escambáu…

Tua época foi a do pagode, a do New Kids on The Block, das Spice Girls, da Madonna piranha se esfregando na cruz com um negão, foi dançar tchurururu de Nauru, pochete, com a mão na frente da boca, imitando o Claudinho.

Semana que vem é o especial do Raul Seixas. Raul Seixas, o mais pedido nas rodinhas de violão chatas dos acampamentos, depois de Legião Urbana e seu Faroeste Caboclo (pior que eu gosto de Legião Urbana). Eu duvido que o programa da semana que vem tenha tantas pessoas assistindo como o de hoje – e comentando no Twitter, em tempo real, as usual.

E o que eu quero dizer com esse post? Que é bom reviver o passado, seja por alguns minutos em frente à televisão, seja desencalhando aquele videogame que em algum Natal do passado foi a maior alegria da sua vida. O Atari, o Master System, Odissey, Mega Drive, Nintendo, que seja. Desce a caixa de War e vamos jogar uma partidinha, sem terremoto e jogando os dados na tampa do jogo? Daí a gente faz aquele suco de caju, deixa na jarra e vai bebendo aos poucos. Nostalgia em vez de saudade: é coisa pra quem viveu a vida – de verdade.