sem cebola, sem pickles.
ê ê ê ê a magia chegou…
Esse programa Por Toda a Minha Vida mexeu com a maioria das pessoas da minha idade (e algumas mais jovens), porque, enquanto pros nossos pais o especial dos Beatles MEXE “lá no fundo do peito”, é um especial do Claudinho e Buchecha que nos traz as mais tenras recordações do passado. Ei, você, tá torcendo o bico? Não deveria. Não adianta, cara, BEATLES não é da sua época. Nem Jimi Hendrix. Apenas aceite os fatos, porque Claudinho e Buchecha é um fato na vida de alguém entre 20 e 30 anos.
O bacana é que passava um trechinho da música no programa e logo você se pega cantarolando todo o resto, batendo pezinho no chão e o escambáu…
Tua época foi a do pagode, a do New Kids on The Block, das Spice Girls, da Madonna piranha se esfregando na cruz com um negão, foi dançar tchurururu de Nauru, pochete, com a mão na frente da boca, imitando o Claudinho.
Semana que vem é o especial do Raul Seixas. Raul Seixas, o mais pedido nas rodinhas de violão chatas dos acampamentos, depois de Legião Urbana e seu Faroeste Caboclo (pior que eu gosto de Legião Urbana). Eu duvido que o programa da semana que vem tenha tantas pessoas assistindo como o de hoje – e comentando no Twitter, em tempo real, as usual.
E o que eu quero dizer com esse post? Que é bom reviver o passado, seja por alguns minutos em frente à televisão, seja desencalhando aquele videogame que em algum Natal do passado foi a maior alegria da sua vida. O Atari, o Master System, Odissey, Mega Drive, Nintendo, que seja. Desce a caixa de War e vamos jogar uma partidinha, sem terremoto e jogando os dados na tampa do jogo? Daí a gente faz aquele suco de caju, deixa na jarra e vai bebendo aos poucos. Nostalgia em vez de saudade: é coisa pra quem viveu a vida – de verdade.
| Print article | This entry was posted by Raquel on November 27, 2009 at 12:36 am, and is filed under conversas, nostalgia. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |






about 9 months ago
Quel, concordo em partes contigo. Nem vi o tal especial do Claudinho e Buchecha, mas não acho que porque eles são da nossa geração que nos remetam, necessariamente, às mais tenras lembranças. Beatles, embora não seja da minha época, me traz muito mais lembranças do que muito artista de agora, já que cresci ouvindo e tenho momentos muito marcados por eles – bem como Pink Floyd, Ramones e outros antigões assim.
E ó, adoro Legião e não sei porque a gente tem que dizer “pior que gosto deles”. Talvez nem tenha sido a tua intenção menosprezar isso nem nada, mas tem tanta gente que torce o nariz quando falo que gosto que parece que o normal é não gostar deles. Mas sou suspeita, né, afinal cresci na terra deles, terra na qual (ao menos na minha época) não é tão absurdo dizer que curte as chatices do Renato Russo.
Excelente post, xuxu. Beijão!
about 9 months ago
eu tava na quinta-série qdo eles estouraram! queria ter visto o especial :~~
SÓ LOVE SÓ LOVE
SÓ LOVE SÓLOVESOLOVESOLOVEEEEEEEE
about 9 months ago
Eu vi algumas partes do especial. Na verdade, queria fazer uma brincadeira com esse lance das “tenras lembranças” que o Claudinho e Buchecha nos trazem.
Como eu sou do Rio, a existência deles impactou muito a minha vida, não como ídolos da música, mas enquanto figuras presentes onde quer que eu estivesse: na escola, no rádio, nos shows.
Também cresci ouvindo muita coisa antiga, aliás, é engraçado quando alguém me pergunta o que eu gosto de ouvir porque eu gosto de tudo, tudo mesmo, tá, tudo não, não gosto de forró. Mas gosto de pagode. Pagode, aliás, meu pai que me fez gostar, da mesma maneira que me fez gostar de Paul McCartney e Santana.
Legião acho BEM chato mas gosto de muita coisa! Quando eu digo “pior” nem digo porque é maneiro falar mal de Legião, mas porque eu acho chato mesmo! =P
A verdade é que nostalgias são sempre boas e bem vindas. Servem pra aquecer o coração e nos fazer querer viver cada vez mais!
about 9 months ago
Pronto! Como Legião é daqui e nos anos 90 – época da minha pré adolescência/adolesência – rolava uma febre MUITO grande com relação a eles por aqui, aquele lance de firmar Brasília como cidade do rock e o escambau. Por isso Legião marcou demaaaaaaaaais essa minha época e talvez seja mais por isso que gosto tanto deles do que propriamente pela banda em si. Mentira, porque tem umas letras deles que me marcam ATÉ hoje.
Haha!
Bah, New Kids… Spice Girls… a gente não pode dizer que não teve uma infância/adolescência infeliz, né?
:*
about 9 months ago
Concordo, mesmo para quem não gosta, essas pessoas eram tão presentes que estavam em qualquer canto. Quem odeia Spice? Duvido que não cantarole mesmo sem querer se ouvir so tell me what you want, what you really really want…
E Claudinho e Buchecha me lembra o Eneh de Campinas. Só love!
about 9 months ago
lembra do tributo ao claudinho?
UAHUAHUHAUAHUAHUAHAUHH saudades do frank!
about 9 months ago
aqui no rio também rolava, todo mundo sabia faroeste caboclo e o álbum dois de cabo à rabo (inclusive eu) mas sei lá, fui tão atacada pela dance music na rádio rpc e na transamérica, pelo funk (montagens e “raps”), ao mesmo tempo em que ouvia raça negra, spc e… u2, planet hemp, bush, alanis morissete UAHUAHUAHUAH
about 9 months ago
Perdi, nem consegui parar na frente da telinha. Tentarei ver o do Raul, e da-lhe Google´s e Rapidshare´s pra ver se alguem gravou o dessa semana…
depois da nossa propria consciencia, musica é o que nos acessa mais fácil / rapido as lembranças “realmente” pertinentes na vida. Nostalgia é bom demaaais…
=)
about 9 months ago
Também não entendo alguém que se recusa a viver a época em que nasceu. Ok gostar de coisas antigas, mas daí viver aquilo, como muita gente que parece ter saído do túnel do tempo, ou então só falar mal das bandas e músicas atuais, que é o que mais acontece.
Eu amo velharia, mas também curto essas coisas todas que você falou. Ainda lembro a primeira vez que vi Claudinho e Buchecha no Programa Livre, hehehe. Acho que dá pra ter um playlist variado né? =*