sem cebola, sem pickles.
Archive for February, 2010
#musicmonday: land of talk – speak to me bones
Feb 22nd
Eu tenho um caso de amor com o Canadá e com (quase) tudo que vem de lá, musicalmente falando. Com exceção da Avril Lavigne e da Celine Dion, foi graças ao Broken Social Scene que eu abri os olhos para as bandas relacionadas e conheci muita coisa boa. Land of Talk veio nessa leva e veio pra ficar.
O trio canadense liderado por Elizabeth Powell que segura os vocais e guitarra, tem pegada indie pop com baladinhas e algumas faixas mais pesadas. A voz doce e por vezes estridente de Elizabeth casa perfeitamente com a guitarra e, voilá, a música não sai da sua cabeça por pelo menos uma semana!
A sugestão de hoje é Speak to me Bones, do álbum Applause Cheer Boo Hiss (2006), um EP bem bacana. Mas anotem em seus caderninhos: a boa é o álbum Some Are Lakes (2008).
Fica a dica!
mario, star wars e otras cositas más!
Feb 20th
Os últimos acontecimentos me tiraram de “circulação”, tanto na vida online quando na vida real. Nesse tempo, andei salvando algumas coisinhas no delicious, no reader e aos poucos vou dividindo com vocês aqui no blog.
Um site que gosto muito é o Think Geek (e acredito que 90% dos leitores do blog também). Todas as coisas mais legais da vida (e mais um pouco) estão lá e você tem vontade de comprar tudo, certo?
Mesmo sendo da turminha do Master System-Mega Drive, viciada em Alex Kidd, Sonic, Castle of Ilusion, também tive a minha paixão pelo Mario Bros, o que me faz dar gritinhos felizes toda vez que vejo uma fofurice da Nintendo. Enfim, se você é/foi um game maníaco como eu, PIREM NO TANTO DE COISAS BACANAS QUE ENCONTREI NO THINK GEEK:
E se você acabou ficando viciado em Star Wars porque a Princesa Léia era uma gostosa ou porque o seu pai assistia um dos episódios pelo menos duas vezes na semana…
Pelúcias (olha o Chewbaccaaaaaaaaaaaaaaa)
Enfim, pirei nesse hub e no livro de receitas do Star Wars. Nessas horas minha conta bancária agradece por eu morar no Brasil e não mais nos Estados Unidos, me segurando pra não gastar o pouco dinheiro com essas peculiaridades.
adeus, vovô!
Feb 15th
A nossa vida muda drasticamente em uma semana. Ou em um dia, em questão de segundos, milésimos.
Há uma semana eu começava a ver tudo mudar, porque SIM, há sempre um marco, um break point onde o preto começa a virar branco e você consegue enxergar esse momento. É uma coisa meio Donnie Darko (quem viu sabe, quando o Donnie começa a enxergar literalmente a trajetória das coisas, o caminho, o destino).
E nesses últimos sete dias, exatos sete dias, eu revivi parte da minha infância, relembrando os momentos que passei ao lado do meu avô e suas histórias maravilhosas. Meu vô, meu ídolo daqueles tempos (hoje meu ídolo é o Stewie Griffin), em uma semana ficou internado e se foi. O coração perdoou tanta coisa e só ficou mesmo a vontade de poder ter me despedido.
Toda a folia do mundo nesse momento não faz sentido algum. Nem toda a cerveja nem todo o Mc Donald’s. Só tenho saudades do “ôô, minha filha”, das balas, dos cacarecos e daquele cabelo pra trás.
Fica com Deus, vô! E obrigada por ter me ensinado tanta coisa, mesmo sem saber.
saudade com sabor de groselha.
Feb 10th
Meu primeiro bolo de aniversário, aquele da Emília, tosquinho, de uma época em que pasta americana nem pensava em existir (transformando qualquer comidinha em uma obra de arte); o meu primeiro instrumento musical – uma cítara daquelas infantis; minhas primeiras bonecas… Tudo ganhava uma proporção que só ele sabia dar. As piadas racistas, os discursos políticos (que exaltavam o Brizola) e os comentários futebolísticos (que em nada influenciaram a minha escolha, pois se dependesse dele, eu seria tricolor). Meu avô chegava de supetão lá em casa, com a bolsa carteiro a tiracolo – mais tarde se tornou uma pochete, ambas de couro, e nos saudava sempre de maneira alegre, de modo que a gente só fosse entender tudo mais tarde. Ele chegava sempre com algum mimo, um presentinho, uma tranqueira que nos fazia feliz e nos fazia os mais importantes de todo mundo. Nos fazia especiais.
Os avós, quando não te criam sendo praticamente sua segunda mãe ou seu segundo pai, são os responsáveis pelas aventuras mais gostosas da infância. Filha de nutricionista, raras eram as vezes em que eu podia almoçar salgadinhos da lanchonete ou friturinhas engordativas. Ou comer balinhas, sorvete e tomar groselha. Mas quando ele nos buscava na escola era certo pararmos na Garota da Ilha pra levar um tanto de coxinhas e bolinhas de queijo.
Um belo dia a gente cresceu e coincidentemente parece que o avô cresceu também. O sorriso se tornou mais raro, as visitas também. Nesse momento, comecei a sentir saudades.
E é assim que a gente começa a entender os por quês da vida. Começa a entender os silêncios e partidas repentinas. Começa a assimilar que todo mundo tem defeitos, inclusive os seus ídolos e o meu avô era meu ídolo. Ele com aqueles olhos claros, cabelo devidamente penteado pra trás, engomado, seeeeeeempre contando suas histórias maravilhosas dos tempos da farda. Quantas vezes ouvi sobre a viagem ao Japão, que nos rendeu uma coleção horrorosa de louças?
Quando penso no meu avô, não consigo mais pensar nas coisas tristes mas somente naquele rosto enrugado e sério que se transformava quando a gente corria pra cumprimentá-lo. Também penso no apartamento que pra mim, pequenina, parecia um mundo sem fim, com tantos móveis e caixas pra apenas um morador. Lembro perfeitamente da sensação de se perder por aqueles metros quadrados; sonhava com o dia em que teria o meu apê e levaria toda a mobília de lá, afinal meu avô não se importaria. Eu penso nisso tudo quando escuto a palavra “avô”: bala Soft, Rockita, Avon, Skinny, massa de pastel, forma de bolo, Bahia, farinha com ovo mole, banana na comida, Rita, Cairu, Fortaleza.
O coração sempre perdoa, né?
#musicmonday: jimmy eat world – clarity
Feb 8th
Jimmy Eat World é uma das bandas que fazem parte da trilha sonora da minha vida. Lá pelos meus 18 anos, conheci o som dos caras e ouvi copiosamente por anos. Algumas músicas dizem muito do que eu fui como por exemplo A Praise Chorus, que tocou na minha colação de grau (quando subi no teatro da Uerj de sapatinhos cor de rosa, fluor – tendência, né? – em 2005).
Hoje acordei querendo ouvir algo “do passado” e ter ouvido Clarity me fez sorrir no ônibus – aqueles sorrisos espontâneos que surgem deixando as pessoas em volta curiosas.
Meu #musicmonday de hoje vai pra Jimmy Eat World, ao vivo. Aliás, na minha listinha de “bandas que eu quero ver antes de morrer” entra um show deles. Vai que rola esse ano? Vem tanta coisa boa p’ras bandas de cá, né?













