Era uma vez…

… uma moça ultrapassando seu primeiro quarto de século. Recém formada, recém demitida, recém desiludida com a vida. E era uma vez aquela rebeldia toda dos vinte e poucos anos, quando achamos que tudo vivemos e que já somos donos de nossos narizes (e ai de quem te contrarie). A moça era até bem vivida, dessas que vivem intensamente, impulsivamente, descaradamente.

Um belo dia a moça decidiu zarpar de sua zona de conforto, por onde esteve esbravejando por muitos e muitos anos. Aquela coisa de colocar o pezinho na água pra ver se rola um mergulho? Sentindo que podia suportar o mar quase gélido, mergulhou de cabeça e pode contemplar todas as coisas bonitas de quem mergulha e ouve o barulho da onda passar por cima do corpo, afundado na imensidão de água chamada oceano.

O mergulho proporcionou à moça sensações que mudariam todo o rumo da prosa. Mudanças são sempre benvindas, certo? E foi preciso abandonar a calmaria para, finalmente, reencontrar a bonança.