24 Apr 2010

a garotinha ruiva

Post por Raquel às 12:21 em conversas, nostalgia

E surgiu um VHS lá em casa, com umas filmagens jurássicas do aniversário da vizinha. Quem aparece lá, tentando socializar, brincar, participar do festejo com uns cinco, seis aninhos? Euzinha.

Primeiro que vocês devem estar se perguntando: Raquel disse VHS? Vulgo fita magnética jurássica, com tampinha, que você roda no video cassete? Acredito que muitos de vocês nem tenham mais esse aparelho, principalmente os mais novos. Outro dia ouvi de um geração-malhação que nunca ouvira falar disso. Ah, essa garotada criada à base de playstation e orkut…

Segundo que é muita emoção pra um ser humano ser surpreendido com a existência de uma fita que revela momentos da sua infância. Tinha coisa que eu nem lembrava mais, acho que o nosso cérebro bloqueia certas coisas, principalmente na infância. Na fita eu via uma menininha envergonhada mas cheia de vontade de participar das coisas, sem fazer qualquer distinção. De todas as criancinhas do grupo, sem dúvida alguma eu era a mais inocente, sem aquela maldade que a gente vê hoje em dia por aí entre os pequenos. Tanto eu quanto meu irmão sempre tivemos um respeito ABSURDO pelos nossos pais, sabíamos que birra e choro não colavam.

Confesso que bate um sentimento muito estranho ao SE VER. A gente lembra das coisas boas mas das coisas tristes em ser criança. Os sentimentos são puros e moldados nessa fase da vida. Eu hoje vejo o trabalho filho da mãe que meus pais tiveram pra cuidar da gente, além da minha avó, que tomou conta de duas crianças por tantos anos, enquanto os velhos trampavam todos os dias. Claro, vão dizer que antigamente a violência era menor e não existia pedofilia virtual. Mas “antigamente” existiam problemas, existia sequestrador, estuprador, gente safada, existiam crianças malcriadas e por aí vai. Ontem, quando assistia ao vídeo, eu tive a certeza do ótimo trabalho que a minha família fez, ao olhar a garotinha com cara de Moranguinho querendo apenas brincar.

São mais de 20 anos me separando daquela menininha. Quanta coisa ia acontecer na vida dela? E quanto ainda há de vir?

(publicado originalmente em 10 de março de 2009)

2 Responses to "a garotinha ruiva" | Add yours »

  1. Apr 26, 2010 @ 22:55 {}

    to com duas dessas ripadas aqui no PC esperando para serem editadas: uma nas quais ou segurava a camera seguindo a sobrinha, ou era o palhaço predileto dela; outra, já de não tão distante assim, fazendo um vídeo no colégio, com um microfone de 4 faces e em cada uma delas, um canal de tv. Cada um escolhia pra que programa ia falar, e dá-lhe [inexistente, à epoca] CQC-style.

    Nossa geração teve uma outra criação, e o que me incomoda é saber que essa “putada” que reclamamos ou são filhos de pais na mesma idade dos nossos, ou de gente que foi [ou tem idade para] serem nossos irmãos. Em qual parte do caminho essa galera começou a transferir para os outros algumas responsabilidades que são nossas e que devemos repassar? Parece até discurso dos nossos pais [e de certa forma, é], mas essa inversão de valores é assustadora.

    no mais, são deliciosos esses reencontros… independendo que sentimentos causem, inspira-nos a quando olhar no espelho outra vez, enxergar alguém que talvez não saiba para onde está indo, mas soube caminhar com tudo que foi necessário para ser quem se é, com muito orgulho. E continuará fazendo isso ;)

    do post anterior: sugiro que voce lembre / liste alguma atividade que acredite que te faria bem e pense nela não como uma obrigação, mas como um brinde, um “premio” a si por fazer tudo que faz e viver tudo que vive. Meus dias não passam do mesmo jeito se não consigo andar de bike ao menos em 1 noite da semana + 1 dia do findes, e/ou correr 1/2 hora 2x na semana + 2x nos findes, 12km. Claro que nem sempre consigo fazer todas essas, mas comecei com uma e fui encaixando as demais. Quando dei por mim, tava mais feliz q de costume…

    ótimos dias pra ti ;)

    [Reply]

  2. Apr 28, 2010 @ 20:42 {}

    nhaááááá bunitinhalindinhafofinhapacaralho!!

    [Reply]

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