03 Jun 2010

o modismo do esmalte

Post por Raquel às 10:00 em conversas, cotidiano

Como muitos leitores desse blog sabem, fiz parte de um blog que se tornou referência no Brasil em esmaltes. Sim, es-mal-tes. Na época, há quase dois anos atrás, os principais fabricantes já voltavam seus olhos para a internet mas sem muita noção do quanto os consumidores de hoje andam antenados ao que rola lá fora, exigindo das marcas empenho em lançar produtos novos e atraentes.

Pois bem. Na época, eu e as amigas conversávamos no Twitter sobre os esmaltes que tínhamos comprado ou usado e ao percebermos que enchíamos a timeline com tanto miguxismo, transferimos a conversa para um blog e assim nasceu o Mão Feita.

O tempo passa, o tempo voa, muitas cores novas foram colocadas na praça e a culpa é toda NOSSA. Minha, sua (leitora, leitor – por que não?), da colega manicure, da menina que pediu tanto nos blogs, nos salões, nos papos com as amigas por inovação. Não adiantava mais lançar tanto vermelho sem graça se na novela a atriz usa um roxinho lindo que não se encontra na farmácia. A consumidora pediu e os fabricantes, finalmente, ouviram. Até lançaram produtos por causa dos blogs (cof cof)!

Hoje não faço mais parte do projeto mas acompanho tudo de pertinho, afinal, sou mulher e praticamente uma beesha no assunto. Tenho uma caixa repleta de vidrinhos, muitos deles presentes da cunhada, da mãe e que ganhei por aí. Mas muita coisa eu comprei.

Graças a Deus, não me tornei a_louca dos esmaltes, como, infelizmente, a gente vê muito por aí. Não basta apenas ter um verdinho ou outro. Pra muita menina, é preciso ter todos os verdes do mundo, tudo pra poder postar no álbum do Flickr e ser a_tal do grupinho, vamos combinar. Tudo uma grande ostentação. Tristeza. Isso quando não basta comprar o esmalte made in Brazil, é preciso comprar o tal importado porque… ele é importado! Mesmo que descasque em dois dias ou não tenha brilho…

Nouvelle Vague, da Chanel (foto do blog Lacquerized)

Sereia, da Impala (foto de Ana Carô Futricô Amô)

Qual a diferença entre um e outro? Uns brilhos e alguns $$$

Não condeno quem compre a coleção toda de esmaltes, afinal cada um usa o próprio dinheiro como bem entende. Apenas torço por um consumo consciente: por que preciso comprar uma coleção toda de esmaltes se tenho apenas 10 dedos nas mãos, 10 nos pés e um esmalte dura quase uma semana? Por que não misturar o que já tenho, combinar, trocar com as amigas? No fim das contas, você ainda guarda um trocadinho!

PS: pras loucas-leitoras por esmaltes (rs) saibam que tem um cover dessa cor lançada pela Chanel brazucaaaa! Chama-se Acqua, da Big Universo. #ficadica

PS 2: special thanks to Michèle, that allowed me to publish her picture! ;)

15 Responses to "o modismo do esmalte" | Add yours »

  1. Jun 03, 2010 @ 10:29 {}

    não adianta dizer que não é pra ficar antenada com a modinha. aliás, muito do que tá rolando na internet é só pra alimentar essa necessidade de moda, de ser tendência.

    me cansa.

    [Reply]

  2. SrtaRozz
    Jun 03, 2010 @ 11:21 {}

    Mas eu preciiiiiiso ter “mais de 400 esmaltes”, amigan! Comofass//

    [Reply]

  3. Jun 03, 2010 @ 13:13 {}

    Compulsão por qualquer coisa é uma bobagem, né? Concordo plenamente, xuxu. Eu tô com uma porrada de esmalte aqui que comprei por puro impulso, mas já tô me segurando de novo. Com relação aos importados, eu sou mais controlada ainda: comprei uns Eyeko e todos os outros que tenho, até o momento, ganhei de pessoas próximas. Não tô preparada pra dar 90 pilas num esmalte Chanel só porque amei a cor (cara, e olha que eu PIREI nesse Nouvelle Vague!).
    Por sinal, eu recebi o Acqua há uns dias e me decepcionei um pouco… não é tãaao parecido com o Nouvelle Vague não… é mais esbranquiçado. Mas lindo demais também, sem dúvidas!
    :******

    [Reply]

  4. Jun 04, 2010 @ 08:48 {}

    Caguei pra esse azulzinho novo e não acho o da Big parecido não viu?
    Mas tô longe de pagar 90 reais num esmalte e minha coleção era a mais modesta de TODAS VOCÊS no MF ;P
    Quem precisa de 50 esmaltes na mesma pegada de cor?

    [Reply]

  5. Jun 06, 2010 @ 13:06 {}

    Eu sempre gostei de pintar minhas unhas, mas confesso que tenho mais atenção com isso hoje em dia por culpa dos blogs que sigo.
    Bjitos!

    [Reply]

  6. Jun 06, 2010 @ 17:44 {}

    Hum…. interessante. Mas não tenho nada pra comentar……. hahahahahahaha

    [Reply]

  7. Jun 06, 2010 @ 19:08 {}

    eu acho engraçado como essa modinha de esmalte ultra coloridos ganhou proporções homéricas de repente. há pouco tempo atrás era considerado muito mau gosto pintar a unha de verde bandeira, amarelo ovo e rosa fluorescente.

    eu curto coisas diferentes, mas acho mesmo que tá virando neurose demais.
    uso o esmalte que tiver no salão e olhe lá.
    hehehe.

    beijo.
    =*

    [Reply]

  8. Jun 06, 2010 @ 19:57 {}

    o povo do meu trabalho ainda ri e desacredita quando digo que esse monte de esmaltes diferentes surgiu de dois anos pra cá, quando o MF nasceu. amor demais ter feito parte desse blog :)
    na época comprei mil esmaltes, ainda sou um pouco impulsiva quando o assunto é ele, mas era o meu escape desde antes do blog surgir. se eu tava feliz, comprava um esmalte, se eu tava triste, comprava cinco. o que eu adquiri com o blog foi experiência com nomes e cores, nunca mais comprei cor repetida e sei o nome do esmalte de todo mundo só de olhar pra cor.
    e olha que nem tenho todas e nem preciso de todas né. faço as unhas 1x por semana e se eu compro uma coleção toda, quer dizer que até outra ser lançada eu não vou ter usado a anterior completa. acho idiotice gastar tanta grana com esmalte, ainda mais gringo quando todas as marcas nacionais tão dando conta das cores, mas o que mais se vê nessa internet é nego com mania de “eu TENHO, você NÃO TEM” e fazer o que né? queria que me dessem essa grana que gastam com esmalte já que não sabem onde investir direito, HAHAH.

    [Reply]

  9. Jun 07, 2010 @ 13:18 {}

    Só vi esse post agora, estava um tempo sem passar por aqui. ¬¬

    Eu acho tão complicado falar sobre esse assunto porque ele envolve questões subjetivas/individuais que estão fora do alcance de uma normatização geral, coletiva. Eu concordo com você. Não pago fortunas em esmaltes, não tenho esmalte importado… mas por que não tenho, já que tenho maquiagem importada, xampu importado?

    Eu vejo isso em termos econômicos, principalmente.

    Analisando por esse lado, vejo que esmaltes não são tão importantes pra mim. Tenho meus big universo, meus coloridos diversos, meu arranha-céu da colorama… mas não compro um Chanel, um Dior. Mas tenho base Dior. Pra mim (e digo só por mim), uma boa maquiagem me deixa mais satisfeita que um bom esmalte, posto que não consigo mesmo ver diferença neles (ou melhor, vejo, mas a diferença do esmalte nacional pro gringo é tão pequena pra mim que acabo por ignorar).

    Um outro motivo é que a gente vive numa sociedade em que desejos são ilimitados – QUERO TUDO! -, mas nosso orçamento é, infelizmente, limitado. Não existe limite pro desejo humano – o mais rico quer sempre superar o que tem. Ele também acha que tem pouco. A gente acha que tem pouco, mesmo sabendo que há quem não tenha nada.

    E há a questão do fetiche: você compra porque aquilo representa não o esmalte, mas a marca, o status, ele é quase uma entidade que torna você pertencente de um grupo seleto. E não é crítica, porque isso ocorre sempre, e ocorre com (quase) todo mundo.

    O que torna mais difícil o julgamento é: se fundamentalmente nossa sobrevivência depende de quase nada, como definir o que é importante ou não? Como definir quantos esmaltes são suficientes para alguém?

    Tentei ser bem imparcial nesse post e meu objetivo não é agredir nem quem consome de forma consciente e nem de forma exacerbada. É que várias vezes penso na frustração que é viver num mundo em que desejos são infinitos enquanto recursos são finitos. Pra todos.

    (ótimo post seu, por sinal, moça :***** )

    [Reply]

  10. Jun 07, 2010 @ 13:19 {}

    Ooops, meu endereço do twitter foi errado: é @renarennt :D

    [Reply]

  11. Jun 07, 2010 @ 18:08 {}

    eu me impus um limite bem fácil de seguir: só compro esmalte quando não tenho mais nenhum “na fila”. E isso se a cor for diferente do q já tenho ou me chamar muito a atenção.
    e tenho que usar pelo menos uma vez, todos que compro. Se não gostei ou não me adaptei com a cor, dou para amiga/irmã/cunhada. Pq, né? Quem tem espaço e cabeça oca o suficiente pra guardar um esmalte só pra dizer q tem?
    bleh.

    PS: adorei a legenda da minha foto <3

    [Reply]

    Raquel Reply:

    eu também me impus isso: o foda é que a impala acabou com a minha vida e lançou um monte de cor que eu achei bonita! (in)felizmente eu não tenho tanto tempo pra trocar de esmalte senão era uma cor a cada dois dias HAHAHAHAH

    [Reply]

  12. Jun 07, 2010 @ 23:29 {}

    Já que falou nisso, acho sim que de 2 anos para cá esmalte se tornou acessório, começou a fazer parte da moda, compor o look, tanto que o café com rubi virou cor cafona (já usei tanto!) e todo mundo gostou de ver as marcas nacionais começarem a se coçar e lançar cores diferentes. A própria Clarissa da Big me contou que o mercado de esmaltes cresceu 30% a mais do que o esperado só no último ano.
    A dobradinha mulher e consumo sempre existiu, principalmente em relação à moda, sempre na história, compramos mais do que precisavamos, quantas amigas com coleções de bolsas, sapatos(!), roupas, e/ou qq outro item vc tem?
    Quantas podem ter mais do que 200 itens dessas coleções acima? Poucas, sem dúvida.
    Aí é que está o ponto, esmalte é barato, mesmo os de 90 contos não pagam uma bolsa de couro! Por isso é fácil de colecionar, e vira febre.
    E como o fetiche do colecionador não é o objeto, e sim a coleção, temos aí um monte de meninas blogando suas coleções infinitas de cores, e os vidrinho brilhantes, que estão na maioria bem cheios.

    [Reply]

  13. Feb 28, 2011 @ 21:16 {}

    Pessoal

    Cada pessoa faz o que quer com o dinheiro, gasta da forma que acha melhor no momento. Não cabe uma pessoa criticar a outra pessoa, cada um tem que olhar a sua própria vida.

    As pessoas tem que seolher no espelho e, parar de ficar falando de outras pessoas.

    [Reply]

    Raquel Reply:

    Oi, Patricia (se é que o seu nome é Patricia).

    Concordo com você. Acho que cada pessoa faz o que bem entende com o seu dinheiro, fato. E foi exatamente sobre isso que eu falei. A questão do post é uma abordagem mais teórica sobre consumo. Não estou aqui para apontar dedo na cara de ninguém, apenas quero levantar alguns pontos para discussão e exprimir a minha opinião. Afinal, esse é o meu blog, o meu espaço para discorrer sobre o que eu bem entendo.

    Você ou qualquer outro leitor, todavia, não é obrigada a aceitá-la. Que bom, não é mesmo, que o mundo é feito de adversidades? Assim, as pessoas podem discutir civilizadamente sobre o que acontece aqui, acolá.

    Obrigada pela sua opinião! :)

    [Reply]

Leave a Comment





  • * required