Hoje é dia de Noel!
Nunca vou esquecer do dia em que virei para uma das minhas melhores amigas (na época, estávamos na escola) e falei que odiava Oasis.
A gente estava na porta do shopping e não lembro o contexto, claro. Mas era época da febre “Wonderwall”, praticamente todos os adolescentes matriculados nos cursinhos de inglês tinham aprendido a cantarolar essa canção e outros tantos aborrecentes entoavam um dos hinos da geração MTV. A mesma que havia amado com tanta força Nirvana e o seu Unplugged (quem nunca?).
A minha revolta com o Oasis era aquela típica síndrome de underground. Aquele sentimento egoísta e levemente ridículo de ser o único mortal a conhecer determinada banda/artista. Era como se “Wonderwall” e tantas outras músicas da banda pertencessem somente a minha pessoa. Mas, graças a Deus, eu aprendi que ser fã de verdade não é querer ter algo bonito só pra si mas ao contrário, é querer compartilhar aos quatro cantos.
Hoje assistirei ao meu ex-Oasis favorito: Noel Gallagher. Ele fez um álbum solo tão incrível que supera qualquer bobagem que venha a declarar para os jornalistas. Você abstrai as falas e foca apenas na música. Sem dúvida, é um dos melhores álbuns dos últimos tempos esse “Noel Gallagher’s High Flying Birds”. E se você não concorda, releve por obséquio. Aqui quem vos fala é uma fã desde os tempos da melancolia estudantil, dos tempos em que os dramas giravam em torno dos livros de química e de todas aquelas equações gigantescas…
“Ride The Tiger” é uma espécie de curta, formado por três clipes e cenas inédias. São eles: “If I Had A Gun”, “The Death Of You And Me” e “AKA…What A Life”. Uma boniteza daquelas!
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