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Categoria → amor

#musicmonday: metallica – nothing else matters

Eu já sabia que ia ser bom. Não sou fanática pela banda, nem grande conhecedora dos álbuns como ele é. Viajamos de ônibus até São Paulo, naquele esquema de dormir seis horas numa poltrona que até reclina mais do que as poltronas dos aviões internacionais (classe econômica, claro), mas que, ainda assim, não é nada confortável. A espera foi grande desde o último show, pelo menos pro namorado. Pra mim, o Metallica era aquela banda de heavy metal que eu sempre respeitei, que cheguei a ouvir alguma coisa mas não com tanta dedicação, como eu deveria ter ouvido (sim, eu deveria).

Ontem eu padeci frente àqueles quatro caras. Atualmente, que consegue a proeza que o Metallica conseguiu? Depois de anos juntos, com um último álbum que arrancou elogios dos fãs mais descrentes da banda, ainda arrastam multidões em seus shows, emocionando com lágrimas e gritos que vem do fundo da alma, em seus refrões.

Eu hoje só penso no que vi ontem, depois do ônibus, do cansaço, da chuva. Por volta das 21h, a chuva parou e até as estrelas surgiram só pra ouvir os acordes de Kirk Hammet e James Hetfield. O #musicmonday só podia ser do Metallica.

“Couldn’t be much more from the heart”

saiba como ajudar o haiti

Oito dias após o primeiro terremoto que devastou Porto Príncipe, temos notícias de mais um tremor, de magnitude 6.1. Segundo a CNN e Band News, o tremor não causou (mais) danos mas só de imaginar a situação naquele lugar…

Pois bem, a gente está aqui, nas nossas casas, com nossos empregos, dia de Sol, feriadão no Rio de Janeiro. A vida continua, certo? Mas acho que podemos fazer um tiquinho que seja. Quer saber como ajudar?

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me and you and everyone we know

Sempre juntos.

Sempre.

assoprando velas! rá tim bum!

Já estamos em 2010 e eu sou dou as caras agora. Mas também, andei ocupada com bolo, pizza e cachorro-quente!

Na verdade, posso dizer que o meu ano novo sempre começa dia 04 de janeiro, dia do meu aniversário. Esperei 4 dias depois dos festejos de reveillón para vir ao mundo, atazanando o juízo da família Araujo Arellano que aguardava, ansiosa, a vinda do primeiro pimpolho.

Minha mãe sempre diz que eu demorei pra nascer, corri até o risco de passar do tempo. Mas nasci grandinha, forte e ruivinha. Fui o xodó da família por algum tempo, até o meu irmão nascer, fechando a cota de crianças lá em casa. Eu até queria um outro irmão mas hoje vejo que seria inviável mais uma criatura habitando a nossa casa.

A cada aniversário, por mais que a gente não queira, é inevitável não pensarmos que o tempo está passando tão rápido que ontem mesmo você comemorava 15 anos, namorava pela primeira vez ou enfrentava a sala de aula da faculdade cheia de desconhecidos.

Estou tão perto dos 30 que quando me vejo estagiária, com meninas de 22 anos, tão novinhas, acho certa graça. Tenho 28 anos cheios de vida, de idas e vindas, de dúvidas e escolhas, que me fizeram mais madura, autêntica e feliz. Acima de tudo, feliz.

o sentimento te trouxe de volta

Eu só quero dizer uma coisa:

vasco

Podem dizer que o futebol do Rio de Janeiro perdeu a tradição; o ano de 2009 mostrou que só o sentimento de um dos clubes mais tradicionais do Brasil pode impulsionar uma campanha dentro de campo.

O Vasco é o time da virada, já dizia a musiquinha. É também o time do amor. Amor que não tem divisão, que sofreu tanto nos últimos anos, fruto de uma péssima gestão (ou ditadura?) que consumiu parte dos cofres do clube sem muitos investimentos. Pra um time que conquistou tantos títulos num espaço curto de tempo, como vimos em 1999, 2000 e 2001, foi triste ver o declínio e a queda pra segundona.

No fim das contas, cá estamos. Campeões com duas rodadas de antecedência, sabendo que muita gente boa, responsável por esse trabalho provavelmente vai embora. Cá estamos, com a sensação de “dever cumprido”, não porque somos melhores do que os outros adversários do campeonato mas porque o lugar do Vasco sempre foi na primeira divisão, com os melhores. Temos uma história e precisamos honrá-la. Mas, muito mais do que honrar, precisamos ter orgulho e entoar esse discurso.

e pra primeira eu vou subir
e da segunda eu vou passar
na alegria ou na tristeza
eu nunca vou te abandonar

É isso.

O sentimento não para e te trouxe de volta.

Esse título entra pra nossa história como uma volta por cima. Parabéns pra nós, todos nós, que amamos o Vasco, de uma maneira que não se explica!

ame, simplesmente

Você ama o que vê quando se olha no espelho?

Não é novidade pra ninguém que vivemos uma época que ainda cultua a magreza doentia, aquela obtida não com uma alimentação saudável ou academia mas com medicação contra-indicada, regimes mirabolantes (dieta da lua, do sol, do povo inca, da novela das 20h…).

Modelos magrelas que em nada retratam a realidade do século XXI, dominada por fast foods, cerveja e sedentarismo. Se pegarmos a própria rotina dessas modelos, a gente sempre escuta “como de tudo, adoro uma batata-frita”, well, ou o seu metabolismo é muito acelerado a ponto de te deixar com 50kg ou então é um grande caô essa conversa.

Quando eu tinha uns 15 anos, era bem magrinha. Mas dessas magrinhas que tem peitão e perna mais grossa. Fazia vôlei, malhava, era super “geração saúde”. Lembro que algumas amigas eram um pouco mais rechonchudas e volta e meia comentavam como eu podia comer de tudo e não engordar nada. Cheguei ao ponto de fazer dieta da engorda pra ganhar mais massa, porque eu malhava tanto, queria ter pernão, bundão.

Hoje, com 27 anos, a realidade é outra. O vôlei ficou no passado, a academia também. Aliás, eu não tenho saco pra academia. Música chata, aparelhos suados, aquela repetição monótona, não dá. Fora o tempo, que é praticamente inexistente. Ou eu almoço, durmo e estudo ou malho. Vida de quem trabalha e estuda é assim: abre-se mão do bar na sexta-feira com o povo do trabalho, da pizza com os amigos e da academia, do pilates, do kung fu.

O peso anda acima do desejável. Mas se tem uma coisa que eu não aceito é que isso vire uma paranóia na minha vida. E sabe por que? Porque eu amo o que vejo refletido no espelho.

Cada pedacinho. O rosto que hoje tem acne graças aos hormônios desequilibrados; o cabelo que não sabe se enrola ou se estica; o peito, que podia ser menor, a batata da perna também, a barriga nem se fala… Mas aí eu penso que com uma blusa mais soltinha, tudo acaba sumindo e fica bonito! Porque o bonito não é ter um ombro saltado, quase somaliano, quando a gente sabe que não é natural daquela pessoa, quando pra chegar naquele resultado a pessoa simplesmente não come ou, em casos mais tristes, sofre de distúrbios alimentares. Propagar uma magreza desse tipo chega a ser cruel com os mais jovens que, cada vez mais, padecem diante desse apelo, quase uma doutrina, que incita mulheres a não se amar e se tornarem um exército de pessoas sem alma, que fazem de tudo para caber em um vestido.

perfect

É difícil remar contra a maré. É difícil convencer uma geração a não ceder aos apelos da moda, do corpo ideal (ideal PRA QUEM?). Mas a gente não pode desistir. Por isso, repito, vamos nos amar? Do jeito que somos? Dá pra malhar, pra ficar mais fininha? Vai lá, corre atrás! O negócio é correr atrás de forma consciente, sem fazer mal pra si mesma. De que adianta um jeans 36 quando a nossa cabeça tá toda zoada? Amor próprio destruído? Não vamos nos enganar.

love revolution

heart

Fotos: duas primeiras, peguei no Tumblr e não tinha referência.

Leia mais:

Love Your Body Day

Duplamente Veneziana

re-post: “se eu fosse seu namorado, compraria o cd e deixaria na sua bolsa…”

Dizem que a graça da vida está nas pequenas coisas.

Nas pequenas coisas estão os detalhes, os mínimos, que fazem toda a diferença.

Que tornam aquela pessoa a_pessoa, o restaurante o_restaurante e por aí vai…

Pode ser uma colônia; o jeitinho de amarrar o cadarço do tênis; o próprio tênis; o penteado ou a ausência de; o “alô”, as piadas sem-graça… Mas algo em especial chama a atenção de todos nós: o dom de surpreender a cada dia.

Rotina todo mundo tem: acordar cedo, tomar café correndo, pegar ônibus cheio, van com música brega, engarrafamento, fome, comer besteira, cansaço, sono, cigarro depois do almoço, ligar pra mãe, passar na loja pra experimentar um vestido (pro casamento da melhor amiga). Em meio a tudo isso, ainda sobra tempo pra surpreender e/ou ser surpreendida.

Ligação no celular pra dizer “te amo”. Convite prum cinema depois do trabalho. Bilhete perdido numa bolsa. Uma cd de presente, de uma banda nova, do Nepal. Qualquer coisa singela, qualquer tentativa de fazer daquele momento algo mágico e inesquecível, por mais que ele seja uma viagem de volta pra casa ou um simples almoço num boteco qualquer.

i hate you

O horóscopo diz que capricornianos são melancólicos por natureza. Eu, como boa capricorniana que sou, não fujo à regra, somando a isso os dias cinzas e chuvosos que insistem em nascer nessa cidade.

PS: post originalmente publicado em 04/10/04.

eu e você, você e eu…

Um ano desde que o vôo AA 951 decolou de Miami (com atraso) com destino ao Rio de Janeiro. O clima era o mesmo de hoje: céu a zul celeste, nenhuma nuvem no céu, ventinho bacana, roupas de verão. Foi de quinta pra sexta. Sexta-feira sempre foi meu d ia preferido da semana, não somente porque é sexta-feeeeeeeeira – dia de cerveja depois do trabalho, de sair com os amigos ou dormir sem culpa de ir trabalhar no dia seguinte – mas simplesmente porque a sexta, até então, era o dia da feirinha da Colina, dia do step + body pump e dia de Arco do Teles depois do estágio.

Cheguei numa sexta-feira, como já disse, com atraso. Família esperando no aeroporto, amigos. De noite, festa, com muita cerveja, bebidinhas do demo e abraços saudosos.

Eu nunca vou esquecer aquele 15 de agosto de 2008 porque foi, sem dúvida, um dos dias mais felizes da minha vida.

Eu vivi todas as melhores sensações do mundo naquela sexta. O “matar a saudade”, o reencontro, o porre, a alegria. Eram tantos sorrisos, euforia, não cabia em mim cada “mostrar de dentes”. Eu queria que todo mundo soubesse o que eu senti. Só mesmo quando a gente não tem pra dar valor pro que tá sempre ali do lado, não tem jeito!

Mas falar desse último ano é falar do meu primeiro ano ao lado do Pedro. O Pedro não é só o meu namorado. Ele é o amiguinho nerd que conheci há alguns anos atrás no IRC. (alô, pseudo-analistas de mídias sociais? cês sabem o que foi o mirc? não, né…) . O bonitinho que bateu papo comigo e que (diz ele) foi ignorado na porta da Bunker, o inferninho underground frequentado pela juventude alternativa e roqueira do Rio de Janeiro há um tempo atrás. Engraçado que a gente tinha vários amigos em comum, esteve presente em tantos lugares ao mesmo tempo e nunca, nunca aconteceu nada. Precisou um blog sobre banheiros promover o reencontro.

E ainda dizem que a internet é perda de tempo. Me rendeu um emprego, amigos e um namorado!

Fica aqui uma dica: pessoas, não precisa ir tão longe pra se encontrar, sabe? Aquele clichê que diz que tá tudo pertinho, a gente que não repara, é verdade. Tão perto, tão simples, tão bonito.

eu te amo

ai, o amor

the loveDaqui.

Ai o Tumblr…

re-post: swimmers

Procurei algum escrito que pudesse expressar o que agora sinto mas foi em vão. Certa de que esse sentimento não é novo, nem pra mim nem pra outrem; me atrevo a transcrever em linhas o que já não dá mais esconder – e pra que?

Em horas como esta, não consigo conter o sorriso, depois de procurar e procurar sentido pros dias. Fosse aqui ou lá longe, havia, sim, um vazio que só haveria de ser preenchido quando fosse possível o compartilhar (um dia bonito, com a brisa do aterro, ou um temporal, que nos deixa a esperar horas por um transporte, adiando compromissos).

Não há nada como a simplicidade das coisas. Desde o bocejo ao abrir dos olhos no domingo de manhã, o sorriso com açaí, o dar as mãos, de um jeito que só ele dá (meio atrapalhado, ainda mais se estiver cheio de coisas por carregar – os pratos, o colchonete de acampamento, a mochila do fim de semana). É tudo tão peculiar, bonito e nosso que chega a doer a saudade que fica quando ele se vai. Nem mesmo a bolha no pé ou o suor que escorre nas costas consegue ofuscar o sorriso bobo que me acompanha quando ele me acompanha.

E toda essa conversa mole pra dizer que a vida vai bem e mais feliz desde que deixei a luz do dia entrar e fazer a casa mais completa. Foi só depois de me conhecer que pude reconhecer um amor total, sincero, tão rico, cafona e tranquilo.

(Escrito em 18/11/08, antigo blog. Tudo ainda é tão fresco…)