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Sobre amizades de internet

imagem do topo: Wiertz Sébastien via Compfight cc

Há alguns dias venho matutando sobre esse assunto e confesso que esse post tinha uma vibe mais negativa e rancorosa, porém estou vindo de um fim de semana tão bom e gostoso, que me trouxe respostas interessantes para perguntas que eu me fazia há muito tempo.

Estou com 34 anos e há quase 20 anos vivo essa coisa de “estar na internet”. Lembro do exato dia em que acessei o IRC pela primeira vez, bem como um bate papo virtual, se não me engano foi o do UOL ou do falecido Zip.net. Em ambas as situações, estava na casa de uma amiga que tinha computador e internet em casa. Aos mais jovens: nem sempre foi essa coisa linda de apenas abrir o computador ou celular e TCHARAM, Facebook/Instagram/Snapchat, tudo funcionando lindamente. A gente rebolava pra conectar. A gente pagava caro pra dar close na web fora do pulso único. A gente sofria ~praquela~ merda funcionar. Pronto, encerro aqui o meu momento tiazona do pavê.

Da mesma forma, lembro do meu primeiro encontro com alguém da internet. Foi no shopping aqui do bairro, o nick do garoto era Farofa Carioca e eu achei legal o ~nome~ dele, mesmo sem saber que era a banda do Seu Jorge (não tinha Google pra gente buscar o significado das coisas). Ele veio com um amigo e foi chato, sem falar que ele não tinha nada a ver com a foto enviada. Aquela coisa, né? Quem nunca passou por isso? Foi tudo tão constrangedor… Por motivos óbvios, a gente nunca mais se falou e ponto final.

Pouco tempo depois, eu tinha o meu computador em casa, rolava aquela divisão básica com meu irmão. Muitas tentativas de estabelecer um horário de uso pra cada um, muitas brigas, muito esporro dos pais porque a conta telefônica estava vindo os olhos da cara, muito suor, muita lágrima derramada. Aos 17 anos arrumei um namoradinho no IRC, aos 18 conheci uma galera aqui do bairro pelos chats, sendo que boa parte deles é meu amigo até hoje. Meu irmão inclusive casou com uma paquera dele do canal Ilha, pra vocês terem noção das coisas. Aos 19 criei meu primeiro blog e por meio dele comecei a conhecer outras pessoas com blogs – a gente não tinha a alcunha de blogueiro porque isso era uma coisa que não existia. Você era alguém que tinha um blog. Não sei se consigo explicar a diferença. Ainda mantenho contato com algumas dessas pessoas e volta e meia surge uma conhecida daquela época, uma surpresa deliciosa quando a gente descobre os antigos nomes das pessoas (porque muita gente matou os blogs, matou os nicknames, essas coisas).

Ao longo de todos esses anos, conheci pessoas. Muitas pessoas. Analisando rapidamente o comportamento do usuário “lá de trás” e o de hoje, percebo que essa facilidade que temos para entrar em contato com um desconhecido é meio que a mesma. Bastava você mandar um “oi, quer teclar” pra pessoa e você começava uma conversa, estabelecia uma conexão. Trocava-se fotos, telefone, user no MSN, pronto… Nascia ali uma amizade, uma paquera, um lance. E aqui, aproveito para estender o debate pro seguinte fato: a (falsa/ingênua) sensação de que somos íntimos daquela pessoa que mal conhecemos.

Perdi as contas de quantas pessoas deixei entrar em minha vida e que um belo dia sumiram do mapa. E não falo só de casinhos ou flertes, falo de ~amizades~. Existem aquelas pessoas com as quais cruzamos na web e pela qual nutrimos uma certa admiração superficial, seja porque ela é bonita ou estilosa, divertida, tem um gosto musical parecido… A gente cria uma expectativa positiva, que pode ser correspondida ou não. Ao trocar meia dúzia de palavras, você vê que aquela pessoa é diferente. Com a mesma rapidez que a gente admira aquela pessoa, a gente acaba deletando na primeira ~decepção. Quem nunca, não é mesmo?

Esse tipo de descarte me faz pensar na fragilidade das relações nos dias de hoje. Sem querer ser aquela pessoa do “antigamente não era assim”, lembro que na escola rolavam umas fases com determinados amigos. Tinha época que eu era um grude com umas meninas, daí passavam uns meses e eu grudava em outras, o mesmo para minhas amigas. Mas bem ou mal, na escola a gente era obrigado a conviver por ser da mesma sala, da mesma série, por morar na mesma vizinhança. Na internet você simplesmente remove aquela pessoa da vida e foda-se. Confesso que me assusto com essa fugacidade, com a sensação de que enquanto somos um personagem, somos mais interessantes. Por mais que faça parte desse contexto praticamente desde os primórdios, ainda não sei como me relacionar com pessoas que conheço virtualmente. Acabo amando todo mundo e depois meio que quebro a cara quando a pessoa desaparece.

Mas, eu disse que esse post não ia ser rancoroso lá no começo. Apesar das decepções, graças a toda essa modernidade tecnológica pude conhecer gente incrível, que compartilha das mesmas angústias e anseios. Gente que, se não fosse aquela fotinho no Instagram, eu nunca teria conhecido. Ou aquele post num determinado blog, falando sobre um filme x. Gente que depois de algumas mensagens trocadas, cafés, chopps, se tornaram fundamentais na vida.

Ao contrário do que muita gente pensa, acho sim que é possível fazer amigos na internet. Esse espaço, que pra mim é muito real (contrariando aquele papo de vida real x vida virtual, pra mim é tudo a mesma coisa), é apenas mais um meio para conhecermos e sermos conhecidos. A gente cria uma imagem em qualquer lugar mas é praticamente impossível se manter escondido sob uma capa por muito tempo. Estamos mais acessíveis e vulneráveis nas redes? Sim e isso é bastante confuso pois parece que você é amigão de geral quando no fundo não é. Sem falar que fica no ar aquela sensação de que a web é um eterno ensino médio, onde os populares se dão bem e os introvertidos sem sal ficam no cantinho dos excluídos. Porém, acho que assim como “na vida real” (inserir muitas aspas aqui), fica na nossa vida quem a gente permite e quem a gente faz questão – não importa quantos seguidores a pessoa tenha.

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conversas, pra gente

Sobre o meu novo cabelinho

A última vez que tive cabelo curto, assim, na altura do queixo, foi na infância. Se eu encontrar a foto, juro que publico aqui. Lembro perfeitamente da ocasião, eu estava fazendo a Primeira Comunhão (rs) e tava toda linda (só que não) parecendo uma pomba da paz vestida de branco, uma roupa padrão (todas as crianças tinham que usar o mesmo modelo, em linho e talz) e eu com aquele capacete graças ao bom gosto da moça que cortava o cabelo da família. Sério, dignidade zero. Coitada da Raquel de 8 anos.

A vida foi passando e eu nunca mais me atrevi a cortar as madeixas acima dos ombros. Vivi uma adolescência sem escova progressiva e olha, que coragem que era usar os cabelos naturais. Você tinha que ser muito segura de si ou então virar escrava dos creminhos de pentear. Foi uma época difícil para a jovem Raquel, lidando com caracóis ruivos e revoltos.

Há algum tempo venho trabalhando minha minha autoestima em relação ao meu visual. Sabe aquela coisa de se sentir feia por que você não preenche um determinado padrão? Aquela coisa de ter cabelo comprido, liso de preferência… Comecei a cansar do corte, que pesava em mim. Comecei a me imaginar diferente do que eu vinha sendo há anos. Pensei em tingir os cabelos, mas não seria suficiente. Eu precisava remodelar a coisa toda. E foi assim que sentei na cadeira do Felipe (meu amado cabeleireiro) e assim cortamos 15 centímetros de fios. Assim surgiu uma Raquel de cabelos curtos, segura de si.

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Nas palavras do Felipe, eu assumia um cabelo com personalidade. E vou dizer que não foi difícil dar cabo de tanto cabelo. Ainda é curioso encontrar algumas pessoas que sempre me viram de cabelo grande e lidar com a cara de espanto delas. Muitas dizem que ficou bem melhor, que meu rosto agora aparece mais, está mais leve. Eu confesso que estou gostando muito e já cheguei a me perguntar por que não cortei antes. Mas sabe, acho que não teria o mesmo significado se fosse assim, de um jeito aleatório. Esse corte veio na hora certa, em uma fase em que estou muito de bem comigo mesma. Não é apenas um corte, é mais do que isso.

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Sobre aceitar o nosso corpo como ele é

Essa frase aí do título: não é fácil. Por mais que você repita para si mesmo, como um mantra, que é tudo pressão da mídia, que o filtro tá equivocado, que a gente nasceu lindo no matter what… há sempre aquele momento em que você se olha no espelho e encasqueta com o que vê. Um braço gordinho, o sutiã que insiste em marcar as gordurinhas nas costas, um short que foi comprado num tamanho maior porque você tá ~acima do peso~… quem nunca?

Aqui, insiro um exemplo que conheço muito bem: eu mesma. Sempre fui uma criança magra. Fui crescendo e continuei sendo magrinha, até demais. Brincava na escola dizendo que estava fazendo dieta da engorda, porque no fundo eu queria ser como as minhas amigas que já tinham “corpo” (leia-se aquele corpo de mulher, mais largo, mais marcante, o corpo da gente muda, né?). Eu não era lisa, com 11 anos já tinha seios um pouco maiores do que minhas amiguinhas, algo que se tornou uma marca registrada: “Raquel, a ruiva do peitão”.

Quando entrei pra faculdade e comecei a comer todas as tranqueiras existentes na face da terra, juntamente com meus hormônios de mulher adulta, a coisa começou a mudar. Acho que ganhei uns 10 kg nessa época, mas continuava sendo uma mulher magra, considerada pelos meus amigos de sala “a guria voluptuosa”. E eu sabia que chamava atenção, sabia que as pessoas olhavam pensando “deusa” (RISOS) e é claro que a minha auto-estima estava sempre lá em cima, por mais que os seios avantajados incomodassem um pouco na hora de vestir camisas de botão ou mesmo decotes. Lembro que uma grande amiga dizia pra mim que admirava o jeito com o qual eu me sentia segura com meu corpo, usando vestidos mais abertos e curtos, salto, essas coisas que mostram muito da nossa personalidade e segurança em nos aceitarmos como somos.

Nessa época não tinha escova progressiva e a gente achava legal ter piercing

Aí eu fui morar nos EUA, comi como se não houvesse amanhã, desenvolvi hipotireoidismo e ganhei mais uns 10 kg. Voltei pro Brasil beeeem gorda. E aí, uma coisa foi juntando com a outra e eu passei a me esconder. Vamos combinar que é muito mais fácil se vestir no Brasil sendo magro. A oferta da moda é pra corpos ~no padrão~. Eu não me sentia bonita naquele corpo mais robusto. Olhava para fotos antigas e pensava “cadê essa pessoa?”. Foi aí que passei a não me olhar mais no espelho, porque no fundo não aceitava aquela imagem gorda. A cabeça, essa danada é responsável por tudo na nossa vida.

De lá pra cá tanta coisa aconteceu na minha vida. Comecei a cuidar do hipotireodismo, tentei fazer dieta, comecei a malhar, larguei, fui em nutricionista, comi tudo que tinha direito, engorda, emagrece… Até que aos poucos comecei a questionar o sentido de tudo isso. Qual é o verdadeiro significado do que vemos no espelho? Por que estar magro faz com que a gente fique mais bonito do que quando estamos mais gordos? Será que estar gordo quer dizer que não estamos comprometidos conosco? É sinal de que somos relaxados? Preguiçosos? Simplesmente comecei a não ver sentido em comentários sobre corpos alheios ou mesmo o meu. “Raquel engordou, né?” *insira aqui uma voz de velório*. Sim, gente. Engordei. E DAÍ?

Ao mesmo tempo que me fiz essa pergunta, me desarmei para todos a minha volta. Amigos que eu olhava e pensava “fulano tá gordinho” como se isso fosse ruim. Porque sem querer a gente continua perpetuando algo que achamos errado, não é mesmo? Por que motivo achamos tão ruim esse tipo de mudança? Por que só recebem elogios aqueles que perdem peso, mesmo que seja por um motivo triste (doença, em muitos casos)?

Quando li esse post da Nuta no GWS, caiu a ficha de que no Brasil não valorizamos o corpo ~nem gordo nem magro~, conhecido lá fora como CURVY. Logo o Brasil, esse mix de etnias, que deu origem a um povo tão miscigenado e nada padronizado. Seria o lugar perfeito para que nós pudéssemos circular por aí com as roupas que bem entendêssemos usar, sem receber olhares negativos. Mas parece que a gente simplesmente não existe. Ou você é magro, padrão blogueira fitness, ou você é gordo, padrão blogueira plus size.

A resposta pra essa pergunta é que a gente simplesmente não se aceita sendo o meio termo. Usar cropped tendo peitão? Não pode. Saia lápis tendo culote? Também não. Bracinho mais cheinho de fora? Hmmmm acho que não, hein. E assim, seguimos tentando nos encaixar em uma fôrma.

Chega uma hora que você desiste de tentar se encaixar num tamanho de jeans e passa a trabalhar em cima do que tem. E aí começa um exercício psicológico de se olhar no espelho e amar aquilo que vê – porque aquilo que a gente vê não é só uma barriga ou uma coxa mais flácida. Ali no espelho vemos refletidos seres humanos, com sentimentos, ambições e sonhos. A gente se prende muito ao externo e esquece de trabalhar o interno, que é o que realmente importa nessa vida. No momento em que aceitamos a imagem que vemos refletida, é como se a gente pudesse se abraçar e se amar. É impressionante como esse mecanismo, aparentemente bobo e inútil, faz toda a diferença. É uma sensação bem parecida com a de uma corrida, quando termina: somos inundados por endorfina e a felicidade é tão grande que a gente se sente maravilhoso. E é tão bom se sentir assim, de bem com o mundo, né?

Posso dizer que tenho me olhado mais no espelho, sem tanto julgamento, com mais carinho. Desde então, passei a me sentir mais confiante comigo mesma, seja para fazer fotos ou vídeos. Quem trabalha com a imagem certamente passa por esses dramas e é claro que não é de um dia pro outro que você começa a se achar incrível. Como eu disse lá no começo do post, é um exercício diário. Diferente de pregar um conformismo por estarmos assim/assado, sugiro que busquemos uma harmonia entre corpo e mente. Acho que esse é um dos segredos pra uma vida mais simples e tranquila.

PS: a foto no cabeçalho é desse post aqui no Instagram e tô recebendo tanto comentário querido que fez com que eu não me sentisse mais mal em me expor. Porque mesmo com todo esse raciocínio, ainda penso “hmmmm meus peitos ali no Instagram”. E a gente não devia ter essa vergonha, né? Esse medo de mostrar uma parte do nosso corpo, se estamos nos sentindo bem, bonitas, felizes.

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As melhores & piores coisas de 2015

Há praticamente 34 anos, todos os anos começam com aquela energia gostosa de mini-férias com expectativa do aniversário. Nascidos logo no comecinho do ano tem essa vantagem, não é mesmo? E como tudo na vida tem dois lados, lido com comemorações onde muitos amigos não vão por estarem viajando (às vezes eu mesma estou viajando). Festinha na escola? Nunca rolou, por motivos óbvios.

Meu 2015 começou no alto de uma colina, de frente para um mar lindo. De lá, vi os fogos de Copacabana sob um outro viés, inimaginável. Em seguida, um aniversário comemorado de um jeito muito especial, com cantoria, sob ameaça de chuva – que acabou não caindo, pra alegria dos fanfarrões. Foi uma noite épica, com gargalhadas, cerveja, suor e amizade.

Dizem que o ano só começa efetivamente depois do Carnaval, não é mesmo? Pra mim, começou de fato no finalzinho de janeiro. Assumi um compromisso comigo, com a saúde, enfrentei a lesão e passei a treinar de verdade com uma equipe. Nascia uma Raquel-corredora-de-rua, treinando regularmente, evoluindo lentamente. Nem tudo são flores e é claro que lidei muitas vezes com a frustração de correr devagar, a vontade de desistir faltou alto muitas vezes, mas sei lá, eu sou tinhosa e não abri mão disso.  Dizem que capricorniano é assim, determinado. Eu não sei, não ligo pra essa coisa de signo, mas vou me apropriar dessa informação pra dar mais bossa ao texto.

imagem daqui

Muita gente diz que 2015 foi um ano complicado, em todos os sentidos. No pessoal, na economia, na política. Eu diria que os últimos 3 anos tem sido bem calorosos nesses dois últimos pontos. Manifestações, eleições, polarização do debate. De um lado, ~coxinhas. Do outro lado, ~petralhas. Por favor, liguem o botão do sarcasmo aqui, hein? A coisa toda poderia ser mais fluida se não fosse a necessidade que as pessoas tem de vencer uma discussão. Sim, estamos de volta à quinta série com direito à lado A x lado B e suas respectivas torcidas. E nesse esvaziamento, quem tem vontade de levar a coisa adiante simplesmente desiste e se cala. Fingir demência acabou sendo a melhor opção.

Em 2015 nos mudamos pra um cantinho só nosso. Deu trabalho? Deu. Porém, poucas coisas nessa vida são tão gostosas quanto a sensação de abrir a porta e saber que aquele cantinho é seu. Cada pedacinho, cada cantinho da parede. Sensação gostosa de conquista, depois de tanto perrengue, tanto esforço. Pequenos grandes prazeres da vida.

imagem daqui

Nesse ano eu assisti muitas séries e li poucos livros. Todo ano me prometo ler mais porém acabo perdendo o feeling da leitura. Vocês também tem sentido uma dificuldade maior para se concentrar e embarcar na leitura? Alguns livros, por mais interessantes que fossem, pareciam não chegar ao fim nunca. E notem que isso não é bom, certo? Essa sensação de “chega logo ao fim, caralho”. Tipos que não é pra isso que os livros servem, né? Não sei se escolhi mal os títulos, ou se é algo nesse mundo conectado a qualquer momento que nos tira o foco e a atenção das coisas. Talvez seja uma mistura dos dois.

O Maionese recebeu mais atenção, o Gordelícias também. Andei fazendo vídeos e tudo mais, perdendo a vergonha, me descobrindo e me aceitando diante da câmera. Esse, aliás, é um ótimo exercício para a melhora da auto-estima. Sou muito envergonhada e me sinto sem jeito quando assisto aos vídeos ou me vejo em fotos. Aos poucos, vou trabalhando esse problema, em doses homeopáticas, diárias.

Fazendo aquele balanço geral, diria que esse foi um ano de muito aprendizado. Em relação às pessoas, em relação à comida, em relação ao mercado de trabalho. Fui mais tolerante com o outro, mais paciente e descobri uma capacidade em abstrair certas coisas que achava praticamente impossível. Essa mudança tem muito a ver com a prática esportiva, sabia? Incrível o que a corrida faz com a gente. Você fica tão exausto e focado naquilo que não tem tempo pra bobagens ou coisas que em pouco tempo não significarão grandes coisas.

imagem daqui

Costumo dizer que a culpa não é ~do ano mas da vida como um todo. A gente fala “esse foi um ano de bosta” ou “esse foi um ano incrível” baseados nos momentos marcantes e tudo mais. Certas coisas são inevitáveis, claro. Perder um amigo ou ente querido

Pra finalizar, deixo vocês com algumas listas (curiosas) que encontrei por aí:

E se há espaço para resoluções? Ler mais. Viajar mais. Absorver menos o que não posso mudar. O que não me pertence. Cuidar mais de mim do que ~dos outros (e isso não tem a ver com ser egoísta). Sabe aquela coisa “seja a mudança que você quer ver no mundo”? Frase clichêzona mas acho que é bem por aí. Quando a gente faz mais pelo todo, a energia meio que volta pra nossa vida, de um jeito positivo. Então ~vambora fazer essa máquina girar mais e mais?

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coisas que amei, conversas

Coisas que amei: reflexões sobre as redes sociais

imagem do topo: Rresende via Compfight cc

Desde segunda-feira, não param de circular textos e matérias sobre a decisão de uma blogueira/youtuber australiana que decidiu abandonar um lifestyle tão desejado por gente no mundo todo, em prol de uma vida mais real e livre. Esse é um debate antigo, principalmente pra quem vive do Marketing Digital, ou quem acompanha debates e estudos antropológicos. Mas é aquela, basta uma fagulha pra reacender todo o incêndio e cá estamos em meio a tantos textos e análises.

Visto que li tanta coisa interessante nas últimas 48h, vou abrir mão de escrever mais um ~textão~ pra compartilhar alguns desses links, que sugerem ótimos debates em torno do assunto. Só clicar aí embaixo!

◣ Por que você se deixou enganar pelo Instagram, por Fernanda Pineda

◣ Sobre redes sociais, vida real e felicidade, por Fe Neute

◣ Por que está todo mundo fugindo das redes sociais e do mundo online, por Marina Espíndola

◣ Estamos prestes a mudar a nossa relação com a internet e com as redes sociais, por Nuta Vasconcellos

◣ A não farsa das redes sociais, por Lu Ferreira

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Sobre amizade + resultado de sorteio

(imagem do topo daqui)

Demorei um pouco pra divulgar o resultado do sorteio desse livro aqui mas foi por uma boa causa. Li cada resposta e acabei rascunhando um post que queria fazer há algum tempo: um post sobre amizades.

Não importa a ~fase da vida~, a gente tá sempre (re) avaliando as amizades que temos. Algumas nos acompanham durante anos, outras surgem de repente e se tornam tão especiais. E tem aquelas que são abaladas por algum desentendimento mas um belo dia tudo “sara” e a vida segue. Assim como em relacionamentos amorosos, acredito que pra amizade não haja regra, não haja uma explicação, um tutorial. Cada um tem a sua visão do que é ser amigo, do que é uma demonstração plena de amizade a alguém.

Fiz um sorteio pra presentear um leitor do blog com um livro sobre amizade. Pedi aos participantes que falassem sobre alguma situação louca que fizeram por um amigo e foi tão difícil escolher apenas uma resposta. Sem clichê, gente. Foi difícil mesmo. Acabei escolhendo duas respostas e vou enviar o meu exemplar pra esse segundo ganhador. As respostas tinham algo em comum, algo que inclusive eu acredito ser essencial na hora de pensarmos “esse cara é realmente meu amigo”, que é o seguinte: se um amigo estiver realmente precisando de uma mãozinha, um help, faria qualquer coisa pra estar ao lado dele? Se a resposta é “sim”, you got a friend.

Pode ser que vocês nem sejam mais tão íntimos. Que não se vejam há um século. Que já não saibas por onde o cara anda, o que ele pensa, o que ele quer da vida. Se ele precisar, seja pelo motivo que for, você vai estar lá. É tipo aquela música:

If you need me, call me
No matter where you are, no matter how far,
Dont worry baby
Just call my name
I’ll be there in a hurry
You don’t have to worry

Queridos Leandro Faria e Alice Barros, escolhi vocês como ganhadores do sorteio. Em breve, tem livro na caixa de correio também. Obrigada a todos os amados que participaram, vocês são fofos demais!

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