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reencontros
Era uma vez…
… uma moça ultrapassando seu primeiro quarto de século. Recém formada, recém demitida, recém desiludida com a vida. E era uma vez aquela rebeldia toda dos vinte e poucos anos, quando achamos que tudo vivemos e que já somos donos de nossos narizes (e ai de quem te contrarie). A moça era até bem vivida, dessas que vivem intensamente, impulsivamente, descaradamente.
Um belo dia a moça decidiu zarpar de sua zona de conforto, por onde esteve esbravejando por muitos e muitos anos. Aquela coisa de colocar o pezinho na água pra ver se rola um mergulho? Sentindo que podia suportar o mar quase gélido, mergulhou de cabeça e pode contemplar todas as coisas bonitas de quem mergulha e ouve o barulho da onda passar por cima do corpo, afundado na imensidão de água chamada oceano.
O mergulho proporcionou à moça sensações que mudariam todo o rumo da prosa. Mudanças são sempre benvindas, certo? E foi preciso abandonar a calmaria para, finalmente, reencontrar a bonança.
e que venha 2010!
Mesmo sendo meio boboca essa coisa de se preparar super pra virada do ano, afinal, muda-se o calendário, a “folhinha” na cozinha, na mesa do escritório, na oficina mecânica mas quando amanhece a segunda-feira pós festejos, tá tudo lá, na mesma.
Você continua com a mesma idade (exceto pros que nasceram bem na virada), provavelmente no mesmo emprego, morando no mesmo lugar. O que muda, de verdade?
A gente aproveita o ensejo pra arrumar o guarda-roupa, pra limpar as gavetas, as contas de 2002 que ainda estão lá, da antiga operadora de telefonia celular. E aproveitamos para fazer as famoooosas promessas pro ano seguinte: dieta, malhar, estudar mais, ler mais, comprar um apê, economizar, aprender a dirigir, cozinhar, comer menos Mc Donald’s (até porque o Burger King é BEM melhor)… A gente não muda! Sai ano, entra ano, the same old promisses…
Mesmo assim, não vou aguar o chopp de ninguém. Nesse período de recesso, férias coletivas em grande parte das empresas, de descanso merecido, pés na areia da praia e dormir até mais tarde (pra quem pode), vos desejo boas energias e muita disposição para concretizar planos passados e futuros, sempre! Que 2010 seja um ano ainda mais feliz que 2009 e que, mesmo com as dificuldades que porventura surjam, que sejamos fortes e bravos para superar e, principalmente, aprender com todas elas!
Mas, quero prometer apenas uma coisa: estar mais presente aqui no blog, que é um cantinho que sempre gostei tanto, que me aproximou de tanta gente legal!
Bitocas estaladas,
Raquel
descansando a mente, seguindo em frente
E aproveito os dias em casa, uma espécie de mini-férias, para retomar um hábito abandonado por pura preguiça (e falta de espaço no HD): baixar músicas.
Sem querer entrar no papo “download é coisa feia”, foi legal navegar por um monte de blogs e me perder nessa andança. Descobri bandas novas, dei chance pra coisas que vetei e quando vi já tinha lotado o restinho de espaço em disco que sobrava. Backup mais do que necessário. Assim é com a vida, né?
Bom poder acordar com algumas tarefas anotadas e simplesmente mudar o rumo de tudo porque surgiu uma outra prioridade: dormir até mais tarde, ver o filme da tevê, dar uma volta no shopping com a mãe. Fugir da rotina nossa de cada dia é sempre bom, mesmo sabendo que logo voltamos à programação normal (e isso também é bom).
O Natal esse ano será diferente. O Ano Novo também. O aniversário cai numa segunda-feira, depois do turbilhão de comilanças engordativas e nada saudáveis. Até agora, 2009 foi um ano “de viradas” e amadurecimento profissional. Mesmo sendo meio idiota esse frio na barriga, visto que se você pensar mesmo, o ano “vira” e são só números em um calendário, não podemos negar que há um quê de ansiedade no ar. O que será de 2010? Parece que ouvimos o bordão “2000 INOVE”. Estamos indo pra 2010 (e eu curiosa pra saber como fizeram o óculos vagabundinho de plástico – digo, como colocaram os números, de modo que você consiga ver por entre os 0’s? E quando for 2011? Cabou a brincadeira…).
ê ê ê ê a magia chegou…
Esse programa Por Toda a Minha Vida mexeu com a maioria das pessoas da minha idade (e algumas mais jovens), porque, enquanto pros nossos pais o especial dos Beatles MEXE “lá no fundo do peito”, é um especial do Claudinho e Buchecha que nos traz as mais tenras recordações do passado. Ei, você, tá torcendo o bico? Não deveria. Não adianta, cara, BEATLES não é da sua época. Nem Jimi Hendrix. Apenas aceite os fatos, porque Claudinho e Buchecha é um fato na vida de alguém entre 20 e 30 anos.
O bacana é que passava um trechinho da música no programa e logo você se pega cantarolando todo o resto, batendo pezinho no chão e o escambáu…
Tua época foi a do pagode, a do New Kids on The Block, das Spice Girls, da Madonna piranha se esfregando na cruz com um negão, foi dançar tchurururu de Nauru, pochete, com a mão na frente da boca, imitando o Claudinho.
Semana que vem é o especial do Raul Seixas. Raul Seixas, o mais pedido nas rodinhas de violão chatas dos acampamentos, depois de Legião Urbana e seu Faroeste Caboclo (pior que eu gosto de Legião Urbana). Eu duvido que o programa da semana que vem tenha tantas pessoas assistindo como o de hoje – e comentando no Twitter, em tempo real, as usual.
E o que eu quero dizer com esse post? Que é bom reviver o passado, seja por alguns minutos em frente à televisão, seja desencalhando aquele videogame que em algum Natal do passado foi a maior alegria da sua vida. O Atari, o Master System, Odissey, Mega Drive, Nintendo, que seja. Desce a caixa de War e vamos jogar uma partidinha, sem terremoto e jogando os dados na tampa do jogo? Daí a gente faz aquele suco de caju, deixa na jarra e vai bebendo aos poucos. Nostalgia em vez de saudade: é coisa pra quem viveu a vida – de verdade.
Mão Feita no Luluzinha Camp RJ
Oi, mocildas!
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É com muito prazer que eu vos escrevo esse post. No último sábado, estivemos presentes na 3a. edição de um evento que vem ganhando muita força em todo o país: o Luluzinha Camp.
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Mais do que um lugar cheio de mulher falando de tudo ao mesmo tempo, o Luluzinha Camp é uma iniciativa que tem, como foco principal, a troca de experiências entre mulheres de diferentes idades e grupos sociais. É quase uma terapia de grupo, sendo que você ainda ajuda instituições de caridade, através das doações.
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o sentimento te trouxe de volta
Eu só quero dizer uma coisa:
Podem dizer que o futebol do Rio de Janeiro perdeu a tradição; o ano de 2009 mostrou que só o sentimento de um dos clubes mais tradicionais do Brasil pode impulsionar uma campanha dentro de campo.
O Vasco é o time da virada, já dizia a musiquinha. É também o time do amor. Amor que não tem divisão, que sofreu tanto nos últimos anos, fruto de uma péssima gestão (ou ditadura?) que consumiu parte dos cofres do clube sem muitos investimentos. Pra um time que conquistou tantos títulos num espaço curto de tempo, como vimos em 1999, 2000 e 2001, foi triste ver o declínio e a queda pra segundona.
No fim das contas, cá estamos. Campeões com duas rodadas de antecedência, sabendo que muita gente boa, responsável por esse trabalho provavelmente vai embora. Cá estamos, com a sensação de “dever cumprido”, não porque somos melhores do que os outros adversários do campeonato mas porque o lugar do Vasco sempre foi na primeira divisão, com os melhores. Temos uma história e precisamos honrá-la. Mas, muito mais do que honrar, precisamos ter orgulho e entoar esse discurso.
e pra primeira eu vou subir
e da segunda eu vou passar
na alegria ou na tristeza
eu nunca vou te abandonar
É isso.
O sentimento não para e te trouxe de volta.
Esse título entra pra nossa história como uma volta por cima. Parabéns pra nós, todos nós, que amamos o Vasco, de uma maneira que não se explica!
e se
E se o oceano incendiar
E se cair neve no sertão
E se o urubu cocorocar
E se o Botafogo for campeão (da série B – kas kas kas não resisti)
E se o meu dinheiro não faltar
E se o delegado for gentil
E se tiver bife no jantar
E se o carnaval cair em abril
E se o telefone funcionar
E se o pantanal virar pirão
E se o Pão-de-Açúcar desmanchar
E se tiver sopa pro peão
E se o oceano incendiar
E se o Arapiraca for campeão
E se à meia-noite o sol raiar
E se o meu país for um jardim
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
E meu coração for um quindim
E se o meu amor gostar então
.Chico Buarque, E Se.
Sem saber algumas vezes fazemos escolhas decisivas. Toma-se o caminho sem volta e o jeito é se adaptar ao novo, seja ele bom ou ruim. Tudo depende do seu momento. O que pode ser primordial e relevante hoje, daqui a dois anos, não é.
Crescer é isso: se arriscar, colocar a cara à tapa e correr atrás da felicidade.
(originalmente postado em 27 de setembro de 2006)
o que a gente leva dessa vida?
Quando eu te vi de beca todo bonitão na última sexta-feira, foi como se eu tivesse vendo o mesmo menininho cabeçudo, com 6 anos de idade, no palco do Lemos Cunha. Naquela época você era mais novinho que os demais da turma, já que tão novo entrou logo pro maternal e entrou pro colégio mais legal do bairro.
Você, que demorou tanto para andar (se arrastando pelo carpete – cinza escuro, com formigas), aprendeu logo a “ir ao banheiro” sem ajuda, sem sujar as fraldas. Chupava dedo, teve que usar aquelas terríveis botas ortopédicas, tava sempre com algum resfriado, alergia. Mesmo assim, vingou na natação e até bateu uma bolinha no time de futsal do clube.
Os anos vão passando e, não importa, quem veio primeiro sempre olha pro mais novo com o mesmo olhar da infância. Um belo dia você descobre que a casa não é mais só sua, que o sorvete precisa ser dividido e o espaço no sofá também, assim como a hora pra assistir o desenho animado, jogar Alex Kidd e acessar à Internet. Os mais velhos levam muito tempo para aprender que aquela criatura que vem pra ficar não é o vilão que te rouba a mãe e o pai mas alguém que vai te ensinar o que há de mais precioso no mundo: o amor.
Eu olho pra você triste e me dá uma vontade de te dar a mão, como fazíamos quando crianças. Me dá vontade de dar uma moca em quem te sacaneou, em quem te fez perder o riso. Eu quero brigar, quero mostrar pro garoto bobo da escola que não é assim que a banda toca, que você é meu irmão e que eu sou muito brava!
A gente cresceu e parece que a vida perde o encanto dos dias de inocência. A gente aprende que, embora chutar bundas e torcer pra que o pinto do vilão caia seja o nosso maior desejo, a banda toca de outra maneira. A gente aprende que desejar o mal não funciona, mas que continuar a cruzada é fundamental. O que levamos dessa vida, seja lá pra onde formos?
Eu tenho saudade do futebol aos domingos, no campo de terra da Portuguesa; tenho saudade do Skinny com feijão; das tardes corridas com Cultura Inglesa; das conversas no corredor do prédio. Saudade da piscina com “nojinho”, das idas pra ACM com direito à suvaco cabeludo e risadas. De nós dois imitando os motoristas de ônibus, se perdendo na Sendas, se achando, com sorvete de nata. Tenho saudade do som do cavaquinho, do Fundo de Quintal, da Beth Carvalho com Zeca Pagodinho, tenho saudade de uma alegria que reinava quando você vinha da escola técnica.
Há uma semana eu reencontrei o mesmo garotinho da infância, meu maior companheiro e amigo dessa vida. Eu vi naquele palco os mesmos olhos escuros brilhantes, o mesmo sorriso largo. Tive o maior orgulho em gritar “é meu irmão”, mesmo que ninguém tivesse ouvido já que a música era muito mais alta do que qualquer berro. que eu pudesse dar. Eu vi o menino que ficou reprovado no terceiro ano, que acordou tão cedo tantas e tantas vezes, que ralou anos para estar ali, simbolicamente concluindo uma faculdade. E depois vi o mesmo garotinho lamentar uma perda, provavelmente a mesma sensação que eu tive quando perdi meu estojo de canetinhas na terceira série. ERA MEU, por que alguém tomaria?
Algumas coisas mudam, deixam de existir. Mas a essência, eu não tenho dúvidas, ela tá sempre ali.
unfollow: mágoa de caboclo ou necessidade?
Twitter. A rede social mais falada do momento. Já faz um tempo que me cadastrei e lembro bem que no começo eu tinha uma meia dúzia de amigos, todos querendo entender como funcionava aquela telinha azul com espaço para digitar mensagens de até 140 caracteres. Meus dois primeiros amigos foram a Luma e o Phelipe. Daí as pessoas foram aderindo cada vez mais e se achando, através de contas no Google, Hotmail e por aí vai.
Diferente do que acontece em outras redes sociais, como o Orkut por exemplo, no Twitter você pode seguir alguém sem necessariamente ser seguido por essa pessoa. Pode ter sua conta pública ou privada, pode bloquear alguém de ler seus posts, pode fazer o escambáu (em breve, pela própria página do Twitter, poderá também “retwittar” um “tweet” e, inclusive, ver quantos mais já o fizeram, como funciona lá no Tumblr.
Tá, tudo bem. Mas a gente está acostumado ao esquema “me add que eu te add de volta”. E quando um lado não te “add”? E quando o amigo deixa de te seguir? Muita gente diz que não se incomoda mas, eu duvido que ninguém pare pra pensar no por que do “unfollow”. Será que não estou agradando? Será que sou chato demais? Ou então a criatura queria um “follow back” e eu não dei?
Estive pensando sobre o assunto e conclui que dependendo do uso que o cidadão dê ao seu Twitter, certos conteúdos se tornam irrelevantes. Atualmente, acompanho cerca de 310 pessoas e simplesmente não dou conta de ler todo mundo. Tem perfil de loja, de marketing, amigos de verdade, amigos blogueiros… Daí que se aparecer alguem MUITO bacana que eu queira seguir vou pensar duas, três vezes antes de adicionar porque é uma lista de pessoas interessantes que não para de crescer!
Então é aquela: muitas vezes o unfollow não é pessoal mas para filtrar conteúdo.
Outro dia tomei um “unfollow” porque nunca parei pra conversar com o ser. Achei engraçado o argumento mas acabei entendendo. É aquilo que a gente sabe, algumas pessoas utilizam o Twitter pra bater papo, como um Live Messenger, né? Como não é o meu caso… =*
Enfim, abro a discussão: o que vocês acham disso tudo?
PS: algumas pessoas estão tendo dificuldade para comentar aqui no blog. Realmente, se você clicar no balão com o número de comments, nada acontece. Para deixar um recado aqui, você precisa abrir o post todo, clicando no título dele ou então em “continue reading”, no final do texto. Só assim aparece o tal “Write a Comment”!
UPDATE: o balãozinho funciona agora! Agora vocês podem comentar por lá, sem ter que dar a volta ao mundo! Graças à querida Luanda, que, comovida por meus apelos e suplícios, resolveu praticar a boa ação do dia e resolveu o problema! Obrigada!!!











