Archive of ‘conversas’ category

Feito gato em cima do muro

Be What You Are |Maionese
Via Pinterest

Desde que me entendo por gente, tenho dificuldade de aceitar pessoas do tipo “em cima do muro”. Sabe aquele papo “precisamos respeitar as pessoas como elas são”? Bla bla bla bla bla meu cooh. Sejamos honestos: nós NUNCA aceitamos o outro como ele realmente é. Pode ser que você tolere. Ou não. Fato é: vamos sempre ter uma opinião sobre o outro. É essa opinião que nos aproxima ainda mais de uns e nos repele de outros. Tem gente que vai gostar de você. E tem gente que não vai gostar. A vida é simplesmente assim.

Aquele papo furado de “não julgar ao próximo”. Quem não julga, meu Deus? É assim que (in)felizmente vamos escolhendo as pessoas dos nossos círculos de convivência diária. Seja porque temos interesse em crescer de alguma forma ao lado dos escolhidos (seja de forma positiva ou parasita) ou porque apenas gostamos de estar ao lado de determinada pessoa. É pelo papo, pelas ideias, pelas bandeiras que a pessoa levanta. Em um tempo como o nosso, onde não há chance para o desperdício, não buscamos o conflito, o embate… que estejam a nossa volta àqueles que massageiem o nosso ego de alguma forma.

E nesse mundo de imparcialidades, consigo visualizar alguns tipos bem comuns. Há os “políticos”, que apenas sorriem e acenam para tudo e todos. Em geral, são sempre muito legais, queridos e ao mesmo tempo fechados. A gente nunca sabe o que acontece ali dentro. Talvez nem a própria pessoa saiba. Há também aqueles que levam e trazem informações, tipo o corvo do Game of Thrones. Ele diz que não se mete mas sem querer joga um pouco aqui e acolá. Esses são os mais perigosos, na minha opinião. E, por fim, há as amebas: não sorriem, não acenam, não fazem fofoca… será que respiram? Se alimentam de luz?

E nesse mundo tão cheio de “mais amor por favor”, as pessoas confundem essa omissão, essa ausência de opinião, com respeito ao próximo. Acho que não há nada pior na nossa geração do que esse sentimento coletivo de não querer levantar bandeiras. Falar de política no Face? Ain, não, não quero ser polêmico. Dar um conselho sincero pro amigo que tá nitidamente angustiado? Pra que, com o tempo passa… E assim vamos perpetuando o ser humano apático, superficial ao extremo. Carinhoso e emotivo no chat do WhatsApp mas que, ao vivo, não te olha nos olhos. Nem que seja pra falar “eu não quero mais saber de você”.

E nesse mundo repleto de gente que evita a fadiga, vamos seguindo cada vez mais superficiais, alheios e vazios. Vivendo a segunda, a terça, a quarta, pensando no chopp de quinta, sexta, reclamando no domingo e assim por diante. Em tempos de coisas tão belas, gente sem vida. Sem brilho. Sem coragem pra ser aquilo que se é.

Uma carta para meu eu de 10 anos atrás #rotaroots

10 anos atrás | Maionese

Oi, Raquel.

“Como o tempo passou rápido”. Nada mais clichê pra começar uma carta mas não há frase que melhor se encaixe nesse momento. Dez anos, que englobam a transição de uma vida de jovem-adulta para adulta-for real.

Nesses 10 anos você mudou de carreira três vezes. Também né, como podem querer que aos 18 anos você saiba o que quer fazer da vida pra sempre? É muita pressão para alguém tão jovem… uma responsa que na maioria das vezes não estamos preparados pra aguentar. Na época, a faculdade de História. Aquele drama para finalizar a monografia, a ansiedade pelo fim da graduação, em paralelo ao desespero de se tornar uma formanda desempregada.

10 anos atrás | Maionese

Depois, veio a faculdade de Turismo, uma viagem para os EUA com bandeiras de independência – na verdade tratava-se de uma fuga quase adolescente: aquela em que pegamos uma mochila e meia dúzia de razões, mas no fundo é só rebeldia sem causa. Aqueles foram tempos de descoberta, de amor e de saudade.

Nesses últimos dez anos você riscou do papel muitas possibilidades de ~ser feliz~. No amor, no trabalho, na amizade. E quando parecia não haver mais o que fazer da vida, você olhou para as coisas que gostava de fazer e foi aí que se encontrou de vez. Olha que curioso: um hobby que você sempre gostou te levaria a conseguir seu primeiro estágio em uma agência descolada. A Raquel já formada, mais velha que os demais estagiários, recomeçaria outra vez.

10 anos atrás | Maionese

É, garota. Esses últimos 10 anos foram corridos. Mas vou te falar? Parece que a Raquel de 22 anos “aconteceu” em outra vida. Como você mudou, garota. Aquela intensidade em viver as coisas continua a mesma mas a insegurança ao fazer as escolhas… Nada como uma porrada atrás da outra pra amaciar a carne.

O meu maior conselho é: viva o que você achar que tem que viver. Faça o que você achar que tem que fazer? Pode ser que dê certo. Pode ser que dê tudo errado. O máximo que vai acontecer é ter que recomeçar. E você vai errar mil vezes. Vai julgar mil vezes. Vai se arrepender mil vezes. E vai sorrir também. Vai olhar ao redor e dar graças a Deus, de alegria ou de alívio. E o principal: vai manter a ternura em valorizar todas aquelas pequenas coisas. Aqueles detalhes miúdos que dão o colorido aos nossos dias. Vai compartilhar boa parte deles nas suas fotos, nos seus textos, ou então guardar esses momentos bonitos consigo. Quem sabe um dia eles passam naquele filme que a gente provavelmente assiste quando a vida chega ao fim.

10 anos atrás | Maionese

OBS: Todas as fotos do post vieram do meu falecido Fotolog e foram tiradas há exatos 10 anos atrás.

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Blogagem coletiva do mês do grupo Rotaroots no Facebook inspirada por uma TAG vista no Hypeness.

De onde eu blogo? #rotaroots

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Conheci o Rotaroots a partir de uma postagem da Victoria do Borboletando. O projeto é muito divertido e eu já reencontrei vários blogs que lia antigamente por causa dos posts no grupo. A ideia do Rotaroots é reunir gente que curte blogar como antigamente, aquela blogagem moleque, de várzea, dos tempos em que ninguém pensava em enviar brinde pra blog, muito menos se preocupava com pageviews e essas macaquices.

E como em todo grupo de apaixonados por blogs, tinha que ter uma postagem coletiva! \o/ Esse mês, forma sugeridos dois temas: o meme de onde eu blogo e a postagem coletiva coisas que não vivo sem. Achei legal mostrar pra vocês o meu cantinho, que é também o meu home office. É daqui que sai a maioria dos posts tanto do Maionese quanto do Gordelícias. Muitas vezes eu acabo trabalhando da sala, principalmente quando tá muito quente – visto que aqui no escritório não tem como colocar ar condicionado e só o ventilador muitas vezes não dá conta.

Dei até uma arrumadinha pra vocês, vem ver!

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

A mesa foi feita com uma placa de madeira que sobrou do armário do meu irmão. Quando pegamos o apê, grana curta, investimos no esquema “madeira + cavalete”. Caiu como uma luva! O tamanho deu certinho no canto aqui do quartinho de serviço. Ao lado da mesa fica uma outra mesinha onde coloquei a impressora e alguns papeis e arquivos.

Minha mesa tem um monte de canetas e material de escritório (clips, grampeador, fita adesiva). Na minha frente, uma cortiça que eu customizei (aqui ensino como fazer). É nela que coloco alguns cronogramas e planejamentos, além de fotos.

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Peguei uma luminária de Natal e fiz um varal de fotos da Instax Mini. Nessa foto não dá pra ver direito mas é o John deitado na cama!

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Acima, pedacinhos das prateleiras aqui do escritório. Tem fotografia, bibelô e outros elementos que dão o nosso toque ao escritório. É um dos cantinhos que mais gosto na casa, sem dúvida!

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Acima, uma parte dos meus livros de culinária. Eles ficam em uma mini-estante que coloquei aqui no escritório. A outra parte dos livros fica na estante maior, ao lado da sala. Qualquer dia mostro pra vocês.

E vocês, de onde blogam ou leem seus blogs favoritos? Me conta, vai?!

Uma nova fase para o Maionese

Makes You Happy | Maionese

Esse blog existe há muitos anos. E nesses anos de existência, já teve vários formatos, layouts e linhas editoriais. No começo, era um blog muito mais pessoal, cheio de conversas que muitas vezes eu tinha comigo mesma e acabava trazendo pro blog porque esse é o meu mundo desde bem nova (dos tempos do blog de várzea, blog moleque).

Ter um blog sempre fez parte da minha vida online. E toda essa vivência me mostrou o que eu queria/não queria em relação ao assunto. Acabei restringindo o lado mais pessoal, focando em assuntos mais abrangentes e aleatórios como música, design, cinema, livros… No entanto, todos esses assuntos continuavam falando muito sobre mim. Se resenho um livro aqui, é porque ele fez parte da minha vida durante alguns dias, me influenciou de alguma forma, me fez sorrir/chorar… E isso é muito bom.

Ao criar uma página no Facebook para o blog vi que ela começou a receber likes de pessoas que nunca vi na vida. Pessoas que nunca deixaram um oi aqui, que posso ter cruzado na rua sem nem saber que ela leu tudo que escrevi nesse canto. Sobre alguma viagem que fiz, algum filme que assisti… E isso é deveras bacana ao mesmo tempo que assusta: mesmo estando nessa área há algum tempo, mesmo tendo um outro blog grandinho, esse canto aqui é como se fosse um pedacinho da minha vida pessoal.

Seguindo esse raciocínio, olhei para as últimas postagens… e percebi que aqui não tem tudo o que eu gostaria de falar. É como se eu me privasse de abordar certos assuntos aqui no blog para manter uma pegada que nem eu estava curtindo mais. Tinha um certo receito de falar sobre coisas aparentemente bobas pra poder continuar com uma abordagem mais “variada”. E assim deixei pra lá coisas bem legais como a minha fase “corredora”, a fase trintona que começa a cuidar dos primeiros cabelos brancos… Comecei a sentir falta de compartilhar alguns desses assuntos. Pensando nisso, resolvi ampliar as categorias do Maionese. Além de inspiração para o lar, você vai esbarrar em posts sobre cabelos. E sobre batons, sapatos… alimentação, corrida. Nada mais justo pois esse é um blog sobre as coisas que a Raquel gosta de fazer/ler/ouvir/assistir – provavelmente você também faz isso tudo (e mais um pouco).

Alguns de vocês me acompanham há anos (eu sei quem são). Outros são novatos que aterrissaram buscando algo no Google. A todos vocês, obrigada pela atenção e pelo carinho. Resumindo: a partir de hoje vou me permitir cada vez mais nesse cantinho e espero o feedback de vocês sempre que tiverem vontade de falar alguma coisa. Seja nos comentários ou por email. Seja no Facebook ou no Twitter. No Instagram. Espero trocar cada vez mais as experiências. E que vocês curtam cada vez mais esse espaço, que é feito “with love from me to you”.

Artista cria série fotográfica com comentários de haters

Lindsay Bottos Project | Maionese

… I get tons of anonymous messages like this every day and while this isn’t unique to women, the content of the messages and the frequency in which I get them are definitely related to my gender. I almost exclusively get them after I post selfies. The authority people feel they have to share their opinion on my appearance is something myself and many other girls online deal with daily.

Lindsay Bottos é uma estudante de fotografia, tem 21 anos e mora nos Estados Unidos. Para compartilhar seus estudos e inspirações, ela criou um site, como qualquer mortal faria. Lindsay poderia ser eu, poderia ser você.

Por conta de sua exposição, Lindsay passa por um problema tão comum dos dias de hoje – e extremamente banalizado: diariamente, recebe mensagens anônimas ofensivas, como a da primeira foto do post. E como veremos nas imagems a seguir:

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

As imagens fazem parte de um projeto criado por Lindsay, onde ela compartilhacom seus seguidores as mensagens anônimas. Quem nunca foi agredido verbalmente pela internet? Se você tem blog, seja famoso ou não, certamente já passou por esse tipo de cyberbullying. Para a jovem norte americana, o fato de ser mulher faz com que esse tipo de atitude seja ainda mais frequente. E eu concordo: nós mulheres estamos mais expostas a esse tipo de comportamento covarde e doentio pelo simples fato de sermos mulheres.

Em cada foto, ela incluiu uma das mensagens. Pelo teor, a gente saca o absurdo aos quais a jovem é obrigada a se submeter. Aliás, essa discussão me lembrou um artigo escrito por Lauren Mayberry, vocalista do trio CVRCHES. No artigo, a vocalista compartilha a sua insatisfação com o comportamento agressivo de internautas e “fãs” que enchem a caixa de entrada da banda diariamente com mensagens sexistas e pornográficas. Lauren diz “I’ll not accept online misogyny” >> “Não vou aceitar misoginia online”.

Falta compaixão e empatia, sobra egoísmo e falta de bom senso.

Via Hypeness.

O que foi 2013 para a pessoa que vos escreve

Quote Pinterest
Imagem daqui.

Eu não podia ser ingrata com 2013. Por mais que tantos planos delineados ao longo de 2012 para o ano seguinte tenham ficado apenas no papel. Algumas metas também não foram cumpridas dentro do prazo estipulado. Mas pensando pelo lado positivo, esses tais planos/metas não são algo para apenas 12 meses mas para toda a vida.

O ano que passou começou meio esquisito e desesperançoso. Passei a virada do ano com uma tendinite no joelho esquerdo, justo na perna que me trouxe mais dor de cabeça. Lembro que logo após o “reveião”, mais precisamente no meu aniversário, me bateu uma bad horrível por causa do meu problema no nervo fibular, que ainda está em tratamento. Pra quem não sabe, ler aqui. E por incrível que pareça, consegui transformar toda a frustração que tava sentindo em força: pra continuar a fisio, pra voltar a treinar minhas corridinhas… até participei de 3 corridas de rua esse ano. Pra quem tava na pior…

Eu e Dan no Circuito Rio Antigo

Esse foi o ano em que consegui me consolidar tendo a minha própria empresa. Acho que esse é o terror dos profissionais autônomos. O pavor de ser apenas “chuva de verão” assombra 11 em cada 10 pessoas. Trabalhei com gente muito legal, alguns viraram grandes amigos. Foi muito importante ter o apoio da minha dupla dinâmica, que já me conhece há muito tempo e isso ajuda muito na hora de separar as coisas.

Eu e Lisa

Passei Carnaval em Angra (fazendo passeio de barco delícia) e finalmente conheci Nova York, que até hoje não ganhou post aqui no blog, uma injustiça que será corrigida nos próximos dias – até porque foi uma das viagens mais legais que eu fiz nessa vida. Ah, também estive pelo menos 4x em São Paulo esse ano e eis uma cidade que gosto tanto.

Eu e Pedro no Rockefeller Center

Em uma dessas idas conheci a musa Nigella Lawson, em um evento para blogs de culinária e gastronomia. O Gordelícias tava lá firme e forte!

Eu e Nigella Lawson

Cozinhei muitos pratos diferentes e isso me deixou feliz. Sinto que estou muito mais segura com algumas preparações e recebendo elogios pelas coisas que faço com as panelas. Por exemplo, não tinha muita habilidade com carnes e cortes e hoje mando bem melhor. Até minha avó fica espantada porque nunca imaginou que eu fosse fazer tanta coisa gostosa. E sigo aprendendo, querendo cozinhar mais e mais em 2014!

Esse também foi o ano em que fiquei noiva. Quem me conhece de verdade sabe que eu nunca quis um casamento tradicional. Há mais de 1 ano estou morando com o Parzinho e a gente pensava só em um casamento civil + almocinho pra selar a união. Mas desde que fizemos o Chá de Panela, senti que era preciso estender toda a alegria que a gente sente por estar juntos com quem torce por nós: família e amigos. Continuo sem querer um casamento tradicional mas pode anotar aí que em breve sai festa! Aguardem!

Pedaço da Casa do Velho e da Moça

Provavelmente deixei muita coisa boa de fora desse post. Muita coisa ruim também. Pra não cansar o leitor, resolvi dar apenas uma pincelada no ano de 2013 e dizer que os últimos 12 meses foram diferentes de tudo que já vivi. Ter uma casinha do jeito que a gente sempre quis montar (bom, nem tudo), ter os meus horários, tempo para assistir séries e ler livros… Queria ter mais tempo pra outras coisas legais mas o trabalho é intenso (graças a Deus). Foi bom, viu?

E que os próximos 12 meses sejam ainda melhores. Mais desafios e realizações. Saúde pra enfrentar tudo isso de peito aberto e cabeça erguida. Paciência e compreensão também entram no potinho de ingredientes pra essa receita. Não pode faltar amor também. Muito amor. Com os amigos, com a família, com os animais de estimação, com os desconhecidos. Vamos que vamos! \o/

Brinde a 2014

Ahhh o barulinho do ICQ…

Gurs Morais | Maionese

Nostalgia: aquele misto de saudosismo gostoso que bate quando a gente se vê imerso em um emaranhado de lembranças, misturado com o lamento em relação aos indivíduos que nunca vão saber como foi tal coisa.

Conheci o trabalho do Gus Morais por indicação do Pedro, o marido. Ao fuçar o site do publicitário por formação e ilustrador por vocação, me dei conta de que já tinha visto algumas tirinhas do rapaz circulando pelo Facebook. Com um constante olhar ácido e bastante consciente, ele faz críticas a situações cotidianas com um olhar “apocalíptico” e poético.

Pra quem quiser acompanhar, suas tirinhas saem mensalmente na coluna Tec da Folha de S.Paulo: Bytes de Memória. Vale conhecer também: site oficial | Facebook.

A Casa do Velho e da Moça

Hoje, 21 de outubro, faz 1 ano que deixei a casa dos meus pais pra morar com meu amorzão. Cheguei a contar um pouco aqui no blog sobre esse momento de mudança no post do Chá de Panela (que até ganhou um vídeo lindo feito pela Nanda e pelo Mayc). Desde então, tinha planejado mostrar aqui no blog como foi o processo pra montar a casa, o escritódio onde faço home office… Mas acabou não saindo. Até agora.

Casa do Velho e da Moça

O começo

Quem dera a gente pudesse entrar no apartamento/casa e já ter tudo pronto, não é mesmo? Quando você dá sorte, consegue móveis em pronta-entrega, sem ter que esperar quase um mês pra recebê-lo. Por aqui, a gente recebeu o básico antes de se mudar de vez. Geladeira, fogão (instalado, convertido pra gás), cama. Mas não havia sofá, não havia mesa nem televisão. Mas havia internet. Pronto, morrer de fome a gente não morreria.

Dividindo os Ambientes

Desde que mudei de casa, mudei também de emprego. Hoje faço home office e por causa disso precisava adaptar o apartamento para ter um cantinho especialmente para o trabalho. Como o apartamento tinha uma dependência de empregada, escolhemos o cômodo pra ser o meu escritório.

Como moramos em um apartamento alugado, as mudanças que fizemos (e ainda estamos fazendo) não puderam ser muito radicais. Optamos por não colorir as paredes, por mais que dê pra pintar novamente na cor original. Ao invés disso, caprichamos na instalação de quadros na sala, escritório e cozinha. Muitos desses quadros estão afixados na parede com gancho adesivo, simplesmente genial. Mas alguns deles são furados mesmo, nada que massa + tinta não resolvam na hora de entregar o apartamento.

No nosso quarto, fiz um painel com nossas fotos, presente de aniversário de 5 anos juntos. Uma ideia tão boba mas que deixa o ambiente bonito. Adoro entrar no quarto e me deparar com esses retratos. Nostalgia boa.

Painel Corações | Blog Maionese

Montar uma casa é sempre um momento gostoso pois a gente pode praticar tudo aquilo que não conseguiu na casa dos pais. Por outro lado, se você tiver um marido/roomate com gosto um pouco diferente do seu, é preciso dialogar bastante. Aquela parede que você planejou de uma forma pode não ser a mesma que o companheiro queria e aí… é preciso chegar a um denominador comum. Fora isso, a cada dia você vai achar um cantinho da casa pra deixar do seu jeitinho. Por aqui, as “obras” continuam – e já faz 12 meses. O quarto ainda precisa de mais cuidados, como uma luminária bonita. O escritório também pede um quadro de avisos pra organizar meus projetos. Fora isso, nosso lar tem um pouco de tudo que gostamos!

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Seja com pouca grana ou com uma poupancinha pra investir, é sempre importante pesquisar antes de sair comprando. Na web, tá cheio de blog e site especializado em decoração. Se você é do meu time, que tá com a grana mais curta, há revistas muito geniais cheias de inspiração pra deixar o nosso canto mais delícia. Seguem algumas inspirações pra mim:

Decorar Mais Por Menos
casa.com.br
A Casa Que Minha Avó Queria
Casa de Colorir
Dcoração

Além de móveis e outras bonitezas, uma casa também é feita de amor e respeito. Não somos um casal perfeito mas por sermos tão unidos e parceiros, é como se o tempo praticamente não tivesse passado. No íntimo, resisti a deixar a casa dos meus pais, porque lá passava o dia ao lado de pessoas que amo desde que nasci. Mas como não olhar pro que tenho hoje e não sorrir? Meu lar, com meus dois amores. A nossa vida muda e isso é bom. A gente vê que há tantas possibilidades e tudo aquilo que você cultivou, continuará lá.

Em breve mostro pra vocês dois ambientes onde passo boa parte do tempo enquanto estou acordada: o escritório e a cozinha (onde nascem os meus posts do Gordelícias)!

Desafio 30 Days Writing Challenge

RIP Google Reader

RIP Google Reader

Como eu era fã do Google Reader. Foi triste ver que nosso amado leitor de feeds ia, realmente, chegar ao fim. Aos poucos, a gente notava que o Google não queria investir no GReader, o que muita gente não consegue entender. Pouca chance de monetizar? Objetivo claro de levar o público pro Google Plus? Há muita especulação e alguns artigos bons que tentam explicar o que, de fato aconteceu (como essa matéria da Wired).

Nos últimos meses, eu já não usava tanto o Reader pois já queria me habituar ao seu substituto. Escolhi o Feedly que é super completinho e gostoso de navegar – embora tenha algumas limitações na versão web, como o envio por email e o fato de não mostrar todos os artigos dentro de um link. No mais, gosto bastante da interface e da leveza. No entanto, sinto muita falta de uma funcionalidade que já não existia nos últimos meses: poder seguir os compartilhamentos dos amigos (e comentar nos compartilhamentos).

Google Reader | Raquel Desculpa, Brasil… tenho apego emocional ao (1000+)

O Tecnoblog montou um infográfico interessante sobre os serviços que o Google ceifou. O Feedly fez essa homenagem fofa que segue ilustrando o post.

É isso, gente. Por aqui, ainda consigo acessar o Google Reader. Deve ser a colher de chá que eles dão pro povo ainda salvar os seus favoritos. No mais, vou sentir saudades desse tal Google Reader… :(

Estamos escrevendo um capítulo na nossa história

0,20 centavos

Acho que nunca esperamos tanto por uma segunda-feira. Pelo menos esse era o meu sentimento e de muitos amigos no final de semana. A ansiedade pra que a “maldita segunda” chegasse. Bom, pra mim, faz tempo que a segunda não é mais uma maldita mas infelizmente não é assim que funciona pra maioria.

Na segunda, sabíamos que que ia ser bonito. A gente só não fazia ideia de que seria bonito e histórico. Nem todo mundo foi a favor, como vocês devem ter percebido. Há quem diga que o movimento nas ruas era sem propósito e sem liderança. E eu me pergunto, de verdade: vocês acham que não temos razões suficientes pra levantar e ir protestar? A liderança se faz necessária no momento em que vamos reivindicar formalmente junto aos órgãos públicos o que queremos. E ela já começa a se delinear… mas vocês acreditam mesmo que é preciso ter um líder a frente de uma passeata que traz o vovô, o estudante de 18 anos, eu, você? Estamos todos de saco cheio, há anos sendo maltratados por quem deveria cuidar da gente. É tipo um “basta”, sabe?

Discordo dos que dizem que “o gigante acordou”. Tem tanta gente militando nos bastidores durante todo esse tempo que é injusto falar que somente agora “o brasileiro” tá na batalha. “Por que não protestaram quando aconteceu x e y?”, é o principal argumento de algumas pessoas. Duvido muito que tenha passado em branco para algumas pessoas. Talvez não tivesse sido o suficiente para mobilizar milhares nas ruas. Mas agora tivemos um estopim. Um aumento no valor do transporte que já é um lixo. Em um momento como o que vivemos, de euforia pré-Copa, pré0-Olimpíadas. Daí junta tudo: Feliciano da vida, Renan Calheiros, estupros, violência, inflação aumentando, propostas de emendas constitucionais malucas sendo votadas… Boa coisa não ia sair disso.

E havia quem afirmasse que toda essa pressão nas ruas não levaria a nada. Ontem vimos que em um discurso alinhado e ensaiado, os prefeitos de algumas cidades suspenderam o aumento das tarifas no transporte público. Uma pena que toda essa mobilização não é apenas por causa de R$ 0,20…

Em plena Copa das Confederações, após muitos anos, estamos nas ruas. Com bandeira de partido, vovô, criança, estudante cheio de energia, gente que quer mudança. Não dá pra ficar mais de braço cruzado esperando o Sassá Mutema salvar o nosso país. A mudança só depende, de verdade, da gente.

Vi esses cartazes no Casa de Colorir e achei sensacional. O trabalho é do Benguele Tarja Preta. Inspire-se e leve o seu para as manifestações de hoje.

#vemprarua

Desafio: 30 Days Writing Challenge

Sou uma dessas pessoas que gosta de arrumar sarna pra se coçar. Que mesmo “sem tempo”, inventa de colaborar em blog de amigo, de fazer bolo demorado, participar de desafio no blog. Além do Desafio Literário 2013, que tá mais do que atrasado, topei participar do 30 Days Writing Challenge.

A inspiração veio de um post da Tati no Elvis Costello Gritou Meu Nome, que está participando também. O que achei mais legal desse projeto, criado pela Dasty do Spleen Juice, é que você não precisa seguir 30 dias em sequência. Pode ir alternando, o que me dá mais liberdade já que posso acabar não postando em um determinado dia. A ideia é que haja trinta posts com os determinados temas do dia. E os temas são esses aqui embaixo:

30 Days Writing Challenge

Eu AMO projetos como o 30DWC. Dependendo do seu blog, claro, é uma forma de torná-lo mais pessoal. De mostrar aos seus leitores e amigos quem você é na sua intimidade. Em tempos de blogs plásticos, formatados todos de uma mesma maneira, é sempre uma delícia quando a gente encontra um blog que sai da superficialidade e mergulha na troca de experiências, por meio de relatos, opiniões e depoimentos.

Preparem-se para 30 postagens nesse nível por aqui. Quem quiser participar, está mais que convidado.

A felicidade que vendemos por aí

birds

Domingo na área. Depois de uma semana de trabalho, para os que trabalham de segunda à sexta, tudo que a gente quer é aproveitar o fim de semana pra fazer tudo aquilo que não cabe nos dias úteis. Você acorda cedo, se desloca pro trabalho (ou não), cumpre aquela carga horária que pode ser mais intensa em alguns dias, depois vai embora. Se não tiver pós/faculdade, vai direto pra casa. Ou pra academia. Chega em casa, novela já tá acabando. Enfim, quando você bate o olho no relógio, já passou da meia-noite….

Por aqui, os finais de semana funcionam mais ou menos assim: reservo o sábado para assistir aos meus filmes preferidos. Para fazer uma compra mais robusta no supermercado. Quando você passa a cuidar de uma casa, boa parte da sua rotina se resume a organizar as tarefas domésticas. E no meu caso, como trabalho em home office, preciso ser muito organizada nesse sentido senão acabo colocando roupa pra bater no “meio do expediente”. Já o domingo é o dia de dormir até mais tarde, de almoçar quase jantando, de fazer bolo e ficar praticamente o dia de molho.

Daí que chega o final de semana e com ele aquela sensação de que todo mundo está se divertindo mais do que você vem junto. O Foursquare/Instagram/Facebook estão aí para respaldar essa teoria da grama do vizinho ser mais verde. E por mais que você já tenha lido diversos textos sobre o assunto, a sensação está ali. Pelo menos no meu caso.

Li esse texto da Tati e grifei uma parte bem interessante:

Estamos sendo ultrapassados o tempo todo, por todo mundo. Todo mundo é mais realizado que a gente. Todo mundo termina o namoro e não fica triste, pelo contrário, “aproveita pra piriguetear”. Ninguém chora por frustração, tristeza ou saudade. Chora-se por que o seriado foi cancelado, a internet saiu do ar, o jabá foi pra outra pessoa. Chora-se por que não sobrou ingresso para o festival que custa 700$ por dia e ainda não tem line-up definido.

Quando eu era adolescente, tinha essa impressão das pessoas ao meu redor. Do quanto boa parte delas criava uma aura de alegria full time, enquanto eu estava ali digerindo meu Smashing Pumpkins da depressão. Eu estava sempre namorando alguém, independente do cara ser problemático, tinha um namorado (que era o que todas as meninas queriam na época… um namorado, melhor ainda se fosse mais velho). Ainda assim, havia um vazio que ninguém nem nada conseguia preencher. Aquela coisa de adolescente, né? Nem os amigos, nem os livros, nem a música. Apenas aquele vazio que a gente sente por querer entender aquilo que não tem resposta.

its-ok

Mas ao meu redor tava todo mundo sorrindo, sendo divertido, feliz. Viajando pra Disney, saindo na sexta-feira, comprando na Redley. E eu sendo chata porque ao invés de ser super feliz, tava ali sendo meio introspectiva, meio “:|”. Engraçado que ainda hoje tenho essa sensação. Olho ao redor e boa parte das pessoas estão ali sorridentes, “sendo felizes”. Não se metem em polêmica. Não se envolvem com política. Não torcem pra ninguém porque futebol é idiota. Não se metem na vida dos outros, não comentam uma determinada situação… não emitem opinião sobre nada, porque né, não leva ninguém a lugar algum. Ao contrário, por ser uma pessoa do bem ele prefere “deixar rolar”, cuidar da própria vida, “fazer o seu”. É mais fácil ser feliz assim, sem incomodar ninguém. Sempre sorrindo, sempre de bem com a vida. Parabéns pra vocês que conseguem sustentar essa imagem eternamente.

Compartilhar faz parte da nossa essência, ainda mais quando é pra compartilhar coisa boa. Por mais que pensem que esse comportamento possa ter aumentado por causa da internet, acho que não é bem por aí: as redes sociais são do jeito que são porque alguém pensou na necessidade das pessoas. A necessidade de mostrar fotos, de falar tanto de si, de saber sobre a vida alheia… Não adianta culpar o Facebook por sermos mais fofoqueiros… Ele é só é desse jeito porque alguém o desenvolveu pensando no nosso jeito de ser.

Mas, afinal que mal há em dividir as alegrias? A foto em Paris? O carro comprado? O jabá incrível? Ao mesmo tempo que pode ser aquela sambadinha na cara da sociedade, pode ser algo realmente sincero, honesto, um momento de alegria. Mas e quando as pessoas só dividem as alegrias? Ninguém fala que foi mandado embora. Que tá sofrendo pelo fim do namoro. Que a vida tá uma merda. Daí eu penso em três coisas:

  1. As pessoas tem medo de se mostrarem vulneráveis.
  2. As pessoas não querem parecer desinteressantes.
  3. As pessoas não querem “encher o saco” alheio.

Aliás, das duas uma: se você fala o tempo todo que tá feliz, é um exibido. Se fala o tempo todo que tá triste, é um mala. Puxado! 

Mas já dizia minha mãe: o segredo de uma mente sã é o equilíbrio. Não existe ninguém 100% feliz, nem 100% triste. Por mais que a gente pense nisso, no domingo de tarde, enquanto todo mundo tá fazendo alguma coisa incrível e você tá esparramado no sofá se sentindo loser… Ser feliz é bom mas o contrário também pode ser. Só depende da gente.

hope

Imagens: meus boards do Pinterest.

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