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Consumo consciente & bazar no RJ

Faz tempo que não trago uma pauta mais “cabeça” aqui pro blog. Mas se há um assunto que ando matutando faz tempo, é essa história de consumo consciente. Nos últimos dias, fomos surpreendidos com algumas matérias denunciando trabalho escravo em pleno 2014. A gente sabe que esse tipo de coisa existe mas pensa que é lá longe, na China. Eu, que super batia palma para os descontos do AliExpress, abandonei de vez o site justamente por estar mais que óbvio o motivo pelo qual os preços das peças são tão baixos.

Também estou tentando não comprar mais em fast fashions principalmente quando vejo a origem das roupas. Recentemente, saiu na imprensa que uma das fornecedoras da Renner não seguia as determinações trabalhistas mínimas, estabelecidas na legislação brasileira – inclusive foram multadas por conta disso. A verdade, gente, é que muitas vezes não conseguimos nos isentar desse tipo de consumo. Aquele potinho que você comprou no R$ 1,99, o tênis legalzão da corrida… pode ser que a gente consiga cortar daqui e dali mas uma coisa ou outra acaba passando. Porém, já é um bom começo dar uma freada no consumo exagerado e compulsivo, levar pra casa tudo que tá na promo e é bonitinho, mesmo que você não precise. Dá pra criar novos hábitos, amigos. E quando você nota, já está sendo muito mais seletivo sem nem sentir.

Pensando em tudo isso, arregacei as mangas e dei uma geral no meu armário, separando tudo aquilo que tava apenas fazendo figuração. Tinha roupa guardada com mais de um ano sem uso, aquelas peças que a gente fica com dó de passar pra frente, sabe? Mas dessa vez rolou uma seleção mais hard e o resultado são as peças que coloquei a venda na 3ª edição do Ai, Que Bazar. Juntamente com a Gisele Lima, minha brother, a gente organizou um bazar com preços BEEEEM acessíveis. A ideia não é ganhar rios de dinheiro com as roupas, porque né… Mas passar pra frente aquilo que tá parado e que pode ficar ótimo na amiga da amiga.

Além do nosso bazar, no domingo as meninas do GWS – Girls With Style também promovem um evento que reúne bazar e informação, além de comidinhas deliciosas. Quem pintar no Studio Line no domingão vai poder conferir o bazar com roupas do PP ao GG além de assistir à palestra “Vista Sua Autoestima”, ministrada pelas próprias anfitriãs. Também vai ter bate-papo com a queridíssima Ana Soares, do blog Hoje Eu Vou Assim Off e, por fim, um papo com Jana Rosa e Camila Fremder, autoras do livro “Como ter uma vida normal sendo louca”.

Que tal começar a exercitar o consumo consciente nesse domingo? Vem, gente! :)

Ai, Que Bazar

Ai, Que Bazar – Verão Is Here

Quando? Sábado, 06 de dezembro das 14h às 19h
Onde? Art Factory Studio, na Rua Visconde de Pirajá, 207/210, Ipanema
Quanto? Entrada Franca
Evento no Facebook: http://on.fb.me/1tGMQ5Z

Bazar Day GWS

Bazar Day GWS

Quando? Domingo, 07 de dezembro de 2014, das 14h às 20h
Onde? Studio Line, na Rua Álvaro Ramos, 414 – Botafogo
Quanto? Apenas R$ 5!
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/773312279371059/?source=1&sid_create=1413353461

Outubro Rosa | Maionese
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Outubro Rosa: campanhas ao redor do mundo

Outubro Rosa | Maionese

Outubro é um dos meses que mais gosto do ano. Seja porque tem o Dia das Crianças, também dia da padroeira Nossa Senhora de Aparecida, mas principalmente porque é o mês em que milhares de pessoas aderem à campanha Outubro Rosa. Mas, você sabe o que é essa campanha?

A campanha surgiu na década de 90, mais precisamente em 1991, nos Estados Unidos, com o objetivo de conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Além de monumentos iluminados, jogadores de futebol usando braçadeira cor de rosa e vídeos bonitos, há também muitas ações legais rolando pelo mundo.

De acordo com dados do INCA, o câncer de mama é o que mais atinge as mulheres no Brasil (são mais de 57 mil novos casos estimados em 2014 e considera-se que a idade ainda é um dos principais fatores de risco: quatro em cada cinco pacientes têm mais de 50 anos). Mas Raquel, como fazemos para diagnosticar o câncer de forma que ainda dê tempo de tratar? O auto-exame é um dos primeiros passos porém nada é mais importante do que a opinião de um especialista. Sabe aquela ida ao ginecologista que você tá sempre adiando, menina? Então… tem que se cuidar.

O portal MdeMulher fez um resumo das centenas de atividades que acontecerão no país durante o mês de outubro. Você pode dar uma olhadinha aqui. Abaixo, listo algumas iniciativas bem bacanas também:

- No dia 19 de outubro, acontecerá a famosa Mulheres em Movimento ou M5k, corrida de rua promovida pelo McDonald’s exclusiva para mulheres. O evento acontece em várias cidades do Brasil e do mundo e quem já participou diz que a energia é uma coisa maravilhosa. Já corri alguns circuitos exclusivos para mulheres e é realmente muito divertido. Quando há uma causa nobre por trás, então… Até o dia 12 de outubro você pode garantir a sua inscrição (aqui no Rio, vamos correr na orla de Copacabana, estou MUITO animada, nunca corri uma prova na praia).

- A rede Werner Coiffeur faz nova edição da ação Cabelo Amigo – Fashion é Doar, após o sucesso da campanha realizada em junho desse ano. Toda cliente que doar acima de 20 cm de cabelo, para a fabricação de perucas pela Fundação Laço Rosa, ganhará um ritual de nutrição Kérastase (o corte é cobrado com os valores da tabela da unidade). Além disso, a rede de salões também estará arrecadando doações de lenços para realçar a beleza de quem está em tratamento. A ação acontece no período de 13 a 31 de outubro, em todas as unidades Werner Coiffeur.

- Famosa aqui no Rio de Janeiro pelo desejado megahair, Nilcéia Rocha (do salão que leva seu nome) também aderiu à campanha, em prol da Fundação Laço Rosa. A idéia é arrecadar os cabelos que não são mais usados em apliques. “Quem usa mega hair sabe que o tempo de vida útil das mechas é de até seis meses, depois disso, esse cabelo não é mais utilizado. Então surgiu a idéia de reaproveitar esses fios para a fabricação de perucas para mulheres em tratamento do câncer”, explicou Nilcéia. Os fios devem ser superiores a 20 cm. Para motivar as doações a hairstylist oferece uma hidratação capilar para quem ajudar.

- Já a Cia Athlética apoiará a campanha com o hotsite Amiga do Peito, no qual é possível fazer um cadastro que envia às usuárias um lembrete mensal para o autoexame. Além disso, um espelho de cada unidade da academia será destinado para que as pessoas coloquem mensagens de motivação e apoio, incentivando uma selfie com a #selfierosa.

E se você conhece alguém que esteja em tratamento, naquela fase onde os cabelos dão adeus ao couro cabeludo… um vídeo lindo e inspirador, feito pela Flávia Flores do Quimioterapia e Beleza. Diz se não é uma benção um vídeo-tutorial com 10 tipos de amarrações de lenços? Eu já tô apaixonada por uns 5 tipos de amarrações e desejando vários lenços pra poder sair assim na rua, super dyva.

OBS: ela faz tudo de um jeito tão fácil… cês tinham que ver eu aqui em casa tentando fazer o lenço-pin up. TENSO!

Flávia foi diagnosticada com câncer de mama em 2012 e desde então tem compartilhado sua experiência em um site super completo e maravilhoso de se acompanhar. Além disso, ela também é “mãe” do projeto Banco de Lenços.

Outro vídeo que achei maravilhoso foi a homenagem prestada à eterna musa Chrissy Amphlett, que muitos de vocês conhecem pelo hino “I Touch Myself”. Chrissy lutou contra o câncer de mama mas faleceu em 2013, deixando uma fundação de apoio a mulheres vítimas da doença. A homenagem prestada à cantora é tão bonita que eu duvido você não se arrepiar. O vídeo faz parte da campanha #itouchmyselfproject:

Se vocês souberem de mais alguma ação bacana, é só indicar aqui nos comentários do post! :)

Aspirational | Maionese
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A vibe (errada) do Instagram

Aspirational | Maionese

Ontem compartilhei um post no Facebook sobre a recente ~polêmica~ no universo dos blogs. A blogueira e linda Bruna Vieira, do Depois dos Quinze, deu um VRÁÁÁ daqueles na cara do povo chato que critica o corpo, a roupa, a porra toda que a menina usa. Aquela famosa sinceridade e opinião em forma de falta de educação, sabe?

Daí que um amigo levou a conversa além e nós acabamos discorrendo sobre o comportamento nada sadio das pessoas em uma rede social que preza somente pela imagem. Pensei na hora nesse vídeo aqui abaixo, que faz parte de uma série produzida pelo diretor Matthew Frost, e que traz Kirsten Dunst vivendo “ela mesma”, em uma situação clássica e corriqueira na vida de uma celebridade: o famoso encontro com fãs que só querem tirar uma casquinha.

“Aspirational” não mostra nenhuma novidade pra gente, certo? Quem nunca pediu autógrafo ou foto com aquele cantor favorito no shopping? Desde que o mundo é mundo e que auto-retrato não era chamado de selfie, as pessoas já faziam o que essas meninas do filme fizeram, muitas vezes em situações nada favoráveis.

Aspirational | Maionese Aspirational | Maionese

O atorzão lá almoçando com a família e vem aquele fã inconveniente pedir foto. “Mas é a vida dessa gente, Raquel, quando você é famoso tem que passar por essas coisas”. Será? A mesma premissa tem sido apontada para blogueiras, que ao fazer look do dia se colocam na reta de quem vai dar a opinião, seja positiva ou negativa. “Se a pessoa se expoõe desse jeito na internet, tem que estar preparada pra ouvir de tudo um pouco.” O.o

Mas, ainda falando sobre o vídeo: ahhhh esse mundo das aparências! OLHA EUZINHA COM AQUELA ATRIZ! OLHA O MEU CELULAR NOVO QUE LEGAAAAU! OLHA AQUI, OLHA PRA MIM, OLHA PRA MIIIIIIIIM! Vocês não se sentem um pouco assim no Instagram? Aquele teu amigão, que tá viajando no exterior e que aproveita o WiFi do café pra postar 30 fotos seguidas dos passeios. Me diz, qual é a necessidade disso? É um misto de oversharing + necessidade de parecer alguma coisa (muito mais do que “ser”). OLHA COMO EU TÔ FELIZ AQUI EM PARIS ENQUANTO VOCÊ TÁ TRABALHANDO NO CENTRO! Cês não se sentem assim, incomodados? Dá vontade de falar “Fio, vai aproveitar esse tanto de queijo com vinho e ESQUECE ESSA PORRA DE INSTAGRAM!”. Faz valer esses euros, faz!

Enfim, coisas para pensarmos sobre.

Via Update or Die.

One Lovely Blog Award | Maionese
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Um award + por que esse blog existe


One Lovely Blog Award | Maionese

Recebi da Ingrid Abbade, uma moça que conheci há algum tempo por conta de um outro blog, um award super fofo e bonitinho. O selo “One Lovely Blog”, indicado a ela por outra moça que tenho acompanhado por aqui, foi repassado também carioca Thamires Vasconcelos, do Lunettes. A Ingrid é uma querida, com quem eu tinha perdido contato por muitos anos mas graças ao mundo fantástico dos blogs, nós nos reencontramos e tem sido ótimo poder tagarelar com essa moça nos dias de hoje.

Antigamente, nos tempos do blog de várzea, blog moleque e travesso, dar um selo ou award para outro blog era muito comum. Uma forma gentil de retribuir o carinho de alguma blogueira ou de mostrar sua admiração com um determinado trabalho. E quando falo blogueira, falo sem o peso de hoje, carregado de opiniões. Achei que o tema proposto pelo selo seria muito interessante para o atual momento do blog, que já tem alguns anos de vida mas que passou por mudanças estruturais significativas nos últimos tempos. Aproveitei a oportunidade, então, para apresentar aos novos leitores que chegaram por aqui quem sou eu e por que escrevo o Maionese – Inspiração e Bonitezas.

As regras da “One lovely blog award” são simples: você deve agradecer a quem te indicou; responder as 11 perguntas propostas pela tag; indicar 11 blogs e avisar aos indicados (acabei indicando 12 porque não podia deixar alguns de fora).

#1 Por que decidiu criar um blog e quando começou?

Meu primeiro blog surgiu há muitos anos, mais precisamente no comecinho dos anos 2000. Eu devia ter uns 19, 20 anos, quando criei o meu primeiro blog, no falecido Weblogger. Depois de um tempo, acabei indo pro Blig e também tive um blog no portal do bairro onde moro, boa parte dos meus amigos de blog da época passaram por lá e eu acabei indo também. Então, pelas contas, essa brincadeira de postar já rola faz um bom tempo, né? Tô com 32 anos… Meu Deus, como tô velha! :P

#2 Quais benefícios o blog te traz?

O principal benefício, sem dúvidas, foi conhecer um tanto de gente legal em todos esses anos. Hoje em dia ainda falo com muita gente que conheci “lá atrás”. Lógico que nem todo mundo se manteve mas algumas pessoas viraram grandes amigos. Sem falar que meu primeiro estágio na área em que trabalho atualmente rolou muito por conta da minha experiência nesse meio. Devo muita coisa mesmo ao universo dos blogs.

#3 Qual é o post mais acessado?

O post mais acessado do blog é recente: o que fiz sobre músicas para cantar no videokê!

#4 Você usa as redes sociais?

Uso um tantão! Uma das que mais gosto é o Instagram, pois é como se eu pudesse mergulhar no universo particular de cada pessoa que sigo. Claro que às vezes é perigoso, aquele papo de sempre acharmos que tá todo mundo sendo mais feliz e só você que tá em casa comendo biscoito polvilho no sábadão… Mas ainda assim, curto. Também amo o Twitter.

#5 Como o blog tem evoluído?

Tenho sido surpreendida pelo número de pessoas que visitam o blog a cada mês. Ao mesmo tempo que acho incrível que mais gente esteja chegando aqui, me assusta um pouco, já que esse blog é muito mais autoral, tem muito mais a Raquel Arellano aqui. Mas eu gosto disso, viu? Acho gostoso! O bacana disso tudo é perceber que a faixa etária varia bastante, gosto de saber que acabo falando com meninas tão novas e também gente madura, e que não importa quantos anos você tenha ou quantas experiências já tenha vivido, há sempre espaço para questionamentos e sonhos.

#6 Já viveu algum fato importante por causa do blog?

Como eu disse lá no comecinho do post, foi graças aos meus blogs que consegui o meu primeiro estágio em uma agência digital. Acho que esse é um fato importante, ao lado de ter conhecido um tanto de gente legal nesses anos todos.

#7 De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?

Vem da vontade de compartilhar as coisas que gosto com o mundo. Seja um livro, uma música, uma conversa fiada.

#8 O que você tem aprendido a nível pessoal e profissional esse ano?

Acho que 2014 tem sido o ano em que aprendi a ser mais compreensiva com o outro. Veja bem, não que eu não fosse… (rs) mas alguns acontecimentos me fizeram ter uma opinião menos radical sobre tudo e todos, procuro sempre entender um determinado ocorrido antes de bater o martelo pra uma determinada coisa. Ainda estamos em outubro mas acho que esse é o ano da compaixão pra mim.

#9 Qual é sua frase favorita?

De todos os tempos? Ihhh, que difícil. Mas acho que uma frase que gosto muito nesse momento é “A vida é um sopro”, do Oscar Niemeyer. É tão direta e objetiva, óbvia. A gente esquece o quão efêmero é tudo isso aqui, dando valor demais ao que não deve ter valor…

#10 Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo do blogs?

Meu principal conselho: faça tudo com muito carinho. Não só com o seu blog mas na vida. Antes de querer um blog acessado por multidões, pense no real objetivo desse espaço. Se ele é um recanto para trabalhar as ideias, compartilhar bonitezas, o faça desse jeito com amor. Se almejas resultados maiores, como um blog profissional, busque meios de chegar lá. Dá trabalho, o caminho é longo, mas com dedicação a gente chega lá! ;)

#11 O que os blogs que você vai indicar tem em comum?

São blogs feitos por “gente como a gente”, que dá um duro danado mas que ainda encontra um jeitinho de correr pro blog e espalhar amor por aí! ♥

Pale September

E agora, Isadora

Elvis Costello Gritou Meu Nome

Ana Carô (ex-Futricô)

Que Nem Limão

Pequenina Vanilla

Uma cadeira, por favor

Não Me Mande Flores

Salateando

Samba da Criola Doida

Bramare

Mais 20 Minutos

Love Likes
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A felicidade que vemos nas redes sociais

Love Likes

Meio mundo compartilhou esse link aqui. O legal de ter acompanhado esse movimento foi notar que diferentes tipos de perfis, acompanhados de opiniões quase que unânimes, divulgaram o vídeo. Em alguns casos foi até curioso perceber que ‘aquela’ pessoa tinha um discursos super ‘o amor está em você’ acompanhando o post, sendo que no tete-à-tete a coisa é bem diferente. E nem é só com você…

https://www.youtube.com/watch?v=QxVZYiJKl1Y

Bom, mas voltando ao vídeo porque não, não vou entrar numa de julgar os outros, pelo menos não aqui no blog… O curta intitulado ‘What’s On Your Mind?’ conta a história de alguém que poderia ser eu, você, o amiguinho da escola que você reencontrou depois de anos no Orkut. A personagem se vê diante do computador, numa dessas noites em que todos estão em alguma festa incrível, jantando uma maravilha, viajando, e você tá em casa, esparramado no sofá, vendo televisão. Quem nunca se viu nessa situação e se sentiu mal nem que fosse por alguns minutos? Aquela sensação de que todo mundo é muito mais feliz do que você, que tá ali com cream cracker velho e requeijão?

O curta segue adiante e nos mostra um personagem que resolve ser feliz também, fantasiando na rede social tudo aquilo que realmente acontece com ele. Pneu furado? Vira uma corrida incrível. Demissão? Que nada, pediu as contas em grande estilo! Resumindo: aquela eterna necessidade do ser humano de sair por cima. Porque só os losers contam as derrotas para os outros, certo?

Em tempos rasos onde tanta gente anda sendo superficial, mais vale uma vitrine cheia de conquistas do que um muro das lamentações. Se você reclama muito, desabafa, é um chato deprê, ninguém quer ser seu amigo. O curioso é que as mesmas pessoas que criticam os ‘revoltados’ também criticam os felizes demais (mesmo que seja fake). Tempos difíceis, onde ninguém sabe o que quer…

A conclusão que tiro disso tudo? O problema não é a grama do vizinho (aparentar) ser mais verde – por mais que seja fake e você saiba disso; a questão a gente realmente não abraçar a causa da felicidade. ‘Seja aquela pessoa pela qual você se apaixonaria’, diz uma imagem fofa compartilhada no Instagram. Mas, que tipo de pessoa é essa? Uma pessoa sincera que, de vez em quando é desagradável? O ombro-amigo que dá colo sempre que todos precisam? O comediante que tem uma vida leve e brincalhona, assim como os memes que inundam sua timeline? São muitos tipos de pessoas que podemos ser. Será que esse é o tipo de pessoa que o mundo quer?

Deu nó na sua cabeça todo esse papo? Conta pra mim! :)

Be What You Are |Maionese
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Feito gato em cima do muro

Be What You Are |Maionese
Via Pinterest

Desde que me entendo por gente, tenho dificuldade de aceitar pessoas do tipo “em cima do muro”. Sabe aquele papo “precisamos respeitar as pessoas como elas são”? Bla bla bla bla bla meu cooh. Sejamos honestos: nós NUNCA aceitamos o outro como ele realmente é. Pode ser que você tolere. Ou não. Fato é: vamos sempre ter uma opinião sobre o outro. É essa opinião que nos aproxima ainda mais de uns e nos repele de outros. Tem gente que vai gostar de você. E tem gente que não vai gostar. A vida é simplesmente assim.

Aquele papo furado de “não julgar ao próximo”. Quem não julga, meu Deus? É assim que (in)felizmente vamos escolhendo as pessoas dos nossos círculos de convivência diária. Seja porque temos interesse em crescer de alguma forma ao lado dos escolhidos (seja de forma positiva ou parasita) ou porque apenas gostamos de estar ao lado de determinada pessoa. É pelo papo, pelas ideias, pelas bandeiras que a pessoa levanta. Em um tempo como o nosso, onde não há chance para o desperdício, não buscamos o conflito, o embate… que estejam a nossa volta àqueles que massageiem o nosso ego de alguma forma.

E nesse mundo de imparcialidades, consigo visualizar alguns tipos bem comuns. Há os “políticos”, que apenas sorriem e acenam para tudo e todos. Em geral, são sempre muito legais, queridos e ao mesmo tempo fechados. A gente nunca sabe o que acontece ali dentro. Talvez nem a própria pessoa saiba. Há também aqueles que levam e trazem informações, tipo o corvo do Game of Thrones. Ele diz que não se mete mas sem querer joga um pouco aqui e acolá. Esses são os mais perigosos, na minha opinião. E, por fim, há as amebas: não sorriem, não acenam, não fazem fofoca… será que respiram? Se alimentam de luz?

E nesse mundo tão cheio de “mais amor por favor”, as pessoas confundem essa omissão, essa ausência de opinião, com respeito ao próximo. Acho que não há nada pior na nossa geração do que esse sentimento coletivo de não querer levantar bandeiras. Falar de política no Face? Ain, não, não quero ser polêmico. Dar um conselho sincero pro amigo que tá nitidamente angustiado? Pra que, com o tempo passa… E assim vamos perpetuando o ser humano apático, superficial ao extremo. Carinhoso e emotivo no chat do WhatsApp mas que, ao vivo, não te olha nos olhos. Nem que seja pra falar “eu não quero mais saber de você”.

E nesse mundo repleto de gente que evita a fadiga, vamos seguindo cada vez mais superficiais, alheios e vazios. Vivendo a segunda, a terça, a quarta, pensando no chopp de quinta, sexta, reclamando no domingo e assim por diante. Em tempos de coisas tão belas, gente sem vida. Sem brilho. Sem coragem pra ser aquilo que se é.