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Sobre as despedidas que a gente (nunca) espera

Life seems sometimes like nothing more than a series of losses, from beginning to end. That’s the given. How you respond to those losses, what you make of what’s left, that’s the part you have to make up as you go. ―Katharine Weber

Vi essa frase aqui. Na manhã seguinte ao recebimento de uma notícia de morte. Toda vez que alguém próximo se despede da vida, é como se a única verdade absoluta batesse em sua porta e te lembrasse que a vida é realmente um sopro, como dizia o poeta.

A gente sabe disso. Mesmo quando insiste em criar caso com a vizinha que canta alto demais. Ou com o namorado que não lavou a louça. A calça jeans que ficou apertada demais. Somos humanos e mesmo sabendo que tudo pode de repente terminar, sem ao menos termos aquele momento da despedida, insistimos em depositar segundos de nossas vidas com coisas que simplesmente não podemos mudar. Ou que não deveríamos nos preocupar.

Aquele famoso botãozinho do “foda-se” que esquecemos de apertar às vezes. ~Esquecemos~.

Em menos de 2h, todo um quadro se transformou diante dos meus olhos. De “ela está indo” para “ela se foi”. Ninguém me convence de que estamos preparados para a despedida. Volta e meia, quando penso no meu avô, que se foi há alguns anos, me bate um leve desespero por saber que nunca mais vou ouvir sua voz. Conversar com ele. Reclamar da vida junto. E assim será com todos que estão a nossa volta, um dia. Toda vez que penso nisso, me dá uma certa aflição. A gente não sabe a hora do “adeus”, da partida. Mas sabemos que essa caminhada vai passar rápido.

Toda vez que me vejo diante da morte, fico confusa em relação ao sentido das coisas. Faz sentido se estressar por causa do programinha de edição de vídeos? Ou pela gordurinha que aparece nas costas? Talvez faça mais sentido a mensagem que deixamos pra quem fica. Porém, será que somos então seres que vivem para o outro, já visando o que os outros vão pensar quando você se for? O cérebro dá nó.

Escolho, então, não pensar muito. Vou apenas fazendo, vivendo, de acordo com o meu coração. E no momento, ele está cheio de vontade de apenas viver.

Every night you tell yourself to live and let go. Live and let go… Each morning, you expect to feel a little lighter. But you just grow emptier and emptier. Whatever you do in between, fill your heart in.

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Casa Ronald McDonald’s promove Feira do Amor

Dia das Mães, Natal, Dia dos Namorados… As assessorias nunca trabalharam tanto para divulgar os pacotes e produtos especiais para essas épocas onde o comércio e serviços ficam ainda mais agitados. Dentre tanto apelo ao consumismo, recebi um release bem bacana que compartilho com vocês aqui no blog.

A Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro vai promover a Feira do Amor. Entre os dias 10 e 12 de junho, a Feira do Amor disponibilizará aos visitantes sapatos, roupas e acessórios de marca que serão vendidos a preços de liquidação. Toda a renda adquirida com as vendas será revertida para os projetos da instituição, que hospeda crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer.

A feirinha acontece na sede da Casa Ronald, entre 10h – 17h.

Em 2014, a Casa Ronald McDonald-RJ completou 20 anos e já recebeu, desde a sua inauguração, mais de dois mil pequenos hóspedes. Pioneira na América Latina, a Casa é coordenada pelo Instituto Ronald McDonald, que tem como objetivo estabelecer os padrões internacionais de instalação e operação, que garantam um bom atendimento às crianças e adolescentes em tratamento de câncer, nos principais hospitais públicos da cidade. Além de esperança, a Instituição oferece, gratuitamente, às crianças e jovens que encontram-se em tratamento: hospedagem, alimentação, transporte aos hospitais, atividades recreativas, acompanhamento escolar, cursos profissionalizantes, apoio psicossocial e assistência social. Grande parte das atividades realizadas são feitas por voluntários, pessoas que doam seu tempo e carinho às crianças e suas famílias, para que sejam atendidos naquilo que possuem de mais precioso: a plenitude da vida.

Serviço

Dia: 10, 11 e 12 de junho
Horário: de 10 às 17 horas
Local: Rua Pedro Guedes, número 29, Maracanã

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Motivational Monday: inspiração para dias mais leves

Segunda-feira é sempre aquela história: metade da internet lamenta que o fim de semana acabou x metade da internet que lança mão de frases motivacionais para tornar os dias mais leves. Quem nunca esteve nesse primeiro grupo de pessoas, não é mesmo? Lamentando já no domingo que no dia seguinte é dia de labuta? Dureza, amigos!

Hoje em dia sou do time que tá de bem com a vida, não importa o dia da semana. Mas nem sempre foi assim. Uma das coisas que tenho tentado trabalhar atualmente é aquela famosa visão “big picture”. A Jout Jout falou tão bem desse pensamento nesse vídeo e o que não faltam são projetos motivacionais para mostrar que nem sempre as coisas estão lindas e maravilhosas porém dá pra tentar enxergar um tico que seja de coisa boa.

Um desses projetos bacanas é o Motivational Monday. O site reúne mensagens tipográficas que variam entre “espante a preguiça da segunda” à “mantenha o foco e a positividade, o resto vem com o tempo”. Eu gosto muito desse tipo de mensagem, já perdi as contas de quantas vezes estava sem ânimo pra uma determinada coisa e depois de ler uma mensagem do tipo falei “podes crer” e calcei o tênis, fui correr. Às vezes tudo que a gente precisa é de um empurrãozinho, certo?

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Veja mais clicando aqui.

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Como ser um doador de medula óssea

No sábado, conversando com a querida Domi, conheci melhor um projeto do qual já tinha ouvido falar, o REDOME. Traduzindo: Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Como o maior inimigo de qualquer coisa é a falta de informação, conversei bastante com a Domi que havia acabado de passar pela experiência do cadastro e achei que devia trazer o assunto aqui pro blog.

Você certamente já conheceu alguém que tenha pedido ajuda para transplante de medula óssea. Também deve ter ouvido falar do quanto é difícil encontrar um doador compatível. Por isso, o SUS e algumas ONGs não tem poupado esforços em campanhas divulgando a iniciativa. Mas a gente sabe que o povo continua com dúvida, cheio de perguntas e, em alguns casos, até com medo. Há muito ruído ainda e nada melhor do que buscar no site da REDOME algumas informações. Colocarei em aspas aqui no texto o que achar mais interessante.

Mas, afinal, como eu poderia ajudar?

Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante de medula é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros, amarelos etc.) semelhantes, mas não aparentados. Para reunir as informações (nome, endereço, resultados de exames, características genéticas) de pessoas que se dispõem a doar medula para o transplante, foi criado, em 1993, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), instalado no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), a partir 1998. Desta forma, com as informações do receptor, que não disponha de doador aparentado, busca-se no REDOME um doador cadastrado que seja compatível com ele e, se encontrado, articula-se a doação. 

O que isso quer dizer? Que ao fazer o seu cadastro, você ajuda o INCA a encontrar um possível doador para quem necessita de transplante. E ao contrário do que muita gente pensa, esse primeiro passo não é (tão) dolorido, você não precisa fazer jejum e nem tem grilo ter bebido ou feito tatuagem na véspera. Além disso, você não é obrigado a doar sua medula caso seja compatível e convocado.

O Brasil tornou-se o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos Registros dos Estados Unidos (quase 7 milhões de doadores) e da Alemanha (quase 5 milhões de doadores).  A evolução no número de doadores ocorreu devido aos investimentos e campanhas de sensibilização da população, promovidas pelo Ministério da Saúde e órgãos vinculados, como o INCA. Essas campanhas mobilizaram hemocentros, laboratórios, ONGs, instituições públicas e privadas e a sociedade em geral. Desde a criação do REDOME, em 2000, o SUS já investiu R$ 673 milhões na identificação de doadores para transplante de medula óssea. Os gastos crescerem 4.308,51% de 2001 a 2009.  

Foi nesse papo com a minha amiga que também conheci o projeto Ajude Rodrigo. Rodrigo tem 35 anos e foi diagnosticado no começo do ano com leucemia mieloide aguda. Desde então, está realizando diversos testes e quimioterapia. Em paralelo, segue em busca de um doador compatível com seu DNA, além de movimentar uma campanha de conscientização para que mais gente possa ser beneficiada.

Quer entender melhor como você pode ajudar no mapeamento de possíveis doadores? Clique na imagem abaixo para assistir a uma rápida apresentação.

Ok, Raquel! Quero MUITO ajudar e ser um possível doador!

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros de cada estado. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea, de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para saber mais, ligue para (21) 3207-1580.

Para se cadastrar, é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. Ao procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, a coleta de uma amostra de sangue (5 a 10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

A doação da medula em si é um procedimento que se faz em centro cirúrgico e que pode assustar num primeiro momento porém é realizada de forma super segura, sob anestesia peridural ou geral. Nos primeiros três dias após o procedimento, pode ocorrer um desconforto localizado, nada que não possa ser amenizado com medicação e repouso. Em pouco tempo, todas as atividades habituais já podem ser retomadas. Um “pequeno sacrifício” diante de todo o significado que esse gesto de amor possa representar.

Vamos ajudar? :)

REDOME
Rua dos Inválidos, 212 – 11º andar – Centro – Rio de Janeiro / RJ
Telefone do REDOME.: (21) 2505-5656 / 2505-5639 / 2505-5638
E-mail: redome@inca.gov.br

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Ensaio sobre ser a chatonilda do rolê

Faz tempo que li esse post aqui. Lembro que na época, a identificação foi imediata. É exatamente assim que me sinto, a chata do rolê. Como se fosse um grande absurdo lutar pela causa feminista. Mas acho que é assim mesmo né, gente? Quando lutamos por uma causa. Se sentir o pentelho, mesmo quando você dá pitacos de vez em quando. Se sentir o ET por dizer que uma coisa incomoda e aí vem mó galera e fala “cara você tá viajando”. Não deveria ser assim, afinal é uma coisa que eu sinto (e isso devia ser respeitado). Porém, é assim que me sinto.

Daí eu lembro de alguns debates que participei ao longo dessa vida, não somente em redes sociais mas em conversas de bar, de centro acadêmico, onde eu sempre fui minoria (fosse por ser mulher ou por ter uma opinião contrária). É impressionante como por ser minoria a maioria te humilha e pisa em cima do que você pensa, como se fosse uma merda de opinião. Mas, graças a Deus, nunca me acovardei.

Uma coisa é certa: o machismo está tão enraizado em nossa cultura que fica difícil enxergar fora dessa bolha. O BuzzFeed soltou um post ontem que diz muito sobre o que nossa sociedade pensa. Tem pitadas de humor mas né, só rindo pra não chorar.

Eu não preciso coçar o saco que não tenho pra ser igual a um homem. Eu posso sim fazer sexo com quem bem entender e merecer o seu, o dele, o respeito de todos na face da Terra. Eu posso querer não ser mãe, porque deixa eu te falar uma coisa, é a capacidade de raciocínio que nos diferencia de outros mamíferos – e eu posso pensar e decidir se quero ou não ter filhos. Eu posso aceitar uma gentileza de um homem, embora por trás dessas gentilezas exista sim uma carga história que tem a ver (olha só) com machismo nosso de cada dia. Eu não sou obrigada a achar que “fiu fiu” é elogio e sim ofensa. E por último, não é porque antes ninguém falava nada que ninguém sentia. A escravidão era até pouco tempo e mudou, não é mesmo?

E por último, pra finalizar: homens e mulheres são diferentes em seu DNA porém quando falamos em igualdade, estamos falando de respeito ao ser humano, independente do gênero. Abram a mente para aceitar que feminismo não é a busca pelo lugar do homem. É uma luta por respeito enquanto ser humano! Foi graças aos movimentos feministas que hoje temos algumas leis que nos protegem de crimes hediondos. Aliás, só o fato de leis para tal já nos mostra por A+B que não existe igualdade! Não existe respeito! É tão difícil visualizar esse quadro, meu povo?

Então, eu penso isso tudo aí em cima e mais um pouco. E se isso é ser chato, então call me chata. A chata do rolê. Ihhh chegou a Raquel com aquele papo brabo de feminismo. “Vai estar tendo”. Obrigada, chatos, por existirem. De verdade. Imagina só como os abolicionistas deviam ser chatos no século XIX. Ihhhh lá vem essa tal de Lei Áurea (embora ela não tenha sido tão legal assim). E não, não é uma questão de “não abrir a mente” pra entender o outro lado. Eu fiz isso a vida inteira, até chegar nesse posicionamento. E vamos combinar, no fundo a vida é assim. Você assume um lado, você toma partido, levanta uma bandeira. Ouvir o outro lado é legal mas isso não quer dizer que ao ouvir o outro lado eu vou mudar minha opinião! Faz sentido? Porque é assim que funciona na minha cabeça, acredito que na de vocês também.

Então, é isso. Toma esse texto desabafo aí, galera.

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Pesquisa Maionese 2015 + resultado do sorteio

Finalmente chegou a hora de saber quem é o sortudo que vai levar os livros do nosso 1º sorteio. A culpa dessa demora é da Dilma é da pesquisa que apurei e que eu queria fazer com muito cuidado e atenção. Toda vez que participo de alguma pesquisa, seja de blogs ou então de alguma marca, tenho plena consciência de que estou fornecendo informações importantíssimas e valiosas para terceiros. O mesmo aconteceu por aqui.

Foram mais de 40 participações, de gente que já sabia que acompanhava o Maionese mas também de muita gente que eu não conheço. É legal saber que várias pessoas de diferentes núcleos aparecem por aqui. Obrigada a todos por terem contribuído para que o blog seja cada vez melhor. O resultado da pesquisa segue abaixo:

Pesquisa Maionese 2015

Pesquisa Maionese 2015

O Maionese é um blog que faço com muito amor. É o espaço onde trago assuntos que gosto, que vão desde música a coleções das lojas favoritas. É onde escrevo pequenas crônicas do dia a dia, pensamentos, devaneios. Um cantinho onde compartilho links legais, livros, músicas, bonitezas. Ele já mudou bastante desde o primeiro post e é como se ele acompanhasse as mudanças na pessoa que o escreve. Afinal, estamos em constante transformação!

Alguns feedbacks me chamaram muito atenção e vou tentar ajustar a proposta do blog às sugestões que vocês fizeram. Foi legal saber pelas respostas que 99% dos leitores são… mulheres! Além disso, a faixa etária vai desde 13 a 50+! O forte mesmo fica entre 13 a 30 anos. Seja MUITO bem-vindas! <3 Aproveito para destacar algumas mensagens que achei bem interessantes:

Mesmo sabendo que você coloca sua parte gastronômica no Gordelícias, acho que você e cozinha ornam tanto que me estranha não te ver falar sobre suas aventuras na cozinha/dicas/querências culinárias aqui.

Concordo. Cozinha é algo que amo muito e sinto que no Gordelícias não consigo explorar todos os assuntos que me encantam. Certamente aqui será um espaço para tal. Vou investir nisso!

Posts mais “reais”, pq sei que a autora aplica essas bonitezas todas ao dia a dia, e ~as amigas que moram longe~ gostariam de ficar mais perto 😉

Também quero explorar mais o lado “blog pessoal” do Maionese. Gostei muito de ~abrir o coração~ falando da minha relação com o Smashing Pumpkins, no post do feminismo também… Curto essa vibe e vou trabalhá-la melhor!

Também pediram mais posts e posts em vídeo! Já estou fazendo meu debut, ainda que tímido, no canal do Gordelícias e em breve vou dar o ar da graça no canal do Maionese também. Semana que vem conto mais sobre o desafio que vou, enfim, participar.

Bom, a conversa tá muito boa mas aposto que vocês querem saber quem levou os livros em parceria com a Rocco, certo? O resultado segue aqui abaixo! Antes de me despedir, gostaria de, mais uma vez, agradecer a cada um pelo carinho e pela atenção. Obrigada, de verdade!

Sorteio Maionese 2015