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As melhores & piores coisas de 2015

Há praticamente 34 anos, todos os anos começam com aquela energia gostosa de mini-férias com expectativa do aniversário. Nascidos logo no comecinho do ano tem essa vantagem, não é mesmo? E como tudo na vida tem dois lados, lido com comemorações onde muitos amigos não vão por estarem viajando (às vezes eu mesma estou viajando). Festinha na escola? Nunca rolou, por motivos óbvios.

Meu 2015 começou no alto de uma colina, de frente para um mar lindo. De lá, vi os fogos de Copacabana sob um outro viés, inimaginável. Em seguida, um aniversário comemorado de um jeito muito especial, com cantoria, sob ameaça de chuva – que acabou não caindo, pra alegria dos fanfarrões. Foi uma noite épica, com gargalhadas, cerveja, suor e amizade.

Dizem que o ano só começa efetivamente depois do Carnaval, não é mesmo? Pra mim, começou de fato no finalzinho de janeiro. Assumi um compromisso comigo, com a saúde, enfrentei a lesão e passei a treinar de verdade com uma equipe. Nascia uma Raquel-corredora-de-rua, treinando regularmente, evoluindo lentamente. Nem tudo são flores e é claro que lidei muitas vezes com a frustração de correr devagar, a vontade de desistir faltou alto muitas vezes, mas sei lá, eu sou tinhosa e não abri mão disso.  Dizem que capricorniano é assim, determinado. Eu não sei, não ligo pra essa coisa de signo, mas vou me apropriar dessa informação pra dar mais bossa ao texto.

imagem daqui

Muita gente diz que 2015 foi um ano complicado, em todos os sentidos. No pessoal, na economia, na política. Eu diria que os últimos 3 anos tem sido bem calorosos nesses dois últimos pontos. Manifestações, eleições, polarização do debate. De um lado, ~coxinhas. Do outro lado, ~petralhas. Por favor, liguem o botão do sarcasmo aqui, hein? A coisa toda poderia ser mais fluida se não fosse a necessidade que as pessoas tem de vencer uma discussão. Sim, estamos de volta à quinta série com direito à lado A x lado B e suas respectivas torcidas. E nesse esvaziamento, quem tem vontade de levar a coisa adiante simplesmente desiste e se cala. Fingir demência acabou sendo a melhor opção.

Em 2015 nos mudamos pra um cantinho só nosso. Deu trabalho? Deu. Porém, poucas coisas nessa vida são tão gostosas quanto a sensação de abrir a porta e saber que aquele cantinho é seu. Cada pedacinho, cada cantinho da parede. Sensação gostosa de conquista, depois de tanto perrengue, tanto esforço. Pequenos grandes prazeres da vida.

imagem daqui

Nesse ano eu assisti muitas séries e li poucos livros. Todo ano me prometo ler mais porém acabo perdendo o feeling da leitura. Vocês também tem sentido uma dificuldade maior para se concentrar e embarcar na leitura? Alguns livros, por mais interessantes que fossem, pareciam não chegar ao fim nunca. E notem que isso não é bom, certo? Essa sensação de “chega logo ao fim, caralho”. Tipos que não é pra isso que os livros servem, né? Não sei se escolhi mal os títulos, ou se é algo nesse mundo conectado a qualquer momento que nos tira o foco e a atenção das coisas. Talvez seja uma mistura dos dois.

O Maionese recebeu mais atenção, o Gordelícias também. Andei fazendo vídeos e tudo mais, perdendo a vergonha, me descobrindo e me aceitando diante da câmera. Esse, aliás, é um ótimo exercício para a melhora da auto-estima. Sou muito envergonhada e me sinto sem jeito quando assisto aos vídeos ou me vejo em fotos. Aos poucos, vou trabalhando esse problema, em doses homeopáticas, diárias.

Fazendo aquele balanço geral, diria que esse foi um ano de muito aprendizado. Em relação às pessoas, em relação à comida, em relação ao mercado de trabalho. Fui mais tolerante com o outro, mais paciente e descobri uma capacidade em abstrair certas coisas que achava praticamente impossível. Essa mudança tem muito a ver com a prática esportiva, sabia? Incrível o que a corrida faz com a gente. Você fica tão exausto e focado naquilo que não tem tempo pra bobagens ou coisas que em pouco tempo não significarão grandes coisas.

imagem daqui

Costumo dizer que a culpa não é ~do ano mas da vida como um todo. A gente fala “esse foi um ano de bosta” ou “esse foi um ano incrível” baseados nos momentos marcantes e tudo mais. Certas coisas são inevitáveis, claro. Perder um amigo ou ente querido

Pra finalizar, deixo vocês com algumas listas (curiosas) que encontrei por aí:

E se há espaço para resoluções? Ler mais. Viajar mais. Absorver menos o que não posso mudar. O que não me pertence. Cuidar mais de mim do que ~dos outros (e isso não tem a ver com ser egoísta). Sabe aquela coisa “seja a mudança que você quer ver no mundo”? Frase clichêzona mas acho que é bem por aí. Quando a gente faz mais pelo todo, a energia meio que volta pra nossa vida, de um jeito positivo. Então ~vambora fazer essa máquina girar mais e mais?

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coisas que amei, conversas

Coisas que amei: reflexões sobre as redes sociais

imagem do topo: Rresende via Compfight cc

Desde segunda-feira, não param de circular textos e matérias sobre a decisão de uma blogueira/youtuber australiana que decidiu abandonar um lifestyle tão desejado por gente no mundo todo, em prol de uma vida mais real e livre. Esse é um debate antigo, principalmente pra quem vive do Marketing Digital, ou quem acompanha debates e estudos antropológicos. Mas é aquela, basta uma fagulha pra reacender todo o incêndio e cá estamos em meio a tantos textos e análises.

Visto que li tanta coisa interessante nas últimas 48h, vou abrir mão de escrever mais um ~textão~ pra compartilhar alguns desses links, que sugerem ótimos debates em torno do assunto. Só clicar aí embaixo!

◣ Por que você se deixou enganar pelo Instagram, por Fernanda Pineda

◣ Sobre redes sociais, vida real e felicidade, por Fe Neute

◣ Por que está todo mundo fugindo das redes sociais e do mundo online, por Marina Espíndola

◣ Estamos prestes a mudar a nossa relação com a internet e com as redes sociais, por Nuta Vasconcellos

◣ A não farsa das redes sociais, por Lu Ferreira

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Sobre amizade + resultado de sorteio

(imagem do topo daqui)

Demorei um pouco pra divulgar o resultado do sorteio desse livro aqui mas foi por uma boa causa. Li cada resposta e acabei rascunhando um post que queria fazer há algum tempo: um post sobre amizades.

Não importa a ~fase da vida~, a gente tá sempre (re) avaliando as amizades que temos. Algumas nos acompanham durante anos, outras surgem de repente e se tornam tão especiais. E tem aquelas que são abaladas por algum desentendimento mas um belo dia tudo “sara” e a vida segue. Assim como em relacionamentos amorosos, acredito que pra amizade não haja regra, não haja uma explicação, um tutorial. Cada um tem a sua visão do que é ser amigo, do que é uma demonstração plena de amizade a alguém.

Fiz um sorteio pra presentear um leitor do blog com um livro sobre amizade. Pedi aos participantes que falassem sobre alguma situação louca que fizeram por um amigo e foi tão difícil escolher apenas uma resposta. Sem clichê, gente. Foi difícil mesmo. Acabei escolhendo duas respostas e vou enviar o meu exemplar pra esse segundo ganhador. As respostas tinham algo em comum, algo que inclusive eu acredito ser essencial na hora de pensarmos “esse cara é realmente meu amigo”, que é o seguinte: se um amigo estiver realmente precisando de uma mãozinha, um help, faria qualquer coisa pra estar ao lado dele? Se a resposta é “sim”, you got a friend.

Pode ser que vocês nem sejam mais tão íntimos. Que não se vejam há um século. Que já não saibas por onde o cara anda, o que ele pensa, o que ele quer da vida. Se ele precisar, seja pelo motivo que for, você vai estar lá. É tipo aquela música:

If you need me, call me
No matter where you are, no matter how far,
Dont worry baby
Just call my name
I’ll be there in a hurry
You don’t have to worry

Queridos Leandro Faria e Alice Barros, escolhi vocês como ganhadores do sorteio. Em breve, tem livro na caixa de correio também. Obrigada a todos os amados que participaram, vocês são fofos demais!

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Das pequenas coisas do dia a dia

(gato Marvin adora o aroma das flores)

Gosto de acordar cedo todos os dias, inclusive nos finais de semana. Inclusive quando vou dormir tarde. Aquele horário pela manhã em que os poucos vizinhos estão se arrumando ou mesmo saindo para o trabalho – isso por volta das 7h. Gosto da luz natural desse horário e do burburinho dos pássaros. E com o horário de verão que começa em poucos dias, as manhãs ficam ainda mais lindas, assim com os fins de tarde.

Levanto, remédio, jejum de meia hora. Tempo suficiente para uma leitura rápida ou para pequenas tarefas obrigatórias: limpar a caixinha de areia dos gatos, uma varrida bem básica, lavar o rosto – que acaba ajudando a acordar. Quando vejo, já se passaram mais de 30 minutos às vezes. Agora sim, estou pronta para um café bem forte (costume recém adquirido depois dos 30 anos).

Durante o café, acabo assistindo algum episódio das séries preferidas, largado pela metade. Acaba dando vontade de assistir um monte mas o dever nos chama, todos os dias úteis (às vezes também nos fins de semana). Quando vejo, lá se foi a manhã e para quem trabalha em home office, é preciso ser deveras organizado, principalmente com almoço. É preciso também ser desapegado em relação à louça que, inevitavelmente, acumulará em sua pia ou no secador de pratos. A louça, assim como as roupas, nunca terá fim.

Há pelo menos três anos esse costuma ser o meu dia à dia, ordinário, comum, sem muitas surpresas ou emoções. Não há muito para compartilhar nas redes sociais além de gatos, fragmentos de um apartamento que há alguns meses se tornou, de fato, o nosso lar (meu, do marido, dos filhotes). Pra quem busca um feed interessantíssimo no Snapchat, sinto desapontá-los mas não há muito o que mostrar. O dia à dia pode parecer tedioso ou sem graça. Curiosamente, hoje em dia sou muito mais feliz e em paz.

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conversas, variedades

TAG: 7 coisas

Sabe quando a pessoa “fura” dieta? Bom, essa sou eu no BEDA! Teve dia aí sem post, algumas coisinhas super importantes apareceram no meio do caminho e acabei não conseguindo produzir tanto conteúdo como gostaria. Ideia tem de sobra, mas falta tempo às vezes e prefiro não correr tanto, afinal nem é esse o propósito do desafio, né? Mas vamos ao que interessa, hoje tem post legal!

Vi essa TAG rolando no lindo Na Nossa Vida e me inspirei para falar sobre 7 coisas da vida. Percebi que muita gente curte esse tipo de postagem, eu mesma adoro ler esse tipo de post, é como se eu pudesse conhecer um pouco mais sobre quem tá escrevendo. Acabei aproveitando as categorias que a Isa (autora do Na Nossa Vida) usou e acrescentei mais algumas, espero que vocês gostem!

7 coisas para fazer antes de morrer

  • Correr uma meia-maratona
  • Adotar um cachorro.
  • Fazer a viagem pela costa da Califórnia (e dirigir em algum momento).
  • Ter uma festa de casamento (nem que seja um churrasquinho).
  • Conhecer o Bono Vox.
  • Ler 50 livros em um ano (RISOS).
  • Levar minha mãe para conhecer Portugal.

7 coisas que eu mais falo

  • “Gente”
  • “Tipo assim”
  • “Qualquer coisa”
  • “Tô com fome”
  • “Então”
  • “Né”
  • “Super fácil”

7 coisas que eu faço bem

  • Playlists
  • Brownie de chocolate
  • Drama
  • Escândalo
  • Cafuné
  • Faxina
  • Projetos

7 coisas que me encantam

 

  • Jardins floridos
  • Comida caseira
  • Cheiro de chuva
  • Cigarras cantando no fim da tarde
  • Shows em geral
  • Livros e filmes “com final feliz”
  • Bichinhos em geral

7 coisas que eu não gosto

  • Dobradinha (a comida)
  • Gente espaçosa
  • Calor (tipo o verão carioca)
  • Encher a cara e ficar de ressaca depois
  • Vendedor de loja inconveniente
  • Fazer relatório
  • Fazer faxina

7 coisas que eu amo

  • Meus filhotes felinos
  • Ficar em casa
  • Relembrar viagens e momentos felizes com Pedro
  • Visitar meus pais e avó
  • Correr à beira mar
  • Cozinhar sem pressa
  • Conhecer novos lugares

7 coisas para comer

  • Hambúrguer
  • Pastel bem recheado e gordinho
  • Massa com molho encorpado
  • Sorvete cremoso e sem gordura hidrogenada
  • Risoto com bastante manteiga
  • Pão crocante
  • Drinks geladinhos em um dia quente

7 coisas para enterrar no passado

  • Ex-namorado machista
  • Gente interesseira
  • Preguiça de ir pra academia
  • Culpa por alguma situação
  • Obsessão por ser magro como era quando novinho
  • Bullying sofrido na escola
  • Preconceitos

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Maionese no BEDA

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Um acorde e uma nostalgia

imagem do topo daqui

Algumas canções tem o poder de me teletransportar para fases bem datadas da vida. Ontem, ao fazer uma limpa nos meus arquivos do computador, cruzei com alguns álbuns em mp3 e um deles era o do Oasis. Coloquei pra ouvir, até que tocou a lendária “Wonderwall”.

Independente de ser uma música batida, tendo tocado exaustivamente nas rádios na época, ou mesmo de ser uma música boa/ruim da banda, essa foi uma das primeiras canções que ouvimos do tal grupo de ingleses que muita gente apontava como “os novos Beatles mau humorados”. Naquele tempo, a gente não tinha Facebook, nem internet pra ficar pesquisando sobre bandas, as informações chegavam por revistas e pela MTV. “Wonderwall” colocou o Oasis na minha vida, em uma adolescência recheada de compromissos com o curso de inglês e a escola. Essa música toca e eu consigo ver a Raquel com seus 13, 14 anos, meio que querendo se definir pelas coisas que ouvia, muito mais do que pelas coisas que vestia. Aliás, acho que nunca fui uma pessoa muito fashionista, principalmente quando era pirralha.

Oasis me lembra como meu microsystem do quarto era tão importante e companheiro. Além do discman, que obviamente tinha pilhas recarregáveis. Oasis coloca a Raquel de 33 anos olhando pra Raquel moleca e chega a ser curioso esse “confronto”. Acho que eu gostaria de ter sido minha amiga naquela época, pelo menos bom gosto musical eu tinha (pelo menos, já que para namorados o dedo era podríssimo).

PS 1: (What’s the Story) Morning Glory? faz 20 anos em outubro.

PS 2: tô velha.

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Maionese no BEDA