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One Lovely Blog Award | Maionese
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Um award + por que esse blog existe


One Lovely Blog Award | Maionese

Recebi da Ingrid Abbade, uma moça que conheci há algum tempo por conta de um outro blog, um award super fofo e bonitinho. O selo “One Lovely Blog”, indicado a ela por outra moça que tenho acompanhado por aqui, foi repassado também carioca Thamires Vasconcelos, do Lunettes. A Ingrid é uma querida, com quem eu tinha perdido contato por muitos anos mas graças ao mundo fantástico dos blogs, nós nos reencontramos e tem sido ótimo poder tagarelar com essa moça nos dias de hoje.

Antigamente, nos tempos do blog de várzea, blog moleque e travesso, dar um selo ou award para outro blog era muito comum. Uma forma gentil de retribuir o carinho de alguma blogueira ou de mostrar sua admiração com um determinado trabalho. E quando falo blogueira, falo sem o peso de hoje, carregado de opiniões. Achei que o tema proposto pelo selo seria muito interessante para o atual momento do blog, que já tem alguns anos de vida mas que passou por mudanças estruturais significativas nos últimos tempos. Aproveitei a oportunidade, então, para apresentar aos novos leitores que chegaram por aqui quem sou eu e por que escrevo o Maionese – Inspiração e Bonitezas.

As regras da “One lovely blog award” são simples: você deve agradecer a quem te indicou; responder as 11 perguntas propostas pela tag; indicar 11 blogs e avisar aos indicados (acabei indicando 12 porque não podia deixar alguns de fora).

#1 Por que decidiu criar um blog e quando começou?

Meu primeiro blog surgiu há muitos anos, mais precisamente no comecinho dos anos 2000. Eu devia ter uns 19, 20 anos, quando criei o meu primeiro blog, no falecido Weblogger. Depois de um tempo, acabei indo pro Blig e também tive um blog no portal do bairro onde moro, boa parte dos meus amigos de blog da época passaram por lá e eu acabei indo também. Então, pelas contas, essa brincadeira de postar já rola faz um bom tempo, né? Tô com 32 anos… Meu Deus, como tô velha! :P

#2 Quais benefícios o blog te traz?

O principal benefício, sem dúvidas, foi conhecer um tanto de gente legal em todos esses anos. Hoje em dia ainda falo com muita gente que conheci “lá atrás”. Lógico que nem todo mundo se manteve mas algumas pessoas viraram grandes amigos. Sem falar que meu primeiro estágio na área em que trabalho atualmente rolou muito por conta da minha experiência nesse meio. Devo muita coisa mesmo ao universo dos blogs.

#3 Qual é o post mais acessado?

O post mais acessado do blog é recente: o que fiz sobre músicas para cantar no videokê!

#4 Você usa as redes sociais?

Uso um tantão! Uma das que mais gosto é o Instagram, pois é como se eu pudesse mergulhar no universo particular de cada pessoa que sigo. Claro que às vezes é perigoso, aquele papo de sempre acharmos que tá todo mundo sendo mais feliz e só você que tá em casa comendo biscoito polvilho no sábadão… Mas ainda assim, curto. Também amo o Twitter.

#5 Como o blog tem evoluído?

Tenho sido surpreendida pelo número de pessoas que visitam o blog a cada mês. Ao mesmo tempo que acho incrível que mais gente esteja chegando aqui, me assusta um pouco, já que esse blog é muito mais autoral, tem muito mais a Raquel Arellano aqui. Mas eu gosto disso, viu? Acho gostoso! O bacana disso tudo é perceber que a faixa etária varia bastante, gosto de saber que acabo falando com meninas tão novas e também gente madura, e que não importa quantos anos você tenha ou quantas experiências já tenha vivido, há sempre espaço para questionamentos e sonhos.

#6 Já viveu algum fato importante por causa do blog?

Como eu disse lá no comecinho do post, foi graças aos meus blogs que consegui o meu primeiro estágio em uma agência digital. Acho que esse é um fato importante, ao lado de ter conhecido um tanto de gente legal nesses anos todos.

#7 De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?

Vem da vontade de compartilhar as coisas que gosto com o mundo. Seja um livro, uma música, uma conversa fiada.

#8 O que você tem aprendido a nível pessoal e profissional esse ano?

Acho que 2014 tem sido o ano em que aprendi a ser mais compreensiva com o outro. Veja bem, não que eu não fosse… (rs) mas alguns acontecimentos me fizeram ter uma opinião menos radical sobre tudo e todos, procuro sempre entender um determinado ocorrido antes de bater o martelo pra uma determinada coisa. Ainda estamos em outubro mas acho que esse é o ano da compaixão pra mim.

#9 Qual é sua frase favorita?

De todos os tempos? Ihhh, que difícil. Mas acho que uma frase que gosto muito nesse momento é “A vida é um sopro”, do Oscar Niemeyer. É tão direta e objetiva, óbvia. A gente esquece o quão efêmero é tudo isso aqui, dando valor demais ao que não deve ter valor…

#10 Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo do blogs?

Meu principal conselho: faça tudo com muito carinho. Não só com o seu blog mas na vida. Antes de querer um blog acessado por multidões, pense no real objetivo desse espaço. Se ele é um recanto para trabalhar as ideias, compartilhar bonitezas, o faça desse jeito com amor. Se almejas resultados maiores, como um blog profissional, busque meios de chegar lá. Dá trabalho, o caminho é longo, mas com dedicação a gente chega lá! ;)

#11 O que os blogs que você vai indicar tem em comum?

São blogs feitos por “gente como a gente”, que dá um duro danado mas que ainda encontra um jeitinho de correr pro blog e espalhar amor por aí! ♥

Pale September

E agora, Isadora

Elvis Costello Gritou Meu Nome

Ana Carô (ex-Futricô)

Que Nem Limão

Pequenina Vanilla

Uma cadeira, por favor

Não Me Mande Flores

Salateando

Samba da Criola Doida

Bramare

Mais 20 Minutos

Love Likes
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A felicidade que vemos nas redes sociais

Love Likes

Meio mundo compartilhou esse link aqui. O legal de ter acompanhado esse movimento foi notar que diferentes tipos de perfis, acompanhados de opiniões quase que unânimes, divulgaram o vídeo. Em alguns casos foi até curioso perceber que ‘aquela’ pessoa tinha um discursos super ‘o amor está em você’ acompanhando o post, sendo que no tete-à-tete a coisa é bem diferente. E nem é só com você…

https://www.youtube.com/watch?v=QxVZYiJKl1Y

Bom, mas voltando ao vídeo porque não, não vou entrar numa de julgar os outros, pelo menos não aqui no blog… O curta intitulado ‘What’s On Your Mind?’ conta a história de alguém que poderia ser eu, você, o amiguinho da escola que você reencontrou depois de anos no Orkut. A personagem se vê diante do computador, numa dessas noites em que todos estão em alguma festa incrível, jantando uma maravilha, viajando, e você tá em casa, esparramado no sofá, vendo televisão. Quem nunca se viu nessa situação e se sentiu mal nem que fosse por alguns minutos? Aquela sensação de que todo mundo é muito mais feliz do que você, que tá ali com cream cracker velho e requeijão?

O curta segue adiante e nos mostra um personagem que resolve ser feliz também, fantasiando na rede social tudo aquilo que realmente acontece com ele. Pneu furado? Vira uma corrida incrível. Demissão? Que nada, pediu as contas em grande estilo! Resumindo: aquela eterna necessidade do ser humano de sair por cima. Porque só os losers contam as derrotas para os outros, certo?

Em tempos rasos onde tanta gente anda sendo superficial, mais vale uma vitrine cheia de conquistas do que um muro das lamentações. Se você reclama muito, desabafa, é um chato deprê, ninguém quer ser seu amigo. O curioso é que as mesmas pessoas que criticam os ‘revoltados’ também criticam os felizes demais (mesmo que seja fake). Tempos difíceis, onde ninguém sabe o que quer…

A conclusão que tiro disso tudo? O problema não é a grama do vizinho (aparentar) ser mais verde – por mais que seja fake e você saiba disso; a questão a gente realmente não abraçar a causa da felicidade. ‘Seja aquela pessoa pela qual você se apaixonaria’, diz uma imagem fofa compartilhada no Instagram. Mas, que tipo de pessoa é essa? Uma pessoa sincera que, de vez em quando é desagradável? O ombro-amigo que dá colo sempre que todos precisam? O comediante que tem uma vida leve e brincalhona, assim como os memes que inundam sua timeline? São muitos tipos de pessoas que podemos ser. Será que esse é o tipo de pessoa que o mundo quer?

Deu nó na sua cabeça todo esse papo? Conta pra mim! :)

Be What You Are |Maionese
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Feito gato em cima do muro

Be What You Are |Maionese
Via Pinterest

Desde que me entendo por gente, tenho dificuldade de aceitar pessoas do tipo “em cima do muro”. Sabe aquele papo “precisamos respeitar as pessoas como elas são”? Bla bla bla bla bla meu cooh. Sejamos honestos: nós NUNCA aceitamos o outro como ele realmente é. Pode ser que você tolere. Ou não. Fato é: vamos sempre ter uma opinião sobre o outro. É essa opinião que nos aproxima ainda mais de uns e nos repele de outros. Tem gente que vai gostar de você. E tem gente que não vai gostar. A vida é simplesmente assim.

Aquele papo furado de “não julgar ao próximo”. Quem não julga, meu Deus? É assim que (in)felizmente vamos escolhendo as pessoas dos nossos círculos de convivência diária. Seja porque temos interesse em crescer de alguma forma ao lado dos escolhidos (seja de forma positiva ou parasita) ou porque apenas gostamos de estar ao lado de determinada pessoa. É pelo papo, pelas ideias, pelas bandeiras que a pessoa levanta. Em um tempo como o nosso, onde não há chance para o desperdício, não buscamos o conflito, o embate… que estejam a nossa volta àqueles que massageiem o nosso ego de alguma forma.

E nesse mundo de imparcialidades, consigo visualizar alguns tipos bem comuns. Há os “políticos”, que apenas sorriem e acenam para tudo e todos. Em geral, são sempre muito legais, queridos e ao mesmo tempo fechados. A gente nunca sabe o que acontece ali dentro. Talvez nem a própria pessoa saiba. Há também aqueles que levam e trazem informações, tipo o corvo do Game of Thrones. Ele diz que não se mete mas sem querer joga um pouco aqui e acolá. Esses são os mais perigosos, na minha opinião. E, por fim, há as amebas: não sorriem, não acenam, não fazem fofoca… será que respiram? Se alimentam de luz?

E nesse mundo tão cheio de “mais amor por favor”, as pessoas confundem essa omissão, essa ausência de opinião, com respeito ao próximo. Acho que não há nada pior na nossa geração do que esse sentimento coletivo de não querer levantar bandeiras. Falar de política no Face? Ain, não, não quero ser polêmico. Dar um conselho sincero pro amigo que tá nitidamente angustiado? Pra que, com o tempo passa… E assim vamos perpetuando o ser humano apático, superficial ao extremo. Carinhoso e emotivo no chat do WhatsApp mas que, ao vivo, não te olha nos olhos. Nem que seja pra falar “eu não quero mais saber de você”.

E nesse mundo repleto de gente que evita a fadiga, vamos seguindo cada vez mais superficiais, alheios e vazios. Vivendo a segunda, a terça, a quarta, pensando no chopp de quinta, sexta, reclamando no domingo e assim por diante. Em tempos de coisas tão belas, gente sem vida. Sem brilho. Sem coragem pra ser aquilo que se é.

10 anos atrás | Maionese
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Uma carta para meu eu de 10 anos atrás #rotaroots

10 anos atrás | Maionese

Oi, Raquel.

“Como o tempo passou rápido”. Nada mais clichê pra começar uma carta mas não há frase que melhor se encaixe nesse momento. Dez anos, que englobam a transição de uma vida de jovem-adulta para adulta-for real.

Nesses 10 anos você mudou de carreira três vezes. Também né, como podem querer que aos 18 anos você saiba o que quer fazer da vida pra sempre? É muita pressão para alguém tão jovem… uma responsa que na maioria das vezes não estamos preparados pra aguentar. Na época, a faculdade de História. Aquele drama para finalizar a monografia, a ansiedade pelo fim da graduação, em paralelo ao desespero de se tornar uma formanda desempregada.

10 anos atrás | Maionese

Depois, veio a faculdade de Turismo, uma viagem para os EUA com bandeiras de independência – na verdade tratava-se de uma fuga quase adolescente: aquela em que pegamos uma mochila e meia dúzia de razões, mas no fundo é só rebeldia sem causa. Aqueles foram tempos de descoberta, de amor e de saudade.

Nesses últimos dez anos você riscou do papel muitas possibilidades de ~ser feliz~. No amor, no trabalho, na amizade. E quando parecia não haver mais o que fazer da vida, você olhou para as coisas que gostava de fazer e foi aí que se encontrou de vez. Olha que curioso: um hobby que você sempre gostou te levaria a conseguir seu primeiro estágio em uma agência descolada. A Raquel já formada, mais velha que os demais estagiários, recomeçaria outra vez.

10 anos atrás | Maionese

É, garota. Esses últimos 10 anos foram corridos. Mas vou te falar? Parece que a Raquel de 22 anos “aconteceu” em outra vida. Como você mudou, garota. Aquela intensidade em viver as coisas continua a mesma mas a insegurança ao fazer as escolhas… Nada como uma porrada atrás da outra pra amaciar a carne.

O meu maior conselho é: viva o que você achar que tem que viver. Faça o que você achar que tem que fazer? Pode ser que dê certo. Pode ser que dê tudo errado. O máximo que vai acontecer é ter que recomeçar. E você vai errar mil vezes. Vai julgar mil vezes. Vai se arrepender mil vezes. E vai sorrir também. Vai olhar ao redor e dar graças a Deus, de alegria ou de alívio. E o principal: vai manter a ternura em valorizar todas aquelas pequenas coisas. Aqueles detalhes miúdos que dão o colorido aos nossos dias. Vai compartilhar boa parte deles nas suas fotos, nos seus textos, ou então guardar esses momentos bonitos consigo. Quem sabe um dia eles passam naquele filme que a gente provavelmente assiste quando a vida chega ao fim.

10 anos atrás | Maionese

OBS: Todas as fotos do post vieram do meu falecido Fotolog e foram tiradas há exatos 10 anos atrás.

***

Blogagem coletiva do mês do grupo Rotaroots no Facebook inspirada por uma TAG vista no Hypeness.

Makes You Happy | Maionese
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Uma nova fase para o Maionese

Makes You Happy | Maionese

Esse blog existe há muitos anos. E nesses anos de existência, já teve vários formatos, layouts e linhas editoriais. No começo, era um blog muito mais pessoal, cheio de conversas que muitas vezes eu tinha comigo mesma e acabava trazendo pro blog porque esse é o meu mundo desde bem nova (dos tempos do blog de várzea, blog moleque).

Ter um blog sempre fez parte da minha vida online. E toda essa vivência me mostrou o que eu queria/não queria em relação ao assunto. Acabei restringindo o lado mais pessoal, focando em assuntos mais abrangentes e aleatórios como música, design, cinema, livros… No entanto, todos esses assuntos continuavam falando muito sobre mim. Se resenho um livro aqui, é porque ele fez parte da minha vida durante alguns dias, me influenciou de alguma forma, me fez sorrir/chorar… E isso é muito bom.

Ao criar uma página no Facebook para o blog vi que ela começou a receber likes de pessoas que nunca vi na vida. Pessoas que nunca deixaram um oi aqui, que posso ter cruzado na rua sem nem saber que ela leu tudo que escrevi nesse canto. Sobre alguma viagem que fiz, algum filme que assisti… E isso é deveras bacana ao mesmo tempo que assusta: mesmo estando nessa área há algum tempo, mesmo tendo um outro blog grandinho, esse canto aqui é como se fosse um pedacinho da minha vida pessoal.

Seguindo esse raciocínio, olhei para as últimas postagens… e percebi que aqui não tem tudo o que eu gostaria de falar. É como se eu me privasse de abordar certos assuntos aqui no blog para manter uma pegada que nem eu estava curtindo mais. Tinha um certo receito de falar sobre coisas aparentemente bobas pra poder continuar com uma abordagem mais “variada”. E assim deixei pra lá coisas bem legais como a minha fase “corredora”, a fase trintona que começa a cuidar dos primeiros cabelos brancos… Comecei a sentir falta de compartilhar alguns desses assuntos. Pensando nisso, resolvi ampliar as categorias do Maionese. Além de inspiração para o lar, você vai esbarrar em posts sobre cabelos. E sobre batons, sapatos… alimentação, corrida. Nada mais justo pois esse é um blog sobre as coisas que a Raquel gosta de fazer/ler/ouvir/assistir – provavelmente você também faz isso tudo (e mais um pouco).

Alguns de vocês me acompanham há anos (eu sei quem são). Outros são novatos que aterrissaram buscando algo no Google. A todos vocês, obrigada pela atenção e pelo carinho. Resumindo: a partir de hoje vou me permitir cada vez mais nesse cantinho e espero o feedback de vocês sempre que tiverem vontade de falar alguma coisa. Seja nos comentários ou por email. Seja no Facebook ou no Twitter. No Instagram. Espero trocar cada vez mais as experiências. E que vocês curtam cada vez mais esse espaço, que é feito “with love from me to you”.