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Uma carta para meu eu de 10 anos atrás #rotaroots

10 anos atrás | Maionese

Oi, Raquel.

“Como o tempo passou rápido”. Nada mais clichê pra começar uma carta mas não há frase que melhor se encaixe nesse momento. Dez anos, que englobam a transição de uma vida de jovem-adulta para adulta-for real.

Nesses 10 anos você mudou de carreira três vezes. Também né, como podem querer que aos 18 anos você saiba o que quer fazer da vida pra sempre? É muita pressão para alguém tão jovem… uma responsa que na maioria das vezes não estamos preparados pra aguentar. Na época, a faculdade de História. Aquele drama para finalizar a monografia, a ansiedade pelo fim da graduação, em paralelo ao desespero de se tornar uma formanda desempregada.

10 anos atrás | Maionese

Depois, veio a faculdade de Turismo, uma viagem para os EUA com bandeiras de independência – na verdade tratava-se de uma fuga quase adolescente: aquela em que pegamos uma mochila e meia dúzia de razões, mas no fundo é só rebeldia sem causa. Aqueles foram tempos de descoberta, de amor e de saudade.

Nesses últimos dez anos você riscou do papel muitas possibilidades de ~ser feliz~. No amor, no trabalho, na amizade. E quando parecia não haver mais o que fazer da vida, você olhou para as coisas que gostava de fazer e foi aí que se encontrou de vez. Olha que curioso: um hobby que você sempre gostou te levaria a conseguir seu primeiro estágio em uma agência descolada. A Raquel já formada, mais velha que os demais estagiários, recomeçaria outra vez.

10 anos atrás | Maionese

É, garota. Esses últimos 10 anos foram corridos. Mas vou te falar? Parece que a Raquel de 22 anos “aconteceu” em outra vida. Como você mudou, garota. Aquela intensidade em viver as coisas continua a mesma mas a insegurança ao fazer as escolhas… Nada como uma porrada atrás da outra pra amaciar a carne.

O meu maior conselho é: viva o que você achar que tem que viver. Faça o que você achar que tem que fazer? Pode ser que dê certo. Pode ser que dê tudo errado. O máximo que vai acontecer é ter que recomeçar. E você vai errar mil vezes. Vai julgar mil vezes. Vai se arrepender mil vezes. E vai sorrir também. Vai olhar ao redor e dar graças a Deus, de alegria ou de alívio. E o principal: vai manter a ternura em valorizar todas aquelas pequenas coisas. Aqueles detalhes miúdos que dão o colorido aos nossos dias. Vai compartilhar boa parte deles nas suas fotos, nos seus textos, ou então guardar esses momentos bonitos consigo. Quem sabe um dia eles passam naquele filme que a gente provavelmente assiste quando a vida chega ao fim.

10 anos atrás | Maionese

OBS: Todas as fotos do post vieram do meu falecido Fotolog e foram tiradas há exatos 10 anos atrás.

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Blogagem coletiva do mês do grupo Rotaroots no Facebook inspirada por uma TAG vista no Hypeness.

De onde eu blogo? #rotaroots

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Conheci o Rotaroots a partir de uma postagem da Victoria do Borboletando. O projeto é muito divertido e eu já reencontrei vários blogs que lia antigamente por causa dos posts no grupo. A ideia do Rotaroots é reunir gente que curte blogar como antigamente, aquela blogagem moleque, de várzea, dos tempos em que ninguém pensava em enviar brinde pra blog, muito menos se preocupava com pageviews e essas macaquices.

E como em todo grupo de apaixonados por blogs, tinha que ter uma postagem coletiva! \o/ Esse mês, forma sugeridos dois temas: o meme de onde eu blogo e a postagem coletiva coisas que não vivo sem. Achei legal mostrar pra vocês o meu cantinho, que é também o meu home office. É daqui que sai a maioria dos posts tanto do Maionese quanto do Gordelícias. Muitas vezes eu acabo trabalhando da sala, principalmente quando tá muito quente – visto que aqui no escritório não tem como colocar ar condicionado e só o ventilador muitas vezes não dá conta.

Dei até uma arrumadinha pra vocês, vem ver!

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

A mesa foi feita com uma placa de madeira que sobrou do armário do meu irmão. Quando pegamos o apê, grana curta, investimos no esquema “madeira + cavalete”. Caiu como uma luva! O tamanho deu certinho no canto aqui do quartinho de serviço. Ao lado da mesa fica uma outra mesinha onde coloquei a impressora e alguns papeis e arquivos.

Minha mesa tem um monte de canetas e material de escritório (clips, grampeador, fita adesiva). Na minha frente, uma cortiça que eu customizei (aqui ensino como fazer). É nela que coloco alguns cronogramas e planejamentos, além de fotos.

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Peguei uma luminária de Natal e fiz um varal de fotos da Instax Mini. Nessa foto não dá pra ver direito mas é o John deitado na cama!

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Acima, pedacinhos das prateleiras aqui do escritório. Tem fotografia, bibelô e outros elementos que dão o nosso toque ao escritório. É um dos cantinhos que mais gosto na casa, sem dúvida!

Rotaroots: de onde blogo | Maionese

Acima, uma parte dos meus livros de culinária. Eles ficam em uma mini-estante que coloquei aqui no escritório. A outra parte dos livros fica na estante maior, ao lado da sala. Qualquer dia mostro pra vocês.

E vocês, de onde blogam ou leem seus blogs favoritos? Me conta, vai?!

Uma nova fase para o Maionese

Makes You Happy | Maionese

Esse blog existe há muitos anos. E nesses anos de existência, já teve vários formatos, layouts e linhas editoriais. No começo, era um blog muito mais pessoal, cheio de conversas que muitas vezes eu tinha comigo mesma e acabava trazendo pro blog porque esse é o meu mundo desde bem nova (dos tempos do blog de várzea, blog moleque).

Ter um blog sempre fez parte da minha vida online. E toda essa vivência me mostrou o que eu queria/não queria em relação ao assunto. Acabei restringindo o lado mais pessoal, focando em assuntos mais abrangentes e aleatórios como música, design, cinema, livros… No entanto, todos esses assuntos continuavam falando muito sobre mim. Se resenho um livro aqui, é porque ele fez parte da minha vida durante alguns dias, me influenciou de alguma forma, me fez sorrir/chorar… E isso é muito bom.

Ao criar uma página no Facebook para o blog vi que ela começou a receber likes de pessoas que nunca vi na vida. Pessoas que nunca deixaram um oi aqui, que posso ter cruzado na rua sem nem saber que ela leu tudo que escrevi nesse canto. Sobre alguma viagem que fiz, algum filme que assisti… E isso é deveras bacana ao mesmo tempo que assusta: mesmo estando nessa área há algum tempo, mesmo tendo um outro blog grandinho, esse canto aqui é como se fosse um pedacinho da minha vida pessoal.

Seguindo esse raciocínio, olhei para as últimas postagens… e percebi que aqui não tem tudo o que eu gostaria de falar. É como se eu me privasse de abordar certos assuntos aqui no blog para manter uma pegada que nem eu estava curtindo mais. Tinha um certo receito de falar sobre coisas aparentemente bobas pra poder continuar com uma abordagem mais “variada”. E assim deixei pra lá coisas bem legais como a minha fase “corredora”, a fase trintona que começa a cuidar dos primeiros cabelos brancos… Comecei a sentir falta de compartilhar alguns desses assuntos. Pensando nisso, resolvi ampliar as categorias do Maionese. Além de inspiração para o lar, você vai esbarrar em posts sobre cabelos. E sobre batons, sapatos… alimentação, corrida. Nada mais justo pois esse é um blog sobre as coisas que a Raquel gosta de fazer/ler/ouvir/assistir – provavelmente você também faz isso tudo (e mais um pouco).

Alguns de vocês me acompanham há anos (eu sei quem são). Outros são novatos que aterrissaram buscando algo no Google. A todos vocês, obrigada pela atenção e pelo carinho. Resumindo: a partir de hoje vou me permitir cada vez mais nesse cantinho e espero o feedback de vocês sempre que tiverem vontade de falar alguma coisa. Seja nos comentários ou por email. Seja no Facebook ou no Twitter. No Instagram. Espero trocar cada vez mais as experiências. E que vocês curtam cada vez mais esse espaço, que é feito “with love from me to you”.

Artista cria série fotográfica com comentários de haters

Lindsay Bottos Project | Maionese

… I get tons of anonymous messages like this every day and while this isn’t unique to women, the content of the messages and the frequency in which I get them are definitely related to my gender. I almost exclusively get them after I post selfies. The authority people feel they have to share their opinion on my appearance is something myself and many other girls online deal with daily.

Lindsay Bottos é uma estudante de fotografia, tem 21 anos e mora nos Estados Unidos. Para compartilhar seus estudos e inspirações, ela criou um site, como qualquer mortal faria. Lindsay poderia ser eu, poderia ser você.

Por conta de sua exposição, Lindsay passa por um problema tão comum dos dias de hoje – e extremamente banalizado: diariamente, recebe mensagens anônimas ofensivas, como a da primeira foto do post. E como veremos nas imagems a seguir:

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

As imagens fazem parte de um projeto criado por Lindsay, onde ela compartilhacom seus seguidores as mensagens anônimas. Quem nunca foi agredido verbalmente pela internet? Se você tem blog, seja famoso ou não, certamente já passou por esse tipo de cyberbullying. Para a jovem norte americana, o fato de ser mulher faz com que esse tipo de atitude seja ainda mais frequente. E eu concordo: nós mulheres estamos mais expostas a esse tipo de comportamento covarde e doentio pelo simples fato de sermos mulheres.

Em cada foto, ela incluiu uma das mensagens. Pelo teor, a gente saca o absurdo aos quais a jovem é obrigada a se submeter. Aliás, essa discussão me lembrou um artigo escrito por Lauren Mayberry, vocalista do trio CVRCHES. No artigo, a vocalista compartilha a sua insatisfação com o comportamento agressivo de internautas e “fãs” que enchem a caixa de entrada da banda diariamente com mensagens sexistas e pornográficas. Lauren diz “I’ll not accept online misogyny” >> “Não vou aceitar misoginia online”.

Falta compaixão e empatia, sobra egoísmo e falta de bom senso.

Via Hypeness.

O que foi 2013 para a pessoa que vos escreve

Quote Pinterest
Imagem daqui.

Eu não podia ser ingrata com 2013. Por mais que tantos planos delineados ao longo de 2012 para o ano seguinte tenham ficado apenas no papel. Algumas metas também não foram cumpridas dentro do prazo estipulado. Mas pensando pelo lado positivo, esses tais planos/metas não são algo para apenas 12 meses mas para toda a vida.

O ano que passou começou meio esquisito e desesperançoso. Passei a virada do ano com uma tendinite no joelho esquerdo, justo na perna que me trouxe mais dor de cabeça. Lembro que logo após o “reveião”, mais precisamente no meu aniversário, me bateu uma bad horrível por causa do meu problema no nervo fibular, que ainda está em tratamento. Pra quem não sabe, ler aqui. E por incrível que pareça, consegui transformar toda a frustração que tava sentindo em força: pra continuar a fisio, pra voltar a treinar minhas corridinhas… até participei de 3 corridas de rua esse ano. Pra quem tava na pior…

Eu e Dan no Circuito Rio Antigo

Esse foi o ano em que consegui me consolidar tendo a minha própria empresa. Acho que esse é o terror dos profissionais autônomos. O pavor de ser apenas “chuva de verão” assombra 11 em cada 10 pessoas. Trabalhei com gente muito legal, alguns viraram grandes amigos. Foi muito importante ter o apoio da minha dupla dinâmica, que já me conhece há muito tempo e isso ajuda muito na hora de separar as coisas.

Eu e Lisa

Passei Carnaval em Angra (fazendo passeio de barco delícia) e finalmente conheci Nova York, que até hoje não ganhou post aqui no blog, uma injustiça que será corrigida nos próximos dias – até porque foi uma das viagens mais legais que eu fiz nessa vida. Ah, também estive pelo menos 4x em São Paulo esse ano e eis uma cidade que gosto tanto.

Eu e Pedro no Rockefeller Center

Em uma dessas idas conheci a musa Nigella Lawson, em um evento para blogs de culinária e gastronomia. O Gordelícias tava lá firme e forte!

Eu e Nigella Lawson

Cozinhei muitos pratos diferentes e isso me deixou feliz. Sinto que estou muito mais segura com algumas preparações e recebendo elogios pelas coisas que faço com as panelas. Por exemplo, não tinha muita habilidade com carnes e cortes e hoje mando bem melhor. Até minha avó fica espantada porque nunca imaginou que eu fosse fazer tanta coisa gostosa. E sigo aprendendo, querendo cozinhar mais e mais em 2014!

Esse também foi o ano em que fiquei noiva. Quem me conhece de verdade sabe que eu nunca quis um casamento tradicional. Há mais de 1 ano estou morando com o Parzinho e a gente pensava só em um casamento civil + almocinho pra selar a união. Mas desde que fizemos o Chá de Panela, senti que era preciso estender toda a alegria que a gente sente por estar juntos com quem torce por nós: família e amigos. Continuo sem querer um casamento tradicional mas pode anotar aí que em breve sai festa! Aguardem!

Pedaço da Casa do Velho e da Moça

Provavelmente deixei muita coisa boa de fora desse post. Muita coisa ruim também. Pra não cansar o leitor, resolvi dar apenas uma pincelada no ano de 2013 e dizer que os últimos 12 meses foram diferentes de tudo que já vivi. Ter uma casinha do jeito que a gente sempre quis montar (bom, nem tudo), ter os meus horários, tempo para assistir séries e ler livros… Queria ter mais tempo pra outras coisas legais mas o trabalho é intenso (graças a Deus). Foi bom, viu?

E que os próximos 12 meses sejam ainda melhores. Mais desafios e realizações. Saúde pra enfrentar tudo isso de peito aberto e cabeça erguida. Paciência e compreensão também entram no potinho de ingredientes pra essa receita. Não pode faltar amor também. Muito amor. Com os amigos, com a família, com os animais de estimação, com os desconhecidos. Vamos que vamos! \o/

Brinde a 2014

Ahhh o barulinho do ICQ…

Gurs Morais | Maionese

Nostalgia: aquele misto de saudosismo gostoso que bate quando a gente se vê imerso em um emaranhado de lembranças, misturado com o lamento em relação aos indivíduos que nunca vão saber como foi tal coisa.

Conheci o trabalho do Gus Morais por indicação do Pedro, o marido. Ao fuçar o site do publicitário por formação e ilustrador por vocação, me dei conta de que já tinha visto algumas tirinhas do rapaz circulando pelo Facebook. Com um constante olhar ácido e bastante consciente, ele faz críticas a situações cotidianas com um olhar “apocalíptico” e poético.

Pra quem quiser acompanhar, suas tirinhas saem mensalmente na coluna Tec da Folha de S.Paulo: Bytes de Memória. Vale conhecer também: site oficial | Facebook.