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O que foi 2013 para a pessoa que vos escreve

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Imagem daqui.

Eu não podia ser ingrata com 2013. Por mais que tantos planos delineados ao longo de 2012 para o ano seguinte tenham ficado apenas no papel. Algumas metas também não foram cumpridas dentro do prazo estipulado. Mas pensando pelo lado positivo, esses tais planos/metas não são algo para apenas 12 meses mas para toda a vida.

O ano que passou começou meio esquisito e desesperançoso. Passei a virada do ano com uma tendinite no joelho esquerdo, justo na perna que me trouxe mais dor de cabeça. Lembro que logo após o “reveião”, mais precisamente no meu aniversário, me bateu uma bad horrível por causa do meu problema no nervo fibular, que ainda está em tratamento. Pra quem não sabe, ler aqui. E por incrível que pareça, consegui transformar toda a frustração que tava sentindo em força: pra continuar a fisio, pra voltar a treinar minhas corridinhas… até participei de 3 corridas de rua esse ano. Pra quem tava na pior…

Eu e Dan no Circuito Rio Antigo

Esse foi o ano em que consegui me consolidar tendo a minha própria empresa. Acho que esse é o terror dos profissionais autônomos. O pavor de ser apenas “chuva de verão” assombra 11 em cada 10 pessoas. Trabalhei com gente muito legal, alguns viraram grandes amigos. Foi muito importante ter o apoio da minha dupla dinâmica, que já me conhece há muito tempo e isso ajuda muito na hora de separar as coisas.

Eu e Lisa

Passei Carnaval em Angra (fazendo passeio de barco delícia) e finalmente conheci Nova York, que até hoje não ganhou post aqui no blog, uma injustiça que será corrigida nos próximos dias – até porque foi uma das viagens mais legais que eu fiz nessa vida. Ah, também estive pelo menos 4x em São Paulo esse ano e eis uma cidade que gosto tanto.

Eu e Pedro no Rockefeller Center

Em uma dessas idas conheci a musa Nigella Lawson, em um evento para blogs de culinária e gastronomia. O Gordelícias tava lá firme e forte!

Eu e Nigella Lawson

Cozinhei muitos pratos diferentes e isso me deixou feliz. Sinto que estou muito mais segura com algumas preparações e recebendo elogios pelas coisas que faço com as panelas. Por exemplo, não tinha muita habilidade com carnes e cortes e hoje mando bem melhor. Até minha avó fica espantada porque nunca imaginou que eu fosse fazer tanta coisa gostosa. E sigo aprendendo, querendo cozinhar mais e mais em 2014!

Esse também foi o ano em que fiquei noiva. Quem me conhece de verdade sabe que eu nunca quis um casamento tradicional. Há mais de 1 ano estou morando com o Parzinho e a gente pensava só em um casamento civil + almocinho pra selar a união. Mas desde que fizemos o Chá de Panela, senti que era preciso estender toda a alegria que a gente sente por estar juntos com quem torce por nós: família e amigos. Continuo sem querer um casamento tradicional mas pode anotar aí que em breve sai festa! Aguardem!

Pedaço da Casa do Velho e da Moça

Provavelmente deixei muita coisa boa de fora desse post. Muita coisa ruim também. Pra não cansar o leitor, resolvi dar apenas uma pincelada no ano de 2013 e dizer que os últimos 12 meses foram diferentes de tudo que já vivi. Ter uma casinha do jeito que a gente sempre quis montar (bom, nem tudo), ter os meus horários, tempo para assistir séries e ler livros… Queria ter mais tempo pra outras coisas legais mas o trabalho é intenso (graças a Deus). Foi bom, viu?

E que os próximos 12 meses sejam ainda melhores. Mais desafios e realizações. Saúde pra enfrentar tudo isso de peito aberto e cabeça erguida. Paciência e compreensão também entram no potinho de ingredientes pra essa receita. Não pode faltar amor também. Muito amor. Com os amigos, com a família, com os animais de estimação, com os desconhecidos. Vamos que vamos! \o/

Brinde a 2014

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Ahhh o barulinho do ICQ…

Gurs Morais | Maionese

Nostalgia: aquele misto de saudosismo gostoso que bate quando a gente se vê imerso em um emaranhado de lembranças, misturado com o lamento em relação aos indivíduos que nunca vão saber como foi tal coisa.

Conheci o trabalho do Gus Morais por indicação do Pedro, o marido. Ao fuçar o site do publicitário por formação e ilustrador por vocação, me dei conta de que já tinha visto algumas tirinhas do rapaz circulando pelo Facebook. Com um constante olhar ácido e bastante consciente, ele faz críticas a situações cotidianas com um olhar “apocalíptico” e poético.

Pra quem quiser acompanhar, suas tirinhas saem mensalmente na coluna Tec da Folha de S.Paulo: Bytes de Memória. Vale conhecer também: site oficial | Facebook.

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A Casa do Velho e da Moça

Hoje, 21 de outubro, faz 1 ano que deixei a casa dos meus pais pra morar com meu amorzão. Cheguei a contar um pouco aqui no blog sobre esse momento de mudança no post do Chá de Panela (que até ganhou um vídeo lindo feito pela Nanda e pelo Mayc). Desde então, tinha planejado mostrar aqui no blog como foi o processo pra montar a casa, o escritódio onde faço home office… Mas acabou não saindo. Até agora.

Casa do Velho e da Moça

O começo

Quem dera a gente pudesse entrar no apartamento/casa e já ter tudo pronto, não é mesmo? Quando você dá sorte, consegue móveis em pronta-entrega, sem ter que esperar quase um mês pra recebê-lo. Por aqui, a gente recebeu o básico antes de se mudar de vez. Geladeira, fogão (instalado, convertido pra gás), cama. Mas não havia sofá, não havia mesa nem televisão. Mas havia internet. Pronto, morrer de fome a gente não morreria.

Dividindo os Ambientes

Desde que mudei de casa, mudei também de emprego. Hoje faço home office e por causa disso precisava adaptar o apartamento para ter um cantinho especialmente para o trabalho. Como o apartamento tinha uma dependência de empregada, escolhemos o cômodo pra ser o meu escritório.

Como moramos em um apartamento alugado, as mudanças que fizemos (e ainda estamos fazendo) não puderam ser muito radicais. Optamos por não colorir as paredes, por mais que dê pra pintar novamente na cor original. Ao invés disso, caprichamos na instalação de quadros na sala, escritório e cozinha. Muitos desses quadros estão afixados na parede com gancho adesivo, simplesmente genial. Mas alguns deles são furados mesmo, nada que massa + tinta não resolvam na hora de entregar o apartamento.

No nosso quarto, fiz um painel com nossas fotos, presente de aniversário de 5 anos juntos. Uma ideia tão boba mas que deixa o ambiente bonito. Adoro entrar no quarto e me deparar com esses retratos. Nostalgia boa.

Painel Corações | Blog Maionese

Montar uma casa é sempre um momento gostoso pois a gente pode praticar tudo aquilo que não conseguiu na casa dos pais. Por outro lado, se você tiver um marido/roomate com gosto um pouco diferente do seu, é preciso dialogar bastante. Aquela parede que você planejou de uma forma pode não ser a mesma que o companheiro queria e aí… é preciso chegar a um denominador comum. Fora isso, a cada dia você vai achar um cantinho da casa pra deixar do seu jeitinho. Por aqui, as “obras” continuam – e já faz 12 meses. O quarto ainda precisa de mais cuidados, como uma luminária bonita. O escritório também pede um quadro de avisos pra organizar meus projetos. Fora isso, nosso lar tem um pouco de tudo que gostamos!

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Seja com pouca grana ou com uma poupancinha pra investir, é sempre importante pesquisar antes de sair comprando. Na web, tá cheio de blog e site especializado em decoração. Se você é do meu time, que tá com a grana mais curta, há revistas muito geniais cheias de inspiração pra deixar o nosso canto mais delícia. Seguem algumas inspirações pra mim:

Decorar Mais Por Menos
casa.com.br
A Casa Que Minha Avó Queria
Casa de Colorir
Dcoração

Além de móveis e outras bonitezas, uma casa também é feita de amor e respeito. Não somos um casal perfeito mas por sermos tão unidos e parceiros, é como se o tempo praticamente não tivesse passado. No íntimo, resisti a deixar a casa dos meus pais, porque lá passava o dia ao lado de pessoas que amo desde que nasci. Mas como não olhar pro que tenho hoje e não sorrir? Meu lar, com meus dois amores. A nossa vida muda e isso é bom. A gente vê que há tantas possibilidades e tudo aquilo que você cultivou, continuará lá.

Em breve mostro pra vocês dois ambientes onde passo boa parte do tempo enquanto estou acordada: o escritório e a cozinha (onde nascem os meus posts do Gordelícias)!

Desafio 30 Days Writing Challenge

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RIP Google Reader

RIP Google Reader

Como eu era fã do Google Reader. Foi triste ver que nosso amado leitor de feeds ia, realmente, chegar ao fim. Aos poucos, a gente notava que o Google não queria investir no GReader, o que muita gente não consegue entender. Pouca chance de monetizar? Objetivo claro de levar o público pro Google Plus? Há muita especulação e alguns artigos bons que tentam explicar o que, de fato aconteceu (como essa matéria da Wired).

Nos últimos meses, eu já não usava tanto o Reader pois já queria me habituar ao seu substituto. Escolhi o Feedly que é super completinho e gostoso de navegar – embora tenha algumas limitações na versão web, como o envio por email e o fato de não mostrar todos os artigos dentro de um link. No mais, gosto bastante da interface e da leveza. No entanto, sinto muita falta de uma funcionalidade que já não existia nos últimos meses: poder seguir os compartilhamentos dos amigos (e comentar nos compartilhamentos).

Google Reader | Raquel Desculpa, Brasil… tenho apego emocional ao (1000+)

O Tecnoblog montou um infográfico interessante sobre os serviços que o Google ceifou. O Feedly fez essa homenagem fofa que segue ilustrando o post.

É isso, gente. Por aqui, ainda consigo acessar o Google Reader. Deve ser a colher de chá que eles dão pro povo ainda salvar os seus favoritos. No mais, vou sentir saudades desse tal Google Reader… :(

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Estamos escrevendo um capítulo na nossa história

0,20 centavos

Acho que nunca esperamos tanto por uma segunda-feira. Pelo menos esse era o meu sentimento e de muitos amigos no final de semana. A ansiedade pra que a “maldita segunda” chegasse. Bom, pra mim, faz tempo que a segunda não é mais uma maldita mas infelizmente não é assim que funciona pra maioria.

Na segunda, sabíamos que que ia ser bonito. A gente só não fazia ideia de que seria bonito e histórico. Nem todo mundo foi a favor, como vocês devem ter percebido. Há quem diga que o movimento nas ruas era sem propósito e sem liderança. E eu me pergunto, de verdade: vocês acham que não temos razões suficientes pra levantar e ir protestar? A liderança se faz necessária no momento em que vamos reivindicar formalmente junto aos órgãos públicos o que queremos. E ela já começa a se delinear… mas vocês acreditam mesmo que é preciso ter um líder a frente de uma passeata que traz o vovô, o estudante de 18 anos, eu, você? Estamos todos de saco cheio, há anos sendo maltratados por quem deveria cuidar da gente. É tipo um “basta”, sabe?

Discordo dos que dizem que “o gigante acordou”. Tem tanta gente militando nos bastidores durante todo esse tempo que é injusto falar que somente agora “o brasileiro” tá na batalha. “Por que não protestaram quando aconteceu x e y?”, é o principal argumento de algumas pessoas. Duvido muito que tenha passado em branco para algumas pessoas. Talvez não tivesse sido o suficiente para mobilizar milhares nas ruas. Mas agora tivemos um estopim. Um aumento no valor do transporte que já é um lixo. Em um momento como o que vivemos, de euforia pré-Copa, pré0-Olimpíadas. Daí junta tudo: Feliciano da vida, Renan Calheiros, estupros, violência, inflação aumentando, propostas de emendas constitucionais malucas sendo votadas… Boa coisa não ia sair disso.

E havia quem afirmasse que toda essa pressão nas ruas não levaria a nada. Ontem vimos que em um discurso alinhado e ensaiado, os prefeitos de algumas cidades suspenderam o aumento das tarifas no transporte público. Uma pena que toda essa mobilização não é apenas por causa de R$ 0,20…

Em plena Copa das Confederações, após muitos anos, estamos nas ruas. Com bandeira de partido, vovô, criança, estudante cheio de energia, gente que quer mudança. Não dá pra ficar mais de braço cruzado esperando o Sassá Mutema salvar o nosso país. A mudança só depende, de verdade, da gente.

Vi esses cartazes no Casa de Colorir e achei sensacional. O trabalho é do Benguele Tarja Preta. Inspire-se e leve o seu para as manifestações de hoje.

#vemprarua

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Desafio: 30 Days Writing Challenge

Sou uma dessas pessoas que gosta de arrumar sarna pra se coçar. Que mesmo “sem tempo”, inventa de colaborar em blog de amigo, de fazer bolo demorado, participar de desafio no blog. Além do Desafio Literário 2013, que tá mais do que atrasado, topei participar do 30 Days Writing Challenge.

A inspiração veio de um post da Tati no Elvis Costello Gritou Meu Nome, que está participando também. O que achei mais legal desse projeto, criado pela Dasty do Spleen Juice, é que você não precisa seguir 30 dias em sequência. Pode ir alternando, o que me dá mais liberdade já que posso acabar não postando em um determinado dia. A ideia é que haja trinta posts com os determinados temas do dia. E os temas são esses aqui embaixo:

30 Days Writing Challenge

Eu AMO projetos como o 30DWC. Dependendo do seu blog, claro, é uma forma de torná-lo mais pessoal. De mostrar aos seus leitores e amigos quem você é na sua intimidade. Em tempos de blogs plásticos, formatados todos de uma mesma maneira, é sempre uma delícia quando a gente encontra um blog que sai da superficialidade e mergulha na troca de experiências, por meio de relatos, opiniões e depoimentos.

Preparem-se para 30 postagens nesse nível por aqui. Quem quiser participar, está mais que convidado.

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