Categoria → cotidiano
quando a distância não faz diferença
Todo mundo passa por isso… Ter amigos, namorado, família que mora longe, aquela distância chata, insistente, mas que pode ser vencida. Tem gente que surge já distante, e contamos com uma sobra de tempo pra que a distância seja ultrapassada, e que o virtual se torne, por fim, real.
Esse final de semana aconteceu tudo isso. As coisas que eram sensacionais pelo virtual se mostraram ainda melhores no real. Aquele “lance de cuca” se mostrou fato e mesmo a distância e a diferença entre Rs e Ss, o conceito de boteco e o que é calor ou não exista, amizade surge, cresce e continua.
(daqui)
Quando você vier aqui, dona Fernanda, eu te mostro o que é boteco (de verdade). E também te levo pra tomar cerveja, não dessas chiques que vocês tomam por aí, mas umas mais baratinhas, que casam perfeitamente com o nosso clima (se bem que nesse fim de semana estava mais pra Rio do que pra Curitiba). A gente faz um passeio turistão, sem jardineira, com engarrafamento e “emoção”! Vai ser divertido, anyways!
Obrigada pela hospitalidade, pelo carinho e pela cama fofinha e confortável! E por nos buscar/levar no aeroporto, que era tão “longe” da sua casa (não viu nada, AINDA). E obrigada por ser uma das pessoas mais queridas que eu já conheci nesses meus 27 anos. Eu e Pedro te agradecemos do fundo do coração!
e se
E se o oceano incendiar
E se cair neve no sertão
E se o urubu cocorocar
E se o Botafogo for campeão (da série B – kas kas kas não resisti)
E se o meu dinheiro não faltar
E se o delegado for gentil
E se tiver bife no jantar
E se o carnaval cair em abril
E se o telefone funcionar
E se o pantanal virar pirão
E se o Pão-de-Açúcar desmanchar
E se tiver sopa pro peão
E se o oceano incendiar
E se o Arapiraca for campeão
E se à meia-noite o sol raiar
E se o meu país for um jardim
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
E meu coração for um quindim
E se o meu amor gostar então
.Chico Buarque, E Se.
Sem saber algumas vezes fazemos escolhas decisivas. Toma-se o caminho sem volta e o jeito é se adaptar ao novo, seja ele bom ou ruim. Tudo depende do seu momento. O que pode ser primordial e relevante hoje, daqui a dois anos, não é.
Crescer é isso: se arriscar, colocar a cara à tapa e correr atrás da felicidade.
(originalmente postado em 27 de setembro de 2006)
ajude você também!
Você já conhece as Aldeias Infantis?
Aldeias Infantis SOS é uma ONG, internacional, de promoção ao desenvolvimento social que trabalha desde 1949 para atender às necessidades e para defesa, garantia e promoção dos direitos de crianças, adolescentes e jovens. Nossa prioridade em 132 países e territórios são crianças em situação de vulnerabilidade social, que perderam ou estão prestes a perder os cuidados de suas famílias.
O núcleo familiar é composto por até nove crianças, adolescentes e jovens, irmãos biológicos ou não, de diferentes idades e de ambos os sexos. A mãe social é responsável pelo cuidado e projeto de vida de cada criança, adolescente e jovem.
O Acolhimento Familiar é um serviço de proteção integral a crianças, adolescentes e jovens que por um motivo de risco (negligência, discriminação, abuso e exploração, etc) tiveram seus vínculos familiares fragilizados e/ou rompidos. Atualmente cerca de 1.700 crianças, adolescentes e jovens estão acolhidos.
O dia das crianças está chegando. Daí que você pensa que, em vez de ganhar o videogame bacana, a coleção de Playmobil ou algo supima e com cheirinho de chiclé, algumas crianças simplesmente não vão ganhar nada porque sequer tem um lar. Graças ao trabalho e dedicação de ONGs SÉRIAS como a Aldeias Infantis, a realidade de algumas crianças pode ser diferente.
Aqui na empresa, estamos fazendo uma grande campanha para a doação de roupas para crianças de 9 a 18 anos. Além de brinquedos, estamos coletando principalmente peças de vestuário. A arrecadação será destinada às unidades de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Estrada da Boiúna, 485 – Jacarepaguá - CEP 22723-021 Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: : 21. 3347-0818
Fax: 21. 2440-0604
E-mail: jacarepagua.rj@aldeiasinfantis.org.br
Rua Jardim do Seridó, 200 – Barra da Tijuca – CEP22641-340 Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: 21. 2493-0807
Fax: 21. 2493-2861
E-mail: pedrabonita.rj@aldeiasinfantis.org.br
Você quer ajudar e não sabe como?
Sua empresa pode ser uma Empresa Amiga SOS.
Você pode doar produtos e materiais.
Você pode acompanhar o trabalho das Aldeias Infantis no Brasil pelo Twitter @Aldeias, pela comunidade no Orkut ou pelo perfil das Aldeias no Ning.
unfollow: mágoa de caboclo ou necessidade?
Twitter. A rede social mais falada do momento. Já faz um tempo que me cadastrei e lembro bem que no começo eu tinha uma meia dúzia de amigos, todos querendo entender como funcionava aquela telinha azul com espaço para digitar mensagens de até 140 caracteres. Meus dois primeiros amigos foram a Luma e o Phelipe. Daí as pessoas foram aderindo cada vez mais e se achando, através de contas no Google, Hotmail e por aí vai.
Diferente do que acontece em outras redes sociais, como o Orkut por exemplo, no Twitter você pode seguir alguém sem necessariamente ser seguido por essa pessoa. Pode ter sua conta pública ou privada, pode bloquear alguém de ler seus posts, pode fazer o escambáu (em breve, pela própria página do Twitter, poderá também “retwittar” um “tweet” e, inclusive, ver quantos mais já o fizeram, como funciona lá no Tumblr.
Tá, tudo bem. Mas a gente está acostumado ao esquema “me add que eu te add de volta”. E quando um lado não te “add”? E quando o amigo deixa de te seguir? Muita gente diz que não se incomoda mas, eu duvido que ninguém pare pra pensar no por que do “unfollow”. Será que não estou agradando? Será que sou chato demais? Ou então a criatura queria um “follow back” e eu não dei?
Estive pensando sobre o assunto e conclui que dependendo do uso que o cidadão dê ao seu Twitter, certos conteúdos se tornam irrelevantes. Atualmente, acompanho cerca de 310 pessoas e simplesmente não dou conta de ler todo mundo. Tem perfil de loja, de marketing, amigos de verdade, amigos blogueiros… Daí que se aparecer alguem MUITO bacana que eu queira seguir vou pensar duas, três vezes antes de adicionar porque é uma lista de pessoas interessantes que não para de crescer!
Então é aquela: muitas vezes o unfollow não é pessoal mas para filtrar conteúdo.
Outro dia tomei um “unfollow” porque nunca parei pra conversar com o ser. Achei engraçado o argumento mas acabei entendendo. É aquilo que a gente sabe, algumas pessoas utilizam o Twitter pra bater papo, como um Live Messenger, né? Como não é o meu caso… =*
Enfim, abro a discussão: o que vocês acham disso tudo?
PS: algumas pessoas estão tendo dificuldade para comentar aqui no blog. Realmente, se você clicar no balão com o número de comments, nada acontece. Para deixar um recado aqui, você precisa abrir o post todo, clicando no título dele ou então em “continue reading”, no final do texto. Só assim aparece o tal “Write a Comment”!
UPDATE: o balãozinho funciona agora! Agora vocês podem comentar por lá, sem ter que dar a volta ao mundo! Graças à querida Luanda, que, comovida por meus apelos e suplícios, resolveu praticar a boa ação do dia e resolveu o problema! Obrigada!!!
por que eu quero isso?
Relutei em abrir o email. Vi lá “Aproveite! Dias Insanos na Imaginarium”. Pra quem está em contenção de despesas, é sofrível conter os impulsos consumistas. Aliás, eu sempre fui fascinada por esse mundo do consumo, de como a publicidade atua no nosso cérebro despertando desejos e nos fazendo, simplesmente, perder o controle.
A Imaginarium é uma loja bacanérrima, isso é um fato. Os preços são meio puxados para alguns itens mas é aquela, o consumidor não paga só uma xícara mas a experiência em si. A arte do produto, a criatividade embutida, a diferenciação das demais. É o status, a inclusão em um grupo, a satisfação de olhar pra cistaleira e ver uma xícara preta com marca de batom dourada.
Estou lendo um livro chamado “A Lógica do Consumo“, de Martin Lindstrom, e quando vi que a discussão girava em torno de uma linha de estudos chamada Neuromarketing confesso que fiquei bastante receosa. Ora, um estudo que avalia àquele que não trai: o nosso cérebro. Porque pesquisas quantitativas e qualitativas dependem de uma série de fatores e um deles é fundamental para considerarmos os resultados válidos: a sinceridade das respostas.
Por que eu quero a caneca transada da Imaginarium e não a listradinha da Casa & Vídeo? O que me faz olhar pra vitrine da Oh!Boy e desejar todos os vestidos jeans deles, ao passo que a vitrine da Sacada não me impressiona at all? Nichos sociais, faixa etária, posição social, maturidade, momento vivido, estado civil. Em termos psicográficos, devemos considerar cada um destes fatores. Mas é exatamente ALÉM que devemos ir. O que diferencia duas meninas que responderiam a mesma coisa para todas essas perguntas? “Cada um é cada um”. E é para esse “cada um” que o mercado se volta. Vivemos a era do consumidor!
O livro é polêmico e perturbador. Buscar respostas que os métodos tradicionais de pesquisa até hoje não respondem, indo direto na fonte é considerado por muitos estudiosos sociais agressivo à natureza humana (por vezes, cruel). O interessante nisso tudo é observar o esforço dos pesquisadores do consumo em compreender como funcionamos diante de impulsos consumistas.
Falando em impulsos consumistas, não me contive e resolvi montar uma listinha de preciosidades aqui no blog. Só pra eu não esquecer, sabe? Mas se vocês quiserem me presentear com algo sabe, MÃE? Sabe, PEDRO? =D
re-post: coisas que irritam
¬¬
- Pessoas no Nextel – já repararam como algumas pessoas se sentem as_executivas_da_Petrobras com essa merda? O que é tããão importante assim que não possa ser dito em outro momento que não seja a hora da manicure ou da feira no mercado? E PIOR… no alto-falante! Você tá ali do lado, obrigado a ouvir toda aquela baboseira, entre um pipi e outro! Bip maldito! Aparelho do inferno! Aprendam a falar no fone normal! Que praga!
- Músicas de supermercado – é sempre alguma coisa brega da moda. Uma Ivete Sangalo, um Jota Quest… Isso quando eles não colocam pra tocar versões remix… Nessas horas eu levo meu mp3 player e abstraio até a minha mãe me pedindo opinião sobre o chuchu ou sobre a peça de filé mignon.
- Abeiros – organiza-se uma discreta reuniãozinha etílica. Um leva uma garrafa de Jose Cuervo, o outro um pack de cerveja (de preferência, de boa qualidade), um Martini e por ae vai. Nisso, vem SEMPRE aquele que nunca leva nada e ainda mama tudo. Isso me irrita. E não é nem caso da pessoa estar sem grana e dar aquela chorada, o que a gente até aceita e releva, visto que pessoa alguma está livre de ficar quebrada de grana. Mas quando é com certa freqüência, eu já começo a desconfiar das intenções do dito-cujo.
- Ser acordada – acho que essa é uma das coisas que mais me irritam. Quer conversar sobre a missa no domingo? Sobre as frutas que estão belíssimas na feira? Sobre a pole position da F1? CONVERSA BAIXO PORQUE EU TÔ DORMINDO, CACETE! Aqui em casa acontece demaaaaaaaaaaais isso! Tô lá toda encolhidinha, no meu canto, sem fazer mal algum pra ninguém, vem a torcida do flamengo discutir aos berros na cozinha, atrapalhando meu momento mágico de paz com o mundo!
- Flamenguistas - já que toquei no nome do demo, vou falar sobre. Como boa vascaína que sou, ter repulsa deste segmento da sociedade é normal. Porque discutir com flamenguista é pior do que discutir sobre o Lula com simpatizantes do FHC. Os argumentos são sempre os mesmos: o pentacampeonato, o mundial de 81, serem a maior torcida (des)organizada do país e por ae vai. Não dá. Sofro com este mal desde os tempos da escola, hoje simplesmente peço pra cagar e saio.
- Não-Fumantes - a maioria vem com um papinho meia-boca anti-tabagista. Todo mundo sabe que o cigarro faz mal, que diminui a percepção de cheiro e sabor, que deixa com bafão, mesmo que você masque um Trident ou um Clorets da vida e bla bla bla. Então, pra que encher mais o saco? Eu não encho o saco de ninguém! Tô ali no meu canto, fumando o meu Marlboro Lights (por sinal não estou mais fumando) e vem aquela mala tentar me catequizar com algo que eu já sei. Me deixa, encosto!
- Telemarketing - atendo o telefone crente que é uma proposta de emprego. Daí vem aquela voz com sotaque cearense dizer que eu tenho direito a mais um cartão de crédito de uma bandeira desconhecida mas em expansão no país. Com anuidade custo zero no primeiro ano, limite “x” e o cacete elevado à quatro. Você tenta ser educado mas a pessoa começa a te pressionar, não te deixa desligar o telefone e isso é altamente irritante. Eu sei que as pessoas estão ali trabalhando, querendo bater metas pra pagar a Via Show no final de semana. Na boa, que merda de emprego! Conheço gente que já trabalhou com isso e acabou saindo por se sentir mal com a função! E eu entendo totalmente!
- Caixas da C&A - te chamam de “ném”, batem papo sobre o namorado pilantra que comeu a vizinha na sua frente e geralmente te atendem mal, como se você estivesse fazendo favor em comprar ali. Realmente, é um favor que faço só em entrar na C&A, que caiu de nível 200%. Não é somente pelas roupas, que estão de muito mal gosto mas pelo péssimo atendimento. Isso que dá querer pagar pouco… Meu primeiro emprego foi na C&A, fiquei duas semanas justamente porque não agüentei dividir meu espaço intelectual com semi-analfabetos baixo nível. Que fique claro: eu não tenho NADA contra semi-analfabetos mas não dá pra perguntar uma coisa pra alguém que responde “a gente temos”. Sem mais.
- Transporte alternativo, vulgo Kombi – quem mora no Rio sabe do que eu tô falando… Mas quem mora na Ilha do Governador entende e compartilha da mesma opinião. Kombi é o inferno na Terra. Em todos os aspectos! Te fecham no trânsito, entulham a Kombi com trezentas pessoas acima da capacidade de transporte, te enchem a paciência perguntando se você vai pro Cacuia quando você está somente atravessando a rua… Dai-me paciência, senhor Jesus!
- Casais apaixonados no ônibus – um saco. Andar de ônibus no Rio já não é uma coisa muito legal, visto que só Deus sabe quem entra nele, o que pode atingí-lo e nisso a gente vai sobrevivendo. Ainda me vêm esses casaizinhos que ficam de grude-grude, lambe-lambe bem na sua frente. Aprendam a se comportar! Vai namorar na praça, dividindo a pipoca doce, o milho-verde, o ovomaltine do Bob’s! Mas não num banco duro, que saculeja, entre um ponto e outro, cruzando a Linha Vermelha!
olhando para dentro
Uma da manhã. Devia estar no décimo terceiro sono, prometo todos os dias ir pra cama mais cedo, promessa que nunca cumpro. Dessa vez, tarefas agendadas que foram esquecidas no bloco de papel com capa dourada, aquele mesmo que ganhei de lembrancinha no último Natal.
Que gostoso é riscar algo da lista de afazeres! Sensação de ir pra cama com menos uma preocupação, por mais que outras dez assumam o lugar do risco na folha com pelo menos dez tópicos, todos pra ontem.
O braço fraqueja, a vista arde, definitivamente o dia devia ter umas horas a mais, pra dar conta de tanta vida! A mesa, que um dia era vazia e tinha um arranjo de flores no centro (desses que toda mãe tem), hoje abriga um fichário cor de rosa e muitos cadernos, provas, revistas e uma calculadora baratinha, coisa de quem saiu da semana de provas e ainda não “teve tempo” pra organizar pendências.
E nessa correria toda, será que dá tempo de respirar? De olhar ao redor? Outro dia, ao voltar pra casa, caminhando a passos apressados, acompanhei um senhor e seu cachorro, que se dirigiam para debaixo de uma marquise. Aquele senhor dorme ali todos os dias. Sabe Deus onde passa os dias, onde toma banho, se come, se tem uma família. Ter caminhado, mesmo que por uma curta distância de alguns metros, ao lado daquele homem me fez pensar em toda a minha vida, desde as primeiras recordações que tenho das coisas até os dias de hoje. Foram menos de cinco minutos. E, em menos de cinco minutos, passou um resumo de quase todas as grandes e pequenas coisas que eu já fiz.
Eu não consegui parar de pensar naquele senhor até agora. Tinha um olhar triste e se não fosse pelo cachorro me arriscaria a dizer que trata-se de um homem solitário, que se esconde por aí e que de noite tira um ronco em um canto qualquer. Mas a verdade é que desde que procurei entender o velho senhor, passei a querer entender a mim mesma.
o fim do rolinho mágico
Notinha rápida:
Sem querer bancar a reacionária, que pragueja e bate o pé diante de inovações tecnológicas mas será que visualizamos o funeral da fotografia analógica?
Uma tia minha ainda fotografa com uma Yashica. E muita gente aderiu à lomografia, que utiliza filmes 35mm (o famoso basicão da caixinha amarela, no potinho preto de tampa cinza).
Que a fotografia digital tomou conta do mercado não há dúvidas e poucos seriam os fabricantes ainda dispostos a investir (alto) na produção e possível reposicionamento do produto. O resultado só poderia ser este mesmo, a substituição do rolinho mágico com cheirinho viciante (que não é o rolinho primavera) por memory cards e pixels.
com ou sem diploma?
Todo mundo comentando por aí sobre a decisão do STF em não exigir mais diploma dos jornalistas. Em um primeiro momento, eu me revoltei, sabe, pensei “Deus do céu, o que querem? Que qualquer um se intitule jornalista?”
Mas depois eu pensei: será que isso já não acontece? A única diferença é que as pessoas cursam 4 anos de uma faculdade e adquirem o direito de se intitular qualquer coisa.
Eu falo isso porque aconteceu comigo. Com 17 anos decidi que queria fazer História. Fui lá, me inscrevi no vestibular da UFF, UERJ e UFRJ. Passei pra UERJ, cinco anos fazendo o trajeto Ilha-Centro-Maracanã. Daí depois de estudar Introdução aos Estudos Históricos I e II eu estava pronta pra ser historiadora. Pra trabalhar com isso, viver disso.
Não, né?
Mas vão dizer que um médico não pode ser médico sem o curso de Medicina. Ou um Advogado. Mas um historiador? Um jornalista? Quanta gente existe por aí MELHOR do que eu, fazendo bem o que eu não faço (não por incompetência mas por ter seguido um caminho completamente diferente da História)?
O assunto é polêmico e eu nem quero entrar em maiores detalhes. Só queria dizer que não sei se sou de todo contra da decisão mais. Acredito que o melhor seria reformular o currículo dos cursos universitários mas, principalmente, os critérios exigidos, por exemplo, numa contratação. O que pesa mais: um diploma ou a experiência da pessoa? Seus talentos individuais? Sua vocação?
Obs: vale lembrar que a profissão de historiador não é regulamentada também! Eu já praguejei muito, hoje em dia apenas reconheço que 4 anos, meu amigo, não faz de ninguém historiador. Sabem o Eduardo Bueno, jornalista? Faz História melhor do que eu e muitos amigos que vestiram aquela beca antiquada e jogaram confete pro alto anos atrás, no Teatrão.
Obs II: já tem quatro anos que eu me formei e cadê que fui buscar o diploma? Nem pra colocar na parede do escritório, até porque não tenho um!



