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No iPod: Lauryn Hill – MTV Unplugged No. 2.0

Acho que perdi as contas do quanto ouvi esse CD na minha vida. Eu tinha uma “coisa” com Lauryn Hill lá pelo começo dos anos 2000. Depois de viciar em The Miseducation of Lauryn Hill, passou um tempo e conheci o unplugged dela. Foi amor tipo instantâneo. A voz levemente rouca, marcante, cheia de sentimento, batiam “lá dentro” e foi paixão sim, daquelas bem avassaladoras.

Dia desses, no amigo Spotify, saí em busca de algumas coisas que eu ouvia antigamente e cruzei novamente com a Lauryn. Tirei a véspera de feriado com chuva para recordar essa maravilha musical. Numa época em que geral fazia ao vivo, veio a bonita e fez um trabalho espetacular. Destaque para I Gotta Find Peace of Mind. Apenas voz e violão em 9 minutos de uma canção carregada de emoção. E lágrimas. Que mulher, meu Deus.

he says is impossible, but I know is possible
he says is improbable, but I know its tangible
he says its not grabable, but I know is haveable
coz’ anything is possible
oh, anything is possible

Sabe o que é mais incrível? Ela lançou apenas dois álbuns solo. Meio que se decepcionou com a indústria fonográfica e seguiu sendo maravilhosa e independente. Hoje em dia, Lauryn – que agora se denomina Ms. Lauryn Hill – segue fazendo shows, cantando canções de seus únicos álbuns + covers. Quero um show dela tipo AMANHÃ, pode?

Lauryn Hill

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Smashing Pumpkins
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Smashing Pumpkins no RJ (25/03) + SP (29/03)

Já perdi as contas de quantas vezes falei de Smashing Pumpkins aqui no blog. Se vocês clicarem aqui, vão ver todas as menções. Se clicarem aqui, verão meu relato de fã ansiosa às vésperas do primeiro show. E aqui, o relato de como foi (Planeta Terra em 2010).

Hoje venho contar pra vocês como foi ver Smashing Pumpkins duas vezes em menos de sete dias. Porque tem coisas que a gente simplesmente faz, principalmente quando o coração diz “vá”. A turnê passou pela América do Sul para divulgar o novo álbum Monuments To An Elegy.

Quarta-feira, 25/05. Havia toda uma tensão desde o dia anterior pois havia coisas para resolver antes de se jogar de cabeça no show da sua banda preferida. Fechar ciclos faz parte da vida e por mais experiente que a gente seja, sempre bate aquele friozinho na barriga. Passada a reunião, pude canalizar todos os meus pensamentos para ver William Corgan no palco.

William “Billy” Corgan. Essa pessoa que sempre me confundiu. Já te achei chato, já te achei babaca, já te achei excêntrico. Hoje eu te acho “humano, demasiado humano” (como diria Nietzsche). É como se, ao amadurecer, a gente pudesse enxergar que, acima de tudo, lidamos com gente de carne e osso compondo, vivendo cada pedacinho da arte. E isso não é fácil, principalmente quando você sente e reage a praticamente tudo.

O show do Rio foi no Citibank Hall e a casa não estava lotada. A apresentação começou por volta das 22h30 e o setlist foi esse aqui. Um maravilhoso mix de clássicos & canções dos discos mais recentes, pós-término da banda. Começar com a bateria de Cherub Rock já deixou os pelinhos do braço arrepiado. Siamese Dream é o_disco, afinal. Em seguida, Tonight Tonight e eu não consegui segurar o choro. Essa música acaba comigo. E é curioso ver como ela ganhou um significado ainda mais especial depois de adulta. Talvez porque esse trecho aqui signifique tanta coisa:

Time is never time at all
You can never ever leave without leaving a piece of youth
And our lives are forever changed
We will never be the same
The more you change the less you feel

E assim William Corgan levou o show, que acabou perto da meia noite. A plateia parecia morna mas acredito que estivessem hipnotizados. O Smashing Pumpkins não se apresentava no Rio há mais de 10 anos (a última vez foi em 1998 com a turnê “Adore”). Gostei muito da escolha das músicas, afinal esse show ia acabar sendo um cadinho maior do que o de São Paulo no Lollapalooza Brasil. A atual formação, que conta com Brad Wild na batera (RATM), Mark Stoermer no baixo (The Killers) e um ótimo entrosamento entre BC* e Jeff Schoroeder deixaram o SP mais pesado, o que foi lindo pra quem sentia saudades da fase mais rock da banda. Tivemos Heavy Metal Machine fechando com Today acústica pra acabar de matar o povo.

Voltei maravilhada pra casa, já sabendo que domingo teria mais uma dose. Nem mesmo a previsão de chuva me desanimou. E olha que estava previsto tempestade. Separei as botas, capa de chuva e lá fui eu encarar toda aquela via crucis pra chegar no festival. Olha, vocês podem escrever aí: só volto pra Interlagos se for alguma banda MUITO incrível tocando. Porque é ruim demais ir pra esse lugar. Você pega um metrô, um trem, anda feito um camelo pra chegar no local e ainda anda mais lá dentro. Se não fosse o meu atual preparo físico, estaria com dores até agora.

Depois de assistir um belíssimo show do Interpol debaixo de chuva (sem querer ser babaca mas foi perfeito COM chuva), entrei no modo ansiedade pra ver SP, que encerraria a noite do Lolla juntamente com Pharrell (ahhh esse line up maravilhoso e tão eclético). No meio do caminho havia um Foster The People, um The Kooks e Young The Giant (banda muito bacana, por sinal). E adivinha só quem voltou no fim da noite? Sim, a chuva. Dessa vez mais fininha, a famosa garoa de São Paulo. E aí foi um bota-tira-tira-bota de capa de chuva, até o momento em que eu resolvi aceitar aquela condição: meu reencontro com Willy seria lavando a alma e o resto do corpo, literalmente. O setlist do Lolla foi esse aqui.

me adota, Paul Banks?

Mais curtinho que o do Rio, porém mais visceral: assim foi o show de São Paulo. Público maior, interagindo mais com a banda. Vi no palco um BC encantado com aquela plateia, provavelmente pensando “eu ainda tenho todos esses fãs por aqui?”. Tem, colega. E tava todo mundo tomando chuva na cabeça por sua causa. Eu travei em Tonight Tonight. Stand Inside Your Love arrancou um pedacinho junto também.

giphy

Logo depois, 1979 evocando as mais profundas lembranças de cada um presente ali. Essa música, né? Foda-se que tocou no rádio sem parar, o clipe na MTV toda hora, ela faz parte da trilha sonora da vida de muitos, inclusive da minha. Até que Willy abre o coração pro povo e conversa. “Life is good, life is bad…” e ele diz que foi seu aniversário há uns dias e que durante a tour pela América do Sul, perdeu um de seus gatos. Pronto, pra que foi falar de gato. Chorou todo mundo na plateia. Nessa hora não consegui mais segurar e já tava me debulhando em lágrimas. E adivinha só o que ele tocou depois? Disarm.

E eu já vivia o melhor show da minha vida ali. No meio daquela chuva, do lado de tanta gente emocionada. Éramos um bando de marmanjo gritando “the killer in me is the killer in you” com olhos marejados e bochechas molhadas de lágrimas. Um tiozão do lado ainda virou pra minha amiga e eu e falou “vocês não eram nem nascidas”. Cumpadi, xô te falar uma coisa: já dobrei o cabo da Boa Esperança, beyjos.

Depois disso, tio Chico Willy colocou o povo pra bater cabeça e todo mundo já tava doido porque havia o boato de que rolaria Zero no final. Realmente ia rolar mas acabou sendo cortada. E assim, rolou o mesmo encerramento com Today no violão e fogos do festival ao mesmo tempo. Nessa hora, BC zuêra ainda fez graça e o povo caiu na risada né? E assim ele foi embora. Ninguém acreditando no que havia sido aquele show tão maravilhoso. Musicalmente falando, foi MUITO BOM! E se o som foi bom, imagina a experiência completa? Essa é uma das melhores formações do SP. Faltou música no setlist? Lógico mas não se pode ter tudo. E, mais do que isso, havia no palco um Willy tranquilo e de coração quentinho, afinal estava ali quem realmente ama o que ele faz.

E como amamos.

nem precisa tentar, meu xuxuzão

* usei a sigla BC pra denominar o Billy Corgan, que agora prefere ser chamado de William – seu verdadeiro nome.

Lean On
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No iPod: Major Lazer & DJ Snake – Lean On (feat. MØ)

Já falei aqui nesse post do quanto curto a MØ. Quando escutei essa música do Major Lazer com a participação dela, pirei. Coloquei em playlist do Spotify, ouvi uma, duas, três vezes seguidas… Delícia demais!

Daí que hoje saiu o clipe e tá tão bonito, com dancinha que você quer imitar, sem falar da fotografia maravilhosa. E ainda tem a MØ mexendo as cadeiras como ninguém! Clica aí embaixo pra ver o que eu tô falando:

Major Lazer & DJ Snake – Lean On (feat. MØ)

PS: vai ter DJ Snake e Major Lazer no Lollapalooza, viu? No sábado, galera! Pena que não vou (só vou domingo, ver Billy Corgan).

Brandon Flowers
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Brandon Flowers e seu novo álbum “The Desired Effect”

Eu já tava sabendo da novidade pelo grupo lindo no Facebook. Sem falar que tio Brandon tinha divulgado em meados de fevereiro esse vídeo, deixando a galera já meio cabrera. Mais notícias foram divulgadas até que o chegou na minha caixa de entrada o release fresquinho da gravadora – é claro que eu ia trazer o babado completo aqui pro blog. Brandon Flowers confirmou o lançamento de seu novo álbum, “The Desired Effect”, para 18 de maio de 2015 pela Island Records/ Universal Music.

Já faz quase cinco anos desde que Brandinho lançou “Flamingo”. Em 2012, junto ao The Killers, ele lançou Battle Born que na minha opinião não foi lá uma Brastemp mas deu pro gasto. Depois veio o “Dance Hits”, com os maiores sucessos. E agora mais um solo da nossa paixão em forma de vocalista.

Como Flowers anunciou em uma nota escrita à mão via www.brandonflowersmusic.com no fim de fevereiro, ele está trabalhando com o produtor Ariel Rechtshaid (Haim, Vampire Weekend, Charlie XCX) e as gravações estão acontecendo no Battle Born, o estúdio do próprio The Killers, em Las Vegas.

Brandon Flowers

De acordo com a Universal Music, o lançamento do novo álbum será precedido por vários shows em clubs e festivais selecionados – a primeira apresentação rola em Nova York, no Webster Hall, em 24 de março de 2015. O primeiro single do álbum, “Can’t Deny My Love”, será lançado no dia 23 de março de 2015. Tem até vídeo teaser pra deixar a gente ainda mais tenso com esse lançamento. Até lá, bora acompanhar tudo no site do lindo ou no Facebook.

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TAG: minha vida em 10 músicas

Golpe baixo ter que listar apenas 10 músicas para “ilustrar” momentos da nossa vida. Mas foi a missão que a linda Ingrid me passou. Sempre fico indecisa nessas horas e acho que a gente acaba pensando em músicas mais atuais, coisas que tenham a ver com as nossas memórias de hoje. Mesmo que seja pra falar de algo ocorrido há 10 anos. É nosso olhar contemporâneo sobre um fato do passado e todo o contexto pode influenciar na escolha, certo?

Recorri ao meu amigo Spotify e também ao last.fm para fazer uma viagem por coisas que já ouvi muito e que ouvi recentemente. Bom, vamos ver no que dá!

Uma música que te lembre um momento bom

Arcade Fire – Neighborhood #1 (Tunnels)

Arcade Fire é algo muito especial na minha vida adulta. Papo de chorar e tudo quando lembro o quanto essa banda me acompanhou e confortou meu coração em momentos de aperto e solidão. Porém, nem tudo é tristeza e melancolia. Arcade Fire também esteve presente em momentos muito especiais e alegres. Como a primeira vez em que vi neve na vida. Aquele céu cinza, tudo branco ao redor, pedaços de casinhas de madeira aparecendo em meio a todo aquele cenário “nárnico”. Algo que nunca vou esquecer na vida.

Uma música que defina a sua vida

Jimmy Eat World – A Praise Chorus

Ahhhh essa música. Eu não sei se ela me “define”. Mas acho que tem muito a ver com a minha filosofia “vai lá e faz”. E eu sempre fui assim. Desde pequena. Se esbarrava em alguma limitação, fazia de tudo pra dar certo. Essa sou eu. Nem sempre acerto. Mas vou até o fim. Sempre apaixonada, querendo me apaixonar. Um hobby, um livro, uma música. Um recomeço quando a gente acha que chegou ao fim, mesmo sem se importar se já tá velho demais pra uma determinada coisa. Foi assim que mergulhei no Marketing depois de duas faculdades. Foi assim que resolvi morar fora “velha” e voltei e comecei tudo de novo. E sempre que for preciso, reset. Já dizia Guimarães Rosa que “o que ela (vida) quer da gente é coragem”, certo?

♫ I wanna always feel like part of this was mine… I wanna fall in love tonight ♫

Uma música que te faz dançar na balada

Robyn – Dancing On My Own

Apenas amo Robyn com todas as minhas forças. E se eu pudesse escolher uma música pra dançar na ~balada~, seria essa. Com direito a essa dancinha amor da bonita e tudo.

Uma música que foi tema de algum relacionamento

Paul McCartney – Silly Love Songs

Desde o começo do meu namoro com Pedro, a gente trocava música. Por email, por MSN… Conversávamos o dia todo, aquela coisa louca de quem tá super amando a pessoa, e a conversa era música. A playlist era variada, viu? E essa do Paul foi uma das mais marcantes desde então. Acho que escolhi bem uma música pra representar esse nosso amor! :,)

♫ how can I tell you about my loved one… ♫

PLUS: resolvi colocar mais uma música aqui, até pra ser a cota em português do post – já que todas as músicas são cantadas em inglês. Dona Maria Bethânia arrasando com uma música tão linda e que representa muito no meu amorzinho com o Pedro! NHAAAA!

Maria Bethânia – Cheiro de Amor

Uma música que sempre te faz chorar

U2 – I Still Haven’t Found What I’m Looking For

Essa é uma música que me acompanha há muitos anos. A primeira vez que a ouvi, ainda moleca, tava naquela de aprender a cantar tudo em inglês e fiquei “assim” com a letra. Aos 15 anos, fui ao meu 1º show do U2 no Brasil e depois nos outros. Em cada etapa da vida, uma reação diferente a essa canção. Sempre a mesma emoção. Essa música me toca de um jeito maravilhoso e sempre que a escuto os olhos enchem d’água.

Uma música que seria toque do seu celular

a-ha – Take On Me
Adoro o tecladinho. Podia ser meu toque pra sempre.

Uma música que você gostaria de tatuar

Smashing Pumpkins – Tonight, Tonight

Eu amo tanto essa música que podia tatuá-la. Mesmo ela tendo tocado tanto e bem ou mal, por mais que você ame uma banda, você também enche o saco. Mas são tantas coisas lindas ditas nessa canção que merecia fazer parte do meu corpinho pra sempre. Seguem alguns quotes que eu gostaria de registrar – praticamente a música toda:

“Time is never time at all
You can never ever leave without leaving a piece of youth”

“And our lives are forever changed
We will never be the same
The more you change the less you feel”

“We’ll crucify the insincere tonight
We’ll make things right, we’ll feel it all tonight
We’ll find a way to offer up the night tonight
The indescribable moments of your life tonight”

“The impossible is possible tonight”

“Believe in me as I believe in you

Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém

Lovage – Stroker Ace

Eita ferro, agora pegou pesado! Mas só consigo pensar em Lovage! Esse projeto maravilhoso do divo Mike Patton marcou TANTO minha “fase pegação” com o Pedro que merecia uma menção. Então, se você tá num clima de amor e fantasia com alguém, pode colocar Lovage pra tocar. Depois me conta no que deu HAHAH

Uma música que você está viciada agora

Duke Dumont – I Got U ft. Jax Jones

 

Essa música faz parte de uma playlist que escuto pelo menos 2x na semana, quando vou correr. E quando entra I Got U, é tipo uma alegria na hora do treino. Gosto da leveza dela, do trechinho incidental de My Love Is Your Love da Whitney Houston… Amo tudo. PS: achei curioso que nos comentários do clipe tem uma discussão bombando sobre o quão depressivo é viver uma experiência incrível por meio de um simulador. Quem tiver paciência, é só olhar lá.

Uma música que faz as pessoas lembrarem de você

Peter, Bjorn & John – Young Folks

 

Tive dificuldade pra escolher essa daqui. Isso porque cada um tem uma visão de você, pensa numa música, tem um momento especial com fulano e aí vira “a música do fulano”. Então escolhi uma música que minha mãe diz que lembra de mim. E a amiga Lisa também. E que era uma música que um grande amigo que já partiu sempre tocava pra me alegrar. Essa virou a música da nossa amizade, a música de um momento em que eu estava super radiante com mil e uma descobertas… Vai ser “minha música”, estamos combinados?

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Gostaria de indicar todos que tem uma relação especial com a música a responder. Depois me conte se você topou participar do desafio? Só colar o link aqui nos comentários!

The All-American Rejects
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Uma saudade: The All-American Rejects

Adoro que de tempos em tempos em vicio loucamente em um determinado som. Hoje, ao finalizar o expediente, acabei ouvindo um pouco de Blink-182 (que tá no maior climão com a saída do TomDeLonge) e ao clicar em “related bands” no Spotify, dei de cara com uma banda que eu amava muito no começo da minha vida adulta: The All-American Rejects.

The All-American Rejects | Maionese

MEU.DEUS.QUE.SAUDADE

O primeiro álbum deles foi lançado em 2002 e eu não lembro direito como conheci essa banda. Só sei que eu e minha amiga Lisa ouvíamos o CD todos os dias. Tipo, fico imaginando pra minha mãe o desespero que devia ser, the same fucking songs tocando “de vez em sempre”. E olha que o vício não ficava só em ouvir o CD não… A gente compartilhava tudo deles em nossos blogs na época. Era quotes, as letras nos posts, a coisa toda. Vale lembrar que eu era uma mocinha de 21 anos, vivendo aquela fase “tô virando adulta”. Tava na faculdade, panz… E na minha seleção de bandas preferidas tinha The All-American Rejects. Lembro que nós duas sonhávamos com a vinda deles pro Brasil, algo que nunca aconteceu…

Era só tocar essa música que a gente ficava toda “alvoroçadinha” e feliz:

Pra vocês terem mais uma ideia do meu desespero por eles: meu user no last.fm é o nome de uma música dos caras >> Paper Heart.

Foi muito interessante ouvir esse álbum hoje, com 33 anos. Inevitável aquele mergulho que a gente dá no passado, né? A rotina, completamente diferente. Quando paro pra pensar nas coisas que eu fazia, nas minhas idas pra faculdade, dois ônibus, calor, um estilo de vida completamente diferente. Daí eu lembro que aquela Raquel não imaginava o que o futuro reservaria pra ela. Todas as mudanças. Todas as vivências. Não, a Raquel do comecinho dos anos 2000 não sonhava com o que seria hoje. E nem falo isso porque “meldels minha vida é incrível”. Falo isso por constatar como a vida vai seguindo um curso que a gente talvez nunca tenha planejado. Quantas vezes me senti tão sozinha e perdida? Quantas vezes desisti de algo e recomecei? E continuo fazendo. E sabe Deus o que me aguarda daqui a 10 anos. Será que vai surgir um post saudosista como esse? Será que vou ter filhos? Será?

Que poder mágico que a música tem de fazer com que a gente viaje no tempo.

Pra quem quiser ouvir o álbum, é só clicar no player abaixo: