Archive of ‘nostalgia’ category

Um vento e um túnel do tempo

Komodos | Maionese

Hoje me bateu um daqueles momentos repentinos, em que todo o cenário a nossa volta se transforma, feito animação 3D um tanto tosca, dessas de propaganda de banco. Ao piscar os olhos, revi as antigas árvores em frente ao ponto de ônibus, o pipoqueiro e a banca de jornal, o vem-e-vai das mães buscando seus filhos na escola. E naquele momento, há 10 anos, eu pegava o ônibus rumo à faculdade.

Meu “momento nostalgia” me levou para o comecinho dos anos 2000. Incrível como uma determinada combinação de fatores é capaz de criar uma espécie de túnel do tempo, assim, num sopro. O ventinho + a cor do céu e a sensação de estar sem compromisso às 16h de uma terça-feira em novembro. Gostaria de evitar o clichê mas não dá: quanta coisa já aconteceu de lá pra cá – e quanto ainda há de vir.

Às vezes parece que a faculdade de História, os 4 ônibus diários para o Maracanâ, a volta pra casa fazendo baldeação na Central do Brasil, e tantos outros pormenores peculiares, fizeram parte de outra vida. É como se houvesse uma outra Raquel aqui dentro, acessada eventualmente quando batem esses ventos nostálgicos. Ao passar pela UERJ bate sempre aquela sensação estranha de ver um lugar que fez parte da minha vida diariamente durante cinco anos. Hoje em dia é apenas um prédio cinza, cheio de rampas e lanchonetes nos andares. E quando passo por lá, vejo nitidamente jovens que certamente sentam nas cadeiras onde sentei com meus amigos, e que após as aulas vão pro Loreninha tomar uma cerva enquanto rola a bola na tela da tevê.

Choppada | Maionese

Em um passado não muito distante a gente ainda copiava no caderno o que o professor falava em sala. Ainda xerocávamos livros e íamos pesquisar na Biblioteca Nacional. Recentemente cursei uma nova faculdade e o panorama já era bem diferente, com tablets e pessoas fotografando o quadro negro. Fico pensando: como seria estudar a formação dos estados nacionais nos dias de hoje? E as aulas sobre Bramanismo? Confesso que tenho certa curiosidade. E saudade.

UERJ | Maionese

Desafio 30 Days Writing Challenge

“Bad” comemora 25 anos (e quem ganha presente é o fã)

Não há dúvidas de que “Bad” é um dos maiores álbuns já lançados so far. Não só pelos números alcançados em vendas mas pelo tamanho da obra em si.

  • Michael escreveu 10 canções do álbum
  • Mais de 45 milhões de discos vendidos
  • 10 singles nas paradas de sucesso

E no aniversário de 25 anos de “Bad”, pipocam tributos e afins para homenagear esse marco da música pop. E não é pra menos, certo? Uma dessas homenagens é o documentário “Michael Jackson: BAD25″, dirigido por Spike Lee e que vai ao ar na ABC no dia 22 de novembro (em pleno Thanksgiving Day). Pelo trailer, a gente sente que tem muita coisa exclusiva e inédita por vir. Sem falar que é sempre uma delícia ouvir Michael Jackson.

E pra fechar o post, vamos assistir “Bad”? Sem sombra de dúvidas, uma das coreografias mais incríveis já feitas – pra deixar todos esses cantores de hoje de boca aberta.

Via Update or Die!.

As minhas 30 primaveras

Há uma semana, eu acordava de uma grande noite. Cansaço, muita sede, resquícios de um sábado que não foi como outro sábado qualquer. Era o sábado do meu aniversário de 30 anos.

Eu não queria um encontro no barzinho ou uma festinha na buatchy. Queria algo com os meus amigos, para os meus amigos, com a minha cara, com o meu toque. Um encontro pra comemorar 30 anos do jeito que eu sempre sonhei. Muita coisa acabou não rolando, afinal tínhamos o Ano Novo no meio do caminho e o tempo era super curto, mas foi suficiente pra conseguirmos fazer muita coisa, com muito carinho. A lista de agradecimentos é grande, muita gente ajudou a fazer do dia 07/01/12 um dia inesquecível na minha vida.

PC lovers

Nunca tive uma festa surpresa. Nunca tive uma senhora festa de aniversário. Mas sempre tive um bolinho com gostosuras, isso minha mãe nunca deixou faltar, em 30 anos. Fazer aniversário logo após o Ano Novo tem seus problemas: nunca tem festinha na escola, muitos dos seus amiguinhos não vão porque estão viajando ou porque você perde contato. Ou então você está viajando (ahhh que saudade das férias escolares, duas vezes ao ano). Ou morando fora. Daria até pra fazer uma retrospectiva de festas de aniversário mas o post ficaria muito grande.

Festinha com fumaça e luzes coloridas! Até que enfim, sonho realizado!

A gente tinha pouco mais de uma semana pra comprar os enfeites, preparar os docinhos, encomendar o bolo, convidar a galera. Além de rezar pra São Pedro segurar a chuva, que estava programada pro sábado à noite. Eu e os amigos “ajudantes” já estávamos nos preparando pra organizar espaços cobertos na casa, com lonas e tendas. Mas, graças às preces, não foi preciso nada disso.

Tinha até “lounge”: com água mineral e amendoim!

Acordamos bem cedinho no sábado pra ajustar todos os detalhes finais: flores, pães, montar os sandubinhas, receber a cerveja inicial, decorar a casa. Por volta das 8 da manhã, eu e Pedro corremos na Cadeg em busca de margaridas, que tornariam a festa ainda mais bonita e alegre. Que lugar apaixonante! Mas isso rende assunto pra outro post.

Depois foi a vez de buscar os pães para montar cada sandubinha da festa. Além da feira, que ficou por conta do Lucas e da Lisa, que sonhou com milhos cozidos na mesa de comidas. Que ideia boa e prática, segura a fome legal dos beberrões! Sem falar das pipocas em saquinho, suspiros, cachorro-quente com batatinha-palha e condimentos…

Cada comidinha tinha uma plaquinha, indicando o que era. Ideia simples e prática, assim ninguém fica confuso em relação a um sabor de sanduíche ou doce. Vivi me ajudou com cada uma delas.

A mesa de doces também fez muito sucesso. Não é por nada não mas a gente mandou muito bem na decoração. E nos sabores dos docinhos: brigadeiro de alpino, chocolate e beijinho. E ainda tinha tortinha de limão no copinho e bicho de pé (aquele “brigadeiro de morango”, saca?).

E ainda teve lembrancinha, bolinha de sabão e muita, muuuuita cerveja gelada, graças ao meu irmão Daniel, que tomou conta de tudo que chegava e providenciou o gelo em boas quantidades, garantindo que as bebidas gelassem com o calor insuportável desse Rio de Janeiro.

Acabou que a gente não cantou parabéns na festa e o bolo ficou INTACTO pro dia seguinte, pra alegria de quem sobrou na casa.  Algumas horas depois, o bolo fez a alegria da garotada e fechou lindamente o final de semana, com direito a vela de 30 anos e muita alegria.

Ganhei presentes muito legais, revi amigos de antigos empregos, amigos de hoje, amigos de sempre. Sem contar que havia uma área na festa onde as pessoas deixaram recadinhos muito fofos, que eu deixei pra ler no dia seguinte. Obrigada, pessoal! Obrigada! Contei com a ajuda de muita gente querida, que fez de tudo pra garantir que a festa fosse super divertida e desse certo. E deu mais do que certo.

AGRADECIMENTOS!

Ingrid, pelos docinhos de Alpino e biscoitinhos, que seguraram a fome do povo.
Dan, pelo gelo, pela cerveja, pelo apoio moral.
Pedro, pelo equipamento de som, fumaça, tudo mais. Só você sabe como isso era importante pra mim… <3
Lisa, pela casa, pela decoração, pelas ideias criativas, pela paciência em acomodar as margaridas nos potinhos!
Lucas, pela organização da casa e pelas fotos, obrigada!
Vivi, pelas plaquinhas e suporte na cozinha!
Léo “Arquivo”, pelos sandubinhas, cachorro-quente e pelo set incrível de funk antigo!
Léo Pontual, pelo milho cozido e cortadinho e pelos docinhos que você ajudou a embalar (e comer também).
Rodrigo e Flavio, pelos sets que colocaram todo mundo pra dançar.
Mãe, pelo apoio moral, pela ida ao Centro carregando sacos e mais sacos de bandejas, bolas, forminhas, pelos docinhos… por tudo!

***

Pra quem ficou interessado em fazer alguma das comidinhas da festa, em breve vou postar as receitas no Gordelícias. Não tem nada muito complicado, foi tudo bem simples e gostoso. Garanto que fará muito sucesso na sua próxima festinha e reunião com amigos

No iPod: Best Coast

Best Coast é uma das bandas mais legais dos últimos tempos. E “Crazy For You” é um desses álbuns que você ouve de cabo-a-rabo e fica com vontade de curtir um verão, por conta de toda a atmosfera indie rock mesclada com surf music. O resultado disso é um álbum ensolarado mesmo, se é que isso é possível. Sabe quando uma música de teletransporta pra praia, ventinho no rosto e cheirinho de protetor solar?

A banda norte-americana é, na verdade, uma dupla, formada pela vocalista Bethany Cosentino (uma linda) e pelo baixista Bobb Bruno. Rola um batera também, que não é fixo e tal. Então, é isso. Se vocês ainda não ouviram Best Coast, tratem já de procurar o som desses caras por aí.

By the way, há um clipe belíssimo circulando pela internet, dirigido por ninguém menos que Drew Barrymore. O vídeo, feito para a faixa “Our Deal”, é uma lindeza e fato que a Drew entrou de cabeça no clima da banda. Assistam, por favor:

Get More: MTV Supervideo, Music, Best Coast

Depois de ter visto esse clipe, sabendo que todo o figurino foi escolhido pela Drew, tive muita vontade de ser tipo a “melhor amiga” dela. Brincadeiras à parte, Best Coast é isso: letras levinhas e bobas (uma coisa meio juvenil, sabe?) mas um vocal nostálgico e melodia que encanta até os mais descrentes no indie rock.

:)

sobre quando o seu irmão se casa

Hoje recebi o link das fotos do casamento do meu irmão.

Bateu uma certa raivinha por não ter tirado UMA FOTO SEQUER da família toda reunida, mas também, quem já foi noivo ou parente de noivo (do tipo mãe, pai, irmão, vó) sabe que simplesmente não dá pra fazer a social com os convidados e cumprir o papel de “dono da festa” ao mesmo tempo. Em algum quesito você vai pecar. São poucas horas de festa, muita gente querendo um dedo de prosa e um turbilhão de sentimentos, tudo isso acontecendo ao mesmo tempo.

Mas, superado o trauma de não ter uma foto oficial, ficam várias sensações. Aliás, desde o dia 16 de julho, quando vi meu irmão mais novo entrar de braço dado com a minha mãe, uma das pessoas que mais amo nesse mundo (ela tava linda), mudou muita coisa aqui dentro.

Pois é, amigos leitores. Eu queria muito deixar esse assunto de fora do blog. Mas foi mais forte do que eu. Como é difícil falar de alguém que muda tanta coisa em você. Na marra.

Mas antes de entrar nesse assunto, vou contar um segredo pra vocês: eu nunca quis me casar. De verdade. Desculpa aí, exs-namorados, mas nunca esteve nos meus planos essa coisa toda de ser a_noiva, entrar numa igreja, enfim, esse sonho de tantas e tantas mulheres. Isso, no entanto, não quer dizer que eu não pense em viver com alguém, compartilhar uma vida, até porque há algum tempo já venho fazendo isso (e somos muito felizes)!

Pois bem, essa coisa toda de casamento tradicional nunca esteve nos meus planos e meus pais sabem muito bem disso. Mas estava nos planos do Daniel. O menininho que dividiu um quarto comigo a vida toda. Que ria das minhas palhaçadas e inventava passatempos nas férias, em casa ou em Angra dos Reis. Ele queria se casar com a Ingrid, a namorada de tantos anos. Porque esse era o sonho deles. E quando a gente ama, a gente embarca junto.

Até que o dia do casamento chegasse, eu não tinha noção de como era viver aquela coisa toda. No fundo, a gente faz ideia porque casamento na igreja tem aquele protocolo que a gente já conhece: primeiro entram os padrinhos, todos intercalados, daí o pai do noivo + mãe da noiva, por último a porta se abre, entra a noiva. Você já sabe como começa e como termina mas não há como explicar o “filme” exibido na sua frente.

Era uma vez um garotinho cabeçudo que roubou toda a atenção dos meus pais e que me ensinou a dividir simplesmente tudo na minha vida: desde a taça de sorvete napolitano depois de um almoço com verdurinhas detestáveis (a gente odiava a parte do chocolate) até o amor dos nossos avós maternos. E o sofá, pra assistir Jaspion, os chocolates das Americanas e tantas outras coisas. Como as lembranças.

(coração apertado e saudoso… escorre uma lagriminha aqui)

A vida passou um tanto e cada um começa a seguir o próprio caminho, com as próprias pernas. Chegou o momento de deixar o barco correr, olhando “da praia”, com a certeza de que ali há alguém aprendendo a velejar. Fica a torcida pra que tudo dê certo, como já está dando, e também fica uma saudade. Não tem jeito, né?

Tentei imitar a sua cara nessa foto. Acho que consegui!

Boa viagem, Charlie Brown.

re-post: “funk é vintage”

Outro dia estava conversando com uma amiga no Messenger até altas horas e toda vez que a gente para pra conversar, falamos de música. Nesse dia, em especial, desenterramos clássicos da infância e da adolescência. Desde as musiquinhas que tocavam no hi-fi do seu vizinho (que na época devia ter15 anos e você 7), aos famosos funks que todo carioca que se preze aprendeu por osmose a cantar na escola. Não porque eles ensinassem isso mas porque toda a pirralhada ouvia Big Mix do DJ Marlboro e comprava a revistinha que vinha com a “letra”. Funk é vintage!

Vou fazer um top 5 de algumas preciosidades que a gente relembrou. Sem ordem de importância, tudo meio aleatório, ok?

1 - EMECÍ Bob Rum – Rap do Silva

Lembram dele? Dos óculos que ele usava? Lembram das pessoas dançandinho na frente, na platéia? Nessa época não existia escova progressiva… Visualizem os cabelos! Atualmente, Bob Rum discoteca em algumas boates de playsson com o melhor do “hip hop” e os clássicos do funk e canta em casamentos e festas de 15 anos. Digno.

2 - Gilette – Short Dick Man

Lembro que essa música era da trilha sonora de alguma novela. Será que quem escolheu essa música se ligou no conteúdo da letra? Enfim, eu sempre achei mega escrota aquela risadinha que a mocinha dá quando fala do bilau do mocinho. “Get the fuck outta here”. Clássico de quando eu tinha 11 anos.

3 - Jon Secada – Just Another Day

Quando eu vi o clipe pela primeira vez, achei o Jon Secada bonito! Isso até vê-lo no Gugu e descobrir que ele tinha meio metro de altura. Já viram o clipe? Aproveitem que o link está ae em cima e deliciem-se. O Jon-jon faz uma coisa meio Chris Isaak em Wicked Games e ataca de galã molhadinho na praia, com uma camisa branca ao vento e uma calça jeans apertadinha, super zéguizi. E o cabelo, gente? Enfim, essa música embalou muitos namoricos na festinha do play e ensinou muita gente a cantar em inglês! Tipo eu!

4 - Salt ‘n Pepa – Push It

Sempre achei que fosse um homem que cantava essa música! Surpresa minha descobrir que eram duas mulheres (uma delas inclusive faz um reality show de freaks no VH1). Quando escuto essa música, tenho uma visão muito clara: meus vizinhos mais velhos, na época com uns 12, 13 anos, fazendo a dancinha esqueleto, sacam? Isso numa festinha na garagem, onde eles chamaram meio mundo e só apareceu umas cinco cabeças. Tinha refrigerante, Skinny e eu tinha uns 7 anos (não sei como minha mãe me liberou). Também não sei como eles me deixaram entrar. Só lembro de ter achado tudo meio chato, os meninos cortejando as meninas e voltei pra casa, pra jogar Odissey.

5 - Information Society – Running

Palmas pra esse clássico dos anos 80. Quem foi morador da Ilha do Governador lembra da Patin House. E lembra dos domingos em que a juventude insulana ia dar pinta por lá ao som da melô do “vai tomar no cu”. Antes dessa musiquinha chinfrim que fez sucesso no YouTube mandar o pessoal ir tomar no furico, a galerinha do Information Society já fazia isso. Quer dizer, o teclado deles. Impressionante como rima, né?

Gente, com a quantidade de clássicos bizarros que eu lembrei aqui, dá pano pra mais dois posts ou mais. Vai ter parte II, hein!

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(postado originalmente no falecido blog, em 23 de outubro de 2007)

re-post: tá com fome?

Então que ontem, em meio à falta do que fazer com o tédio mortal, tive um desses meus devaneios esdrúxulos e comecei a filosofar sobre a produção dos biscoitos. Sim, biscoitos. Os que fazem a gente feliz, os que engordam, os que deixam os dedos “cheirosos”, os que dão azia e te fazem tomar um Sonrisal antes de dormir.

Eu lembro muito do Monstrinho Creck. Como eu amava esse biscoito! Toda vez que eu ia no mercado com a minha mãe, pentelhava muito a pobre coitada pra levar pelo menos dois pacotinhos pra casa! Em 95,4% das vezes que eu pedia, ela não comprava… Ter mãe nutricionista é assim, nada de frituras, gordurinhas, sabor…

Trauma de infância: ir no supermercado com a minha mãe. Enquanto o carrinho de todas as outras crianças viviam cheios de guloseimas, o meu só tinha coisa verde e sem graça.

Outro que eu lembro muito era o Mirabel! Esse minha mãe comprava, acho que por um milagre divino ou coisa do tipo. Pior que a velha comprava caixas, nos sabores exóticos coco e limão! Chocolate era o top mas COCO e LIMÃO??? Vai ver ela achava menos artificial… Pena que um belo dia o Mirabel foi “pro saco” e todos nós nos tornamos órfãos desta nobre iguaria.

Pois bem, hoje estou crescida o suficiente e minha mãe já não tem mais envergadura moral pra deliberar sobre o que eu como ou deixo de comer. Ela, esperta que é, só me pergunta quanto estou pesando e diz que tudo é culpa das porcarias que coloco pra dentro. Danada. Nutricionista é fogo…

Ontem me entreguei ao pecado da gula e detonei dois pacotes de Torcida sabor churrasco e queijo. Eu não sei do que aquela porcaria é feita, só sei que Torcida é bom pra cacilda! É o típico biscoito (ou salgadinho, pros paulistas) que vai com tudo: com a cerveja, na larica, entre o intervalo das aulas, na espera sem fim nas salas de embarque pelos vôos atrasados… Eu queria muito ir na fábrica desse biscoito do demo, ver como é feito tudinho!

No site, existem algumas fotos de como tudo é processado. Desde a mistura dos ingredientes (não muda muito, tem tudo o mesmo gosto) até a distribuição! Acho que vou mandar um email pros caras me convidando pra ir lá conhecer tudo de perto! Pior que não estou brincando!

Quem quiser conhecer mais, dá uma passada no site da empresa, a Lucky. Ou então, passem lá quando não tiverem mais o que fazer.

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Outro que gosto muito da mesma empresa é o Fofura. Como eu comi essa porcaria na época do segundo grau… Custava R$ 0,30! Eu comprava uns três pacotes e depois ficava com a mão fedendo a chulé! Pior que por mais que eu lavasse, o cheiro continuava lá! Tristeza! Mas era bonzão! Hoje em dia, o Fofura já tem suas variáveis, na minha época era só um palitinho, agora tem todos estilo Elma Chips.

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(postado originalmente no falecido blog, em 10 de julho de 2007)

aproveitando a páscoa

Mesmo não sendo católica praticante, confesso que a Páscoa é um dos poucos feriados religiosos que me tocam de alguma maneira. A conversa aqui é longa e confesso não estar muito afim de falar sobre o assunto no blog, porque qualquer interpretação que os leitores assíduos ou os que tem caído por aqui sabe-se lá como, poderia ser equivodada. Então sigo por outro viés.

Tirando o lado religioso, o feriado tem sido uma delícia para descansar e colocar em dia um hobby abandonado (e um dos preferidos): a fotografia. Como o feriado ainda não acabou, estou cumprindo com um combinado que fiz comigo mesma de bater, pelo menos, 300 fotos nesses dias de descanso e lazer. Fotos dos amigos, lugares, comidas e momentos.

Por falar nisso, ontem foi dia de visitar o Parque Lage. Teria sido o dia de passeio por Santa Teresa, com bondinho (coisa que a carioca aqui nunca fez). Well, eu e 50% da turistada na cidade pensou na mesma coisa e o tour se tornou impraticável – os outros 50% foram pra fila do Corcovado. Coloca o passeio no freezer, tocamos para o Parque Lage e seu ar puro, café delícia e beleza. O café, resenharei em breve no Gordelícias. As fotos, em breve no Flickr. Mas antes, preciso compartilhar com vocês todo o espírito pascal do passeio, registrado nessa foto. Reparem o olhar de aprovação do Pedro:

matando o namorado de vergonha desde 2008.

A Páscoa por aqui vem sem chocolate. Isso porque estou num processo de emagrecimento – leia-se DIETA - e, além disso, não sou muito fã do mesmo. E se fosse, acho que pediria ao invés de um ovo de páscoa gigante e caro, umas 10 barras de chocolate sortidas, pra ter mais variedade. Mas vem com votos de que esse seja um momento de reflexão entre os que são cristãos. E para os que não são, também ficam os mesmos votos. E fica também uma foto:

mamãe curtia!

Um pouco do Carnaval

Depois de longos dez dias longe de casa, em um pequeno pedacinho de paraíso logo ali, no Peró, na Região dos Lagos Rio de Janeiro, estou de volta. E, depois dessas pequenas férias, não poderia voltar mais bem disposta, descansada e feliz. Paz de espírito é tudo que a gente precisa pra seguir em frente, zerados, para (re)começar novos projetos. Era tudo que eu precisava para encarar novos desafios.

Nesses dez dias, fez chuva e fez Sol; fez frio e calor. Teve mosquito de dia, de noite; amigo chorão, novas amizades, algumas ficaram ainda mais fortes. E o meu amor por ele só cresceu… <3

Teve muita comida gostosa, além do macarrão nissim clássico das viagens em grupo. Pão com ovo na padaria, churrasco, “suco gummy” – minha mais nova especialidade – e sacolé de uva. É claro que tudo que eu perdi na academia ganhei de volta, né? Mas, mesmo com os kg a mais (nem me pesei ainda pra não entrar em depressão) e com o cabelo acabado de cloro e sal e dor nas costas – graças ao colchão extremamente macio da casa que alugamos – tô com a barrinha de energia cheia!

Obrigada a todos os envolvidos nessa viagem tão incrível!

E eu não consigo tirar essa música da cabeça: Goose – Synrise.

believe in me as i believe in you…

Às vésperas de ver um dos shows que eu mais esperei na vida pra ver. Isso porque quando a banda veio, pela primeira vez ao Brasil, eu era uma dessas molecas travada pelos pais de fazer coisinhas como ir pra festinhas, shows e tudo mais. Fora que eu morava longe de tudo e sempre dependia de um amigo mais velho, uma galerinha pra ir comigo nos eventos. Na época, a turma curtia Molejo, Só Pra Contrariar e eu acabei sendo um desses híbridos que dividiam o Walkman com fitas lado A, lado B: de um lado, pagode (HAHAHAHHAHA), do outro especial Raimundos na Rádio Cidade.

Acabei sendo também a menina da sala que ficava quase o tempo todo com fone de ouvido. E nos meus ouvidos, entoava uma voz melancólica e marcante, que me acompanharia por toda a adolescência, entre um amor platônico e outro. “Mellon Collie and the Infinte Sadness” foi a trilha de tantas tardes suspirando por paixonites não correspondidas e por toda a revolta e inquietude da fase mais complicada pros seres humanos.

O momento em que nada faz muito sentido e ao mesmo tempo precisa fazer. Momento em que a gente tem que escolher o que fazer da vida, a busca por um lugar ao Sol. Você com 15 anos pensa que já é maduro o suficiente pra ser dono do próprio nariz mas quando vê, tem como principais responsabilidades estudar pro inglês, montar maquete pra feira da cultura e pedir o dinheiro da merenda pros pais.

A primeira vez que ouvi Smashing Pumpkins foi no rádio. A música foi uma das baladas mais grudentas dos anos 90, 1979. Depois vi o clipe, cheio de jovens arruaceiros, numa vibe “Curtindo a Vida Adoidado”, produto da cultura norte-americana (que eu viria a conhecer tão bem anos mais tarde). Frases como “proud parents of a D student” e “cool kids never had the time” ecoaram na minha caixola por ANOS a fio, mais precisamente dos 13 aos 20 anos.

Amanhã estarei de frente pra banda que me acolheu em toda a sua melancolia e angústia, como poucas sabem fazer. O Smashing Pumpkins de hoje é outro, como os tempos também são (e devem ser). Liderada pela mesma voz de sempre, se reinventou ainda com birrinhas do passado (como o mimimi com Stephen Malkmus, líder de uma outra grande banda – Pavement –  que o Trabalho Sujo falou tão bem).

OBS: Parece que na Argentina o SP não tocou 1979. Será que vão fazer o mesmo no Brasil? Se fizerem, tomara que o Pavement toque! ;)

no ipod: phoenix – if i ever feel better

A poucos dias de mais uma trip para São Paulo, para um dos festivais de música mais bacanas da atualidade – Planeta Terra – é claro que não podia faltar no meu iPod um pouco do som que vai rolar por lá no sábado.

Várias bandas da cena indie rock aterrisarão por aqui, com destaque mega blaster pra Smashing Pumpkins, que não tem nada de indie e é só uma das bandas da minha vida (visualizem aqui uma garotinha de 13 anos que entrará em transe por pelo menos uma hora e meia…). O destaque hoje vai para o Phoenix, uma simpática banda de rock alternativo francesa, com músicas deliciosas, com 4 álbuns muito bons lançados na praça.

O último álbum da banda Wolfgang Amadeus Phoenix, esteve presente em 9 de 10 listas de melhores álbuns de 2009.

Mas, mesmo amando esse álbum, hoje dedico pros amigos do blog uma faixa do primeiro álbum deles, lançado há 10 anos atrás: do álbum United, “If I Ever Feel Better” é uma das músicas mais famosas da banda e me traz lembranças muito gostosas.

Para ver o clipe, tem que clicar no link aqui.

No one knows the hard times I went through
If happiness came I miss the call
The stormy days ain’t over
I’ve tried and lost know I think that I pay the cost

Now I’ve watched all my castles fall
They were made of dust, after all
Someday all this mess will make me laugh
I can’t wait, I can’t wait, I can’t wait…

times like these

Vou sentir saudade de cada voltinha no shopping com meus pais. Dos lanches no Mc Donald’s, da casquinha logo em seguida. Saudade de fazer o caminho de volta pra casa, há quantos anos o fazemos, né? Mesmo depois de ter comprado o carro, insistimos em caminhar os mesmos passos, mais ou menos dez minutos, faça chuva ou faça sol.

Vou-me já despedindo disso tudo. Com muita saudade.

Acabei de lembrar dos sábados em que eu ia com meus pais no centro da cidade. Era o_evento. Pegava o ônibus, nem lembro se ia pela Linha Vermelha, eu só sei que não via a hora de chegar logo, entrar na C&A pra catar tudo quanto é roupa “legal”. Vinha com as sacolas cheias e a parte mais legal era colocar tudo em cima da cama, meio que pra visualizar as “conquistas”. Eu achava aquilo lindo! Fora as tranqueiras que eu sempre comprava ali pelo Saara: prendedores de cabelo que sempre arrebentavam no primeiro uso; mil e uma canetas coloridas; bottons; ursinho de pelúcia, que depois de um tempo virava bichinho de poeira… era tanta coisa aparentemente inútil a não ser por um único motivo: fazer sorrir!

Via We Heart It.

(publicado originalmente em 13 de outubro de 2006, no falecido blog – e lá se vão 4 aninhos… mais mudanças a caminho!)

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