29 May 2011

bonitezas da web: iMac macquarium

Post por Raquel às 09:38 em bonitezas, inspiração

Sabe aquele iMac das antigas, que era até bonitinho, colorido e que hoje provavelmente fica encostado no quartinho da bagunça (no caso, daqueles que o tiveram, claro)?

Que tal transformá-lo em um aquário bacanudo para os seus peixinhos?

Jake Harms não podia ter ideia mais legal para reciclar seus iMac  encostado e sem uso. Funciona mais ou menos assim: acomoda-se um aquário de verdade dentro da caixa do computador, para que a água não vaze pelas frestas do monitor. Desse jeito, ele cria não somente um novo lar para os peixinhos mas o_novo lar!

Via HolyCool.

28 May 2011

filmes, muitos filmes

Post por Raquel às 13:26 em entretenimento, filmes, inspiração

Há algum tempo ando querendo escrever um post sobre os últimos filmes LEGAIS que eu vi. Isso porque nesse meio tempo fui ao cinema assistir “Velozes e Furiosos 6″ e tipos… não vou escrever sobre aqui no blog por uma simples questão de bom senso. Ao meu ver, acho que o o blog nem os meus queridos leitores merecem um post pra falar de um filme que achei legalzinho-ruim.

Os filmes de hoje não são novos pra muita gente mas pra mim eram. Isso porque eu devia ser o único ser humano na face da Terra que não tinha assistido “Across the Universe”. E há uma explicação muito plausível pra isso, que segue adiante, na “resenha” que farei dele.

O Garoto de Liverpool

Alguém tinha comentado no Twitter há algum tempo atrás e eu fiquei na vontade de assistir o quanto antes. Daí, num desses sábados preguiçosos, sentei na poltrona e mandei ver. “O Garoto de Liverpool“, tradução para “Nowhere Boy”, conta a história de John Lennon durante a sua adolescência: dos tempos da escola até o momento do grande encontro com a música, inspirado pela mãe Julia. Aaron Johnson além de bonitão, atua muito bem no filme, mostrando o lado humano do mito: solidão, abandono, reencontro, rebeldia e sensibilidade. Tudo isso sem dúvida construiu o poeta e símbolo de uma geração. Ahhh, John…

Across the Universe

Vamos lá. Eu não gosto de musicais. Acho chato, não curto o fato de que a personagem está cozinhando e subtamente começa a cantar e por aí vai. E foram ANOS ouvindo dos amigos que “Across the Universe” era o filme preferido de todos os tempos. Não deu ouvidos a ninguém e nunca parei pra assistir ao filme.

Até anteontem. Acho até que esse filme merecia um post só pra ele mas enfim…

Eis um musical onde as “interrupções” são faixas que você ama, de uma banda que você provavelmente também ama: os Beatles. Eis um filme onde muitas cenas parecem não fazer sentido e é preciso, sem dúvida, assistir mais uma vez para que você preste atenção nos detalhes, na beleza da fotografia, das atuações e da música, que conta sim uma história. Não é apenas uma música encaixada, com atores fazendo caras e bocas. É sentimento e ele se chama amor. Amor em forma de filme.

Estou apaixonada e dou toda a razão aos amigos que se derreteram por todos esses anos. Ainda mais depois de um show do Paul McCartney: o coração ainda lembra de cada música cantada naquele Engenhão.

Educação

(contém spoiler)

Depois de assistir “Não me abandone jamais” e ficar apaixonada por Carey Mulligan (com seu rostinho delicado e meigo), busquei outras obras com a boneca. Educação era um filme que eu quis ver quando passou nos cinemas mas o circuito era alternativo, poucas salas e tchum, perdi. Confesso que esperava mais do filme. A fotografia é linda, as músicas são maravilhosas, Carey está uma graça e manda super bem. Mas achei que iria além do “me apaixonei por um antiherói mas ele era casado”. Sabe quando um filme caminha pro óbvio, depois de tanta boniteza? Não curto. Mas recomendo, para um desses dias em que a gente só quer um filme bonito e bacana pra ver.

26 May 2011

campanha “eu abro mão”

Post por Raquel às 10:40 em amor, dicas, favoritos

O ano: 1923. Um time que ignorou todo o preconceito da época e não demitiu jogadores “de cor e analfabetos” do seu time. Esse era o Vasco da Gama, Campeão Carioca de 1923, que conquistou não apenas um título mas o respeito de muitos brasileiros na década de 20 e nos anos seguintes.

Fonte: Álbum do Vasco da Gama

Algumas décadas depois, o mesmo Vasco da Gama lança a campanha “Eu abro mão”, para lançar a camisa 3, que homenageia o feito em 1923.

O aplicativo já está disponível na fan page da Penalty no Facebook, podendo ser instalado no Orkut também. E como o aplicativo funciona? Utilizando a webcam do seu computador, é feita uma captura da imagem da sua mão, aplicando o mesmo efeito da camisa 3 do Vasco. Feito isso, o usuário está automaticamente participando do sorteio, que escolherá 1923 mãos que estamparão São Januário.

A minha mão é essa aqui:

A campanha fica no ar até o dia 1º de junho mas os sorteios já estão acontecendo, até o dia 27 de maio. Quem ficar de fora do sorteio, terá sua mão estampada em uma galeria virtual, na fan page da Penalty.

E vamos aproveitar para dar aquela força pro Vasco da Gama! Estamos na final da Copa do Brasil! Uma grande conquista, após anos de jejum de títulos! Vascaíno, faça o seu papel e continue torcendo muito pelo trem bala da colina! \o/

18 May 2011

Um retrato da educação no Brasil

Post por Raquel às 19:54 em conversas

É uma tristeza ter que abrir mão do sonho da docência em um país tão rico mas que, infelizmente, valoriza os profissionais errados.

Enquanto os deputados votam no próprio aumento e recebem mensalmente benefícios tais como carros, auxílio moradia, telefone, passagens aéreas, auxílio combustível e por aí vai, um professor recebe uma miséria. MISÉRIA.

Você estuda pelo menos 5 anos da sua vida para, no fim das contas, ser uma piada nacional. Porque, convenhamos, o que é ser professor nos dias de hoje?

E eu te pergunto: você incentivaria um filho a ser professor? Ou a escolher qualquer outra profissão: ser médico, engenheiro, funcionário público? Porque né, quem é que quer morrer de fome? Mas aí eu também te pergunto: quem foi que disse que é mais digno ser um deputado (insira aqui qualquer outra profissão digna de um bom salário) do que ser um professor? Em que momento inverteram os papéis?

Compartilho aqui no blog um vídeo que está rodando a internet com muitas mensagens de apoio, mas também com muito papo furado junto. O mesmo coleguinha que bota lenha na fogueira reclama da greve que os docentes fazem atrasando suas aulas e, assim, comprometendo suas férias de verão. E nessa busca por um culpado e, consequentemente, por uma solução, adianta responsabilizar  Fulano ou Beltrano? A gente sabe que o buraco é beeeem mais embaixo.

Como a professora bem disse, entra governo, sai governo, a situação é sempre a mesma. “Investimos X milhões de Reais em Educação, temos taxa X de crianças fora das escolas e mais X professores em sala de aula”. Há quantos anos ouvimos a mesma lorotinha?

Esse é o Brasil, que há muito tempo abandonou a maior riqueza de todas: a educação.

Até quando?

17 May 2011

nostalgia: the oc

Post por Raquel às 10:00 em favoritos, música

Não sou o tipo de pessoa que passa horas do dia acompanhando seriado. Aliás, acompanhei uma meia dúzia, contando com aqueles jurássicos (Barrados no Baile, MacGyver, Melrose e adjacências…).

Mas, há uns anos atrás, um desses enlatados pra adolescente me chamou atenção, pela trilha sonora fuderosa: The OC. Podem sacanear, me chamar de juvenil, mas lembro BEM de faltar aula da faculdade pra acompanhar o namorico de Marissa Cooper e Ryan, uma espécie de Cinderela às avessas. O garotinho era pobretão, de família barra pesada, white trash americano; a guria, riquinha, mas fica pobre depois.

bonitinhos!

Mas quem é rei nunca perde a majestade e se passam temporadas e mais temporadas até que os dois ficam realmente juntos… E ELA MORRE! #PRONTOFALEI.

Depois que Marissa morreu, perdi o tesão total pela série. Eu chegava a suspirar pateticamente quando os dois se encontravam e tocava Forever Young, cantada pelo Youth Group.

Mas então, The OC me fez ter vontade de ir pra Califórnia, sentir o ventinho que aquele povo sentia, tomando café com gelo da Starbucks. E me fez baixar toneladas de músicas (COISA FEIA mas né). Algumas delas:

1. Interpol – Evil

Eu descobri Interpol em The OC. Obrigada, produtores do seriado.

2. Nada Surf – If You Leave

Já conhecia Nada Surf de outros carnavais. Fui no show deles aqui no Rio e o escambáu. Nem preciso dizer que quando ouvi o comecinho dessa música num episódio, pire, né?

3. Sufjan Stevens – For the widows in paradise, and the fatherless in ypsilanti

Sufjan Stevens é LINDO! É o tipo de álbum que você ouve sem pular uma música, naquele esquema de colocar pra tocar, deitar e esquecer que o Natal vem vindo, vem vindo o Natal, tem presente do amigo oculto pra comprar e que a fila das Lojas Americanas nunca está pequena (e você quer sempre fazer xixi no momento da compra).

4. Pinback – Fortress

Outro som que recomendo, de cabo à rabo. Procurem no YouTube por outras músicas deles.

5. Modest Mouse – The View

Tem gente que não curte esse tipo de vocal, eu acho interessante. Enfim, não vou bancar o crítico musical chato, até porque eu ouço de tudo um pouco, me agradou, tô baixando.

6. Stars – Your Ex-Lover is Dead

Essa música me arrepia de tão bonita que é.

7. Death Cab For Cutie – A Movie Script Ending

O personagem indie do seriado, o bonitinho do Seth, era fã do Death Cab For Cutie, o que rendeu até participação da banda num episódio. Death Cab é fofo, certas vezes melancólico. Essa é uma das minhas preferidas.

8. Spoon – I Turn My Camera On

Spoon tocava a cada dois episódios. Outra banda de presença constante.

9. The Perishers – Nothing Like You And I

Sem muitos comentários. Acho essa música romantiquinha e meiga.

10. Bloc Party – The Pioneers

Lembro dessa música tocar num momento tenso, onde provavelmente o Ryan fugia do namorado maluco da Marissa, um viciado lá bonitão que ela andou se atracando.

E tem muito mais coisa nas duzentas temporadas de The OC. Deixo pra um próximo post.

UPDATE: O seriado acabou deixando todo mundo com cara de -Q?. Todos que torciam pra que o bonitinho que mudou de vida ficasse com a chatonilda rica. Ela morreu, novos casais nada a ver se formaram e a série ficou chata, até que alguém com um pingo de sanidade resolveu dar cabo da mesma. Obrigada!

(publicado originalmente em 16 de dezembro de 2008, no falecido blog)