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As minhas 30 primaveras

Há uma semana, eu acordava de uma grande noite. Cansaço, muita sede, resquícios de um sábado que não foi como outro sábado qualquer. Era o sábado do meu aniversário de 30 anos.

Eu não queria um encontro no barzinho ou uma festinha na buatchy. Queria algo com os meus amigos, para os meus amigos, com a minha cara, com o meu toque. Um encontro pra comemorar 30 anos do jeito que eu sempre sonhei. Muita coisa acabou não rolando, afinal tínhamos o Ano Novo no meio do caminho e o tempo era super curto, mas foi suficiente pra conseguirmos fazer muita coisa, com muito carinho. A lista de agradecimentos é grande, muita gente ajudou a fazer do dia 07/01/12 um dia inesquecível na minha vida.

PC lovers

Nunca tive uma festa surpresa. Nunca tive uma senhora festa de aniversário. Mas sempre tive um bolinho com gostosuras, isso minha mãe nunca deixou faltar, em 30 anos. Fazer aniversário logo após o Ano Novo tem seus problemas: nunca tem festinha na escola, muitos dos seus amiguinhos não vão porque estão viajando ou porque você perde contato. Ou então você está viajando (ahhh que saudade das férias escolares, duas vezes ao ano). Ou morando fora. Daria até pra fazer uma retrospectiva de festas de aniversário mas o post ficaria muito grande.

Festinha com fumaça e luzes coloridas! Até que enfim, sonho realizado!

A gente tinha pouco mais de uma semana pra comprar os enfeites, preparar os docinhos, encomendar o bolo, convidar a galera. Além de rezar pra São Pedro segurar a chuva, que estava programada pro sábado à noite. Eu e os amigos “ajudantes” já estávamos nos preparando pra organizar espaços cobertos na casa, com lonas e tendas. Mas, graças às preces, não foi preciso nada disso.

Tinha até “lounge”: com água mineral e amendoim!

Acordamos bem cedinho no sábado pra ajustar todos os detalhes finais: flores, pães, montar os sandubinhas, receber a cerveja inicial, decorar a casa. Por volta das 8 da manhã, eu e Pedro corremos na Cadeg em busca de margaridas, que tornariam a festa ainda mais bonita e alegre. Que lugar apaixonante! Mas isso rende assunto pra outro post.

Depois foi a vez de buscar os pães para montar cada sandubinha da festa. Além da feira, que ficou por conta do Lucas e da Lisa, que sonhou com milhos cozidos na mesa de comidas. Que ideia boa e prática, segura a fome legal dos beberrões! Sem falar das pipocas em saquinho, suspiros, cachorro-quente com batatinha-palha e condimentos…

Cada comidinha tinha uma plaquinha, indicando o que era. Ideia simples e prática, assim ninguém fica confuso em relação a um sabor de sanduíche ou doce. Vivi me ajudou com cada uma delas.

A mesa de doces também fez muito sucesso. Não é por nada não mas a gente mandou muito bem na decoração. E nos sabores dos docinhos: brigadeiro de alpino, chocolate e beijinho. E ainda tinha tortinha de limão no copinho e bicho de pé (aquele “brigadeiro de morango”, saca?).

E ainda teve lembrancinha, bolinha de sabão e muita, muuuuita cerveja gelada, graças ao meu irmão Daniel, que tomou conta de tudo que chegava e providenciou o gelo em boas quantidades, garantindo que as bebidas gelassem com o calor insuportável desse Rio de Janeiro.

Acabou que a gente não cantou parabéns na festa e o bolo ficou INTACTO pro dia seguinte, pra alegria de quem sobrou na casa.  Algumas horas depois, o bolo fez a alegria da garotada e fechou lindamente o final de semana, com direito a vela de 30 anos e muita alegria.

Ganhei presentes muito legais, revi amigos de antigos empregos, amigos de hoje, amigos de sempre. Sem contar que havia uma área na festa onde as pessoas deixaram recadinhos muito fofos, que eu deixei pra ler no dia seguinte. Obrigada, pessoal! Obrigada! Contei com a ajuda de muita gente querida, que fez de tudo pra garantir que a festa fosse super divertida e desse certo. E deu mais do que certo.

AGRADECIMENTOS!

Ingrid, pelos docinhos de Alpino e biscoitinhos, que seguraram a fome do povo.
Dan, pelo gelo, pela cerveja, pelo apoio moral.
Pedro, pelo equipamento de som, fumaça, tudo mais. Só você sabe como isso era importante pra mim… <3
Lisa, pela casa, pela decoração, pelas ideias criativas, pela paciência em acomodar as margaridas nos potinhos!
Lucas, pela organização da casa e pelas fotos, obrigada!
Vivi, pelas plaquinhas e suporte na cozinha!
Léo “Arquivo”, pelos sandubinhas, cachorro-quente e pelo set incrível de funk antigo!
Léo Pontual, pelo milho cozido e cortadinho e pelos docinhos que você ajudou a embalar (e comer também).
Rodrigo e Flavio, pelos sets que colocaram todo mundo pra dançar.
Mãe, pelo apoio moral, pela ida ao Centro carregando sacos e mais sacos de bandejas, bolas, forminhas, pelos docinhos… por tudo!

***

Pra quem ficou interessado em fazer alguma das comidinhas da festa, em breve vou postar as receitas no Gordelícias. Não tem nada muito complicado, foi tudo bem simples e gostoso. Garanto que fará muito sucesso na sua próxima festinha e reunião com amigos

Sobre existir há trinta anos

Não deu nem tempo de montar uma listinha ao estilo “30 Before Thirty“.

Os últimos 12 meses da minha vida passaram tão depressa que ainda ontem eu estava na praia de Copacabana, imaginando como seriam os próximos meses da vida. Já formada (novamente), em busca de um emprego um pouco melhor, uma vida mais saudável. Acho que consegui realizar esses dois itens.

Tem gente que diz que fazer 30 anos é bobagem, que é apenas mais um aniversário. É a mesma galera que ignora datas especiais como Natal, Páscoa, dia dos Namorados, ou qualquer outra coisa que sirva como marco de qualquer coisa. Gente, aniversário é e sempre será especial. Mais do que Ano Novo: o aniversário é uma oportunidade de fazer um balanço do que você é. Pelo menos é assim que eu penso.

Assoprar mais uma vela, dessa vez a dos 30, é muito assustador mas ao mesmo tempo divertido. Parece que você sobe mais um degrau na vida, sabe? Se é que existem degraus… Mas parece que alguma coisa muda aqui dentro sim, é psicológico. E nem é ruim, do tipo “você ainda mora com seus pais?”, “você ainda tá namorado e não é casada?”. Muito pelo contrário, eu olho pra esses 30 anos e vejo um monte de coisas: lugares que fui, gente que conheci, fotografias que tirei, comidas que já provei, cheiros que já senti. Abraços, dos mais variados. Foram inúmeras folhas de caderno riscadas com conhecimento – três faculdades – livros e mais livros lidos, monografias, conhecimento adquirido.

São várias fitas cassetes e cds com “trilhas sonoras”.

São vários pequenos filmes.

Contos.

Segredos.

Alegrias.

Amizades.

Amores.

Hoje, um único amor, o que eu quero que me acompanhe por mais 30 anos (e mais trinta, até a gente ficar velhotinho).

Então que eu vou assoprar essa vela com os meus amigos queridos, hoje e no próximo sábado. E eu tenho certeza que vai ser especial. Porque não é todo mundo que chega “aqui” com esse tanto de bagagem (e uma carinha de 20 anos, fazer o que HAHAHAHHA).

1 ano

6 anos

11 anos

16 anos

21 anos

26 anos

Agora há pouco…

(depois do dia 07/01 eu tenho certeza que entrará um post super meloso e sentimental aqui no blog… e a culpa será de cada “maldito” que fez e faz parte da minha vida, nesses anos já cultivados…)

assoprando velas! rá tim bum!

Já estamos em 2010 e eu sou dou as caras agora. Mas também, andei ocupada com bolo, pizza e cachorro-quente!

Na verdade, posso dizer que o meu ano novo sempre começa dia 04 de janeiro, dia do meu aniversário. Esperei 4 dias depois dos festejos de reveillón para vir ao mundo, atazanando o juízo da família Araujo Arellano que aguardava, ansiosa, a vinda do primeiro pimpolho.

Minha mãe sempre diz que eu demorei pra nascer, corri até o risco de passar do tempo. Mas nasci grandinha, forte e ruivinha. Fui o xodó da família por algum tempo, até o meu irmão nascer, fechando a cota de crianças lá em casa. Eu até queria um outro irmão mas hoje vejo que seria inviável mais uma criatura habitando a nossa casa.

A cada aniversário, por mais que a gente não queira, é inevitável não pensarmos que o tempo está passando tão rápido que ontem mesmo você comemorava 15 anos, namorava pela primeira vez ou enfrentava a sala de aula da faculdade cheia de desconhecidos.

Estou tão perto dos 30 que quando me vejo estagiária, com meninas de 22 anos, tão novinhas, acho certa graça. Tenho 28 anos cheios de vida, de idas e vindas, de dúvidas e escolhas, que me fizeram mais madura, autêntica e feliz. Acima de tudo, feliz.