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Jeitinho delicado de dar “bom dia”

Se você sofre da maldição de dormir bem menos do que o seu namorado/marido, segue aqui uma dica:

Não tem jeito, eu sou dessas pessoas que dormem cedo – bem mais cedo que o resto da galera – e que madrugam, não importa a hora em que foi dormir… A não ser que tenha sido uma noite daquelas, que a alma vai passear fora do corpo e volta, quem sabe, no dia seguinte… Daí costumo dormir um pouco mais, mesmo assim não muito.

O gatinho do vídeo é o danado do Simon’s Cat. Fui apresentada ao personagem pelo meu amigo Junior, que um belo dia me aparece no quarto com um gato de pelúcia LINDO. Eu, em transe, pergunto do que se trata e ele me mostra uns 10 vídeos desse gato malandro, safadinho e apaixonante! Pra quem quiser saber mais, é só visitar o site oficial – que tem lojinha e tudo!

o drink perfeito

Criados pelo ilustrador Fábio Rex, os infográficos a seguir mostram o segredo dos melhores drinks do mundo. Qual é o segredo da Coca Cola perfeita? E do Manhattan? Com muito ou pouco gelo?

Não tinha infográfico pro meu drink favorito (Sex on the Beach) mas tem um monte de sugestão boa, tipo essas abaixo:

(esse eu vou perguntar pro meu pai)

E ainda tem uma lista com muitas delícias em estado líquido pra inspirar você no próximo final de semana. Porque beber só cerveja é pros fracos! :)

Vi lá no Marketing na Cozinha.

formas de gelo divertidas

Já foi o tempo em que gelo vinha naquele formato antiquado e sem graça. O povo anda muito criativo pra variar nos formatos dos gelinhos que tornam nossos sucos, refrigerantes e, pra quem curte, cafés, mais deliciosos.

Essa eu achei MUITO bacana. O site sugere, inclusive, que você coloque café, pro famoso iced coffee. Aqui no Brasil as pessoas ainda não são muito fãs de café gelado mas lá fora isso bomba!

As formas são vendidas no site da Amazon por menos de 10 doletas.

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plush poision tilibra

Troquei o layout daqui e digamos que ainda estou adaptando as coisas, ok?

Mas o lance é que tenho tanta coisa bonitinha pra postar… falta é tempo, né, pra variar. No entanto, abri uma brechinha aqui na agenda pra falar sobre a promoção da Tilibra que voltou, das bonequinhas Plush Poison.

Eu tinha um caderninho delas muito lindo que virou uma espécie de organizador da minha primeira viagem internacional. Lembro que ali tinha todas as informações que me salvariam na minha primeira trip abroad. Digamos que se eu perdesse aquele caderno preto com bonequinhas roqueiras, estava ferrada.

Daí que eles lançaram uma promoção muito engraçadinha, pra meninas, claro. Você monta seu avatar, divulga pra galera e os mas votado ganha um kit Tilibra!

A graça nem é participar do concurso mas fazer a sua bonequinha, podendo salvar no seu computador, gerar avatar e wallpaper!

Olha a minha que bonitinha:

raquelitaPra votar na Raquelita (esse era meu apelido quando era mini), é só clicar aqui nesse link ó.

re-post: o(s) primeiro(s) porre(s)

Aos 11 anos de idade eu decidi fazer algo de útil pela vida. Além de parar de ouvir dance europeu, adquirindo gosto por novos estilos musicais, como ROCK, passei a ter aulas de vôlei. Era tanta dedicação… Mesmo com a carga horária normal da escola + curso de inglês, que sempre fez parte da minha vida desde os 7 anos, me dedicava aos treinos, todas as segundas e quartas.

Fiz progressos e aos 13 fiz parte da equipe de vôlei da escola. Era tão divertido! Conheci várias pessoas, lugares bizarros (alguém conhece Coelho Neto?) e toda aquela atmosfera de campeonatos me fazia querer ser cada vez melhor no esporte. Se não fosse uma coisa chamada timidez. Eu tinha vergonha de entrar em quadra. Sabe aquela coisa de amarelar? Eu ficava tão nervosa quando começava a jogar que errava tudo! E cada vez que meu treinador berrava pra eu me mexer, me jogar no chão e correr atrás da bola, piorava a coisa.

Enfim, numa dessas confraternizações do povo, rolou um churrasco. Eu tinha uns 15 anos e fui lá com a galera me divertir um pouco. Eu era tipo uma das mais novas, geral já enchia o caneco e eu toda lerda, coisa de menina novinha da minha época (falou a balzaca). Resolvi parecer adulta e fui acompanhando as pessoas na cerveja, uma, duas, três latinhas de Skol. Resultado: comecei a ficar meio tonta e quando me dei conta, justamente na hora que a gente levanta pra fazer um xixi básico, vi que estava meio mal, cambaleando. Parabéns, Raquel, você está bêbada.

Pior de tudo é que o churrasco tava rolando de tarde e eu teria que ir pra casa encontrar toda a minha família naquele estado. Não podia contar com ninguém a não ser comigo mesma. Dar um jeito de ir pra casa, fosse de ônibus, carro, jegue, o que fosse. Mas não, não rolou nada a não ser meia dúzia de bêbados que caminharíam na mesma direção da minha casa. Conclusão: tive que andar mais ou menos uma meia hora sentindo o corpo mole e a cabeça girando.

Pra completar o pesadelo, chego em casa e a única coisa que eu quero é dormir! Nisso vem meu pai, a versão humana do Dino da Silva Sauro, e me pergunta se estou passando bem, porque veja bem, eram mais ou menos 6 da tarde e eu vinha da rua, de um inocente churrasco e queria dormir. Eu meio que enrolo o velho e digo que estou cansada mas o Sr. Pablo saca na hora o que se passa e me acusa de estar em outra dimensão, causada pelo suco de cevada. Lembro que banquei a desentendida e simulei toda uma indignação, tamanha a afronta do meu pai em insinuar que não estava sóbria. Sabe como é, a melhor arma nesses momentos é bancar o ofendido. Enrolei ele, tomei um Sonrisal e acabei dormindo.

Desse dia em diante, jurei que nunca mais tomaria cerveja. Antartica estava banida da minha vida, cerveja desgraçada, me deixou com dor de cabeça pelo menos uns dois dias! Passei anos sem beber mais nada que não fosse refrigerante, suco ou água! Tornei-me uma exceção no grupinho da escola! Um exemplo de vida! Um alien entre os humanos!

Anos se passam e eu largo o vôlei. Porém, no vazio deixado pelo esporte, cria-se um monstro viciado em internet. Culpa da minha amiga Tatyana, que num desses encontros pra fazer trabalho em grupo (nunca sai nada, já viram?), me apresentou uma coisa chamada mIRC. Voltei pra casa querendo um computador COM mIRC. Meses depois, Sr. Dino nos presenteia com o dito cujo e mal sabia ele que alimentava a cobra que existe hoje (ainda lembro daquele barulho da linha telefônica conectando…). Virei nerd e conheci outros nerds, que me trouxeram de volta à vida etílica, vida esta que nunca mais me abandonou.

E foram tantos porres! O oficial, na famosa Praia da Bica, na Ilha do Governador. Sim, porque insulano de verdade já ficou bêbado lá. E pra você, que não sabe de que lugar estou falando, tentem imaginar uma ilha cercada de água podre por todos os lados. Praias impróprias para banho de mar MAS NÃO PARA SE EMBEBEDAR! Brasil é isso: beber na rua. E a gente bebia na praia. Da Bica.

Num desses ircontros da vida, fomos para o shopping e depois seguimos em carreata para o local. Por lá existe um restaurante muito conhecido da galera chamado Rei do Bacalhau, que anos mais tarde, leia-se recentemente, antes de eu decidir virar um eremita, era o meu local preferido, por conta da comida, da cerveja no balde e do futebol na televisão de plasma. Compramos no Rei umas garrafas de vinho, o conhecidíssimo Sabatini, que estava mais pra suco de uva com álcool do que vinho (chega a ser uma ofensa pra uva chamar o Sabatini de vinho). Copo vai, copo vem, os nerds começam a ficar chapados. Até a moradora de rua veio beber com a gente! No meio da madrugada, decidimos ir ANDANDO pras nossas casas e o que era pra ser uma caminhada entre amigos felizes parecia mais procissão do AA.

Nesse dia, quer dizer, nessa madrugada, meu irmão me deu banho e nem sei se meus pais ouviram alguma coisa. Eu provavelmente devia estar chorando ou vomitando, não sei. Só sei que o porre excluiu o vinho da minha lista de bebidas alcóolicas por anos. E logo depois o whisky foi excluído também, bem como a cachaça. Até hoje não tomo nenhum dos dois.

E ae eu te pergunto: tem futuro?

Hoje estou comportada graças à coleira. Confesso que deslizei uma vez aqui em Vail e me rendi aos encantos de Stolichnaya. Mas foi coisa rápida e logo me recompus. Hoje sou uma nova mulher, temente a Deus e às consequências da entrega ao mundo material (e alcóolatra). Dessa água, não bebo mais (por enquanto).

Stolichnaya

PS: postado originalmente no falecido blog, em 29/05/08.