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Lembranças, Broken Social Scene e uma despedida

Eu confesso que enrolei pra escrever esse post.

Isso porque, passados alguns dias após o show do Broken Social Scene no Rio de Janeiro (o último da carreira dos caras – diga-se de passagem), eu ainda estou com aquela sensação de digerir cada música que ouvi ali, no aconchegante Circo Voador.

É engraçado como a gente acolhe as bandas como “favoritas”. Às vezes, é meio sem motivo. Mas na maioria das vezes vem uma história por trás de cada escolha: uma viagem com amigos, um relacionamento amoroso, uma fase da vida. Cada música daquela banda dá o tom dos seus momentos ou serve apenas de pano de fundo pro beijo de despedida ou momento de solidão que você passa. E pra fechar 2011 bem, eu ia ver mais uma das minhas bandas favoritas.

Passei a terça-feira contando os minutos pro show, bem coisa de criança na véspera do primeiro dia de aula da escola. Eu queria ter certeza de que não perderia um segundo daquele show, porque seria um dia inesquecível. E assim foi. Era o último show da banda, que me abraçou tantas vezes sem saber. Era a despedida dos caras dos palcos e também uma espécie de despedida “aqui dentro”, meio que um exorcismo de lembranças, melancolias e saudades.

Lisa Lobsinger, com toda a sua timidez e estranheza, deu vida para a delicada e triste “Anthems For a Seventeen Year-Old Girl”. Kevin Drew, enlouquecido, não parava um segundo no palco, sempre muito empolgado (e ainda agradecendo ao projeto Queremos por ter trazido a banda pro RJ). Brendan Canning, o baixista e também fundador da banda, tava super louco de caipirinha e otras cositas más mas ainda assim foi super simpático com a galera e tocou muito, o tempo todo. Enfim, foi um show inesquecível para cada fã que foi dormir mais tarde numa terça-feira de novembro.

O setlist tá aqui. Foram 25 músicas, a maioria antigas, começando com “KC Accidental” e fechando com “Pacific Theme”. Mas também rolou alguma coisa do último disco, alguns covers – sendo um deles “The World At Large”, do Modest Mouse.

Muito obrigada, papai do céu, por ter me dado essa oportunidade de vê-los ao vivo. Foi um sonho realizado, do jeito que eu queria, com as músicas que eu queria.

E em “Hotel”, eu tava lá abraçadinha com o meu parzinho. E ele fez esse vídeo:

Ainda teve Toro Y Moi, que eu queria muito ter visto mas que só consegui ouvir (tava trabalhando bem na hora do show – no show). Logo em seguida, subiu ao palco o Bombay Bicycle Club, que eu tive o prazer de conhecer. Os rapazes não eram lá muito falantes e simpáticos mas o vocalista, Jack Steadman foi um fofo com a nossa equipe. O show da banda foi um pouco tímido mas me surpreendeu. Sabe aquela banda que você escuta um tantão o CD, daí quando você vai ao show, pensa “nossa, os caras são muito melhores ao vivo”? É o caso do Bombay.

E eu só posso agradecer ao Broken Social Scene por cada minuto naquele palco do Circo. Foram três “bis”, muito cansaço mas uma sensação maravilhosa de sonho realizado. Queria muito poder imaginar que haverá um reencontro mas com o fim da banda… Ficou no ar essa despedida.

E uma felicidade que não acaba.

Imagens: Pedro Quintino e Raquel Arellano (com exceção da foto da banda, logo no começo do post).

Emily Haines
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As mulheres do Broken Social Scene

Falta pouco pra uma das bandas mais fantásticas do mundo vir pro Brasil. E eu digo isso sem exageros (tá, um pouquinho só de quem é muito fã). Mas sabe por que? Porque tô falando de uma banda que “produziu” muita gente boa, que vocês provavelmente conhecem em suas respectivas carreiras solo.

Então, tô aqui pra falar da ala feminina do Broken Social Scene. Porque essa “ala”, meu amigo”, é sensacional!

Leslie Feist: a mais famosa de todas as BSS vocals. Na carreira solo, foi responsável por canções lindas e clipes divertidos. Com 4 álbuns lançados, ela está nos preparativos para o 5 álbum – “Metals” – que sai em outubro. No site oficial da cantora, estão sendo liberados teasers do que vem por aí. Aos poucos, ela vai liberando vídeos pra aquecer ainda mais o novo trabalho e encher os fãs de ansiedade.

Linda, linda!

Emily Haines: assim com a Feist, ela é uma das vocalistas mais conhecidas, seja em carreira solo ou no Metric. O mais legal é saber que mesmo com esses dois trabalhos, ela ainda excursiona com o Broken Social Scene, principalmente nos shows do Canadá.

Emily faz parte do BSS desde o início da banda e além disso sempre foi grande amiga de uma outra vocalista, a Amy Milan (de quem vamos falar logo mais).

OBS: Tem post do Metric aqui.

ela tem 37 anos, viu?

Lisa Lobsinger: já tinha falado da  Lisa nesse post, mais precisamente da banda da “bonita” – Reverie Sound Revue. Dona de uma voz doce e levemente melancólica, ganhou mais espaço no BSS com a saída da Feist e da Emily Haines. Além da voz, o cabelo da moça chama muita atenção. Sempre um penteado exótico, desses que você pensa “quantos grampos e laquê ela usou nessa escultura capilar?”

Lady Gaga feelings

Amy Millan: atual vocalista do BSS, seguindo em turnê com a banda (acredito que a dona Amy venha para os shows do BSS aqui no RJ e SP). Assim como as outras vocalistas, Amy também tem seus projetos paralelos: seja em carreira solo quanto na banda também conhecida Stars.

Além de todas essas moças citadas no post, outras vocalistas também passaram pela banda: Jo-ann Goldsmith (ex-mulher do front man Kevin Drew) e Julie Penner.

E escrever esse post só me deixou ainda mais ansiosa pelo show em novembro. Prevejo coisas lindas por aí. Quem topa ir comigo?

This Movie Is Broken
entretenimento, favoritos, filmes, música

Assistidos: This Movie Is Broken

Tirar férias é bom por vários motivos: além de darmos um tempo nos grandes deslocamentos congestionados – leia-se engarrafamentos – este é também um momento para relaxar a cuca. E é isso que eu mais tenho feito nos últimos dias.

Costumo dizer que estou colocando o “cinema em dia”. Isso porque aprendi a arte maligna de baixar torrents e é incrível a quantidade de coisa que a gente encontra por aí. Não estou falando de filmes que estão em cartaz ou que você pode encontrar na locadora mas obras que sequer passaram pelas salas de projeção do Brasil, ou mesmo foram pra DVD. E é de um desses filmes que vou falar hoje.

Há alguns meses CHOREI em saber que tinham feito um filme cujo pano de fundo era nada mais nada menos do que um show do Broken Social Scene. Até escrevi a respeito aqui e fiquei aguardando o momento em que poderia assistí-lo em alguma sala alternativa aqui do Rio de Janeiro. Nada feito, acabei “esquecendo” o filme. Até que, um belo dia, resolvi procurar pelo mesmo na web e encontrei o dito cujo pra dowload.

This Movie is Broken é um filme para os fãs da banda. Falo isso porque pirei a cada cena, reconhecia todas as músicas e toda a atmosfera da banda casa perfeitamente com os belíssimos takes de Toronto, um lugar que eu poderia chamar de lar. Mas, não sei se para alguém que desconhece a banda o filme teria o mesmo efeito, sendo apenas um filme com uma estória meia boca, com atores meia boca e uma banda muito boa.

O filme narra a estória de um rapaz bonitinho chamado Bruno, que acorda ao lado de uma moça pela qual o moço era apaixonado desde a adolescência. Daí que a moça está de partida para Paris, onde defende um mestrado em Antropologia. O affair logo teria fim, o que não impediu que o rapaz se apaixonasse pela gata. Para tornar a noite de despedida inesquecível, ele tem a chance de levá-la para o show da sua banda preferida (e minha também), os lindos Broken Social Scene. Então, o filme se resume a takes do casal, intercalados com a apresentação da banda, que conta com todos os músicos da formação original e atual (inclua Leslie Feist, Emily Haines dentre outros). Em alguns momentos, você conta 20 pessoas no palco, numa catarse musical. São 4 mulheres fazendo backing vocal, em alguns momentos três bumbos, três guitarras, violino. Arcade Fire é pinto perto da quantidade de gente solando e surtando. Coisa rica!

Para quem curte cinema alternativo, This Movie is Broken é válido. Pra quem não curte, também. É tudo muito bonito e até a estória meia boca surpreende no final (sem spoilers, podexá). Não é o filme da vida mas diverte em aproximadamente 1h30.

Para quem é fã da banda – e brasileiro – só aumenta a ansiedade de ver, tão logo, os caras no palco.

Reverie Sound Revue
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No fone de ouvido: Reverie Sound Revue

O #musicmonday de hoje é curto e grosso: Reverie Sound Revue é uma banda canadense que tem como vocalista a lindíssima Lisa Lobsinger.

Lisa Lobsinger

Famosa pelos seus penteados bagunçados e bem diferentões, Lisa foi um dos vocais do Broken Social Scene durante o hiatus do Reverie Sound Revue. Depois de cinco anos separados, decidiram gravar o primeiro álbum, misturando new wave, indie e pop. A voz “macia” de Lisa ecoa nos seus ouvidos e traz paz. Delícia de se ouvir.

An Anniversary Away by Reverie Sound Revue from Reverie Sound Revue on Vimeo.

Hoje o post é rápido porque tento me recuperar de uma virose (suspeita de dengue) que me tirou a paz nos últimos dois dias. Fiquem espertos e corram pra um hospital tão logo sintam algo de errado com vocês. =)

amor, conversas

re-post: swimmers

Procurei algum escrito que pudesse expressar o que agora sinto mas foi em vão. Certa de que esse sentimento não é novo, nem pra mim nem pra outrem; me atrevo a transcrever em linhas o que já não dá mais esconder – e pra que?

Em horas como esta, não consigo conter o sorriso, depois de procurar e procurar sentido pros dias. Fosse aqui ou lá longe, havia, sim, um vazio que só haveria de ser preenchido quando fosse possível o compartilhar (um dia bonito, com a brisa do aterro, ou um temporal, que nos deixa a esperar horas por um transporte, adiando compromissos).

Não há nada como a simplicidade das coisas. Desde o bocejo ao abrir dos olhos no domingo de manhã, o sorriso com açaí, o dar as mãos, de um jeito que só ele dá (meio atrapalhado, ainda mais se estiver cheio de coisas por carregar – os pratos, o colchonete de acampamento, a mochila do fim de semana). É tudo tão peculiar, bonito e nosso que chega a doer a saudade que fica quando ele se vai. Nem mesmo a bolha no pé ou o suor que escorre nas costas consegue ofuscar o sorriso bobo que me acompanha quando ele me acompanha.

E toda essa conversa mole pra dizer que a vida vai bem e mais feliz desde que deixei a luz do dia entrar e fazer a casa mais completa. Foi só depois de me conhecer que pude reconhecer um amor total, sincero, tão rico, cafona e tranquilo.

(Escrito em 18/11/08, antigo blog. Tudo ainda é tão fresco…)