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Conversinha de Natal

O Natal chegou e com ele vem sempre a certeza de que o tempo está passando rápido.

Há 12 anos, meus anos eram medidos com duas férias escolares e períodos de provas. Nas férias, a certeza de poder dormir até mais tarde e assistir aos filmes da Sessão da Tarde. Comer como se não houvesse amanhã também fazia parte dessa época, eu era tão magrelinha que mandava qualquer coisa pra dentro e o corpinho continuava em forma.

O Natal hoje tem outro significado pra mim. Aliás, a cada ano que passa, ele ganha mais peso e importância. Esse ano, será o primeiro Natal sem o meu irmão em casa – agora que ele é um homem casado. É também um momento de pensar sobre as conquistas de 2011. Porque, por mais que ao virar do ano eu continue no mesmo emprego (graças a Deus), com o mesmo namorado e morando (ainda) no mesmo lugar, é como se tivéssemos a oportunidade mágica de zerar certas pendências, fazendo votos para que o próximo ano seja ainda melhor.

A grande verdade é que a gente nunca vai saber o que nos espera nos próximos 12 meses. Mas é aquela: boa parte do que está por vir está sendo construído, a cada dia, por nós mesmos.

Amo o Natal não só pelos presentes mas pela oportunidade de ficar ainda mais próxima da minha família, mesmo que por uma tarde. Na cozinha, assando junto com o peru de Natal, a gente conversa e sempre passa um filme desde o dia em que eu comecei a lembrar de tudo e todos. Hoje, com quase 30, ainda lembro dos primeiros natais, com chuva, à espera do “papai noel” (que a gente sempre soube que não existia). E assim vieram os primeiros vídeo games, o ferrorama, a casa da Barbie e, mais do que isso, mamãe, papai e vovó juntos. Sempre juntos!

Minha infância foi muito marcada pelo Snoopy e, como toda criança, eu tinha os meus personagens favoritos. Um dos meus preferidos era o Charlie Brown, que sempre me chamou atenção por toda a melancolia e tristeza que aquele menininho sentia.

Eu era viciada no especial de Natal deles e mesmo com o passar dos anos, essa cena aqui nunca saiu muito da minha cabeça:

[youtube video=GPG3zSgm_Qo]

Charlie Brown nunca entendeu o espírito do Natal. E eu me refiro a “Natal” não como uma data religiosa ou comercial mas como um momento pra estar junto, uma pausa meio que obrigatória pra que as pessoas possam conversar e se curtirem. E eu vejo tantos “Charlie Browns” por aí…

Na dúvida, eu prefiro aproveitar a data pra desejar aos meus amados tudo o que não consigo fazer ao longo do ano, seja porque a gente “não tem tempo” ou porque acabou não rolando: amor, tranquilidade e serenidade para seguir o resto dos dias.