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Filmes de Janeiro/14

Filmes de Janeiro | Maionese

Eu sei, a gente tá quase em abril e eu, com a minha cara de pau peculiar, tô aqui fazendo um post com o título “Filmes de JANEIRO. Sério, como vocês ainda leem esse blog? Até hoje não fiz post sobre New York, isso porque viagem tem quase um ano…

Mas vamos lá. Em fevereiro e março fui mais devagar, tudo graças ao VÍCIO em séries. Aliás, acho que rende um post. Peguei amor com Scandal, House of Cards e sua segunda temporada… Além disso, voltei a ler, ler bastante. Então os filmes ficaram meio que em segundo plano. Porém, janeiro foi bem produtivo e eu assistir bastante coisa pré-Oscar. Vamos lá:

Dallas Buyers Club

Dallas Buyers Club | Maionese

Um dos melhores filmes que assisti até o momento. Jared Leto está perfeito, não foi à toa que levou dois prêmios por sua atuação como ator coadjuvante. E Matthew McConaughey… que transformação. Não digo só em relação ao emagrecimento mas sim no sentido de atuação. Esse homem mudou da água pro vinho, gente!

O filme conta a história de um homem já acima dos 30, homofóbico e racista, aquele típico red neck norte-americano, sabe? Um belo dia, o homem descobre ser soropositivo. Veja bem, estamos falando da década de 80, um período em que havia muito preconceito e poucas certezas em relação à AIDS. Ser soropositivo era sinônimo de promiscuidade mas, nos homens, era certeza de homossexualismo. Como Deus pregou uma bela peça nesse senhor, não é mesmo?

É nesse cenário que Ron luta com todas as forças para tratar sua síndrome, indo a extremos, inclusive legais. Fiquei emocionada diversas vezes durante o filme e boa parte disso foi por conta da atuação de Matthew e Jared. Até a Jennifer Garner manda bem no filme.

Link IMDB.
Nota: 9,5

Blue Jasmine

Blue Jasmine | Maionese

Um filme que veio cercado de comentários positivos, muitos deles em relação à atuação de Cate Blanchett. Era um dos mais comentados no pré-Oscar então assisti cheia de expectativas. Gente, fiquei frustrada.

A atuação de Cate é realmente incrível. Você ama e odeia a personagem ao mesmo tempo, pois como essa mulher é HUMANA, REAL. Por outro lado, achei a história meio fraca, não sei explicar. Aquela sensação de que ao terminar de assistir ao filme, fica um buraco, sabe? “Ah mas é Woody Allen”… caguei pra ele. Enfim, não é um filme ruim mas não achei tão maravilhoso quanto pintaram não.

Link IMDB.
Nota: 8

O Lobo de Wall Street

O Lobo de Wall Street | Maionese

Um filme louco, intenso e maravilhoso. Assim resumo O Lobo de Wall Street, que conta a história de um jovem ambicioso que descobre uma verdadeira mina de ouro. O “pulo do gato” o leva a construir um verdadeiro império, envolto a muita droga, sexo e sonegação fiscal. Nem acontece esse tipo de coisa nos dias de hoje, né?

Leo, Matthew McConaughey foi incrível em Dallas Buyers Club. Mas você fez magia nesse filme também. Esse Oscar era teu, meu caro… :(

Link IMDB.
Nota: 9,5

Don Jon

Don Jon | Maionese

Fiquei bastante curiosa quando vi o anúncio desse filme no Festival do Rio. Joseph Gordon-Levitt, o muso de nossa geração, dirigindo seu primeiro filme. Ao ler a sinopse, imaginei uma coisa. Ao assistir o filme, vi que era um tanto diferente.

Don Jon conta a história de… Jon. Um rapaz como tantos com os quais já cruzamos por aí: trabalhador, cuida do corpo, tem um carro, é pegador… O cara é uma máquina! Um belo dia, Jon se apaixona loucamente por uma mulher super gata, vivida por quem? Scarlett Johansson. Tinha tudo pra ser perfeito se Jon não caísse na mesmice de um relacionamento confuso. É aí que ele encontra a Julianne Moore e muita coisa passa a mudar dentro de si.

Resumindo: o filme só ficou legal na minha opinião da metade pro final. É praticamente uma história de transformação pessoal só que vivida por um homem. Gostei bem mais ou menos.

Link IMDB.
Nota: 7,5

O Segredo dos Seus Olhos

O Segredo dos Seus Olhos | Maionese

Há séculos queria assistir a esse filme, porém não encontrava em lugar algum. Acabei baixando um torrent mas aí sofri com o problema da legenda que não sincronizava nem acendendo vela pro santo. Um belo dia, adivinha quem tava dando sopa no Netflix? Sim, o filme. Não pensei duas vezes. Larguei o que tava fazendo e dei “play”.

Ricardo Darín vive um investigador aposentado que inspira-se em um caso não resolvido do passado para escrever seu primeiro romance. Porém, ao revisitar essa história sem desfecho (o estupro e assassinato de uma jovem), o homem acaba embarcando novamente na trama, que mexe com outras histórias até então enterradas – como seu relacionamento com uma companheira de trabalho. E o final do filme… JESUS! Que história! Que personagens! Se ainda não assistiu, por favor, prepara uma pipoca ou brigadeiro e se jogue nesse domingo.

Link IMDB.
Nota: 9,5

Questão de Tempo

Questão de Tempo | Maionese

Esse foi um dos filmes que mais me surpreendeu até o momento. Pelo pôster, ao ver a Rachel McAdams sorrindo na chuva, pensei na hora em “Diário de uma paixão”. Pensei com meus botões “lá vem mais um daqueles dramas de amor que a gente jura que não tem paciência mas sempre vê e acaba chorando no fim”. Mordi a língua. Questão de Tempo conta a história de um jovem que descobre, aos 21 anos, ter poderes sobrenaturais: ele consegue viajar pelo tempo, tendo a oportunidade de mudar a história presente.

A história em si é muito bacana e mesmo sabendo que é impossível (por enquanto) fazer esse tipo de coisa, você acaba se divertindo e ainda rola umas lágrimas no final. O desfecho é a coisa mais linda!

Link IMDB.
Nota: 9

As mulheres dos filmes de Scorsese

As mulheres de Scorsese | Maionese

É sempre uma lindeza quando a gente se depara com uma compilação de melhores momentos de um determinado artista. Nesse caso, às vésperas de mais um Oscar (a entrega do prêmio acontece no dia 02 de março), seja lá qual for o seu filme/ator/diretor preferido… não podemos deixar de falar de Martin Scorsese. O diretor é um dos nomes mais falados por conta do filme O Lobo de Wall Street (embora o holofote mesmo recaia sobre Leonardo DiCaprio, que está incrível.

No entanto, ao olhar para o passado cinematográfico do aclamado diretor, é impossível esquecer alguns personagens femininos tão marcantes, atrizes que deram vida a mulheres inesquecíveis. Foi pensando nisso que o produtor & videomaker Nelson Carvajal compilou em um vídeo de aproximadamente 10 minutos algumas dessas personagens. Aliás, o vídeo me deixou com vontade de assistir a algumas obras do diretor – e rever outras.

As mulheres de Scorsese | Maionese

As mulheres de Scorsese | Maionese

As mulheres de Scorsese | Maionese

Clique aqui para assistir ao vídeo ou no player abaixo.

Press Play VIDEO ESSAY: Women In The Works Of Martin Scorsese from Nelson Carvajal on Vimeo.

Via Fubiz.

Filmes de Dezembro/13

Filmes Dezembro/13 | Maionese

Em dezembro me joguei bo-ni-to no universo mágico do cinema. E posso dizer que foi um mês de filmes bem intensos, hein? Teve de tudo um pouco. Blockbuster na telona, filme que causou reboliço no mundo todo… vem ver a minha seleção no último mês de 2013!

The Place Beyond The Pines

The Place Beyond The Pines

Há alguns meses, tinha parado pra O Lugar Onde Tudo Termina. Havia todo aquele bafafá por ter sido o filme em que Ryan Gosling contracenou com Eva Mendes e pá-pum, viraram namorados… Mas também por conta de Bradley Cooper, o novo amado de Hollywood. Acabou que eu dormi no meio do filme e achei meio blé.

Porém, resolvi dar um segunda chance recentemente. E até que gostei. O filme conta a história de um rapaz meio errado na vida, que faz uns bicos pra sobreviver. Um belo dia ele descobre que deixou pra trás não só a namoradinha mas um filho. E meio que tenta corrigir as coisas. Mas, no meio do caminho, ele acaba morrendo, os anos se passam, os destinos se cruzam… Altas reviravoltas na história. Vale a pena assisti-lo.

Link IMDB.
Nota: 8.

As Filhas de Marvin

As Filhas de Marvin | Maionese

Já havia assistido esse filme na adolescência, porém não lembrava direito. Daí outro dia vi a indicação na Netflix e né, resolvi rever. Pra quem não sabe, o filme traz Meryl Streep, Diane Keaton e Leonardo DiCaprio como protagonistas de uma história que começa meio maluca e que termina de um jeito lindo. Você vai rir, vai ficar triste, vai querer abraçar cada personagem e vai chorar junto igual a um bebê quando o filme termina.

Lembro que na época em que assisti, todo mundo falava da atuação do jovenzinho loirinho – que hoje tem tudo pra arrancar um Oscar da Academia, por sua atuação em O Lobo de Wall Street. Se você ainda não assistiu As Filhas de Marvin, faça esse favor pra você. Além das estrelas no elenco, trata-se de uma história super bonita de redenção e perdão.

Link IMDB.
Nota: 9.

Beginners

Beginners | Maionese

Tinha visto alguém comentar sobre esse filme no Facebook e tomei nota. Mais uma vez, Netflix me fazendo feliz: lá estava o filme feliz e sorridente, pedindo pra ser assistido. Com Ewan McGregor e Cristopher Plummer encabeçando o elenco, Beginners conta a história de pai e filho, que vivem um relacionamento um pouco distante, principalmente após o falecimento da mãe. Um câncer acaba reaproximando os dois, que vivem também uma grande revelação que mudará o curso da relação: o pai é gay.

Poderia ser um filme engraçado mas não é. Beginners é um filme narrado pelo filho, suas lembranças e flashbacks, suas reações ao pai que resolve viver a vida que sempre quis após o falecimento da mãe. Achei muito bonito, de verdade.

Link IMDB.
Nota: 9.

Jogos Vorazes: Em Chamas

Jogos Vorazes: Em Chamas | Maionese

Conferi a segunda parte da trilogia Jogos Vorazes no cinema, assim que lançou. Havia todo aquele bafafá em torno de Jennifer Lawrence-pós-Oscar, sem falar que todo mundo tava falando super bem desse segundo filme, coisa e tal. Achei bem melhor que o primero, mais longo também.

Jennifer Lawrence realmente arrasa em qualquer papel que pegue pra fazer. Sem falar que a bichinha fica linda com esses cabelos anelados, escurecidos. Outro que gosto de ver em cena, mesmo que rapidamente, é Lenny Kravitz. Acho esse homem tão bonito, mesmo com uma make de gosto duvidosa.

Precisa assistir ao primeiro filme? Precisa, senão você perde metade dos comentários e assistirá uma história meio sem pé nem cabeça. Mas precisa ter lido os livros? Não, nem precisa. Indico pra quem curte a saga.

Link IMDB.
Nota: 8.

Pegar e Largar

Catch and Release | Maionese

Se eu pudesse fazer uma declaração de amor para um serviço online, seria para a Netflix. Meus R$ 14,90 mais bem gastos mensalmente. Eu acho assim, gente: se você paga por um serviço online, que pode (e deve) ser usado durante o mês, é pra aproveitar bem. E o que eu mais tenho feito é isso. Tem gente que reclama que o acervo não é vasto, olha, eu só tenho elogios. Quando desconheço um filme, mesmo quando acho um cartaz cafona, vou lá e arrisco. Se for chato, mudo, simples assim. Graças a essa minha curiosidade, caí nesse filme, em inglês Catch and Release.

Estrelado por Jennifer Garner e Timothy Olyphant (Jesus, me abana…), o longa é dirigido por Susannah Grant, que escreveu Erin Brockovich. Lançado em 2006, trata-se de uma comédia romântica dessas bem bobinhas mas gostosas de assistir. E ainda tem Kevin Smith FALANDO em um filme (pra quem não sabe, ele é o eterno Silent Bob). Adorei um tantão esse filme, poderia assistir a parte 2, caso houvesse.

Link IMDB.
Nota: 8.

Azul é a cor mais quente

Azul é a cor mais quente | Maionese

Eu poderia (e deveria) ter feito um post só pra esse filme. Porque ele merece todos os elogios do mundo. A fotografia, a atuação das atrizes, a direção, o roteiro… <3

Vocês certamente já ouviram falar em Azul é a cor mais quente. O filme nunca vem sozinho, vem sempre acompanhado de muitos comentários, boa parte deles polêmicos. Quando assisti, fui sem saber do que se tratava ao certo. Não sabia alguns pormenores que espantaram pessoas das salas de exibição por motivos de constrangimento (no longa há uma cena de sexo lésbico de aproximadamente 9 minutos). Porém, o filme vai além da cena de sexo ou dos closes nos lábios de uma das protagonista enquanto ela mastiga.

Adèle, a protagonista vivida , é uma menina meio de bode com a vida. Como a maioria das adolescentes, ela vive aquela fase de descoberta e de interesse por pessoas. Um belo dia ela cruza na rua com uma menina misteriosa, de cabelos azuis… e a partir daí as coisas começam a mudar para nossa jovem francesinha.

O filme vale as 3h de duração. E a tal cena de sexo nem chega a incomodar tanto. Bobos aqueles que vazaram do cinema porque perderam um desfecho super bonito pra essa história – e eu já escrevi um testamento para falar de apenas um filme.

Link IMDB.
Nota: 10.

Frances Ha

Frances Ha | Maionese

Algumas amigas tinham me indicado esse filme, que é todo em preto e branco, estrelado por um rosto não tão conhecido assim – a atriz Greta Gerwig. O longa conta a história de Frances, uma jovem moradora de nova-iorque que tem o sonho de ser uma grande bailarina. O problema é que ela é um tanto desengonçada e praticamente não tem as mesmas chances que meninas mais esguias e dentro do padrão tem.

Claro que a história não se resume a isso. Frances é uma jovem adulta que está enfrentando vários dilemas típicos da faixa etária. Seus relacionamentos amorosos são um tanto quanto fracassados, o dinheiro é curto, as amizades meio tortas (com exceção de uma grande amiga…). Frances vive todas as angústias que nós mulheres já vivemos/vamos viver ao virarmos “adultas responsáveis”. A trilha sonora é uma delícia e a paisagem… é NY!

Confesso que quando o filme terminou eu achei mais ou menos mas escrevendo agora pra vocês me bateu uma sensação gostosa em relação ao filme. Até aumentei a notinha dele! ;)

Link IMDB.
Nota: 9.

***

Diz aí, foi filme pacas. Isso porque, em paralelo, continuei a maratona Grey’s Anatomy + Breaking Bad – terminei as duas, em breve posto aqui no blog o que achei de Breaking Bad (porque merece post). Digamos que passei boa parte do tempo com os olhos colados na TV/monitor do computador!

E você, assistiu muitos filmes em dezembro também? Conta aí!

Filme da Semana: Bling Ring: A Gangue de Hollywood (2013)

Bling Ring: A Gangue de Hollywood

Já faz algumas semanas desde que assisti ao novo filme da aclamada diretora Sofia Coppola. Estive presente na cabine de imprensa de Bling Ring: A Gangue de Hollywood, entre jornalistas dos maiores veículos do Rio de Janeiro e também de it-bloggers do momento. Mas, vamos ao que interessa.

Antes de assistir ao filme, tinha em mente a história por trás da história: Sofia Coppola decidiu levar o caso para as telas de cinema depois de ler um artigo da jornalista Nancy Jo Sales, intitulado The Suspects Wore Louboutins. Nele, a jornalista revelou ao mundo detalhes sobre o caso da gangue formada por 5 jovens que invadiram mansões de famosos em Hollywood. Ou seja: Sofia Coppola tinha nas mãos uma história baseada em fatos reais. Como abordar o assunto mantendo a estética e o olhar meio voyeur que Sofia faz tão bem?

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No cinema, a história é narrada por Mark (interpretado pelo jovem ator Israel Broussard). Mark é um rapaz tímido que enfrenta a mudança de escola. Aquela coisa: sem amigos, recebendo todos os olhares possíveis. Até encontrar Rebecca (Katie Chang), que vira sua melhor amiga de todos os tempos. By the way, os takes dos dois juntos são maravilhosos (ponto para Sofia Coppola, que caprichou nas tomadas cheias de luminosidade e frescor, bem típicos de Los Angeles).

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A partir desse encontro, inicia-se um caminho que vai parar atrás das grades. Mark é apresentado às amigas de Rebecca e juntos vão curtir o mundo vazio das celebridades: festas private, com muita bebida, drogas e aquela futilidade toda que a gente já conhece. De repente, tudo isso perde a graça e o desafio torna-se ainda maior: que tal invadir as casas dos ídolos para pegar seus pertences? É só um parzinho de sapatos, uma bolsinha Balenciaga. Que mal tem? :P

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Sofia Coppola não quer colocar ninguém pra “refletir sobre o assunto”. Ela quer apenas que você enxergue um universo vazio pelas lentes dos óculos de seus personagens. Com uma trilha sonora selecionadíssima, você tem vontade de cair na noite e dançar junto com Emma Watson por mais que não curta sair. Aliás, Emma não tem um resquício de seu sotaque londrino no filme e interpreta com maestria uma adolescente californiana.

Bling Ring: A Gangue de Hollywood é um filme que cumpre o seu papel. Não muda a vida de ninguém e tampouco entrará pra lista de filmes favoritos de todos os tempos. Mas preenche os requisitos de um bom filme. O final todo mundo já conhece, não tem muito mistério. O que mais atrai é, de fato, conferir o olhar de Sofia sobre um assunto tão raso. O resultado é bonito! Assista ao trailer:

Trailer Bling Ring: A Gangue de Hollywood.

Bonitezas da web (e da vida): Paperman

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A boniteza do dia fica por conta de “Paperman”, curta produzido pela Walt Disney Animation Studios que concorre ao Oscar 2013 na categoria Melhor Curta-Metragem.

A tecnologia utilizada em “Paperman”, chamada Final Line Advection, mescla computação gráfica e desenhos feitos a mão. Esse recurso garante mais volume e profundidade ao vídeo. O making of está disponível aqui.

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Assista “Paperman” (clicando no player abaixo ou aqui).

 

Before Midnight

Before Midnight

Lembro que em 2012 começou a circular um boato sobre a continuação do filme “Antes do Pôr-do-Sol” e “Antes do Amanhecer“. Daí que os boatos deixaram de ser boatos quando as primeiras imagens das filmagens começaram a pipocar pela web.

No domingo passado, “Before Midnight” estreou no badaladíssimo Sundance Film Festival. Ou seja: vamos acompanhar novamente o encontro entre Jesse e Celine. O que será que aconteceu desde então? Me dá arrepios só de imaginar o que vem por aí.

O filme tem uma página oficial no Facebook, para os fãs dessa história tão linda. Só acompanhar aqui.

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#RioEuTeAmo: um movimento de amor pela cidade que vai virar filme

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Na segunda-feira passada, fui convidada pela Conspiração para o lançamento do projeto #RioEuTeAmo, movimento pela cidade do Rio de Janeiro que vai virar filme. O longa será a versão brasileira da bem-sucedida franquia “Cities of Love”, que homenageia grandes cidades do mundo, idealizada e criada pelo produtor, roteirista e diretor francês Emmanuel Benbihy, que já produziu Nova York, eu te amo (2009) e Paris, eu te amo (2006).

Desde outubro de 2012, o movimento tem mobilizado milhões de pessoas com ações nas mais diversas frentes: comunitária, cultural, de esportes, entretenimento e lazer. No Facebook são mais de 500 mil fãs. No Instagram mais de 15 mil pessoas já postaram fotos com a hashtag #rioeuteamo. E não se restringem apenas ao “online”: por todos os cantos da cidade, pipocam ações como oficina de pipa para crianças do Complexo do Alemão, feijoada com a Velha Guarda na Mangueira e por aí vai.

O filme começa a ser rodado em agosto de 2013, com lançamento previsto para 2014. Andrucha Waddington, Fernando Meirelles, José Padilha e Carlos Saldanha são alguns dos diretores que estão confirmados desde o anúncio da produção ambientada no Rio de Janeiro, que terá ao todo 10 diretores nacionais e internacionais.

Confesso que estou ansiosa pra ver o resultado final dessa produção. Torço pra que não fique apenas no “Rio-Zona Sul”, visto que essa cidade é tão grande e tão plural. É preciso mostrar para o mundo que há muito mais do que belas praias e Pão de Açúcar. Acredito que vem coisa boa por aí!

#RioEuTeAmo é um projeto da Conspiração, em parceria com as produtoras Primum Entertainment, Bossa Nova Films e Oz Produções, que tem patrocínio de O Boticário e da Nextel e apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da RioFilme.

Retrospectiva 2012 – Movie Trailer

Movies Quotes

Via Pinterest

Faltam poucos dias para fecharmos a tampa de 2012. Nos últimos 12 meses, assisti filme pra burro. Sozinha, acompanhada, com amigos, namorado… Me permiti assistir filmes bobos, desses que eu nunca tenho vontade de assistir – Amanhecer Parte 2 tava na lista. Daí que encontrei esse vídeo, uma retrospectiva do cinema em 2012 e fui “tickando” mentalmente os filmes que conferi na telona. O mais curioso é que muitos deles eu não consegui identificar…

Sempre penso na quantidade de livros e filmes que nunca vou assistir/ler. Acho que nem se passássemos a vida lendo livros conseguiríamos zerar a quantidade de leitura possível nessa vida.

Skyfall e sua abertura incrível

 

Passei boa parte do feriado assistindo aos filmes do espião mais famoso do mundo: Bond, James Bond.

Acabei fechando o domingo com o recém-lançado ‘Skyfall‘ e curti bastante. O filme tem picos de ação, cenas incríveis e tal. Mas o que eu mais gostei foi das cenas de abertura. Se você não é fã de Adele, ainda assim vai se arrepiar no mix canção + imagens. A voz da “nega” faz toda a diferença. Então, assista. Só clicar no player abaixo ou aqui:

 

Para conhecimento: quem dirigiu as cenas iniciais do filme foi Daniel Kleinman, que dirigiu todas as aberturas da série 007 desde Golden Eye até Quantum of Solace. De lá pra cá, acho que a que mais gostei foi essa do Skyfall: dark, tensa e lindíssima.

Filme da semana: Medianeras (2011)

Muita gente tinha falado pra eu assistir esse filme. Gente de diversos tipos, perfis, gostos. Todos, com suas diferenças, eram unânimes ao afirmar que “Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual” era um dos filmes mais bonitos da face da Terra. Claro que minha expectativa foi lá em cima, certo? E vou te falar: que filme bonito!

Se você já esteve em Buenos Aires, vai sentir aquele gostinho de “ihhh eu passei por aí já”. Um exercício bobo (e gostoso) de reconhecer ruas e lugares onde você já esteve alguma vez na vida. Os takes são tão bem feitos que você se sente parte daquele cotidiano, mesmo sabendo que se trata de um filme, que é ficção, que tá todo mundo ali encenando.

Sem falar no jogo de imagens + texto, declamados pelos personagens principais. Aquela coisa de interagir com os diálogos em cena, mesmo estando do outro lado da tela. “Medianeras” é desses filmes que te prende de uma maneira maravilhosa, inteligente, pela naturalidade das situações. Lanço um desafio: duvido você não se identificar com os questionamentos dos personagens durante o filme.

Isolados em suas solidões, seus medos e suas paixões, “Medianeras” é um filme que fala dos tempos de hoje, seja na Argentina ou no Brasil. É um filme sobre pessoas e emoções. Sobre cidades, sobre a forma como o meio é reflexo do que somos – e vice-versa.

Aproveita a dica, assista ao trailer clicando no player abaixo ou então aqui:

Filme da Semana: Like Crazy (2011)

I want you
I need you
I love you
I miss you
Like crazy

Adoro quando um filme sem pretensões me pega de jeito. Dessa vez, não fui um filme de ação ou policial mas um drama/romance. Estou falando de “Like Crazy” (2011).

A história é a seguinte: Anna é uma estudante inglesa, finalizando os estudos nos Estados Unidos. Na reta final, ela se envolve com um colega de classe, Jacob – que é norte-americano. Os dois vivem um amor fofo, uma coisa bonita mesmo, e isso é mostrado no filme de um jeito muito legal: sorrisos, passeios, abraços, tudo muito intenso (ponto para Anton Yelchin e Felicity Jones, que mandaram muito bem no papel do jovem casal apaixonado).

Mas, nem tudo são flores. O visto da mocinha está pra expirar e ela precisa ir embora. O que poderia ser uma história bobinha, do tipo “ahhh ela vai pra casa e vai arrumar outro bonitão”, se transforma em uma dessas histórias que poderiam ser de um amigo próximo, ou mesmo a história da sua vida, de tão real.

O filme conta também com a participação da queridinha Jennifer Lawrence – que muita gente conheceu por causa do filme “Jogos Vorazes“. Essa menina é boa, viu? Além disso, foi vencedor no Festival Sundance de Cinema – categoria Melhor Filme (Grande Júri) em 2011.

Então, fica a dica. Hoje é feriado aqui no Rio de Janeiro, aproveita que é “domingo” e assista “Like Crazy”. Segue o trailer pra vocês assistirem um pouquinho.

Filme da semana: Drive (2011)

No meu último post aqui no blog, contei pra vocês sobre a cirurgia que tive que fazer. É muito louco como você perde a noção do tempo e do espaço depois de tomar uma anestesia geral. É como resetarem a sua mente, te desplugarem da Matrix. De repente, tudo volta ao normal e você fica perdido tentando acompanhar o mundo.

Cheguei em casa ontem, passei o dia todo meio grogue mas no fim do dia consegui estava um pouco melhor. Resolvi que queria comer hambúrguer e ver filme. Coisa maluca, mas queria hambúrguer com filme.

Como vou passar alguns dias em casa e de molho, tratei de armazenar um estoque de bons títulos do cinema. Um deles era o hypeDrive“, muito mais hype lá fora do que aqui no Brasil. O filme, que já está nos cinemas, é dirigido por Nicolas Winding Refn (que levou o prêmio de Melhor Diretor em Cannes 2011), e Ryan Gosling, que há muito tempo deixou de ser apenas um rostinho (e corpinho) bonito e mostrou ser mais do que isso (“Blue Valentine” tá aí pra comprovar).

A história gira em torno de um personagem caladão, misterioso e sem nome, interpretado por Ryan Gosling. Leva-se algum tempo até termos certeza do que ele faz da vida. No começo, você até pensa uma coisa, mas vai vendo que é outra. Interessante a forma como o personagem é construído, com nuances de anti-herói.

O filme tem toda uma atmosfera anos 80, com takes noturnos de Los Angeles, muita luz e neon – que a gente vê na logo e nos nomes dos atores nos primeiros minutos de filme. Sem falar na trilha sonora, que é maravilhosa! Assim que o filme acabou, corri pra internet pra ver de quem eram as músicas e não me decepcionei: Kavinsky, Desire, Chromatics e Cliff Martinezque já produziu muita trilha sonora por aí e também foi baterista de uma certa banda que vocês já ouviram falar bastante, um tal de Red Hot Chili Peppers

A capa da trilha sonora, que é maravilhosa! Conheça mais aqui e aqui.

A história vai se desenrolando e outros personagens vão moldando ainda mais o nosso protagonista. Como a doce Irene, interpretada pela querida Carey Mulligan. Enfim, deixa eu ficar quieta senão acabo falando mais do que devia…

Sem falar no figurino dos personagens. Me senti assistindo a um filme da Sessão da Tarde, com uma única diferença: a quantidade de sangue jorrado na tela. “Drive” é um filme que te engana. Você pensa que é apenas um filme sobre um cara que dirige e tudo mais mas ele vai além. É um thriller que tem como protagonista um justiceiro, sem passado e com futuro desconhecido.

Assista ao trailer abaixo, ou aqui:

Fica a dica pra galera que quer curtir um cinema mas tá sem ideias do que assistir. Final de semana tá chegando, vai vendo… ;)

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