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Como organizar um bazar

imagem do topo: daqui

Esse era um post que eu queria fazer há algum tempo mas sempre batia uma preguiça porque sabia que não poderia escrever qualquer coisa. Precisava me empenhar, listar o que é bacana, o que funciona, enfim, chegou esse momento. Vamos lá!

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Há alguns anos decidi que queria vender umas roupas que não usava mais. Via algumas amigas vendendo sandálias Melissa que não queriam usar mais, na época usavam o Orkut e até mesmo blogs pra tal, funcionava. Eu mesma cheguei a comprar uma Melissa nesse esquema, veio toda certinha, em bom estado. A lógica é simples: quantas coisas a gente tem guardadas em nossos armários que simplesmente não usamos mais? Ou nunca usamos? Nunca fui uma compradora compulsiva, sempre tentei ter o mínimo de discernimento na hora de levar alguma coisa pra casa, porém mesmo sendo cuidadosa e racional na medida do possível, já comprei roupa por impulso e, obviamente, não vesti.

Sempre fui uma pessoa estampada/colorida/~diferente. Um sapato, uma bolsa, um vestido. Já rolava aquela vibe “isso é a cara da Raquel” e eu também absorvi essa filosofia. Olhava pra coisinhas fofas nas vitrines e já comprava, mesmo sem saber como usar ou encaixar nos meus looks diários. Hoje em dia eu já não curto mais tantas cores e padronagens e o que aconteceu? Simplesmente não sei como fazer uso de um armário que não combina mais comigo, com o meu lifestyle e jeito de ser. Resumindo? Resolvi vender boa parte.

Foi assim que comecei a vender algumas coisinhas online. Usei o blog, usei o Facebook, usei o Enjoei. Mas foi nos bazares com amigas que a coisa fluiu melhor. Aquela coisa de poder pegar a roupa, experimentar, fazer um preço mais camarada porque não tem frete, não tem embalagem… Sem falar que é sempre divertido organizar esse tipo de encontro, por mais cansativo que seja. Sabe o que é mais legal? Quando você organiza uma turma maneira, que capricha na seleção dos “enjôos”, afinal não se engane, você não é o único ser humano com peças encalhadas em casa, viu? Outras pessoas também sofrem desse mal.

Baseada na minha ~experiência~ organizando bazar de desapegos, posso dizer pra vocês o seguinte:

✔ Coloque pra fora o desapego que existe dentro de você

Antes de pensar no bazar em si, essa é a etapa mais importante de todo o processo. Olhar para o que você tem, analisando friamente: 1. o que você ainda quer manter no armário por algum tempo mais; 2. o que você não vai usar nem que emagreça/engorde/chova/faça sol. Quantas roupas a gente não guarda “pra quando emagrecer”? Ou então “pra quando viajar pra tal lugar”? Você pode até emagrecer ou viajar mas não se engane, no fundo aquelas peças estão ali apenas fazendo figuração.

Uma coisa que aprendi é: passou mais de um ano e você nem chegou perto da roupa, será que precisa tanto dela assim?

✔ Organize um encontrinho de troca e venda com amigas

Separou aquelas roupas em bom estado, praticamente novas, que você não quer mais? Marque um café com amigas, cada uma leva seus desapegos… Veste dali, prova daqui… Tenho certeza de que você vai fazer bons negócios! Volta e meia troco roupas com amigas que vestem praticamente os mesmos tamanhos e é tão bom voltar pra casa com novos vestidos, sapatos…

✔ Crie um álbum no Facebook para expor os enjôos

Se o seu problema é a quantidade de roupas, pode não ser uma boa ideia trocar com amigas. A parada é vender mesmo, certo? Seja pelo espaço ou até mesmo pra levantar uma grana, uma boa pedida é criar um álbum no Facebook para expor os desapegos. Deixe público, marque pessoas que possam ter interesse, divulgue por aí. Há grupos dedicados a venda e troca de roupas porém dependendo da organização, pode não dar muito resultado… No seu álbum, você controla as interações, edita as legendas com os valores, é bem prático – e funciona!

minha lojinha no facebook >> clique aqui

✔ Anuncie em sites especializados em venda

Se você quer alcançar uma audiência maior na hora de expor seus produtos, vale a pena anunciar em sites especializados como Enjoei ou mesmo OLX ou MercadoLivre. Aqui em casa nós anunciamos alguns móveis quando nos mudamos e tivemos um bom feedback no OLX. Para as roupas, o Enjoei é uma boa, apesar de ser mais chatinho com as fotos que você faz. Também acho um pouco ruim a forma de receber o dindim (sem falar que eles seguram uma porcentagem) mas faz parte, continua valendo a pena, principalmente com desapegos mais carinhos.

minha lojinha no enjoei >> clique aqui

✔ Não vai vender? Doe!

Você separou os desapegos mas tem aqueles que sabe que não vai vender… que tal doar? Estão em bom estado? Limpinhos? Há muitos locais de coleta que aceitam peças de vestuário, roupas de cama, coisas de cozinha… Aqui em casa separei duas caixas só de utensílios de cozinha como panelas e potes que foram para uma ONG que atende crianças. Eles ficaram muito felizes pois estavam montando um espaço para servir refeições e esses materiais vieram em ótima hora. Vale a pena pesquisar aqui onde encontrar uma ONG perto de você. Algumas igrejas e associações de moradores também coletam, vale a pena ficar de olho e fazer um gesto bacana por quem precisa!

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O mais interessante disso tudo é fazer as coisas fluírem. Não há necessidade de manter parado seja no seu armário ou na vida algo que já não faz mais sentido pra você. 

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Havaianas Edição 50 Anos
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Os 50 anos das Havaianas

Quem vê um par de Havaianas hoje em dia não imagina que há 50 anos os chinelos estavam bem longe de ser item fashion. E se tem uma coisa que eu acho maravilhoso no mundo do marketing é isso, o momento em que a marca promove uma grande virada, se reposicionando de forma sensacional. O produto, que era item de cesta básica, se transforma em item desejado por todas as classes sociais.

São mais de 400 modelos de sandálias e quem diria que tem até tênis, alpargata, bolsa… Acho que não exista um brasileiro sequer sem um parzinho de Havaianas debaixo da cama. Coloridas, de saltinho, tira fina, com cristal chique, tem até chinelo que brilha no escuro. Ô produto democrático esse!

Em comemoração aos 50 anos, foi lançado um modelo comemorativo da sandália, igualzinha ao modelo original: tira azul e solado branco. A tiragem é exclusiva (50 mil pares) e sabe o que é mais incrível? Todo o dinheiro arrecadado com as vendas, isso mesmo, 100% da sua renda líquida, será revertida para a UNICEF. Curtiu? Compre a sua aqui.

A AlmapBBDO produziu um vídeo case lindíssimo, que conta a evolução das sandálias mais amadas do mundo, as sandálias que “todo mundo usa”. Pra assistir, é só dar play aqui embaixo (ou então clicar aqui).

[vimeo video=46455983]

Marshall Fridge
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Marshall Fridge: o frigobar rock and roll

Apenas um amplificador… 

“The coolest icon in music just got cooler.”

E não é que a Marshall, famosa por seus amplificadores, resolveu inventar moda? A marca acaba de lançar um frigobar sensacional, em comemoração aos seus 50 anos de existência.

No formato dos amplificadores, a geladeirinha já é must have na lista da “galerinha do rock”. Gente, tô sonhando com um na minha futura sala! SOCORRO!

E assim, o homem inventou a roda.

[youtube video=67EovwvJrC0]

Mais aqui.

Via Brainstorm9.

A Lógica do Consumo
marketing

por que eu quero isso?

Relutei em abrir o email. Vi lá “Aproveite! Dias Insanos na Imaginarium”. Pra quem está em contenção de despesas, é sofrível conter os impulsos consumistas. Aliás, eu sempre fui fascinada por esse mundo do consumo, de como a publicidade atua no nosso cérebro despertando desejos e nos fazendo, simplesmente, perder o controle.

A Imaginarium é uma loja bacanérrima, isso é um fato. Os preços são meio puxados para alguns itens mas é aquela, o consumidor não paga só uma xícara mas a experiência em si. A arte do produto, a criatividade embutida, a diferenciação das demais. É o status, a inclusão em um grupo, a satisfação de olhar pra cistaleira e ver uma xícara preta com marca de batom dourada.

canecasCanecas diferentes por 29,90

Estou lendo um livro chamado “A Lógica do Consumo“, de Martin Lindstrom, e quando vi que a discussão girava em torno de uma linha de estudos chamada Neuromarketing confesso que fiquei bastante receosa. Ora, um estudo que avalia àquele que não trai: o nosso cérebro. Porque pesquisas quantitativas e qualitativas dependem de uma série de fatores e um deles é fundamental para considerarmos os resultados válidos: a sinceridade das respostas.

Por que eu quero a caneca transada da Imaginarium e não a listradinha da Casa & Vídeo? O que me faz olhar pra vitrine da Oh!Boy e desejar todos os vestidos jeans deles, ao passo que a vitrine da Sacada não me impressiona at all? Nichos sociais, faixa etária, posição social, maturidade, momento vivido, estado civil. Em termos psicográficos, devemos considerar cada um destes fatores. Mas é exatamente ALÉM que devemos ir. O que diferencia duas meninas que responderiam a mesma coisa para todas essas perguntas? “Cada um é cada um”. E é para esse “cada um” que o mercado se volta. Vivemos a era do consumidor!

O livro é polêmico e perturbador. Buscar respostas que os métodos tradicionais de pesquisa até hoje não respondem, indo direto na fonte é considerado por muitos estudiosos sociais agressivo à natureza humana (por vezes, cruel). O interessante nisso tudo é observar o esforço dos pesquisadores do consumo em compreender como funcionamos diante de impulsos consumistas.

Falando em impulsos consumistas, não me contive e resolvi montar uma listinha de preciosidades aqui no blog. Só pra eu não esquecer, sabe? Mas se vocês quiserem me presentear com algo sabe, MÃE? Sabe, PEDRO? =D