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Uma carta para meu eu de 10 anos atrás #rotaroots

10 anos atrás | Maionese

Oi, Raquel.

“Como o tempo passou rápido”. Nada mais clichê pra começar uma carta mas não há frase que melhor se encaixe nesse momento. Dez anos, que englobam a transição de uma vida de jovem-adulta para adulta-for real.

Nesses 10 anos você mudou de carreira três vezes. Também né, como podem querer que aos 18 anos você saiba o que quer fazer da vida pra sempre? É muita pressão para alguém tão jovem… uma responsa que na maioria das vezes não estamos preparados pra aguentar. Na época, a faculdade de História. Aquele drama para finalizar a monografia, a ansiedade pelo fim da graduação, em paralelo ao desespero de se tornar uma formanda desempregada.

10 anos atrás | Maionese

Depois, veio a faculdade de Turismo, uma viagem para os EUA com bandeiras de independência – na verdade tratava-se de uma fuga quase adolescente: aquela em que pegamos uma mochila e meia dúzia de razões, mas no fundo é só rebeldia sem causa. Aqueles foram tempos de descoberta, de amor e de saudade.

Nesses últimos dez anos você riscou do papel muitas possibilidades de ~ser feliz~. No amor, no trabalho, na amizade. E quando parecia não haver mais o que fazer da vida, você olhou para as coisas que gostava de fazer e foi aí que se encontrou de vez. Olha que curioso: um hobby que você sempre gostou te levaria a conseguir seu primeiro estágio em uma agência descolada. A Raquel já formada, mais velha que os demais estagiários, recomeçaria outra vez.

10 anos atrás | Maionese

É, garota. Esses últimos 10 anos foram corridos. Mas vou te falar? Parece que a Raquel de 22 anos “aconteceu” em outra vida. Como você mudou, garota. Aquela intensidade em viver as coisas continua a mesma mas a insegurança ao fazer as escolhas… Nada como uma porrada atrás da outra pra amaciar a carne.

O meu maior conselho é: viva o que você achar que tem que viver. Faça o que você achar que tem que fazer? Pode ser que dê certo. Pode ser que dê tudo errado. O máximo que vai acontecer é ter que recomeçar. E você vai errar mil vezes. Vai julgar mil vezes. Vai se arrepender mil vezes. E vai sorrir também. Vai olhar ao redor e dar graças a Deus, de alegria ou de alívio. E o principal: vai manter a ternura em valorizar todas aquelas pequenas coisas. Aqueles detalhes miúdos que dão o colorido aos nossos dias. Vai compartilhar boa parte deles nas suas fotos, nos seus textos, ou então guardar esses momentos bonitos consigo. Quem sabe um dia eles passam naquele filme que a gente provavelmente assiste quando a vida chega ao fim.

10 anos atrás | Maionese

OBS: Todas as fotos do post vieram do meu falecido Fotolog e foram tiradas há exatos 10 anos atrás.

***

Blogagem coletiva do mês do grupo Rotaroots no Facebook inspirada por uma TAG vista no Hypeness.

Uma nova fase para o Maionese

Makes You Happy | Maionese

Esse blog existe há muitos anos. E nesses anos de existência, já teve vários formatos, layouts e linhas editoriais. No começo, era um blog muito mais pessoal, cheio de conversas que muitas vezes eu tinha comigo mesma e acabava trazendo pro blog porque esse é o meu mundo desde bem nova (dos tempos do blog de várzea, blog moleque).

Ter um blog sempre fez parte da minha vida online. E toda essa vivência me mostrou o que eu queria/não queria em relação ao assunto. Acabei restringindo o lado mais pessoal, focando em assuntos mais abrangentes e aleatórios como música, design, cinema, livros… No entanto, todos esses assuntos continuavam falando muito sobre mim. Se resenho um livro aqui, é porque ele fez parte da minha vida durante alguns dias, me influenciou de alguma forma, me fez sorrir/chorar… E isso é muito bom.

Ao criar uma página no Facebook para o blog vi que ela começou a receber likes de pessoas que nunca vi na vida. Pessoas que nunca deixaram um oi aqui, que posso ter cruzado na rua sem nem saber que ela leu tudo que escrevi nesse canto. Sobre alguma viagem que fiz, algum filme que assisti… E isso é deveras bacana ao mesmo tempo que assusta: mesmo estando nessa área há algum tempo, mesmo tendo um outro blog grandinho, esse canto aqui é como se fosse um pedacinho da minha vida pessoal.

Seguindo esse raciocínio, olhei para as últimas postagens… e percebi que aqui não tem tudo o que eu gostaria de falar. É como se eu me privasse de abordar certos assuntos aqui no blog para manter uma pegada que nem eu estava curtindo mais. Tinha um certo receito de falar sobre coisas aparentemente bobas pra poder continuar com uma abordagem mais “variada”. E assim deixei pra lá coisas bem legais como a minha fase “corredora”, a fase trintona que começa a cuidar dos primeiros cabelos brancos… Comecei a sentir falta de compartilhar alguns desses assuntos. Pensando nisso, resolvi ampliar as categorias do Maionese. Além de inspiração para o lar, você vai esbarrar em posts sobre cabelos. E sobre batons, sapatos… alimentação, corrida. Nada mais justo pois esse é um blog sobre as coisas que a Raquel gosta de fazer/ler/ouvir/assistir – provavelmente você também faz isso tudo (e mais um pouco).

Alguns de vocês me acompanham há anos (eu sei quem são). Outros são novatos que aterrissaram buscando algo no Google. A todos vocês, obrigada pela atenção e pelo carinho. Resumindo: a partir de hoje vou me permitir cada vez mais nesse cantinho e espero o feedback de vocês sempre que tiverem vontade de falar alguma coisa. Seja nos comentários ou por email. Seja no Facebook ou no Twitter. No Instagram. Espero trocar cada vez mais as experiências. E que vocês curtam cada vez mais esse espaço, que é feito “with love from me to you”.

O que foi 2013 para a pessoa que vos escreve

Quote Pinterest
Imagem daqui.

Eu não podia ser ingrata com 2013. Por mais que tantos planos delineados ao longo de 2012 para o ano seguinte tenham ficado apenas no papel. Algumas metas também não foram cumpridas dentro do prazo estipulado. Mas pensando pelo lado positivo, esses tais planos/metas não são algo para apenas 12 meses mas para toda a vida.

O ano que passou começou meio esquisito e desesperançoso. Passei a virada do ano com uma tendinite no joelho esquerdo, justo na perna que me trouxe mais dor de cabeça. Lembro que logo após o “reveião”, mais precisamente no meu aniversário, me bateu uma bad horrível por causa do meu problema no nervo fibular, que ainda está em tratamento. Pra quem não sabe, ler aqui. E por incrível que pareça, consegui transformar toda a frustração que tava sentindo em força: pra continuar a fisio, pra voltar a treinar minhas corridinhas… até participei de 3 corridas de rua esse ano. Pra quem tava na pior…

Eu e Dan no Circuito Rio Antigo

Esse foi o ano em que consegui me consolidar tendo a minha própria empresa. Acho que esse é o terror dos profissionais autônomos. O pavor de ser apenas “chuva de verão” assombra 11 em cada 10 pessoas. Trabalhei com gente muito legal, alguns viraram grandes amigos. Foi muito importante ter o apoio da minha dupla dinâmica, que já me conhece há muito tempo e isso ajuda muito na hora de separar as coisas.

Eu e Lisa

Passei Carnaval em Angra (fazendo passeio de barco delícia) e finalmente conheci Nova York, que até hoje não ganhou post aqui no blog, uma injustiça que será corrigida nos próximos dias – até porque foi uma das viagens mais legais que eu fiz nessa vida. Ah, também estive pelo menos 4x em São Paulo esse ano e eis uma cidade que gosto tanto.

Eu e Pedro no Rockefeller Center

Em uma dessas idas conheci a musa Nigella Lawson, em um evento para blogs de culinária e gastronomia. O Gordelícias tava lá firme e forte!

Eu e Nigella Lawson

Cozinhei muitos pratos diferentes e isso me deixou feliz. Sinto que estou muito mais segura com algumas preparações e recebendo elogios pelas coisas que faço com as panelas. Por exemplo, não tinha muita habilidade com carnes e cortes e hoje mando bem melhor. Até minha avó fica espantada porque nunca imaginou que eu fosse fazer tanta coisa gostosa. E sigo aprendendo, querendo cozinhar mais e mais em 2014!

Esse também foi o ano em que fiquei noiva. Quem me conhece de verdade sabe que eu nunca quis um casamento tradicional. Há mais de 1 ano estou morando com o Parzinho e a gente pensava só em um casamento civil + almocinho pra selar a união. Mas desde que fizemos o Chá de Panela, senti que era preciso estender toda a alegria que a gente sente por estar juntos com quem torce por nós: família e amigos. Continuo sem querer um casamento tradicional mas pode anotar aí que em breve sai festa! Aguardem!

Pedaço da Casa do Velho e da Moça

Provavelmente deixei muita coisa boa de fora desse post. Muita coisa ruim também. Pra não cansar o leitor, resolvi dar apenas uma pincelada no ano de 2013 e dizer que os últimos 12 meses foram diferentes de tudo que já vivi. Ter uma casinha do jeito que a gente sempre quis montar (bom, nem tudo), ter os meus horários, tempo para assistir séries e ler livros… Queria ter mais tempo pra outras coisas legais mas o trabalho é intenso (graças a Deus). Foi bom, viu?

E que os próximos 12 meses sejam ainda melhores. Mais desafios e realizações. Saúde pra enfrentar tudo isso de peito aberto e cabeça erguida. Paciência e compreensão também entram no potinho de ingredientes pra essa receita. Não pode faltar amor também. Muito amor. Com os amigos, com a família, com os animais de estimação, com os desconhecidos. Vamos que vamos! \o/

Brinde a 2014

Um vento e um túnel do tempo

Komodos | Maionese

Hoje me bateu um daqueles momentos repentinos, em que todo o cenário a nossa volta se transforma, feito animação 3D um tanto tosca, dessas de propaganda de banco. Ao piscar os olhos, revi as antigas árvores em frente ao ponto de ônibus, o pipoqueiro e a banca de jornal, o vem-e-vai das mães buscando seus filhos na escola. E naquele momento, há 10 anos, eu pegava o ônibus rumo à faculdade.

Meu “momento nostalgia” me levou para o comecinho dos anos 2000. Incrível como uma determinada combinação de fatores é capaz de criar uma espécie de túnel do tempo, assim, num sopro. O ventinho + a cor do céu e a sensação de estar sem compromisso às 16h de uma terça-feira em novembro. Gostaria de evitar o clichê mas não dá: quanta coisa já aconteceu de lá pra cá – e quanto ainda há de vir.

Às vezes parece que a faculdade de História, os 4 ônibus diários para o Maracanâ, a volta pra casa fazendo baldeação na Central do Brasil, e tantos outros pormenores peculiares, fizeram parte de outra vida. É como se houvesse uma outra Raquel aqui dentro, acessada eventualmente quando batem esses ventos nostálgicos. Ao passar pela UERJ bate sempre aquela sensação estranha de ver um lugar que fez parte da minha vida diariamente durante cinco anos. Hoje em dia é apenas um prédio cinza, cheio de rampas e lanchonetes nos andares. E quando passo por lá, vejo nitidamente jovens que certamente sentam nas cadeiras onde sentei com meus amigos, e que após as aulas vão pro Loreninha tomar uma cerva enquanto rola a bola na tela da tevê.

Choppada | Maionese

Em um passado não muito distante a gente ainda copiava no caderno o que o professor falava em sala. Ainda xerocávamos livros e íamos pesquisar na Biblioteca Nacional. Recentemente cursei uma nova faculdade e o panorama já era bem diferente, com tablets e pessoas fotografando o quadro negro. Fico pensando: como seria estudar a formação dos estados nacionais nos dias de hoje? E as aulas sobre Bramanismo? Confesso que tenho certa curiosidade. E saudade.

UERJ | Maionese

Desafio 30 Days Writing Challenge

Comentaristas de notícias

Comentaristas da internet

 

O site Como Eu Realmente entrou pra minha lista de favoritos por conta das tirinhas atuais e inteligentes que são publicadas por lá. E em tempos de discussões quentes na rede (PEC 37, Passe Livre, Feliciano e sua Cura Gay…) a gente consegue provocar o melhor e o pior no ser humano.

Eu sei que todos tem o direito de se manifestar, de expressar suas opiniões. Infelizmente, esse direito nos obriga a ler muitas bobagens por aí. Vocês provavelmente já ouviram alguém falar sobre o circo dos horrores que é comentário de G1 da vida. Desconfio até que existam “profissionais” nessa área, já que volta e meia vemos os mesmos “personagens” berrando nas caixas de comentários dos sites. Carência? Insegurança? Vai saber…

Meu cérebro derrete quando leio algumas coisas por aí. Me bate também um misto de tristeza e falta de esperança na humanidade.

E eu poderia até dizer “ahhh é só não ler essas coisas”. Infelizmente a gente sabe que, no fundo, muita gente pensa essas aberrações (só não colocam pra fora).

Desafio: 30 Days Writing Challenge

Sou uma dessas pessoas que gosta de arrumar sarna pra se coçar. Que mesmo “sem tempo”, inventa de colaborar em blog de amigo, de fazer bolo demorado, participar de desafio no blog. Além do Desafio Literário 2013, que tá mais do que atrasado, topei participar do 30 Days Writing Challenge.

A inspiração veio de um post da Tati no Elvis Costello Gritou Meu Nome, que está participando também. O que achei mais legal desse projeto, criado pela Dasty do Spleen Juice, é que você não precisa seguir 30 dias em sequência. Pode ir alternando, o que me dá mais liberdade já que posso acabar não postando em um determinado dia. A ideia é que haja trinta posts com os determinados temas do dia. E os temas são esses aqui embaixo:

30 Days Writing Challenge

Eu AMO projetos como o 30DWC. Dependendo do seu blog, claro, é uma forma de torná-lo mais pessoal. De mostrar aos seus leitores e amigos quem você é na sua intimidade. Em tempos de blogs plásticos, formatados todos de uma mesma maneira, é sempre uma delícia quando a gente encontra um blog que sai da superficialidade e mergulha na troca de experiências, por meio de relatos, opiniões e depoimentos.

Preparem-se para 30 postagens nesse nível por aqui. Quem quiser participar, está mais que convidado.

Sarcasm Detected: “The Instagram Song (Put A Filter On Me)”

O mundo está “instragramizado”, isso é um fato. Porque tudo fica mais cool, bacana e bonito quanto a gente taca um filtro na fotografia.  O Tiago, um querido que conheci na MISSA, escreveu esse texto incrível fazendo um recorte super inteligente da vida pós-Instagram.

“O que a gente coloca no Instragram é uma amostra muito ínfima do que gostamos de fato. Temos tempo de avaliar o que vão pensar, quem vai curtir. Conseguimos fazer o filtro certo da informação. Sob o filtro certo para a imagem.”

Daí vem uma moça chamada Julia Mattison, já famosa no YouTube por fazer paródias que grudam, e compõe “The Instagram Song (Put A Filter On Me)”. O vídeo é engraçado, a canção é gostosinha e a letra é um tapa na cara, com tiradas inteligentíssimas. Quem nunca se viu fazendo malabarismos pra fotografar no meio da rua?

Lo-Fi, Amaro, just two filters you have to know/ Take a picture of the sky/ a sexy filter on a homeless guy”

O vídeo exagera em algumas nuances, mas é tudo na base do bom humor. Assista e fique com o ukulele em loop na sua “rádio mental” depois:

Eu engrosso o coro tanto do Tiago quanto da Julia, mas vou além: será que a gente “abusa do Instagram” na vida como um todo? Algumas vezes, pode ser saudável “disfarçar” algo sem graça ou ruim com “filtros” que a gente cria. Mas às vezes é apenas uma forma de maquiarmos uma vida de intatisfação, comodismo e vazio.

Sobre existir há trinta anos

Não deu nem tempo de montar uma listinha ao estilo “30 Before Thirty“.

Os últimos 12 meses da minha vida passaram tão depressa que ainda ontem eu estava na praia de Copacabana, imaginando como seriam os próximos meses da vida. Já formada (novamente), em busca de um emprego um pouco melhor, uma vida mais saudável. Acho que consegui realizar esses dois itens.

Tem gente que diz que fazer 30 anos é bobagem, que é apenas mais um aniversário. É a mesma galera que ignora datas especiais como Natal, Páscoa, dia dos Namorados, ou qualquer outra coisa que sirva como marco de qualquer coisa. Gente, aniversário é e sempre será especial. Mais do que Ano Novo: o aniversário é uma oportunidade de fazer um balanço do que você é. Pelo menos é assim que eu penso.

Assoprar mais uma vela, dessa vez a dos 30, é muito assustador mas ao mesmo tempo divertido. Parece que você sobe mais um degrau na vida, sabe? Se é que existem degraus… Mas parece que alguma coisa muda aqui dentro sim, é psicológico. E nem é ruim, do tipo “você ainda mora com seus pais?”, “você ainda tá namorado e não é casada?”. Muito pelo contrário, eu olho pra esses 30 anos e vejo um monte de coisas: lugares que fui, gente que conheci, fotografias que tirei, comidas que já provei, cheiros que já senti. Abraços, dos mais variados. Foram inúmeras folhas de caderno riscadas com conhecimento – três faculdades – livros e mais livros lidos, monografias, conhecimento adquirido.

São várias fitas cassetes e cds com “trilhas sonoras”.

São vários pequenos filmes.

Contos.

Segredos.

Alegrias.

Amizades.

Amores.

Hoje, um único amor, o que eu quero que me acompanhe por mais 30 anos (e mais trinta, até a gente ficar velhotinho).

Então que eu vou assoprar essa vela com os meus amigos queridos, hoje e no próximo sábado. E eu tenho certeza que vai ser especial. Porque não é todo mundo que chega “aqui” com esse tanto de bagagem (e uma carinha de 20 anos, fazer o que HAHAHAHHA).

1 ano

6 anos

11 anos

16 anos

21 anos

26 anos

Agora há pouco…

(depois do dia 07/01 eu tenho certeza que entrará um post super meloso e sentimental aqui no blog… e a culpa será de cada “maldito” que fez e faz parte da minha vida, nesses anos já cultivados…)

Uma mensagem para 2012

Eu provavelmente voltarei nesse blog antes do ano acabar.

Mas, como essa é uma época em que muita gente já começa a zarpar, por conta dos feriados, quero aproveitar 5 minutinhos da sua atenção – nobre leitor – pra deixar uma mensagem carinhosa. O mais engraçado é que eu li essa mensagem hoje de manhã, enviada pelo Personare. Sinceramente, nem tenho acompanhado essas coisas de signo/horóscopo mais, no entanto continuo recebendo a newsletter deles porque volta e meia vem uma mensagem motivadora, dessas que fazem você viver o dia de uma maneira mais bacana.

O mais interessante dessa mensagem é que ela te faz um convite, quase irrecusável. Dá uma olhadinha:

“Não vou desejar que nesse ano encontre paz e felicidade permanentes. Não vou desejar que supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais linda e simpática do planeta (mas vou desejar saúde. Porque com saúde não se brinca). Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos de sua vida.

365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que deseja fazer, ser e ter.

Esse ano, quero desejar outra coisa.

Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que apoiaram e quem você foi em todas essas situações.

Que determine a vida que quer levar. De repente não é a que está levando agora, a que seus pais querem que leve. Ou seu amor. Ou seus amigos. Ou sua comunidade. Pare e pense na vida que você quer ter.

Escolha as pessoas que lhe acompanharão. Aquelas que agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos. Escolha as que quer ao seu lado e querem estar ao seu lado.

Descubra o que lhe dá prazer e trabalhe para que seja constante em seu dia-a-dia.
Faça o que você ama e ame o que faz.

Reconheça as características pessoais que não gosta e aprenda a mudá-las (ou aceitá-las). Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você. Então, procure. Insista e não desista. Sim, um ano inteiro é muito pouco para tantos desejos.

Então, vamos lá. Procure dentro de você a força que precisa. Suspire fundo. Comece. Agora.

Sua vida está esperando.

Feliz vida pra você!

Beijo grande!

Imagem: We Heart It.

Um vídeo bonito para um domingo mais bonito ainda

Hoje eu me permiti dormir até o momento em que o corpo já não quisesse mais a cama. Aquele momento em que a bexiga começa a dar sinais de vida e você precisa correr pro banheiro pra fazer xixi e depois passar na cozinha para tomar um copo d’água. Ainda na cozinha, lembra que não come nada há pelo menos 8 horas e como é domingo, a mesa está farta de pães, café e frios, pois a família toda já fez o desjejum e deixou tudo ali, esperando por você.

Depois de uma semana irregular, dormindo às 2h da manhã, com calor e frio se alternando dia sim, dia não, tive um sábado memorável cercado de pessoas amigas e que torcem muito pra que as coisas deem cada vez mais certo. É bom ter essas certezas, da amizade verdadeira e do amor incondicional.

Hoje o domingo amanheceu mais bonito, como não amanhecia há algum tempo. Parece que o papai do céu, pra completar, ainda mandou um céu azul limpinho e um ventinho gostoso pra encher o coração ainda mais de alegria.

E corri pra cozinha pra comer o pão escolhido com tanto cuidado no mercado. Com queijo, salame e alecrim.

A vida é dura de vez em quando. Mas, no fim das contas, é boa.

Mudando de assunto, navegando pelo Google Reader, li uns posts bem interessantes e um deles foi o da Bianca Moraes, do Two Bees. A mensagem vem em um vídeo que compartilho com vocês. Tem pouco mais de 4 minutos e além de fofo, traz pensamentos sobre a solidão, descobertas e amor próprio. Aliás, assistindo ao vídeo, pensei em tanta coisa que aconteceu nos últimos anos da minha vida. Porque tem coisas que você só aprende com as próprias experiências, sozinho. E isso pode ser muito bom, se você souber aproveitar…

Marcelo Jeneci e sua “Felicidade”

Assisti ao clipe do Marcelo Jeneci para a linda música “Felicidade” n’outro dia e só vim compartilhar agora. É impossível não bater aquela pontinha de alegria com tanta simplicidade e beleza quando se assiste a esse clipe. Porque felicidade é isso: uma chuva, um abraço, mesmo em um dia nublado ver e enxergar poesia em todo lugar.

Como diz a letra, “felicidade é só questão de ser”. E não é? ;)

pro meu pai

Eu sempre acho difícil falar de pai e mãe.

Como resumir em palavras o sentimento que temos pelas primeiras pessoas que cuidam da gente? São eles que te pegam no colo pela primeira vez e juram amor eterno, até você chegar bêbado em casa ou tirar uma nota abaixo de 6 na escola, claro. Você, um bebê indefeso, um ser humano que ainda não fala, não anda, não consegue expressar nada além de fome e dor de barriga? Ah, os pais… deve ser uma coisa legal ser pai/mãe.

Mas vamos lá falar do meu pai.

O Sr. Arellano sempre foi uma pessoa curiosa em meio a tanta gente normal. Enquanto todo mundo tinha um pai brasileiro, eu tinha um pai peruano, que misturava as palavras e falava coisas sem sentido. O “bigodón” e as músicas com flautinha (hoje tão banalizadas por “músicos” nas praças das grandes cidades), as llamas e todo pedacinho de cultura ameríndia que ele inseriu na nossa criação. Eu e meu irmão crescemos sabendo quem foram os incas e quem eram os nossos parentes do outro país. E crescemos com um pai que dava bronca só com o olhar e que botava a gente na linha com um jeito durão, sempre amansado pela minha mãe, que é uma coisa linda e doce.

Meu pai é uma grande referência pra mim, em todos os sentidos. Foi dele a minha primeira camisa do Vasco e até hoje, TODOS OS ANOS, eu ganho uma camisa nova (façam as contas de quantas camisas eu tenho, desde os 9 anos – tô com 29). É nele que eu me inspiro pra vencer a preguiça e correr um pouquinho (o velho corre 10k, com 63 anos) e veio dessa parte da genética o meu gosto por pimentas e cerveja (porque minha mãe não bebe uma gota de álcool). Foi ele que me deu meu primeiro videogame, minha primeira “fita” de Mortal Kombat e me ensinou a andar de bicicleta.

Levou muito tempo pra que a gente aprendesse a lidar um com o outro, afinal é sempre difícil conviver com alguém tão parecido com você. Mas acho que a gente tá se acertando com o tempo e as coisas tem sido cada vez melhores. Quem diria que eu passaria um sábado bebendo cerveja com meu velho, né?

Feliz dia dos pais!

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