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Se eu tô correndo, você também pode!

♫ para ler ouvindo: AWOLNATION – Run ♫

Há duas semanas, conversando com meu pai ao voltarmos de uma prova, ele soltou o seguinte comentário: “acho que você deveria falar mais de corrida no seu blog”. Meu pai, além de ser meu maior exemplo de que é possível deixar de ser sedentário e se dedicar ao esporte, também passou a ser o meu maior incentivador para a prática da corrida de rua. Desde que tivemos essa conversa, coincidentemente, duas amigas acabaram me procurando para pedir ajuda. Ambas queriam começar a correr mas não sabiam bem por onde começar.

Fiquei pensando em que momento passei a ser “referência no assunto”. Claro, poucos sabem que quando adolescente joguei vôlei, ia pra academia… A maioria me conheceu como alguém que não fazia nada e que passou a correr. E longe de querer bancar o Usain Bolt porque né, tô longe da metade do pace dele… mas se tem uma coisa que posso falar é de força de vontade.

Já falei algumas vezes aqui no blog que tenho uma lesão no nervo fibular. Isso quer dizer que eu não mexo o pé “pra cima” e talvez nunca mexa novamente. “CARACA RAQUEL, QUE MERDA”. Pois é, aconteceu, foi ruim pra caralho, mas é vida que segue. Antes dessa cirurgia, eu havia corrido duas provas, tava quase investindo pesado no assunto, mas tive que abortar missão. Alguns meses depois, ainda inspirada e motivada pelo meu pai, conversei com o fisioterapeuta que cuidava de mim e perguntei se eu conseguiria voltar a correr alguma vez na vida. A resposta foi “o corpo se adapta”. E assim, comecei a brincar disso.

“Raquel, como você fez pra correr sem o movimento de dorsiflexão?” Como meu fisio disse, o corpo se ajustou. A passada é diferente, mais curta, mas funciona. A maior dificuldade pra mim, de fato, não está na parte motora mas na parte cardiorrespiratória. É como se eu tivesse 90 anos e fumasse, saca? Então, “taca-lhe pau”! Já estou há dois meses treinando sério e a evolução é nítida. Aliás, fique 1 semana sem treinar pra ver como já faz diferença… Correr é treinamento constante. E fortalecimento muscular também.

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“Raquel, eu não aguento correr 10 metros que tenho vontade de morrer, como faço?” Comece pelo começo. Invista uma graninha num tênis bacana. Não precisa deixar um rim na loja mas não tenha dó de pagar 300 contos num pisante que vai proteger você de lesão. Estipule um determinado tempo para a prática esportiva. Tem meia horinha? Faz meia horinha. Caminhe devagar, vá sentindo o que o seu corpo pede. Aos poucos, vá intercalado uma caminhada mais puxada, um trote… Não tenha vergonha de olhares alheios, ninguém paga suas contas. Apenas vá, respeitando seus limites. Cansou? Diminua o ritmo. Respire, se concentre. Aproveite o tempo para pensar no bem que você tá fazendo pro corpo e pra mente. Repita o processo dois dias depois. E mais dois dias. E assim vai…

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“Não consigo ver essa beleza toda que as pessoas veem na corrida” Como já ouvi isso de amigos. Realmente, o começo é bem difícil sim. Nem todo mundo se adapta rapidamente a essa “maluquice” que é manter o corpo em movimento tão rápido. A gente sente as pernas, os braços, falta ar. A cabeça começa a falar mais alto, que você não aguenta, que aquilo tudo é ridículo, que a pior coisa que você podia ter feito foi estar ali, se mexendo e suando. Meu conselho é: não desista. Cansou? Diminua o passo. Coloque uma música que dê aquela injeção de ânimo, aquele “levanta defunto”. No próximo treino, mesma coisa. Depois me diga se o bichinho da corrida não te pegou…

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“O que eu levo comigo na hora de correr?” Quero falar sobre esse assunto com mais calma e detalhes até porque é um assunto que vai acabar rendendo. Mas eu diria pra você que tudo vai depender de onde você vai realizar seus treinos. Na academia você consegue levar garrafinha d’água, pendurar toalha… Se vai pra rua, a coisa muda e precisamos de alguns acessórios. O que você tem que ter em mente é: com o tempo e necessidade, você vai acabar investindo em x ou y. De início, o principal investimento seria um bom tênis que evite lesões desnecessárias. Ninguém quer correr um mês e logo depois se aposentar porque tá com problema no joelho, né? Separe uma roupa bem confortável, tênis bacana (que não chega a custar um rim) e vá aos poucos caminhando, conforme seu corpo vai sinalizando.

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“Ok, você me convenceu! Quando começo?” Que tal começar ainda hoje? Se tem uma coisa que não me perdoo é saber que deixei tanto tempo passar até, finalmente, meter as caras na corrida. É impressionante como nosso corpo vai pedindo mais. Como a nossa cabeça entra em um modo completamente de funcionamento e aquele momento acaba sendo só nosso. Nossa respiração. Nossa passada. O vento em nosso rosto, o suor escorrendo, um desafio contra nós mesmos. Quantas vezes eu estava morrendo de preguiça em casa e, ao dar as primeiras passadas, foi tudo de ruim embora? No lugar, fica uma boa dose de endorfina e aquele sorriso bobo no rosto.

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E se nada disso for suficiente pra fazer você correr, não tem problema nenhum. Você não será visto como loser ou preguiçoso. Apenas não rolou e é absolutamente normal. Cada um tem um ritmo e um jeito de ser, de viver a vida. O mais importante é que todos nos respeitemos, cada um com sua escolha. Esse talvez seja o “conselho” mais valioso de todos, para tudo na vida!

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Por que precisamos falar sobre o Dia da Mulher

Levei praticamente a semana toda com esse post aberto. Vinha aqui, escrevia um parágrafo. Linkava uma determinada matéria nas sugestões de leitura. Porém, depois de tantos debates, trocas com amigas e leituras, ele saiu. Minha intenção não é ser dona da verdade mas apenas compartilhar com vocês a minha visão sobre o Dia da Mulher e sobre o feminismo.

O bom da vida é que a gente está sempre aprendendo. Logicamente, quem se abre para o aprendizado constante, que acontece ao ler um livro, ao conversar com amigos ou mesmo em um debate no Facebook… é sempre possível a gente agregar cada vez mais. E é assim que vejo a minha relação com o feminismo. Por mais que sempre tenha me considerado uma pessoa feminista, que sempre lutou de alguma forma para que mulheres fossem respeitadas em sua plenitude, do alto dos meus 33 anos vejo que já escorreguei muitas vezes. E, no fundo, fico feliz de ver que evoluí nesse tempo todo.

Quando eu tinha mais ou menos uns 15 ou 16 anos, lembro que uma colega de classe estava sendo “falada” por ter beijado dois meninos de um grupo de amigos. Sabe quando o pai de um viaja e a turma se reúne pra ver filme e dar aquela azarada, panz? Pois bem. Alguns dias depois, UMA MENINA espalhava pra todo mundo que minha amiga era “piranha”. Não sei de onde veio um sentimento de ódio eterno e lá fui eu bater boca com a guria, dizendo que ela não tinha direito de falar essas coisas. Ela não tinha direito de se meter na vida de ninguém, muito menos de difamar outra menina dessa forma. Eu era adolescente e de alguma forma já não comprava mais aquela vibe “Revista Capricho” (que na época era bem machistinha). Me incomodava certos papeis que eram atribuídos às meninas/mulheres.

Na faculdade, a mesma coisa. Raquel era a “feminista” do grupo. Mas isso era dito pra mim com ar pejorativo, sabe? Não era uma coisa legal, um elogio. Um “nossa, ela se preocupa com as mulheres, que nobre”. O comentário geralmente vinha acompanhado de algum julgamento, alguma piadinha, um desdém. Porque, afinal, era mais uma mulher chata tentando catequizar a galera, sendo exagerada com pequenas coisas, não tendo senso de humor, enxergando gravidade onde há apenas a tentativa de brincar, descontrair com situações.

Não, não e não.

Nas duas épocas citadas, não havia internet como há nos dias de hoje. Não tinha Google, não tinha Facebook. Se a gente queria saber de um determinado assunto, precisava buscá-lo em revistas e livros. Na universidade, tive mais contato com grupos de mulheres que já debatiam com seriedade o assunto mas ainda assim meio que não me aprofundei. Analisando HOJE, não entendo porque me afastei desses grupos de discussão e meio que caminhei sozinha com meus pensamentos. Vejo hoje mulheres na faixa etária que eu tinha na faculdade super engajadas, participando, e sei lá, acho que faltou colar com alguém que eu admirasse, faltou um chamado talvez. Como é importante termos (boas) influências na vida.

Quando digo que continuo aprendendo, explico o por quê: há tantos termos novos que “lá atrás” eu não fazia ideia do que significavam. A gente às vezes pensa que ser feminista é querer igualdade entre homens e mulheres mas ainda insiste em dizer que “a mulher deve se comportar de x maneira”. Muitas mulheres ainda não enxergam pequenos deslizes e acredito que isso faça parte da caminhada. Ninguém nasceu sabendo, certo?

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Essa semana, três marcas trouxeram ao público campanhas publicitárias de cunho feminista. Always e Hope utilizaram discursos de empoderamento para falar com a mulher que ela tem direito sobre o seu corpo. Na teoria era isso, na prática, vimos a Always colocar menstruação e revange porn no mesmo patamar. A Hope até se saiu um pouco melhor mas escorregou em utilizar mulheres bonitas, sensualizando, desvirtuando o foco (ou você acha que o homem, que deveria estar recebendo o recado, tá prestando atenção no que a fia tá falando com aquele tanto de peito em lingerie bonita?). E a Avon, na minha opinião, foi a que mais acertou: lançou uma campanha chamada “Linha 180″ que faz referência ao canal direto para denúncia de abusos sofridos por nós. No fim das contas, confesso que mudei de opinião algumas vezes. Achei péssimo, achei mais ou menos, achei ok, depois achei ruim de novo… fato é: vale a pena terem trazido essa discussão pra roda. Porém, vale a pena associar sua marca, VENDER, usando causas tão importantes como essas? Vale tudo?

E daí eu te pergunto: você acha que precisamos ter um Dia da Mulher? Minha resposta é “sim”. E eu não sei se está certo ou errado existir um ~dia~, tal qual temos o dia dos namorados, simplesmente acho que precisamos de um marco para que a humanidade repense sempre como vem tratando suas mulheres. Porém, não vejo esse dia como uma data pro padeiro te dar florzinha? Muito fofo e tal mas né? Ou então, aquele salão que oferece esmaltação e massagem para as clientes. “Você merece todo o cuidado no dia de hoje”. Daí nos outros dias te arranca os “zôio” da cara na escova. Ou então, aquele e-commerce “smartão” que manda promo de lava-louça, afinal ele só quer que você, mulher, tenha mais tempo para se divertir, ~cuidar dos filhos~. Convenhamos… não é essa a homenagem que queremos, certo?

daqui

Nós queremos empatia, quando dissermos que uma piada é ofensiva. Queremos respeito, seja no trem lotado ou na hora que estamos saindo da academia. Queremos apoio e suporte de nossos companheiros, ao enfrentarmos um dia cheio no trabalho e depois em casa, com as tarefas domésticas. Queremos salários equivalentes, oportunidades, voz ativa. Liberdade para sermos plenas e não aprisionadas em uma sociedade patriarcal, que nos diz como sentar, o que vestir, o que falar.

Essa é a nossa luta. É por isso que precisamos falar sobre o Dia da Mulher. E, mais do que isso, é preciso continuar falando, seja com o namorado, com a avó, com seus filhos. A luta acontece diariamente. Falem mais, falem sempre.

Leituras interessantes sobre o assunto:

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Uma pesquisa e um sorteio

O Maionese existe há alguns anos, porém nem sempre teve esse nome. Algumas pessoas me perguntam “por que maionese” na real foi um trocadilho com o domain “sempickles.com”. Eu AMO maionese e odeio pickles, daí besta que sou, fiz essa brincadeirinha. O povo acha graça e assim segue o cortejo.

Como o blog cresceu muito nos últimos meses, boa parte disso graças ao Rotaroots, montei essa pesquisa curtinha para conhecer melhor as pessoas que passam por aqui. Eu sei que começo de ano é a época em que todo mundo faz pesquisas e isso soa até meio repetitivo mas é tão importante pra nós que escrevemos, sabe? É um feedback legal pra saber onde podemos investir mais/menos esforço, o que pode mudar, por aí vai.

Para tornar a pesquisa menos dolorosa, vou presentear 1 sortudo com 2 livros lindos que recebi da Editora Rocco: “Cem Verões” e “Vou Te Contar“. As resenhas virão em breve aqui pro blog (talvez já durante o Carnaval) e você pode responder & concorrer aos livros até 01/03.

Sorteio Maionese & Editora Rocco

Aproveito para agradecer a cada um de vocês por ter me ajudado a fazer do Maionese um blog ainda mais legal! ♥ ♥ ♥

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Tchau, 2014! Vem com tudo, 2015!

Não queria encerrar o ano no blog com um post tão pesado. Mesmo achando que 2014 foi um ano estranho, foi também um ano muito bom pra mim, em termos de aprendizado. Começou meio confuso, com algumas perdas mas algumas coisas só vão se revelando algum tempo depois. Quando você olha com mais calma e coração aberto a sua volta e percebe que tem gente muito legal junto contigo, torcendo de verdade por você. É fácil ser amigo no oba-oba. Difícil é estar junto quando o calo aperta. Coração tranquilo em saber que tenho bons amigos na minha vida! <3

O ano pra mim começa com festa dupla. Porque tem o meu aniversário logo coladinho com a virada, né? E esse ano, tive uma pool party divertida até o talo. Que alegria, viu? É pra começar bem! E teve Carnaval descansado, mesmo com as horas de engarrafamento pra chegar no destino. Teve Lollapalloza no inferno. Mas teve Arcade Fire antes e eu fiquei muito realizada de ter visto esse show pela primeira vez. Teve muito show, aliás.

Esse foi o ano em que resolvi levar o Maionese mais a sério. Fiz parcerias muito queridas com assessorias e marcas que sempre fui fã. Obrigada! <3 Além disso, por conta do Rotaroots, conheci blogs muito interessantes e gente ainda mais interessante por trás de cada blog. Foi, sem dúvida, uma das melhores coisas que aconteceu na blogosfera brazuca em 2014.

Esse foi o ano em que viajei pro Peru pela primeira vez. Duas vezes. Conheci minha família de lá e foi muito bom. Também foi o ano em que superei o medo e a dor e passei a correr, mesmo com a minha lesão no nervo. Junto com meu pai e irmão, que tem me incentivado muito a treinar mais e mais. Parafraseando Obama, YES WE CAN!

Foi também em 2014 que adotamos o Marvin, irmãozinho do John. Posso dar uma dica se você só tem um bichinho? Pega mais um. É impressionante como as coisas mudam quando a gente tem um parzinho pra cuidar. Eles ficam juntos o dia todo, tenho certeza que John não se sente mais tão só. Sem falar que a casa ganha outro ar, nossa vida se enche ainda mais de amor.

Em 2014 eu e Pedro fizemos 2 anos de “casados” e passou muito rápido. Entre uma briguinha e outra, seguimos unidos e companheiros. Com muito amor, acima de tudo! <3

Queria ter lido mais em 2014. Obrigada, Rocco, por ter apostado em mim e me presenteado com tantos livros lindos. Record idem. A cada marca que me convidou para eventos ou enviou mimos, thank you! Prometo que ano que vem fico menos viciada em séries e dedico mais tempo aos livros. Quem sabe termino os desafios literários que até agora não fechei.

Disse mais cedo pra uma amiga que ano bom é aquele em que a gente aprende coisas novas. Seja um novo hobby, uma habilidade ou alguma coisa sobre si mesmo. Nesse ano mais introspectivo, posso dizer que aprendi mais sobre mim. Mesmo que algumas perdas aparentem ser algo negativo, dá sempre pra tirar algo de bom dessas situações. No fundo, a gente ganha. E isso é bom!

Que em 2015 a gente possa levar adiante o que talvez não tenha dado tempo em 2014. Que a gente registre mais em fotografias momentos gostosos, sem vergonha de ser over, sem receio com muito pau de selfie. E que a gente busque a realização dos nossos sonhos com muita serenidade e paz. Sem afobação já que temos uma vida toda pela frente.

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[TAG] Meu Natal

A ideia era fazer esse post em vídeo mas devido a uma faringite que derrubou o meu ser nos últimos dias, ficou impossível falar sem cof tossir cof. Então fica adiado mais uma vez o debut em vídeo aqui no Maionese.

Porém, aproveito o embalo pra apresentar o novo layout do blog. Tá mais redondinho que o anterior, mais organizado e até o fim da semana vou reorganizar todas as categorias. Sinto que tem muita coisa embaralhada, o que deixa a leitura mais confusa. Ano que vem vou contar pra vocês uma novidade muito legal que vai empurrar esse cantinho aqui ainda mais pra frente. Aguardem! 😉

Bom, voltando ao assunto do post. A Ba Moretti fez um vídeo super fofo respondendo à tag “Meu Natal”, criada Verônica do The More That You Learn. A brincadeira propõe que a gente responda a 25 perguntas que tenham a ver com Natal. A noite propriamente dita. O que fazemos. Quantas piadas do tio do pavê ignoramos, essas coisas. Enfim, vamos lá!

1. O que você costuma fazer na véspera de Natal e no dia 25?

Desde que vim morar com o Pedro, geralmente passo o dia 24 fazendo alguma comida e quando dá mais ou menos umas 18h vou pra casa dos meus pais e vovó e jantamos por volta das 22h. Vovó dorme cedo e como meu irmão sempre vai pra casa da família da esposa, a gente adianta as formalidades. Assim, o Pedro também participa e depois encontra sua família em uma cidade vizinha. No dia 25 rola aquela jiboiada, né? Depois de tanto comer, rola uma pregs das comidas de Natal e a gente sempre recorre às sobras ou então uma pizza marota.

2. Qual é o seu filme natalino favorito?

Ai gente sabe que não sei? Esqueceram de Mim já deu né embora seja super Natal. Mas um filme que eu amo assistir nessa época é algum da trilogia Star Wars (a “primeira” parte da trilogia). Sei lá porque, sempre assisto com meu pai e a gente tece comentários estranhos.

3. E a sua música natalina preferida?

Passei dois natais morando nos EUA. Lembro que no primeiro foi uma puta deprê porque não tinha nem um mês lá, eu não tinha muitos amigos e simplesmente não havia ceia, porra nenhuma. Me juntei a uns gatos pingados, a gente assou um frango, comeu Pringles, uma bosta. Daí lembro que alguém tinha um CD de músicas natalinas e tocou essa do She & Him. Tá que aqui no Brasil não faz nenhum sentido essa BABY IT’S COLD OUTSIDE porque né, o calor é tipo o inferno te dando um abraço por trás. Mas essa música me lembra Natal:

4. Você tem uma comida de Natal favorita?

Tenho algumas. Rabanada, tender e bolinho de bacalhau. Tem que ter.

5. O que você mais gostaria de ganhar nesse Natal?

Gostaria de ganhar uma viagem para NY no outono/comecinho do inverno. <3

6. Você gosta mais de dar ou receber presentes?

Eu gosto muito de ganhar presentes e também de dar. O processo de escolha de um determinado presente, ou então de fazê-lo, embrulhar… adoro muito!

7. Você já passou o Natal na neve?

Como já falei aqui em cima, passei Natal na neve duas vezes. Inclusive tenho imagens somewhere nos meus arquivos de fotos. Mas deixo vocês com um vídeo:

8. Onde você gostaria de passar o Natal?

NY! <3

créditos da imagem: aqui

9. Sua família costuma decorar a casa? Quem fica encarregado das decorações?

Aqui em casa quem cuida da decoração de Natal sou euzinha. Mas quando morava na casa dos meus pais, minha mãe puxava o movimento e eu ajudava nos detalhes.

10. É época de Natal. O que você está lendo?

Estou terminando de ler um livro chamado Breakable, continuação de um chamado Easy – que rolou resenha aqui. Em paralelo, estou lendo Eleanor & Park.

11. Qual é o seu cheiro preferido no Natal?

Cheiro de chuva, típico daquele dia quente brindado com chuva de noitinha.

12. Você foi um bom menino/ uma boa menina esse ano?

Sempre!

13. O que sempre tem pra comer no Natal?

Sempre tem rabanada e panetone/chocotone.

14. Como você costuma se vestir na ocasião?

Como geralmente faz muito calor, procuro usar uma roupa confortável e que não seja muito quente. Ninguém merece fazer sauna no próprio look.

15. Você começa suas compras de Natal na Black Friday ou deixa tudo pra última hora?

Olha, vou te dizer que aproveito sim algumas promos da Black Friday pra comprar presente. Até porque, algumas lojas demoram uma vida pra entregar as coisas…

16. Você sabe embrulhar presentes? Você faz com gosto ou não?

Amo fazer embrulhos, tô sempre atrás de coisinhas e lindezas. Esse ano, investi pesado em papeis e furadores, meus familiares vão ganhar presentes lindos por dentro e por fora.

  17. Você sabe o nome de todas as renas do Papai Noel?

Não sei.

18. Você tenta espiar seus presentes antes ou prefere a surpresa?

Alguns acabo sabendo porque ganho antes ou meus pais perguntam o que quero. Mas gosto sempre de deixar pra saber na hora! <3

19. Você abre seus presentes na véspera ou na manhã de Natal?

Geralmente trocamos os presentes depois do jantar, porque minha avó dorme cedo.

20. Quando você descobriu a verdade sobre o Papai Noel?

Acho que bem novinha… não me lembro muito bem da ~magia~ do Papai Noel.

21. Qual o melhor presente de Natal que você já ganhou?

Um dos melhores presentes que já ganhei foi esse ano: minha primeira televisão na vida! Só minha! <3 Obrigada, mãe!

22. Você faz resoluções de ano novo? Você as cumpre?

A gente sempre acaba fazendo aquele “saldão”, né? Olha ~pra trás~ e vê o que não funcionou/funcionou pra caralho. E aí traça novas metas, corre atrás…

23. Conte uma história de Natal memorável.

Ano passado passei meu Natal a base de lencinhos e anti-alérgico graças à rinite. Mas deitei no sofá e comecei a assistir a história toda desde o primeiro filme. Foram seis filmes em três dias e vocês devem estar pensando “nossa, que Natal legal hein, doente e vendo filme” mas gostei muito porque tava com saudade de curtir o apê em que morei por 30 anos e foi como se eu pudesse voltar no tempo de alguma forma. Foi diferente, foi nostálgico e foi bonito. Sei que vou me lembrar daquele sofá com luz de pisca pisca na parede por muitos anos ainda.

24. O que torna essa época do ano especial para você?

Dezembro é um mês que gosto muito por anteceder o meu aniversário, que já acontece logo no comecinho do ano. É um mês em que escolho pra reorganizar as coisas: o computador, a casa, a papelada, a vida de um modo geral. Trabalho, amizades, relacionamentos… entra tudo nessa faxina. Sinto que o clima entre as pessoas também muda, mesmo com o desespero de compras e restaurantes lotados de amigo oculto e almoço da firma. Sinto que é meio “geral” a vontade de recomeçar, literalmente falando.

25. Sua coisa preferida no Natal?

Gosto muito da decoração de Natal. As luzes, os enfeites… mesmo com o nosso calorão e com a neve falsa (minha mãe usava algodão no presépio *RISOS*), curto tudo que deixe o Natal com cara de Natal. Por mim, deixava a árvore montada janeiro todo, afinal a gente tem um trabalhão arrumando, né? Menos de 2 meses é muito pouco!

Convoco a todos que queiram responder a tag que o façam – de preferência antes do Natal. Como já vi vários blogs-amigos participando, nem vou indicar. Sei que vocês já responderam/vão responder. No mais, desejo a todos um FELIZ NATAL! Não sei se apareço antes do Natal mas certamente darei as caras nesse recesso!

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A vibe (errada) do Instagram

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Ontem compartilhei um post no Facebook sobre a recente ~polêmica~ no universo dos blogs. A blogueira e linda Bruna Vieira, do Depois dos Quinze, deu um VRÁÁÁ daqueles na cara do povo chato que critica o corpo, a roupa, a porra toda que a menina usa. Aquela famosa sinceridade e opinião em forma de falta de educação, sabe?

Daí que um amigo levou a conversa além e nós acabamos discorrendo sobre o comportamento nada sadio das pessoas em uma rede social que preza somente pela imagem. Pensei na hora nesse vídeo aqui abaixo, que faz parte de uma série produzida pelo diretor Matthew Frost, e que traz Kirsten Dunst vivendo “ela mesma”, em uma situação clássica e corriqueira na vida de uma celebridade: o famoso encontro com fãs que só querem tirar uma casquinha.

“Aspirational” não mostra nenhuma novidade pra gente, certo? Quem nunca pediu autógrafo ou foto com aquele cantor favorito no shopping? Desde que o mundo é mundo e que auto-retrato não era chamado de selfie, as pessoas já faziam o que essas meninas do filme fizeram, muitas vezes em situações nada favoráveis.

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O atorzão lá almoçando com a família e vem aquele fã inconveniente pedir foto. “Mas é a vida dessa gente, Raquel, quando você é famoso tem que passar por essas coisas”. Será? A mesma premissa tem sido apontada para blogueiras, que ao fazer look do dia se colocam na reta de quem vai dar a opinião, seja positiva ou negativa. “Se a pessoa se expoõe desse jeito na internet, tem que estar preparada pra ouvir de tudo um pouco.” O.o

Mas, ainda falando sobre o vídeo: ahhhh esse mundo das aparências! OLHA EUZINHA COM AQUELA ATRIZ! OLHA O MEU CELULAR NOVO QUE LEGAAAAU! OLHA AQUI, OLHA PRA MIM, OLHA PRA MIIIIIIIIM! Vocês não se sentem um pouco assim no Instagram? Aquele teu amigão, que tá viajando no exterior e que aproveita o WiFi do café pra postar 30 fotos seguidas dos passeios. Me diz, qual é a necessidade disso? É um misto de oversharing + necessidade de parecer alguma coisa (muito mais do que “ser”). OLHA COMO EU TÔ FELIZ AQUI EM PARIS ENQUANTO VOCÊ TÁ TRABALHANDO NO CENTRO! Cês não se sentem assim, incomodados? Dá vontade de falar “Fio, vai aproveitar esse tanto de queijo com vinho e ESQUECE ESSA PORRA DE INSTAGRAM!”. Faz valer esses euros, faz!

Enfim, coisas para pensarmos sobre.

Via Update or Die.