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A felicidade que vemos nas redes sociais

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Meio mundo compartilhou esse link aqui. O legal de ter acompanhado esse movimento foi notar que diferentes tipos de perfis, acompanhados de opiniões quase que unânimes, divulgaram o vídeo. Em alguns casos foi até curioso perceber que ‘aquela’ pessoa tinha um discursos super ‘o amor está em você’ acompanhando o post, sendo que no tete-à-tete a coisa é bem diferente. E nem é só com você…

https://www.youtube.com/watch?v=QxVZYiJKl1Y

Bom, mas voltando ao vídeo porque não, não vou entrar numa de julgar os outros, pelo menos não aqui no blog… O curta intitulado ‘What’s On Your Mind?’ conta a história de alguém que poderia ser eu, você, o amiguinho da escola que você reencontrou depois de anos no Orkut. A personagem se vê diante do computador, numa dessas noites em que todos estão em alguma festa incrível, jantando uma maravilha, viajando, e você tá em casa, esparramado no sofá, vendo televisão. Quem nunca se viu nessa situação e se sentiu mal nem que fosse por alguns minutos? Aquela sensação de que todo mundo é muito mais feliz do que você, que tá ali com cream cracker velho e requeijão?

O curta segue adiante e nos mostra um personagem que resolve ser feliz também, fantasiando na rede social tudo aquilo que realmente acontece com ele. Pneu furado? Vira uma corrida incrível. Demissão? Que nada, pediu as contas em grande estilo! Resumindo: aquela eterna necessidade do ser humano de sair por cima. Porque só os losers contam as derrotas para os outros, certo?

Em tempos rasos onde tanta gente anda sendo superficial, mais vale uma vitrine cheia de conquistas do que um muro das lamentações. Se você reclama muito, desabafa, é um chato deprê, ninguém quer ser seu amigo. O curioso é que as mesmas pessoas que criticam os ‘revoltados’ também criticam os felizes demais (mesmo que seja fake). Tempos difíceis, onde ninguém sabe o que quer…

A conclusão que tiro disso tudo? O problema não é a grama do vizinho (aparentar) ser mais verde – por mais que seja fake e você saiba disso; a questão a gente realmente não abraçar a causa da felicidade. ‘Seja aquela pessoa pela qual você se apaixonaria’, diz uma imagem fofa compartilhada no Instagram. Mas, que tipo de pessoa é essa? Uma pessoa sincera que, de vez em quando é desagradável? O ombro-amigo que dá colo sempre que todos precisam? O comediante que tem uma vida leve e brincalhona, assim como os memes que inundam sua timeline? São muitos tipos de pessoas que podemos ser. Será que esse é o tipo de pessoa que o mundo quer?

Deu nó na sua cabeça todo esse papo? Conta pra mim! :)

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Uma carta para meu eu de 10 anos atrás #rotaroots

10 anos atrás | Maionese

Oi, Raquel.

“Como o tempo passou rápido”. Nada mais clichê pra começar uma carta mas não há frase que melhor se encaixe nesse momento. Dez anos, que englobam a transição de uma vida de jovem-adulta para adulta-for real.

Nesses 10 anos você mudou de carreira três vezes. Também né, como podem querer que aos 18 anos você saiba o que quer fazer da vida pra sempre? É muita pressão para alguém tão jovem… uma responsa que na maioria das vezes não estamos preparados pra aguentar. Na época, a faculdade de História. Aquele drama para finalizar a monografia, a ansiedade pelo fim da graduação, em paralelo ao desespero de se tornar uma formanda desempregada.

10 anos atrás | Maionese

Depois, veio a faculdade de Turismo, uma viagem para os EUA com bandeiras de independência – na verdade tratava-se de uma fuga quase adolescente: aquela em que pegamos uma mochila e meia dúzia de razões, mas no fundo é só rebeldia sem causa. Aqueles foram tempos de descoberta, de amor e de saudade.

Nesses últimos dez anos você riscou do papel muitas possibilidades de ~ser feliz~. No amor, no trabalho, na amizade. E quando parecia não haver mais o que fazer da vida, você olhou para as coisas que gostava de fazer e foi aí que se encontrou de vez. Olha que curioso: um hobby que você sempre gostou te levaria a conseguir seu primeiro estágio em uma agência descolada. A Raquel já formada, mais velha que os demais estagiários, recomeçaria outra vez.

10 anos atrás | Maionese

É, garota. Esses últimos 10 anos foram corridos. Mas vou te falar? Parece que a Raquel de 22 anos “aconteceu” em outra vida. Como você mudou, garota. Aquela intensidade em viver as coisas continua a mesma mas a insegurança ao fazer as escolhas… Nada como uma porrada atrás da outra pra amaciar a carne.

O meu maior conselho é: viva o que você achar que tem que viver. Faça o que você achar que tem que fazer? Pode ser que dê certo. Pode ser que dê tudo errado. O máximo que vai acontecer é ter que recomeçar. E você vai errar mil vezes. Vai julgar mil vezes. Vai se arrepender mil vezes. E vai sorrir também. Vai olhar ao redor e dar graças a Deus, de alegria ou de alívio. E o principal: vai manter a ternura em valorizar todas aquelas pequenas coisas. Aqueles detalhes miúdos que dão o colorido aos nossos dias. Vai compartilhar boa parte deles nas suas fotos, nos seus textos, ou então guardar esses momentos bonitos consigo. Quem sabe um dia eles passam naquele filme que a gente provavelmente assiste quando a vida chega ao fim.

10 anos atrás | Maionese

OBS: Todas as fotos do post vieram do meu falecido Fotolog e foram tiradas há exatos 10 anos atrás.

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Blogagem coletiva do mês do grupo Rotaroots no Facebook inspirada por uma TAG vista no Hypeness.

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Uma nova fase para o Maionese

Makes You Happy | Maionese

Esse blog existe há muitos anos. E nesses anos de existência, já teve vários formatos, layouts e linhas editoriais. No começo, era um blog muito mais pessoal, cheio de conversas que muitas vezes eu tinha comigo mesma e acabava trazendo pro blog porque esse é o meu mundo desde bem nova (dos tempos do blog de várzea, blog moleque).

Ter um blog sempre fez parte da minha vida online. E toda essa vivência me mostrou o que eu queria/não queria em relação ao assunto. Acabei restringindo o lado mais pessoal, focando em assuntos mais abrangentes e aleatórios como música, design, cinema, livros… No entanto, todos esses assuntos continuavam falando muito sobre mim. Se resenho um livro aqui, é porque ele fez parte da minha vida durante alguns dias, me influenciou de alguma forma, me fez sorrir/chorar… E isso é muito bom.

Ao criar uma página no Facebook para o blog vi que ela começou a receber likes de pessoas que nunca vi na vida. Pessoas que nunca deixaram um oi aqui, que posso ter cruzado na rua sem nem saber que ela leu tudo que escrevi nesse canto. Sobre alguma viagem que fiz, algum filme que assisti… E isso é deveras bacana ao mesmo tempo que assusta: mesmo estando nessa área há algum tempo, mesmo tendo um outro blog grandinho, esse canto aqui é como se fosse um pedacinho da minha vida pessoal.

Seguindo esse raciocínio, olhei para as últimas postagens… e percebi que aqui não tem tudo o que eu gostaria de falar. É como se eu me privasse de abordar certos assuntos aqui no blog para manter uma pegada que nem eu estava curtindo mais. Tinha um certo receito de falar sobre coisas aparentemente bobas pra poder continuar com uma abordagem mais “variada”. E assim deixei pra lá coisas bem legais como a minha fase “corredora”, a fase trintona que começa a cuidar dos primeiros cabelos brancos… Comecei a sentir falta de compartilhar alguns desses assuntos. Pensando nisso, resolvi ampliar as categorias do Maionese. Além de inspiração para o lar, você vai esbarrar em posts sobre cabelos. E sobre batons, sapatos… alimentação, corrida. Nada mais justo pois esse é um blog sobre as coisas que a Raquel gosta de fazer/ler/ouvir/assistir – provavelmente você também faz isso tudo (e mais um pouco).

Alguns de vocês me acompanham há anos (eu sei quem são). Outros são novatos que aterrissaram buscando algo no Google. A todos vocês, obrigada pela atenção e pelo carinho. Resumindo: a partir de hoje vou me permitir cada vez mais nesse cantinho e espero o feedback de vocês sempre que tiverem vontade de falar alguma coisa. Seja nos comentários ou por email. Seja no Facebook ou no Twitter. No Instagram. Espero trocar cada vez mais as experiências. E que vocês curtam cada vez mais esse espaço, que é feito “with love from me to you”.

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O que foi 2013 para a pessoa que vos escreve

Quote Pinterest
Imagem daqui.

Eu não podia ser ingrata com 2013. Por mais que tantos planos delineados ao longo de 2012 para o ano seguinte tenham ficado apenas no papel. Algumas metas também não foram cumpridas dentro do prazo estipulado. Mas pensando pelo lado positivo, esses tais planos/metas não são algo para apenas 12 meses mas para toda a vida.

O ano que passou começou meio esquisito e desesperançoso. Passei a virada do ano com uma tendinite no joelho esquerdo, justo na perna que me trouxe mais dor de cabeça. Lembro que logo após o “reveião”, mais precisamente no meu aniversário, me bateu uma bad horrível por causa do meu problema no nervo fibular, que ainda está em tratamento. Pra quem não sabe, ler aqui. E por incrível que pareça, consegui transformar toda a frustração que tava sentindo em força: pra continuar a fisio, pra voltar a treinar minhas corridinhas… até participei de 3 corridas de rua esse ano. Pra quem tava na pior…

Eu e Dan no Circuito Rio Antigo

Esse foi o ano em que consegui me consolidar tendo a minha própria empresa. Acho que esse é o terror dos profissionais autônomos. O pavor de ser apenas “chuva de verão” assombra 11 em cada 10 pessoas. Trabalhei com gente muito legal, alguns viraram grandes amigos. Foi muito importante ter o apoio da minha dupla dinâmica, que já me conhece há muito tempo e isso ajuda muito na hora de separar as coisas.

Eu e Lisa

Passei Carnaval em Angra (fazendo passeio de barco delícia) e finalmente conheci Nova York, que até hoje não ganhou post aqui no blog, uma injustiça que será corrigida nos próximos dias – até porque foi uma das viagens mais legais que eu fiz nessa vida. Ah, também estive pelo menos 4x em São Paulo esse ano e eis uma cidade que gosto tanto.

Eu e Pedro no Rockefeller Center

Em uma dessas idas conheci a musa Nigella Lawson, em um evento para blogs de culinária e gastronomia. O Gordelícias tava lá firme e forte!

Eu e Nigella Lawson

Cozinhei muitos pratos diferentes e isso me deixou feliz. Sinto que estou muito mais segura com algumas preparações e recebendo elogios pelas coisas que faço com as panelas. Por exemplo, não tinha muita habilidade com carnes e cortes e hoje mando bem melhor. Até minha avó fica espantada porque nunca imaginou que eu fosse fazer tanta coisa gostosa. E sigo aprendendo, querendo cozinhar mais e mais em 2014!

Esse também foi o ano em que fiquei noiva. Quem me conhece de verdade sabe que eu nunca quis um casamento tradicional. Há mais de 1 ano estou morando com o Parzinho e a gente pensava só em um casamento civil + almocinho pra selar a união. Mas desde que fizemos o Chá de Panela, senti que era preciso estender toda a alegria que a gente sente por estar juntos com quem torce por nós: família e amigos. Continuo sem querer um casamento tradicional mas pode anotar aí que em breve sai festa! Aguardem!

Pedaço da Casa do Velho e da Moça

Provavelmente deixei muita coisa boa de fora desse post. Muita coisa ruim também. Pra não cansar o leitor, resolvi dar apenas uma pincelada no ano de 2013 e dizer que os últimos 12 meses foram diferentes de tudo que já vivi. Ter uma casinha do jeito que a gente sempre quis montar (bom, nem tudo), ter os meus horários, tempo para assistir séries e ler livros… Queria ter mais tempo pra outras coisas legais mas o trabalho é intenso (graças a Deus). Foi bom, viu?

E que os próximos 12 meses sejam ainda melhores. Mais desafios e realizações. Saúde pra enfrentar tudo isso de peito aberto e cabeça erguida. Paciência e compreensão também entram no potinho de ingredientes pra essa receita. Não pode faltar amor também. Muito amor. Com os amigos, com a família, com os animais de estimação, com os desconhecidos. Vamos que vamos! \o/

Brinde a 2014

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Um vento e um túnel do tempo

Komodos | Maionese

Hoje me bateu um daqueles momentos repentinos, em que todo o cenário a nossa volta se transforma, feito animação 3D um tanto tosca, dessas de propaganda de banco. Ao piscar os olhos, revi as antigas árvores em frente ao ponto de ônibus, o pipoqueiro e a banca de jornal, o vem-e-vai das mães buscando seus filhos na escola. E naquele momento, há 10 anos, eu pegava o ônibus rumo à faculdade.

Meu “momento nostalgia” me levou para o comecinho dos anos 2000. Incrível como uma determinada combinação de fatores é capaz de criar uma espécie de túnel do tempo, assim, num sopro. O ventinho + a cor do céu e a sensação de estar sem compromisso às 16h de uma terça-feira em novembro. Gostaria de evitar o clichê mas não dá: quanta coisa já aconteceu de lá pra cá – e quanto ainda há de vir.

Às vezes parece que a faculdade de História, os 4 ônibus diários para o Maracanâ, a volta pra casa fazendo baldeação na Central do Brasil, e tantos outros pormenores peculiares, fizeram parte de outra vida. É como se houvesse uma outra Raquel aqui dentro, acessada eventualmente quando batem esses ventos nostálgicos. Ao passar pela UERJ bate sempre aquela sensação estranha de ver um lugar que fez parte da minha vida diariamente durante cinco anos. Hoje em dia é apenas um prédio cinza, cheio de rampas e lanchonetes nos andares. E quando passo por lá, vejo nitidamente jovens que certamente sentam nas cadeiras onde sentei com meus amigos, e que após as aulas vão pro Loreninha tomar uma cerva enquanto rola a bola na tela da tevê.

Choppada | Maionese

Em um passado não muito distante a gente ainda copiava no caderno o que o professor falava em sala. Ainda xerocávamos livros e íamos pesquisar na Biblioteca Nacional. Recentemente cursei uma nova faculdade e o panorama já era bem diferente, com tablets e pessoas fotografando o quadro negro. Fico pensando: como seria estudar a formação dos estados nacionais nos dias de hoje? E as aulas sobre Bramanismo? Confesso que tenho certa curiosidade. E saudade.

UERJ | Maionese

Desafio 30 Days Writing Challenge

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Comentaristas de notícias

Comentaristas da internet

 

O site Como Eu Realmente entrou pra minha lista de favoritos por conta das tirinhas atuais e inteligentes que são publicadas por lá. E em tempos de discussões quentes na rede (PEC 37, Passe Livre, Feliciano e sua Cura Gay…) a gente consegue provocar o melhor e o pior no ser humano.

Eu sei que todos tem o direito de se manifestar, de expressar suas opiniões. Infelizmente, esse direito nos obriga a ler muitas bobagens por aí. Vocês provavelmente já ouviram alguém falar sobre o circo dos horrores que é comentário de G1 da vida. Desconfio até que existam “profissionais” nessa área, já que volta e meia vemos os mesmos “personagens” berrando nas caixas de comentários dos sites. Carência? Insegurança? Vai saber…

Meu cérebro derrete quando leio algumas coisas por aí. Me bate também um misto de tristeza e falta de esperança na humanidade.

E eu poderia até dizer “ahhh é só não ler essas coisas”. Infelizmente a gente sabe que, no fundo, muita gente pensa essas aberrações (só não colocam pra fora).

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