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Sobre “tirar o pé do acelerador”

imagem daqui

A coisa funciona mais ou menos assim: sou uma pessoa que não para de pensar um segundo. É difícil simplesmente “desplugar” e me concentrar em uma única tarefa. Acho que isso explica o por quê de certas leituras não engatarem, a não ser que seja um livro daqueles que ninguém consegue largar. O mesmo vale para filmes e séries. Tá, eu sei que vivemos tempos onde a informação vem de todos os lados. Você tá pingando de sono já deitado mas sempre arruma mais uns minutinhos pra ver o que tá rolando no Instagram. Diz se por aí não rola esse tipo de coisa?

Somado ao fato de que acabo me envolvendo em duzentos mil projetos ao mesmo tempo, tem um plus: sou uma pessoa bastante ansiosa. Daquelas que já traçam todo um cenário de caos bem antes de uma determinada coisa acontecer. Aquela coisa de sofrer por ansiedade, sabe? Daí, peço a vocês pra traçar um cenário: coisas pra fazer + ansiedade. Vontade de fazer tudo acontecer, ao mesmo tempo.

Logicamente, essa loucura toda não anda me fazendo bem. Acordo cedo e durmo tarde, numa tentativa louca de fazer tudo caber nas poucas horas em que estou acordada. O trabalho, que anda cada vez mais puxado, me distrai de um jeito que não vejo o dia passar. Ao passo em que sinto que não sobra tempo para as coisas que nos distraem. A série fica pra hora em que eu devia estar dormindo, o livro perde espaço na vida e outras coisas legais como cozinhar (que adoro) e ver bonitezas estão cada vez mais espremidas. Acabo me sacrificando pra poder fazer coisas que deveria fazer sem nenhuma pressão. Não tá certo.

Quando pedi demissão do meu penúltimo emprego, há quase 2 anos, assumi um novo lifestyle. Um modus operandi que me permitira cuidar do corpo e da mente. E assim fui fazendo, até perceber que as coisas começaram a ficar corridas demais. É assim que me sinto nesse momento, meio sufocada por estar sempre planejando o próximo passo. Por isso, resolvi dar aquela respirada. Aquele stop forçado, como o mergulho no mar gelado que cura todos os males do corpo e da alma. Vá devagar, Raquel. quem quer abraçar o mundo acaba não dando conta de nada.

A melhor parte de se conhecer tão bem é exatamente saber quando você precisa de um pouco mais de paz e calma.

A felicidade que vemos nas redes sociais

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Meio mundo compartilhou esse link aqui. O legal de ter acompanhado esse movimento foi notar que diferentes tipos de perfis, acompanhados de opiniões quase que unânimes, divulgaram o vídeo. Em alguns casos foi até curioso perceber que ‘aquela’ pessoa tinha um discursos super ‘o amor está em você’ acompanhando o post, sendo que no tete-à-tete a coisa é bem diferente. E nem é só com você…

https://www.youtube.com/watch?v=QxVZYiJKl1Y

Bom, mas voltando ao vídeo porque não, não vou entrar numa de julgar os outros, pelo menos não aqui no blog… O curta intitulado ‘What’s On Your Mind?’ conta a história de alguém que poderia ser eu, você, o amiguinho da escola que você reencontrou depois de anos no Orkut. A personagem se vê diante do computador, numa dessas noites em que todos estão em alguma festa incrível, jantando uma maravilha, viajando, e você tá em casa, esparramado no sofá, vendo televisão. Quem nunca se viu nessa situação e se sentiu mal nem que fosse por alguns minutos? Aquela sensação de que todo mundo é muito mais feliz do que você, que tá ali com cream cracker velho e requeijão?

O curta segue adiante e nos mostra um personagem que resolve ser feliz também, fantasiando na rede social tudo aquilo que realmente acontece com ele. Pneu furado? Vira uma corrida incrível. Demissão? Que nada, pediu as contas em grande estilo! Resumindo: aquela eterna necessidade do ser humano de sair por cima. Porque só os losers contam as derrotas para os outros, certo?

Em tempos rasos onde tanta gente anda sendo superficial, mais vale uma vitrine cheia de conquistas do que um muro das lamentações. Se você reclama muito, desabafa, é um chato deprê, ninguém quer ser seu amigo. O curioso é que as mesmas pessoas que criticam os ‘revoltados’ também criticam os felizes demais (mesmo que seja fake). Tempos difíceis, onde ninguém sabe o que quer…

A conclusão que tiro disso tudo? O problema não é a grama do vizinho (aparentar) ser mais verde – por mais que seja fake e você saiba disso; a questão a gente realmente não abraçar a causa da felicidade. ‘Seja aquela pessoa pela qual você se apaixonaria’, diz uma imagem fofa compartilhada no Instagram. Mas, que tipo de pessoa é essa? Uma pessoa sincera que, de vez em quando é desagradável? O ombro-amigo que dá colo sempre que todos precisam? O comediante que tem uma vida leve e brincalhona, assim como os memes que inundam sua timeline? São muitos tipos de pessoas que podemos ser. Será que esse é o tipo de pessoa que o mundo quer?

Deu nó na sua cabeça todo esse papo? Conta pra mim! :)

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Truth Facts: verdades verdadeiras com uma pitada de sarcasmo

Truth Facts | Maionese

Quem não adora um bobeirol de vez em quando, não é mesmo? Melhor ainda quando é feito de forma criativa e interessante. Outro dia conheci o projeto Truth Facts, uma série ilustrada que retrata as “verdades verdadeiras” que acontecem na vida do vizinho, da sua mãe, na sua vida.

Fiz uma seleção dos que achei mais engraçados, quem nunca passou por uma dessas, né?

Truth Facts | Maionese

Truth Facts | Maionese

Truth Facts | Maionese

Truth Facts | Maionese

Truth Facts | Maionese

Truth Facts | Maionese

Truth Facts | Maionese

O projeto está hospedado em um site também muito divertido, chamado Kind of Normal. Pra se perder por hooooras navegando!

Via Abduzeedo.

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Feito gato em cima do muro

Be What You Are |Maionese
Via Pinterest

Desde que me entendo por gente, tenho dificuldade de aceitar pessoas do tipo “em cima do muro”. Sabe aquele papo “precisamos respeitar as pessoas como elas são”? Bla bla bla bla bla meu cooh. Sejamos honestos: nós NUNCA aceitamos o outro como ele realmente é. Pode ser que você tolere. Ou não. Fato é: vamos sempre ter uma opinião sobre o outro. É essa opinião que nos aproxima ainda mais de uns e nos repele de outros. Tem gente que vai gostar de você. E tem gente que não vai gostar. A vida é simplesmente assim.

Aquele papo furado de “não julgar ao próximo”. Quem não julga, meu Deus? É assim que (in)felizmente vamos escolhendo as pessoas dos nossos círculos de convivência diária. Seja porque temos interesse em crescer de alguma forma ao lado dos escolhidos (seja de forma positiva ou parasita) ou porque apenas gostamos de estar ao lado de determinada pessoa. É pelo papo, pelas ideias, pelas bandeiras que a pessoa levanta. Em um tempo como o nosso, onde não há chance para o desperdício, não buscamos o conflito, o embate… que estejam a nossa volta àqueles que massageiem o nosso ego de alguma forma.

E nesse mundo de imparcialidades, consigo visualizar alguns tipos bem comuns. Há os “políticos”, que apenas sorriem e acenam para tudo e todos. Em geral, são sempre muito legais, queridos e ao mesmo tempo fechados. A gente nunca sabe o que acontece ali dentro. Talvez nem a própria pessoa saiba. Há também aqueles que levam e trazem informações, tipo o corvo do Game of Thrones. Ele diz que não se mete mas sem querer joga um pouco aqui e acolá. Esses são os mais perigosos, na minha opinião. E, por fim, há as amebas: não sorriem, não acenam, não fazem fofoca… será que respiram? Se alimentam de luz?

E nesse mundo tão cheio de “mais amor por favor”, as pessoas confundem essa omissão, essa ausência de opinião, com respeito ao próximo. Acho que não há nada pior na nossa geração do que esse sentimento coletivo de não querer levantar bandeiras. Falar de política no Face? Ain, não, não quero ser polêmico. Dar um conselho sincero pro amigo que tá nitidamente angustiado? Pra que, com o tempo passa… E assim vamos perpetuando o ser humano apático, superficial ao extremo. Carinhoso e emotivo no chat do WhatsApp mas que, ao vivo, não te olha nos olhos. Nem que seja pra falar “eu não quero mais saber de você”.

E nesse mundo repleto de gente que evita a fadiga, vamos seguindo cada vez mais superficiais, alheios e vazios. Vivendo a segunda, a terça, a quarta, pensando no chopp de quinta, sexta, reclamando no domingo e assim por diante. Em tempos de coisas tão belas, gente sem vida. Sem brilho. Sem coragem pra ser aquilo que se é.

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Ahhh o barulinho do ICQ…

Gurs Morais | Maionese

Nostalgia: aquele misto de saudosismo gostoso que bate quando a gente se vê imerso em um emaranhado de lembranças, misturado com o lamento em relação aos indivíduos que nunca vão saber como foi tal coisa.

Conheci o trabalho do Gus Morais por indicação do Pedro, o marido. Ao fuçar o site do publicitário por formação e ilustrador por vocação, me dei conta de que já tinha visto algumas tirinhas do rapaz circulando pelo Facebook. Com um constante olhar ácido e bastante consciente, ele faz críticas a situações cotidianas com um olhar “apocalíptico” e poético.

Pra quem quiser acompanhar, suas tirinhas saem mensalmente na coluna Tec da Folha de S.Paulo: Bytes de Memória. Vale conhecer também: site oficial | Facebook.

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Instagram da vida real

Real Life Instagram | Maionese

Há alguns anos, fiz um curso de fotografia e uma das coisas que o professor comentou com a gente foi a seguinte: é preciso treinar o olhar, já que tudo, absolutamente tudo, pode ser “fotografável”. Desde então, nos lugares mais “nada a ver”, fico olhando ao redor, enxergando fotografia em tudo. Nem sempre tenho uma câmera a mão para o clique mas fica aquela fotografia “impressa” no meu cérebro.

Hoje em dia, com o advento Instagram (e seus filtros que deixam tudo mais bonito), essa teoria do meu professor lá atrás faz ainda mais sentido. Acredito que o Bruno Ribeiro (@nitchows) tenha viajado um pouco nessa ideia quando criou um projeto que disponibilizou nas ruas filtros similares ao do Instagram, para que as pessoas pudessem usá-los em suas fotos – sem necessariamente usar o aplicativo. O projeto se chama Real Life Instagram e tem chamado bastante atenção das pessoas.

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Veja mais fotos do projeto Real Life Instagram aqui: http://reallifeinstagram.com/

Via Follow The Colours.

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