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diário da minha vida

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Calma, vai ficar tudo bem…

Nunca ouvi tanto essa frase em tão pouco tempo.

Mas antes, vou contar uma história, uma breve história de como as coisas aparecem “do nada” e você é obrigado a tomar uma atitude.

O dia: 31 de dezembro. Toda aquela agitação pra festa de Revéillon, a primeira festa na vida de quem sempre tá viajando nessa data ou então comemorando na casa de amigos. Pela primeira vez eu ia passar a minha noite de Ano Novo ao lado de um monte de gente desconhecida, com garrafas de champanhe nem tão barato assim nas mãos. Eu estava bastante animada, mesmo com a chuva e com o calor, isso mesmo, verão no Rio de Janeiro tem disso, um calor do caramba, umidade lá em cima, frizz no cabelo, pele brilhando. Complicado manter a dignidade desse jeito, né?

Ao me arrumar, percebi que os dedos do meu pé esquerdo não me obedeciam. O que era uma coisa boba, ajeitar os dedos na sandália e tal, simplesmente não acontecia. Eu não conseguia movimentar meus dedos pra cima. Na hora deixei pra lá, pensei “ahhh, foi aquela topada que eu dei na cama outro dia”. Logo depois, veio meu aniversário, aquela festa bonita que eu compartilhei aqui. Isso foi no final de semana seguinte à festa de Ano Novo. Percebi que o pé tava pesando mais do que devia, meio molenga. Na hora, matei a charada: “Houston, we DO have a problem”. Na primeira segunda-feira pós festejos, corri pro ortopedista. Nada quebrado, vamos checar as partes moles. Exame pra cá, exame pra lá, a maldita dor no joelho de volta. E que dor. E aí eu lembro que essa dor já me acompanhava desde o Carnaval de 2011 e esporadicamente dava sinais de vida. Uma dor estilo fisgada, que queima e arde, uma dor que eu não devia ter ignorado.

Depois de muitas idas aos médicos (ortopedista e neurologista) matamos a charada: havia um cisto no meio do caminho. No meio do caminho havia um cisto, que causou compressão no meu nervo e todo esse transtorno. O tratamento? Cirúrgico.

Na hora você pensa “puta que pariu, por que eu?”. Existem coisas mais graves? Com certeza e eu dou graças a Deus que é só um cisto porque sempre pode ser pior, né? Mas quem curte uma cirurgia? Um monte de exames, a ideia de que alguém vai abrir um pedacinho seu, a constatação de que você tem um problema? Sempre fui super saudável – ultimamente nem tanto – e nunca quebrei nada, nenhuma cicatriz. De repente, me vejo aqui, em um jejum, prestes a seguir pro hospital pra retirada desse pequeno alien de 3 cm.

Enfim, eu queria dar parabéns pra quem lida com a palavra “cirurgia” de boa. Pra quem não fica com medinho de tomar anestesia na espinha, essas coisas. Vocês que tiram-botam-botam-tiram silicone e tudo mais, meus parabéns. Porque eu tô aqui me borrando de medo dessa coisa toda de roupão que deixa o bumbum de fora.

OBS: Uma vez ouvi de um médico, que fez dos exames bizarros pra descobrir o problema (o exame consistia em dar choques em áreas do corpo, algo que se assemelha à tortura chinesa): “menina, você tem tanta tatuagem que isso aqui é pinto”. E eu de frescura. Arram.

Mas enfim, a lição do He Man que eu quero compartilhar… BRINCADEIRA, o que eu quero falar com isso tudo é meio que dar um conselho pra vocês. Não ignorem os sinais do corpo. Doeu? Vá ao médico ver o que pode ser. Pode ser um cisto, pode ser nada, como pode ser algo mais sério. Confiem nos profissionais que cuidam da nossa saúde, deixem de pensar “relaxa, gata, sempre falam que é virose, vou tomar uma Aspirina”. Investiguem, por mais chato que possa ser ir em vários médicos em busca de um diagnóstico. Como diz aquele livro, “o corpo fala”. Às vezes, ele grita.

E eu sempre digo que a gente aprende coisas com a dificuldade. Nesse exato momento, eu já penso no que vou fazer quando sair dessa cirurgia. Além da fisioterapia, vou finalmente realizar um plano antigo: fazer natação. Se eu pudesse, faria spinning, body pump, running, yoga, pilates, tudo junto. Mas cadê tempo? Cadê academia BACANUDA a um precinho camarada perto do trabalho? No hay.

Um beijo pra vocês! Na volta, vou encher esse blog de posts sobre a Argentina e Uruguai – que eu tô devendo pra vocês. Preparem-se pra muita comida, comida, comida, comida e paisagens.