sem cebola, sem pickles.
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re-post: war é amor
Sep 13th
(Imaginem só: você mora num lugar onde tudo parece um cenário de filme, estilo Show de Truman. Imaginaram? Então, é mais ou menos isso. E por favor, relevem certas informaçõe do texto pois é antigo, viu?)
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No último post, comentei sobre o feriado do 4 de julho aqui nos Estados Unidos e sobre como é estranho ter a impressão de que estou num documentário do History Channel, com pessoas vestidas de azul, vermelho e branco, acenando bandeiras do primo rico, com queima de fogos maior que no ano novo, chegando mesmo perto do nosso famoso reveillón em Copacabana, a princesinha do mar.
O assunto me levou a pensar no por quê de revirarmos os olhos quando falamos deles e sobre como é chata essa tradição bélica. Pois bem, como um assunto puxa o outro, acabei lembrando de uma coisa.
War
A primeira vez que vi o jogo, eu era muito pequena e assistia Xou da Xuxa. Mas meus vizinhos eram grandinhos e viviam no corredor do prédio em meio a jogos de tabuleiro. Banco Imobiliário e suas notinhas que sempre sumiam, Jogo da Vida, Detetive… Claro que teve a época do Atari, Phantom e do RPG também… Mas quando rolava o War… A coisa era séria.
E eu não entendia direito o jogo, como eu disse, na época eu era muito novinha e estava mais interessada no desenho dos Ursinhos Carinhosos ou na minha coleção da Moranguinho. Mas, o tempo foi passando e os vizinhos, já crescidinhos, continuavam jogando aquela coisa. De vez em quando rolavam uns gritos, briga e eu comecei a ficar curiosa. Até que entendi o motivo pra tantas emoções.
Um belo dia, meu irmão e eu ganhamos um War de Natal e foi tipo a_glória. Lembro que ganhamos o War II, que vinha com aqueles aviões. Nunca fui muito fã deles porque de uma vez só te arrancava dois mil exércitos, então tinha vezes que a gente mudava a regra e não usava os dito-cujos. Foram tardes e noites jogando aquele troço. E podia vir a mãe, o pai, quem fosse pedir pra guardar tudo e ir pra cama que não dava certo, entrava por um ouvido e saía por outro. Até o dia em que meu irmão emprestou o diabo pra um amiguinho da escola e a caixinha preta nunca mais foi vista.
Fiquei triste por um tempo porque o jogo era mais MEU do que do meu irmão mas superei o trauma. Cresci mais, ganhamos um Mega Drive, viciei nuns jogos lá e esqueci para sempre o tal mapa com países e cidades que até então eram desconhecidos para mim.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas e depois de “grande”, já na faculdade, quem me aparece no Centro Acadêmico? O War. E em vez de irmos para o bar ou de assistirmos aula, era no C.A. que passávamos um bom tempo jogando. E, impressionante, como sempre dava merda.
Sempre rolavam aquelas alianças imbecis, que volta e meia terminavam em traição, com direito à risadinha maléfica ao revelar o objetivo. E os roubos de pecinhas, e a troca de cartas por debaixo da mesa. Lembro muito quando tinha casal na mesa. Impressionante como SEMPRE dava briga. SEMPRE. E do jogo, a briga ia sempre pro fim de semana em que o namorado deixou a namorada em casa pra ir ver o Campeonato Brasileiro na casa do Jorginho porque ele tinha Pay Per View. Ou do dia em que a guria inventou de ir no shopping e passou horas na Renner.
Mas uma coisa que eu sempre lembro quando penso em War era do “terremoto”. Sabe quando nada dá certo, os dados não ajudam e você está quase perdendo, com meia dúzia de exércitos, sem direito a pegar pelo menos uns quatro na troca de cartas e aí você olha pro amigo, ele tem tipo duzentas bolinhas vermelhas espalhadas pelo mundo e, dois continentes dominados e tá prestes a bater o objetivo? O que te dá vontade de fazer? Sair correndo? Convencer toda a mesa a reiniciar o jogo? Fazer um despacho pra da próxima vez ter mais sorte? Ou simplesmente sacudir o mapa com tudo em cima e deixar todo mundo com raiva?
Era o que o povo fazia. Terremoto. Ia peça pra tudo quanto é lado e ninguém tinha mais saco pra nada. Daí olhavamos pro relógio, víamos que já era quase dez da noite e que a aula já tinha acabado e nosso material estava lá, abandonado nas cadeiras. Quando íamos pra sala de aula.
Mãe, desculpa. Pai, eu me formei com CR bom. Graças ao War.
(postado originalmente em 06/07/2008)
bla bla bla
Apr 26th
Queria tirar o domingo para não fazer absolutamente nada. Queria pegar os livros e textos que estão me esperando aqui em cima da mesa e, de alguma forma, inserir todo o conteúdo dos mesmos, de maneira mágica, no meu cérebro, puxando todas as informações necessárias no momento em que eu precisar de uma resposta pras questões da prova.
O lance é que esse papo de semana de provas sempre me assusta. Pensando bem, por que temos tanto medo de falhar na avaliação se frequentamos as aulas, fizemos anotações e questionamentos? Esquecemos TUDO? Nahhh, alguma coisa sempre fica nas gavetinhas da memória.
Acho que o desespero coletivo te envolve e por mais seguro que você esteja sempre bate aque aquele pingo de medo na hora H. “Será que serei capaz de fazer essa prova ou vai me bater um branco?” Daí toda a pressão psicológica em amontoar as fontes de conhecimento e, de algum modo, decorar tudo aquilo. “Agora sim, eu aprendi”.
Entre o sim e o não, vou tirar o domingo para dar uma olhada no conteúdo das 6 disciplinas. Uma coisa en passant, pra pelo menos arejar aqui dentro e não chegar amanhã na sala de aula com cara de boi lambeu. O que não significa que arrancarei os cabelos por achar que é muita coisa. Muita coisa que ouvi já, isso é certo! Na hora a gente sempre dá conta!
O negócio é não fugir da responsabilidade. Fez o seu? Então por que não fazer um tiquinho mais? Um 0,1%? No final, faz a diferença. É o detalhe que faz acontecer.






