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	<title>maionese &#187; faculdade</title>
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	<description>sem cebola, sem pickles.</description>
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		<title>re-post: war é amor</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 13:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
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		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
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		<description><![CDATA[(Imaginem só: você mora num lugar onde tudo parece um cenário de filme, estilo Show de Truman. Imaginaram? Então, é mais ou menos isso. E por favor, relevem certas informaçõe do texto pois é antigo, viu?) . No último post, comentei sobre o feriado do 4 de julho aqui nos Estados Unidos e sobre como é estranho ter a impressão de que estou num documentário do History Channel, com pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Imaginem só: você mora num lugar onde tudo parece um cenário de filme, estilo <strong>Show de Truman</strong>. Imaginaram? Então, é mais ou menos isso. E por favor, relevem certas informaçõe do texto pois é <strong><span style="text-decoration: underline;">antigo</span></strong>, viu?)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>.<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">No último post, comentei sobre o feriado do 4 de julho aqui nos Estados Unidos e sobre como é estranho ter a impressão de que estou num documentário do History Channel, com pessoas vestidas de azul, vermelho e branco, acenando bandeiras do primo rico, com queima de fogos maior que no ano novo, chegando mesmo perto do nosso famoso reveillón em Copacabana, a princesinha do mar.<span style="text-decoration: line-through;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">O assunto me levou a pensar no por quê de revirarmos os olhos quando falamos deles e sobre como é chata essa tradição bélica. Pois bem, como um assunto puxa o outro, acabei lembrando de uma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://sempickles.com/maionese/wp-content/uploads/2009/09/war.jpg" rel="lightbox[598]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1431" title="war" src="http://sempickles.com/maionese/wp-content/uploads/2009/09/war.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;">War</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira vez que vi o jogo, eu era muito pequena e assistia Xou da Xuxa. Mas meus vizinhos eram grandinhos e viviam no corredor do prédio em meio a jogos de tabuleiro. Banco Imobiliário e suas notinhas que sempre sumiam, Jogo da Vida, Detetive&#8230; Claro que teve a época do Atari, Phantom e do RPG também&#8230; Mas quando rolava o War&#8230; A coisa era séria.</p>
<p style="text-align: justify;">E eu não entendia direito o jogo, como eu disse, na época eu era muito novinha e estava mais interessada no desenho dos Ursinhos Carinhosos ou na minha coleção da Moranguinho. Mas, o tempo foi passando e os vizinhos, já crescidinhos, continuavam jogando aquela coisa. De vez em quando rolavam uns gritos, briga e eu comecei a ficar curiosa. Até que entendi o motivo pra tantas emoções.</p>
<p style="text-align: justify;">Um belo dia, meu irmão e eu ganhamos um War de Natal e foi tipo a_glória. Lembro que ganhamos o War II, que vinha com aqueles aviões. Nunca fui muito fã deles porque de uma vez só te arrancava dois mil exércitos, então tinha vezes que a gente mudava a regra e não usava os dito-cujos. Foram tardes e noites jogando aquele troço. E podia vir a mãe, o pai, quem fosse pedir pra guardar tudo e ir pra cama que não dava certo, entrava por um ouvido e saía por outro. Até o dia em que meu irmão emprestou o diabo pra um amiguinho da escola e a caixinha preta nunca mais foi vista.</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei triste por um tempo porque o jogo era mais MEU do que do meu irmão mas superei o trauma. Cresci mais, ganhamos um Mega Drive, viciei nuns jogos lá e esqueci para sempre o tal mapa com países e cidades que até então eram desconhecidos para mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a vida é uma caixinha de surpresas e depois de &#8220;grande&#8221;, já na faculdade, quem me aparece no Centro Acadêmico? O War. E em vez de irmos para o bar ou de assistirmos aula, era no C.A. que passávamos um bom tempo jogando. E, impressionante, como sempre dava merda.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre rolavam aquelas alianças imbecis, que volta e meia terminavam em traição, com direito à risadinha maléfica ao revelar o objetivo. E os roubos de pecinhas, e a troca de cartas por debaixo da mesa. Lembro muito quando tinha casal na mesa. Impressionante como SEMPRE dava briga. SEMPRE. E do jogo, a briga ia sempre pro fim de semana em que o namorado deixou a namorada em casa pra ir ver o Campeonato Brasileiro na casa do Jorginho porque ele tinha Pay Per View. Ou do dia em que a guria inventou de ir no shopping e passou horas na Renner.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas uma coisa que eu sempre lembro quando penso em War era do &#8220;terremoto&#8221;. Sabe quando nada dá certo, os dados não ajudam e você está quase perdendo, com meia dúzia de exércitos, sem direito a pegar pelo menos uns quatro na troca de cartas e aí você olha pro amigo, ele tem tipo duzentas bolinhas vermelhas espalhadas pelo mundo e, dois continentes dominados e tá prestes a bater o objetivo? O que te dá vontade de fazer? Sair correndo? Convencer toda a mesa a reiniciar o jogo? Fazer um despacho pra da próxima vez ter mais sorte? Ou simplesmente sacudir o mapa com tudo em cima e deixar todo mundo com raiva?</p>
<p style="text-align: justify;">Era o que o povo fazia. Terremoto. Ia peça pra tudo quanto é lado e ninguém tinha mais saco pra nada. Daí olhavamos pro relógio, víamos que já era quase dez da noite e que a aula já tinha acabado e nosso material estava lá, abandonado nas cadeiras. Quando íamos pra sala de aula.</p>
<p style="text-align: justify;">Mãe, desculpa. Pai, eu me formei com CR bom. Graças ao War.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(postado originalmente em 06/07/2008)</em></p>
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		<title>bla bla bla</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 12:43:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversas]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[papo sério]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://sempickles.com/maionese/wp-content/uploads/2009/04/things-happen1.png" rel="lightbox[160]"><img class="aligncenter size-full wp-image-505" title="things happen" src="http://sempickles.com/maionese/wp-content/uploads/2009/04/things-happen1.png" alt="things happen" width="364" height="480" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Queria tirar o domingo para não fazer absolutamente nada. Queria pegar os livros e textos que estão me esperando aqui em cima da mesa e, de alguma forma, inserir todo o conteúdo dos mesmos, de maneira mágica, no meu cérebro, puxando todas as informações necessárias no momento em que eu precisar de uma resposta pras questões da prova.</p>
<p style="text-align: justify;">O lance é que esse papo de semana de provas sempre me assusta. Pensando bem, por que temos tanto medo de falhar na avaliação se frequentamos as aulas, fizemos anotações e questionamentos? Esquecemos TUDO? Nahhh, alguma coisa sempre fica nas gavetinhas da memória.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que o desespero coletivo te envolve e por mais seguro que você esteja sempre bate aque aquele pingo de medo na hora H. <em>&#8220;Será que serei capaz de fazer essa prova ou vai me bater um branco?&#8221;</em> Daí toda a pressão psicológica em amontoar as fontes de conhecimento e, de algum modo, decorar tudo aquilo.<em> &#8220;Agora sim, eu aprendi&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre o sim e o não, vou tirar o domingo para dar uma olhada no conteúdo das 6 disciplinas. Uma coisa <em>en passant</em>, pra pelo menos arejar aqui dentro e não chegar amanhã na sala de aula com cara de boi lambeu. O que não significa que arrancarei os cabelos por achar que é muita coisa. Muita coisa que ouvi já, isso é certo! Na hora a gente sempre dá conta!</p>
<p style="text-align: justify;">O negócio é não fugir da responsabilidade. Fez o seu? Então por que não fazer um tiquinho mais? Um 0,1%? No final, faz a diferença. É o detalhe que faz acontecer.</p>
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