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conversas, pra gente

Sobre o meu novo cabelinho

A última vez que tive cabelo curto, assim, na altura do queixo, foi na infância. Se eu encontrar a foto, juro que publico aqui. Lembro perfeitamente da ocasião, eu estava fazendo a Primeira Comunhão (rs) e tava toda linda (só que não) parecendo uma pomba da paz vestida de branco, uma roupa padrão (todas as crianças tinham que usar o mesmo modelo, em linho e talz) e eu com aquele capacete graças ao bom gosto da moça que cortava o cabelo da família. Sério, dignidade zero. Coitada da Raquel de 8 anos.

A vida foi passando e eu nunca mais me atrevi a cortar as madeixas acima dos ombros. Vivi uma adolescência sem escova progressiva e olha, que coragem que era usar os cabelos naturais. Você tinha que ser muito segura de si ou então virar escrava dos creminhos de pentear. Foi uma época difícil para a jovem Raquel, lidando com caracóis ruivos e revoltos.

Há algum tempo venho trabalhando minha minha autoestima em relação ao meu visual. Sabe aquela coisa de se sentir feia por que você não preenche um determinado padrão? Aquela coisa de ter cabelo comprido, liso de preferência… Comecei a cansar do corte, que pesava em mim. Comecei a me imaginar diferente do que eu vinha sendo há anos. Pensei em tingir os cabelos, mas não seria suficiente. Eu precisava remodelar a coisa toda. E foi assim que sentei na cadeira do Felipe (meu amado cabeleireiro) e assim cortamos 15 centímetros de fios. Assim surgiu uma Raquel de cabelos curtos, segura de si.

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Nas palavras do Felipe, eu assumia um cabelo com personalidade. E vou dizer que não foi difícil dar cabo de tanto cabelo. Ainda é curioso encontrar algumas pessoas que sempre me viram de cabelo grande e lidar com a cara de espanto delas. Muitas dizem que ficou bem melhor, que meu rosto agora aparece mais, está mais leve. Eu confesso que estou gostando muito e já cheguei a me perguntar por que não cortei antes. Mas sabe, acho que não teria o mesmo significado se fosse assim, de um jeito aleatório. Esse corte veio na hora certa, em uma fase em que estou muito de bem comigo mesma. Não é apenas um corte, é mais do que isso.

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Dupla-exposição por Miki Takahashi
bonitezas

Utakata: o ensaio em dupla-exposição de Miki Takahashi

Talvez vocês não saibam mas há alguns anos me aventurei numas de estudar fotografia. Fiz alguns cursinhos, na época a gente mexia muito com fotografia analógica. Recordo-me com muito carinho de um ensaio que fizemos no Jardim Botânico, levamos vários rolinhos para os experimentos e cheguei a revelar alguns deles (guardo as fotos com muito carinho). Tô contanto disso tudo apenas pra dizer que esse é um hobby que deixei “pra trás” mas estou sempre de olho em trabalhos, suspirando daqui e dali.

Quando vi o ensaio da artista Miki Takahashi, fiquei encantada com sua série em dupla exposição. Intitulada Utakata, a série fotográfica mescla auto-retratos com fragmentos de seu cotidiano: flores, chuva, paisagens. Em algumas imagens, apenas a silueta de Miki se revela por conta da aplicação das padronagens, resultado lindo toda vida!

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Dupla-exposição por Miki Takahashi

Dupla-exposição por Miki Takahashi

Não deixem de ver também seus outros ensaios: LookInside e In Urban Sense.

Via Trendland.

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conversas, variedades

TAG: 7 coisas

Sabe quando a pessoa “fura” dieta? Bom, essa sou eu no BEDA! Teve dia aí sem post, algumas coisinhas super importantes apareceram no meio do caminho e acabei não conseguindo produzir tanto conteúdo como gostaria. Ideia tem de sobra, mas falta tempo às vezes e prefiro não correr tanto, afinal nem é esse o propósito do desafio, né? Mas vamos ao que interessa, hoje tem post legal!

Vi essa TAG rolando no lindo Na Nossa Vida e me inspirei para falar sobre 7 coisas da vida. Percebi que muita gente curte esse tipo de postagem, eu mesma adoro ler esse tipo de post, é como se eu pudesse conhecer um pouco mais sobre quem tá escrevendo. Acabei aproveitando as categorias que a Isa (autora do Na Nossa Vida) usou e acrescentei mais algumas, espero que vocês gostem!

7 coisas para fazer antes de morrer

  • Correr uma meia-maratona
  • Adotar um cachorro.
  • Fazer a viagem pela costa da Califórnia (e dirigir em algum momento).
  • Ter uma festa de casamento (nem que seja um churrasquinho).
  • Conhecer o Bono Vox.
  • Ler 50 livros em um ano (RISOS).
  • Levar minha mãe para conhecer Portugal.

7 coisas que eu mais falo

  • “Gente”
  • “Tipo assim”
  • “Qualquer coisa”
  • “Tô com fome”
  • “Então”
  • “Né”
  • “Super fácil”

7 coisas que eu faço bem

  • Playlists
  • Brownie de chocolate
  • Drama
  • Escândalo
  • Cafuné
  • Faxina
  • Projetos

7 coisas que me encantam

 

  • Jardins floridos
  • Comida caseira
  • Cheiro de chuva
  • Cigarras cantando no fim da tarde
  • Shows em geral
  • Livros e filmes “com final feliz”
  • Bichinhos em geral

7 coisas que eu não gosto

  • Dobradinha (a comida)
  • Gente espaçosa
  • Calor (tipo o verão carioca)
  • Encher a cara e ficar de ressaca depois
  • Vendedor de loja inconveniente
  • Fazer relatório
  • Fazer faxina

7 coisas que eu amo

  • Meus filhotes felinos
  • Ficar em casa
  • Relembrar viagens e momentos felizes com Pedro
  • Visitar meus pais e avó
  • Correr à beira mar
  • Cozinhar sem pressa
  • Conhecer novos lugares

7 coisas para comer

  • Hambúrguer
  • Pastel bem recheado e gordinho
  • Massa com molho encorpado
  • Sorvete cremoso e sem gordura hidrogenada
  • Risoto com bastante manteiga
  • Pão crocante
  • Drinks geladinhos em um dia quente

7 coisas para enterrar no passado

  • Ex-namorado machista
  • Gente interesseira
  • Preguiça de ir pra academia
  • Culpa por alguma situação
  • Obsessão por ser magro como era quando novinho
  • Bullying sofrido na escola
  • Preconceitos

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Maionese no BEDA

Coisas Que Amei. Mais em http://sempickles.com/maionese.
coisas que amei

Coisas Que Amei: listas de coisas legais

Tá super em alta postagens com temática “lista”. Músicas, viagens, filmes, fontes… Não tenho nada contra e acho inclusive muito bacana e útil, dependendo do tema. Por isso, o post de hoje é dedicado a essas belezuras. Tem de tudo um pouco essa semana. Take a look!

A Cris do Entre Batons e Cafés fez uma lista divertida 15 clipes para relembrar a adolescência emo. Como sou véia, já tava grandinha nessa época e é curioso que essas músicas me lembram o comecinho da faculdade (não que eu ouvisse mas tava sempre tocando ao redor). Vale o clique!

✦ Adoro quando encontro listas de fontes bacanas para download. Tô sempre de olho nesse tipo de material para montar pecinhas para os blogs, então é sempre útil esse tipo de link. Melhor ainda quando são fontes gratuitas! Aqui tem uma listinha com 14 fontes que estão em alta.

✦ Inspiração pra decorar a casa é sempre bem-vinda, ainda mais quando a gente acabou de se mudar e tá redecorando o espaço. Tô sempre de olho em home offices já que trabalho nesse esquema e por isso amo links como esse daqui, a gente sempre tira uma coisa ou outra pra própria casinha.

✦ Tá faltando um pouco de inspiração? Coragem? Que tal uma lista com 30 frases motivacionais, pro dia ficar ainda melhor?

✦ Aviso logo que essa lista é perigosa. Corre o risco de você não conseguir fazer mais nada durante o dia, apenas acompanhar um monte de gente incrível. Saiu no BuzzFeed uma lista com mais de 20 ilustradores bacanas pra seguir no Instagram. Tem cada coisa linda, viu? Indicada pra quem quer dar um refresh na timeline.

✦ Ainda no assunto decoração, segue uma seleção de 30 pôsteres para download gratuito com temas infantis. Vou te falar que nem achei tão infantil assim e quis vários aqui em casa. Vale super o clique!

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Maionese no BEDA

conversas, www

Sobre o BEDA e outras coisinhas

(imagem do topo: daqui)

Nessa primeira semana de BEDA fiquei apenas 1 dia sem postar. Tava indo super bem porém fiquei agarrada na edição de um vídeo pro Gordelícias, veio Dia dos Pais, corrida, dormi horrores depois de correr meus primeiros 8km… enfim, não conseguiu me organizar tão bem pra deixar a semana redondinha. Ainda assim, estou curtindo muito fazer parte desse projeto. Conto pra vocês por quê.

Oportunidade de exercitar a escrita e a criatividade

Quantas vezes a gente acha que as ideias acabaram e que você não tem mais nada de útil pra colocar no papel? Daí, diante de um desafio como o BEDA, nota que há uma infinidade de coisas para se falar sobre. E que essas coisas podem surgir de um simples comentário no blog (uma dúvida ou sugestão deixados por alguém que leu seu post) ou mesmo desmembrando um assunto inicial em tantos outros. Quando vê, já tem pauta pra mais de um mês.

Organização de ideias

Tenho usado o Evernote para colocar as ideias no papel. Além do cronograma mensal que está impresso e rabiscado aqui na mesa, organizo nesse aplicativo as ideias que estão soltas em papeizinhos e também na minha cabeça. É bom quando a gente tudo “na mesa” e consegue remanejar os assuntos, pra não ficar repetitivo e, ao mesmo tempo, distribuindo bem o conteúdo pelo blog.

Pausa diária para fazer o que gosto

Sabe quando a gente diz que não tem tempo pra fazer certas coisas? Separo 1h do meu dia para produzir aqui no Maionese. Seja organizando o conteúdo, rascunhando novos posts ou ilustrando (coletando imagens, pesquisando…). Estou aproveitando o BEDA para me conectar ainda mais ao blog pois é uma forma de dar chance em meio à correria para pequenos prazeres (blogar é um deles).

Conhecer novos blogs

Os participantes do BEDA tem acesso a uma planilha onde todos os bloggers compartilham por dia seus posts. Tem sido uma delícia acompanhar alguns deles, infelizmente eu não consigo ler todos pois preciso focar em outros compromissos, porém tem sido uma delícia ~descobrir~ tanta gente bacana e competente. Esse tópico me leva ao próximo.

Perceber que ainda há gente que “bloga” por amor

Além de estar descobrindo novos blogs, tô tendo a oportunidade de concluir que sim, ainda existe uma boa quantidade de pessoas que escreve por amor. A vibe “blogger moleque” que a gente sempre comenta, sabe? Sem medo de soar jovenzinho demais, importando-se pouco com pautas ou obrigações com linhas editoriais, marcas… Escreve-se sobre filmes, livros, cotidiano. Escreve-se sobre pequenas coisas, rotinas, bonitezas. E tá sendo lindo acompanhar essa leveza na escrita.

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Estou encarando esse desafio da melhor maneira possível, sem me obrigar a nada. Compartilho o que curto, no meu tempo. Deu pra subir post todo dia? GREAT! Vai dar ruim e deixarei buraco algum dia? Paciência! O que vale mesmo é esse aprendizado que a gente tá tirando!

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Maionese no BEDA

conversas, run forrest run

Como se apaixonar por uma prática esportiva

Outro dia, conversando com uma amiga, ela me contava que ~me admirava~ porque tenho disposição pra acordar tão cedo no final de semana, muitas vezes nublado, frio, pra correr. Esse comentário é, talvez, o mais recorrente, a questão do “mérito” em levantar, vencendo a preguiça, a inércia, para colocar o corpo em movimento. Confesso que eu já pensei muito sobre o assunto, questionei (porque eu sempre questiono) se a coisa é realmente um mérito ou se é uma vontade que a gente passa a ter, como um hábito.

Cheguei a conclusão que o corpo passa a gostar do que encontra no final de uma prática esportiva, seja ela corrida, luta… É algo tão bom que compensa qualquer ~sacrifício~. Obrigada, endorfina!

Aliás, cabe aqui uma observação. Acredito que nada nessa vida deveria vir com o plus do sacrifício: um emprego, um relacionamento, uma reeducação alimentar. A gente é doutrinado desde cedo a batalhar pelas recompensas e isso é tão ruim! Sem amor, sem paixão, sem vontade, vira obrigação. O que era pra fazer bem acaba se transformando num fardo e pode ser que no final desse arco-íris não haja um pote de ouro te esperando. E aí, como fica? No donut for you!

No último domingo, participei da Olympikus Family Run, a prova de 6km que acompanha a Maratona do Rio de Janeiro. O clima não poderia ser melhor, já que é uma das provas mais importantes de corrida de rua do Brasil. Ali se reuniriam corredores profissionais e amadores, correndo 6 – 21 – 42 quilômetros. Pela primeira vez, corri os 6km sem caminhar e logicamente fui inundada por uma satisfação inexplicável. Deu vontade de chorar, deu vontade de gritar pra todo mundo. Pra mim, foi uma conquista maravilhosa, por tudo que o esporte trouxe pra minha vida. Esse seria um daqueles momentos onde as pessoas mandam o “você merece, treinou tanto”. Na verdade, é apenas o corpo se acostumando a uma atividade, que se repete tantas vezes que ele passa a curtir e responde de um jeito tão fantástico.

A Nike é uma marca que tem feito inúmeras campanhas focando em diferentes tipos de corredores. Uma das mais legais é a campanha “Better For It”, que mira certinho em iniciantes que acham impossível correr mais de 50 metros sem colocar o pulmão pra fora. Quantas vezes a gente já olhou pra uma determinada pessoa bombando na aula de spinning e pensou “nunca serei assim”? O vídeo abaixo fala exatamente sobre isso:

Você vai odiar aquele professor de localizada pela série absurda de abdominais. A de glúteos então, nem se fala. Também vai olhar para as esteiras ao redor e invejar loucamente aquele senhorzinho que corre tranquilamente 10km brincando. Ou então, vai se culpar pelo balé abandonado na infância quando estiver na aula de yoga, lamentando o encurtamento muscular. Mas, como tudo na vida, é preciso mirar nos benefícios, porque tudo na vida tem um lado bom (mesmo que não pareça). Segundo o Drauzio Varela, precisamos de pelo menos 30 minutos de exercícios por dia, para um ganho de qualidade de vida. E não digo aqui ficar sarado/magro/fit. Estamos falando de subir uma escada sem colocar os bofes pra fora, caminhar uma tarde inteira pelo shopping, ter mais disposição durante o dia.

Comece pegando leve: caminhe até a padaria ao invés de pegar o carro. Escolha uma aula coletiva na academia, que seja divertida. Aproveite aquela horinha do dia para cuidar de você. Encare o exercício não como uma punição pelo chocolate do fim de semana mas como um momento de carinho consigo.

Quando a gente aprende a curtir a trajetória, o fim ganha outro sentido.

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