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Canta Comigo
coisas que amei, música

NIVEA + Spotify = Canta Comigo

Alguns de vocês devem lembrar dos áureos tempos do Last.fm. Pra quem nunca ouviu falar, um breve resumo: trata-se de uma rede social onde, a partir dos seus players de música (na época Winamp e Windows Media Player bombavam) a plataforma puxa a lista de músicas que você ouve e faz um inventário do seu comportamento musical, sugerindo coisas parecidas e até cruzando as infos com de outros usuários (quem nunca entrou no perfil do amigo ou do crush e viu que não tinha nada a ver?). O tempo passou, o Last.fm ainda existe e o jogo continua parecido… Muita gente ainda fuxica o que o amiguinho escuta porque, vamos combinar, rola muuuuito aquela curiosidade em saber o que aquela pessoa linda tá ouvindo no radinho… Não sei vocês mas quando eu estava solteira fazia uma minuciosa investigação musical do crush. Rolaram algumas decepções musico-amorosas e foi triste. Mas também já deu muito certo (meu marido que o diga).

Esses dias recebi o release do Canta Comigo, projeto da NIVEA e Spotify aproveitando o gancho do Dia dos Namorados. Achei interessante e conto o por quê. Em ação inédita, o Spotify incluiu uma funcionalidade especial chamada “Canta Comigo”, que tem como objetivo aproximar pessoas a partir de suas afinidades musicais. E como isso funciona? Basta acessar a aplicação e o sistema fará uma análise dos usuários com as afinidades musicais mais próximas e, quando rolar aquele match, um chat será aberto pra que as pessoas possam conversar e panz.

Canta Comigo - NIVEA & Spotify

“Canta Comigo” já está disponível no hotsite www.niveacantacomigo.com.br e também pode ser acessado por um banner no próprio Spotify. Pra quem estiver com curiosidade, vale o clique!

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PS: pra quem quiser me seguir no Last.fm, é só clicar aqui. Eu ainda tenho conta e adoro aquilo lá! <3

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conversas

Sobre amizades de internet

imagem do topo: Wiertz Sébastien via Compfight cc

Há alguns dias venho matutando sobre esse assunto e confesso que esse post tinha uma vibe mais negativa e rancorosa, porém estou vindo de um fim de semana tão bom e gostoso, que me trouxe respostas interessantes para perguntas que eu me fazia há muito tempo.

Estou com 34 anos e há quase 20 anos vivo essa coisa de “estar na internet”. Lembro do exato dia em que acessei o IRC pela primeira vez, bem como um bate papo virtual, se não me engano foi o do UOL ou do falecido Zip.net. Em ambas as situações, estava na casa de uma amiga que tinha computador e internet em casa. Aos mais jovens: nem sempre foi essa coisa linda de apenas abrir o computador ou celular e TCHARAM, Facebook/Instagram/Snapchat, tudo funcionando lindamente. A gente rebolava pra conectar. A gente pagava caro pra dar close na web fora do pulso único. A gente sofria ~praquela~ merda funcionar. Pronto, encerro aqui o meu momento tiazona do pavê.

Da mesma forma, lembro do meu primeiro encontro com alguém da internet. Foi no shopping aqui do bairro, o nick do garoto era Farofa Carioca e eu achei legal o ~nome~ dele, mesmo sem saber que era a banda do Seu Jorge (não tinha Google pra gente buscar o significado das coisas). Ele veio com um amigo e foi chato, sem falar que ele não tinha nada a ver com a foto enviada. Aquela coisa, né? Quem nunca passou por isso? Foi tudo tão constrangedor… Por motivos óbvios, a gente nunca mais se falou e ponto final.

Pouco tempo depois, eu tinha o meu computador em casa, rolava aquela divisão básica com meu irmão. Muitas tentativas de estabelecer um horário de uso pra cada um, muitas brigas, muito esporro dos pais porque a conta telefônica estava vindo os olhos da cara, muito suor, muita lágrima derramada. Aos 17 anos arrumei um namoradinho no IRC, aos 18 conheci uma galera aqui do bairro pelos chats, sendo que boa parte deles é meu amigo até hoje. Meu irmão inclusive casou com uma paquera dele do canal Ilha, pra vocês terem noção das coisas. Aos 19 criei meu primeiro blog e por meio dele comecei a conhecer outras pessoas com blogs – a gente não tinha a alcunha de blogueiro porque isso era uma coisa que não existia. Você era alguém que tinha um blog. Não sei se consigo explicar a diferença. Ainda mantenho contato com algumas dessas pessoas e volta e meia surge uma conhecida daquela época, uma surpresa deliciosa quando a gente descobre os antigos nomes das pessoas (porque muita gente matou os blogs, matou os nicknames, essas coisas).

Ao longo de todos esses anos, conheci pessoas. Muitas pessoas. Analisando rapidamente o comportamento do usuário “lá de trás” e o de hoje, percebo que essa facilidade que temos para entrar em contato com um desconhecido é meio que a mesma. Bastava você mandar um “oi, quer teclar” pra pessoa e você começava uma conversa, estabelecia uma conexão. Trocava-se fotos, telefone, user no MSN, pronto… Nascia ali uma amizade, uma paquera, um lance. E aqui, aproveito para estender o debate pro seguinte fato: a (falsa/ingênua) sensação de que somos íntimos daquela pessoa que mal conhecemos.

Perdi as contas de quantas pessoas deixei entrar em minha vida e que um belo dia sumiram do mapa. E não falo só de casinhos ou flertes, falo de ~amizades~. Existem aquelas pessoas com as quais cruzamos na web e pela qual nutrimos uma certa admiração superficial, seja porque ela é bonita ou estilosa, divertida, tem um gosto musical parecido… A gente cria uma expectativa positiva, que pode ser correspondida ou não. Ao trocar meia dúzia de palavras, você vê que aquela pessoa é diferente. Com a mesma rapidez que a gente admira aquela pessoa, a gente acaba deletando na primeira ~decepção. Quem nunca, não é mesmo?

Esse tipo de descarte me faz pensar na fragilidade das relações nos dias de hoje. Sem querer ser aquela pessoa do “antigamente não era assim”, lembro que na escola rolavam umas fases com determinados amigos. Tinha época que eu era um grude com umas meninas, daí passavam uns meses e eu grudava em outras, o mesmo para minhas amigas. Mas bem ou mal, na escola a gente era obrigado a conviver por ser da mesma sala, da mesma série, por morar na mesma vizinhança. Na internet você simplesmente remove aquela pessoa da vida e foda-se. Confesso que me assusto com essa fugacidade, com a sensação de que enquanto somos um personagem, somos mais interessantes. Por mais que faça parte desse contexto praticamente desde os primórdios, ainda não sei como me relacionar com pessoas que conheço virtualmente. Acabo amando todo mundo e depois meio que quebro a cara quando a pessoa desaparece.

Mas, eu disse que esse post não ia ser rancoroso lá no começo. Apesar das decepções, graças a toda essa modernidade tecnológica pude conhecer gente incrível, que compartilha das mesmas angústias e anseios. Gente que, se não fosse aquela fotinho no Instagram, eu nunca teria conhecido. Ou aquele post num determinado blog, falando sobre um filme x. Gente que depois de algumas mensagens trocadas, cafés, chopps, se tornaram fundamentais na vida.

Ao contrário do que muita gente pensa, acho sim que é possível fazer amigos na internet. Esse espaço, que pra mim é muito real (contrariando aquele papo de vida real x vida virtual, pra mim é tudo a mesma coisa), é apenas mais um meio para conhecermos e sermos conhecidos. A gente cria uma imagem em qualquer lugar mas é praticamente impossível se manter escondido sob uma capa por muito tempo. Estamos mais acessíveis e vulneráveis nas redes? Sim e isso é bastante confuso pois parece que você é amigão de geral quando no fundo não é. Sem falar que fica no ar aquela sensação de que a web é um eterno ensino médio, onde os populares se dão bem e os introvertidos sem sal ficam no cantinho dos excluídos. Porém, acho que assim como “na vida real” (inserir muitas aspas aqui), fica na nossa vida quem a gente permite e quem a gente faz questão – não importa quantos seguidores a pessoa tenha.

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coisas que amei, conversas

Coisas que amei: reflexões sobre as redes sociais

imagem do topo: Rresende via Compfight cc

Desde segunda-feira, não param de circular textos e matérias sobre a decisão de uma blogueira/youtuber australiana que decidiu abandonar um lifestyle tão desejado por gente no mundo todo, em prol de uma vida mais real e livre. Esse é um debate antigo, principalmente pra quem vive do Marketing Digital, ou quem acompanha debates e estudos antropológicos. Mas é aquela, basta uma fagulha pra reacender todo o incêndio e cá estamos em meio a tantos textos e análises.

Visto que li tanta coisa interessante nas últimas 48h, vou abrir mão de escrever mais um ~textão~ pra compartilhar alguns desses links, que sugerem ótimos debates em torno do assunto. Só clicar aí embaixo!

◣ Por que você se deixou enganar pelo Instagram, por Fernanda Pineda

◣ Sobre redes sociais, vida real e felicidade, por Fe Neute

◣ Por que está todo mundo fugindo das redes sociais e do mundo online, por Marina Espíndola

◣ Estamos prestes a mudar a nossa relação com a internet e com as redes sociais, por Nuta Vasconcellos

◣ A não farsa das redes sociais, por Lu Ferreira

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Lindsay Bottos Project | Maionese
conversas

Artista cria série fotográfica com comentários de haters

Lindsay Bottos Project | Maionese

… I get tons of anonymous messages like this every day and while this isn’t unique to women, the content of the messages and the frequency in which I get them are definitely related to my gender. I almost exclusively get them after I post selfies. The authority people feel they have to share their opinion on my appearance is something myself and many other girls online deal with daily.

Lindsay Bottos é uma estudante de fotografia, tem 21 anos e mora nos Estados Unidos. Para compartilhar seus estudos e inspirações, ela criou um site, como qualquer mortal faria. Lindsay poderia ser eu, poderia ser você.

Por conta de sua exposição, Lindsay passa por um problema tão comum dos dias de hoje – e extremamente banalizado: diariamente, recebe mensagens anônimas ofensivas, como a da primeira foto do post. E como veremos nas imagems a seguir:

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

As imagens fazem parte de um projeto criado por Lindsay, onde ela compartilhacom seus seguidores as mensagens anônimas. Quem nunca foi agredido verbalmente pela internet? Se você tem blog, seja famoso ou não, certamente já passou por esse tipo de cyberbullying. Para a jovem norte americana, o fato de ser mulher faz com que esse tipo de atitude seja ainda mais frequente. E eu concordo: nós mulheres estamos mais expostas a esse tipo de comportamento covarde e doentio pelo simples fato de sermos mulheres.

Em cada foto, ela incluiu uma das mensagens. Pelo teor, a gente saca o absurdo aos quais a jovem é obrigada a se submeter. Aliás, essa discussão me lembrou um artigo escrito por Lauren Mayberry, vocalista do trio CVRCHES. No artigo, a vocalista compartilha a sua insatisfação com o comportamento agressivo de internautas e “fãs” que enchem a caixa de entrada da banda diariamente com mensagens sexistas e pornográficas. Lauren diz “I’ll not accept online misogyny” >> “Não vou aceitar misoginia online”.

Falta compaixão e empatia, sobra egoísmo e falta de bom senso.

Via Hypeness.

amor, música

“Achtung Baby” revisitado

A famosa revista britânica Q Magazine preparou uma homenagem e tanta ao “Achtung Baby”, emblemático disco do U2, que completa 20 anos em 2011. Convocou uma galera de peso para fazer versões das músicas e liberou o trabalho num CD gratuito, que acompanha a edição do mês da revista.

O álbum se chama “AHK-toong BAY-Bi Covered”, uma brincadeira com o nome do álbum. E tem de tudo, como vocês verão na lista abaixo:

1. Zoo Station por Nine Inch Nails
2. Even Better Than The Real Thing por U2 (Jacques Lu Cont Mix)
3. One por Damien Rice
4. Until The End Of The World por Patti Smith
5. Who’s Gonna Ride Your Wild Horses por Garbage
6. So Cruel por Depeche Mode
7. Mysterious Ways por Snow Patrol
8. Trying To Throw Your Arms Around The World por The Fray
9. The Fly por Gavin Friday
10. Ultraviolet (Light My Way) por The Killers
11. Acrobat por Glasvegas
12. Love Is Blindness por Jack White

Acho que não tenha um cover sequer que eu tenha torcido o bico quando ouvi. E isso é muito bom porque é complicada essa coisa de fazerem versões das músicas do teu álbum preferido da banda. Mas vou tentar esmiuçar o meu diagnóstico desse lindo e singelo CD.

Vai ser fora de ordem, tá? Tasquei um “shuffle” no iTunes e mandei ver a “resenha”. Se liga:

Gente, GARBAGE entrou na parada! G-a-r-b-a-g-e! Eu não escuto nada dessa banda desde, sei lá, meus tempos de Bunker. E vou te falar, mesmo depois do sumiço, voltaram com um cover muito interessante para “Who’s Gonna Ride Your Wild Horses”.

“Love Is Blindness”, cantada pelo Jack White: visceral na medida certa, com a profundidade da letra da música. Essas coisas me arrepiam!

Damien Rice deixou “One” um pouco mais melancólica que a versão original e, ao meu ver, funcionou. Nine Inch Nails fez uma versão ok para  “Zoo Station”, assim como Patti Smith (parecia que tava sem saco) e The Fray. E o remix do Jacques Lu Cont funciona também.

Enfim, nem tudo são flores no reino da magia. Algumas coisas vão te decepcionar, nobre amigo, fã de U2. Como Snow Patrol acabando com a raça de “Mysterious Ways”. Eu adoro a banda mas eles fizeram de uma das músicas mais cheias de swing da banda, uma baladinha típica de seriado mela-cueca da Sony. Não funcionou, sorry.

No entato, justiça seja feita. Não posso deixar de aplaudir: The Killers e Depeche Mode. Fizeram o dever de casa direitinho. Quando você escuta os primeiros acordes de “Ultraviolet (Light My Way)” pensa “que PO**A é essa?” mas logo morde a língua e escuta um Brandon Flowers maravilhoso, soltando a voz. Essa foi escolhida a minha versão favorita!

Já o Depeche Mode faz um arranjo muito bom para “So Cruel”. Vocal perfeito, arrsatado, denso, como a música pede. Arrisco dizer que ficou melhor do que o Bono cantando (e a turma que odeia o Bono vai amar essa constatação).

Deixei pro final da listinha dois nomes que eu não conhecia: Gavin Friday e Glasvegas. Curti as versões deles para duas faixas que gosto muito, “The Fly” e “Acrobat”, respectivamente. Palmas para a versão do Glasvegas, que também segue a linha da versão do Jack White e The Killers: com emoção e peso nas músicas. Porque “Achtung Baby” é um álbum de momentos: reencontro, reinvenção, despedida do que é ruim e foco no que precisa melhorar.