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Artista cria série fotográfica com comentários de haters

Lindsay Bottos Project | Maionese

… I get tons of anonymous messages like this every day and while this isn’t unique to women, the content of the messages and the frequency in which I get them are definitely related to my gender. I almost exclusively get them after I post selfies. The authority people feel they have to share their opinion on my appearance is something myself and many other girls online deal with daily.

Lindsay Bottos é uma estudante de fotografia, tem 21 anos e mora nos Estados Unidos. Para compartilhar seus estudos e inspirações, ela criou um site, como qualquer mortal faria. Lindsay poderia ser eu, poderia ser você.

Por conta de sua exposição, Lindsay passa por um problema tão comum dos dias de hoje – e extremamente banalizado: diariamente, recebe mensagens anônimas ofensivas, como a da primeira foto do post. E como veremos nas imagems a seguir:

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

Lindsay Bottos Project | Maionese

As imagens fazem parte de um projeto criado por Lindsay, onde ela compartilhacom seus seguidores as mensagens anônimas. Quem nunca foi agredido verbalmente pela internet? Se você tem blog, seja famoso ou não, certamente já passou por esse tipo de cyberbullying. Para a jovem norte americana, o fato de ser mulher faz com que esse tipo de atitude seja ainda mais frequente. E eu concordo: nós mulheres estamos mais expostas a esse tipo de comportamento covarde e doentio pelo simples fato de sermos mulheres.

Em cada foto, ela incluiu uma das mensagens. Pelo teor, a gente saca o absurdo aos quais a jovem é obrigada a se submeter. Aliás, essa discussão me lembrou um artigo escrito por Lauren Mayberry, vocalista do trio CVRCHES. No artigo, a vocalista compartilha a sua insatisfação com o comportamento agressivo de internautas e “fãs” que enchem a caixa de entrada da banda diariamente com mensagens sexistas e pornográficas. Lauren diz “I’ll not accept online misogyny” >> “Não vou aceitar misoginia online”.

Falta compaixão e empatia, sobra egoísmo e falta de bom senso.

Via Hypeness.

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Guardian e a fábula dos três porquinhos

Muita gente achou que os jornais impressos iam ser resistentes à internet e sua fabulosa e voraz forma de compartilhar informações. E a gente viu de tudo nesses últimos anos: jornais que acabaram no formato tradicional, mas continuam na web (vide JB), outros que usam e abusam de aplicativos e da interação com os leitores, pra produzir conteúdo mais up to date (O Globo, Estadão) e os que abraçam totalmente a causa e ainda investem uma grana fortíssima em publicidade, falando sobre a importância dessa “nova ordem mundial”.

Foi o caso do jornal Guardian, um dos mais importantes do Reino Unido.

Nesse vídeo de 2 minutos, mostra-se como seria a cobertura da fábula dos três porquinhos nos dias de hoje. Por favor, assistam:

Palmas pro Guardian, que ao invés de alimentar esse pensamento tacanho offline x online, ainda sambou na cara de todo mundo com um vídeo incrível, falando justamente o contrário.

Via Update or Die.

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“Achtung Baby” revisitado

A famosa revista britânica Q Magazine preparou uma homenagem e tanta ao “Achtung Baby”, emblemático disco do U2, que completa 20 anos em 2011. Convocou uma galera de peso para fazer versões das músicas e liberou o trabalho num CD gratuito, que acompanha a edição do mês da revista.

O álbum se chama “AHK-toong BAY-Bi Covered”, uma brincadeira com o nome do álbum. E tem de tudo, como vocês verão na lista abaixo:

1. Zoo Station por Nine Inch Nails
2. Even Better Than The Real Thing por U2 (Jacques Lu Cont Mix)
3. One por Damien Rice
4. Until The End Of The World por Patti Smith
5. Who’s Gonna Ride Your Wild Horses por Garbage
6. So Cruel por Depeche Mode
7. Mysterious Ways por Snow Patrol
8. Trying To Throw Your Arms Around The World por The Fray
9. The Fly por Gavin Friday
10. Ultraviolet (Light My Way) por The Killers
11. Acrobat por Glasvegas
12. Love Is Blindness por Jack White

Acho que não tenha um cover sequer que eu tenha torcido o bico quando ouvi. E isso é muito bom porque é complicada essa coisa de fazerem versões das músicas do teu álbum preferido da banda. Mas vou tentar esmiuçar o meu diagnóstico desse lindo e singelo CD.

Vai ser fora de ordem, tá? Tasquei um “shuffle” no iTunes e mandei ver a “resenha”. Se liga:

Gente, GARBAGE entrou na parada! G-a-r-b-a-g-e! Eu não escuto nada dessa banda desde, sei lá, meus tempos de Bunker. E vou te falar, mesmo depois do sumiço, voltaram com um cover muito interessante para “Who’s Gonna Ride Your Wild Horses”.

“Love Is Blindness”, cantada pelo Jack White: visceral na medida certa, com a profundidade da letra da música. Essas coisas me arrepiam!

Damien Rice deixou “One” um pouco mais melancólica que a versão original e, ao meu ver, funcionou. Nine Inch Nails fez uma versão ok para  “Zoo Station”, assim como Patti Smith (parecia que tava sem saco) e The Fray. E o remix do Jacques Lu Cont funciona também.

Enfim, nem tudo são flores no reino da magia. Algumas coisas vão te decepcionar, nobre amigo, fã de U2. Como Snow Patrol acabando com a raça de “Mysterious Ways”. Eu adoro a banda mas eles fizeram de uma das músicas mais cheias de swing da banda, uma baladinha típica de seriado mela-cueca da Sony. Não funcionou, sorry.

No entato, justiça seja feita. Não posso deixar de aplaudir: The Killers e Depeche Mode. Fizeram o dever de casa direitinho. Quando você escuta os primeiros acordes de “Ultraviolet (Light My Way)” pensa “que PO**A é essa?” mas logo morde a língua e escuta um Brandon Flowers maravilhoso, soltando a voz. Essa foi escolhida a minha versão favorita!

Já o Depeche Mode faz um arranjo muito bom para “So Cruel”. Vocal perfeito, arrsatado, denso, como a música pede. Arrisco dizer que ficou melhor do que o Bono cantando (e a turma que odeia o Bono vai amar essa constatação).

Deixei pro final da listinha dois nomes que eu não conhecia: Gavin Friday e Glasvegas. Curti as versões deles para duas faixas que gosto muito, “The Fly” e “Acrobat”, respectivamente. Palmas para a versão do Glasvegas, que também segue a linha da versão do Jack White e The Killers: com emoção e peso nas músicas. Porque “Achtung Baby” é um álbum de momentos: reencontro, reinvenção, despedida do que é ruim e foco no que precisa melhorar.

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