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Lançamentos de Agosto/15 – Editora Rocco

É com muito prazer que faço esse post pois a parceria com a Editora Rocco continuará a todo vapor! \o/ Andei meio enrolada com as leituras, peguei um amor por séries e acabo deixando os livros de lado no tempo livre… Porém a coisa mais legal nas parcerias com editoras é que você acaba lendo muita coisa diferente do que leria normalmente. Mensalmente, eles nos encaminham os lançamentos do mês e é uma oportunidade bacana de escolher coisas que você não leria ~normalmente~. Um exercício bacana para sair do convencional.

Para o mês de agosto, os lançamentos da editora são:

O livro da vida (Trilogia das Almas #3), de Deborah Harkness

Considerada pela crítica nos Estados Unidos “uma ponte entre Harry Potter, Crepúsculo e a série Outlander”, a Trilogia das Almas, de Deborah Harkness, chega ao fim com O livro da vida, uma perfeita fantasia para adultos, que alcançou o topo da lista dos mais vendidos doThe New York Times em seu lançamento. Depois de A descoberta das bruxas e Sombra da noite, a autora entrega aos leitores informações surpreendentes sobre o manuscrito Ashmole 782 e sua conexão com bruxas, vampiros e demônios que vivem entre os humanos, além de selar o destino da cientista e bruxa Diana Bishop e do geneticista e vampiro Matthew Clairmontt, com sua bem-sucedida combinação de magia, história, amor e ciência.

Brochadas – Confissões sexuais de um jovem escritor, de Jacques Fux

“Tudo aqui é verdade, exceto o que não invento”, adverte Jacques Fux, em forma de epígrafe, em Brochadas. Em sua estreia na Rocco, o autor mineiro, ganhador do Prêmio São Paulo por seu primeiro romance, Antiterapias, mistura as fronteiras entre ficção e realidade para narrar uma “Ilíada da impotência”, remontando ao passado da humanidade e a suas próprias origens em busca de respostas culturais, biológicas, místicas, artísticas e etimológicas para o funcionamento ilógico do pênis. Ao lado da erudição, caminha um humor judaico surpreendente, que perpassa toda a narrativa, costurada pelas lembranças dos amores passados do protagonista e pelos e-mails trocados com suas ex-namoradas. Um romance original que joga com os conceitos de metalinguagem e autoficção e tece uma análise irônica do “eu” na literatura.

Fábrica231

Champagne Supernovas, de Maureen Callahan 

Os anos 1990 mudaram radicalmente o mundo da moda. EmChampagne supernovas, a jornalista Maureen Callahan pega emprestado o título de uma canção da banda Oasis que também se tornou símbolo da época para mostrar como as noções tradicionais de beleza e estilo se transformaram neste período, dando lugar a novas formas de criar e consumir produtos. Focado nas histórias da modelo Kate Moss e dos estilistas Marc Jacobs e Alexander McQueen, o livro retrata o momento em que o alternativo virou mainstream, transformando-se em um grande negócio. Repleto de histórias de bastidores, o livro mostra o lado humano de três gênios rebeldes que se tornaram ícones da moda e retrata um período em que a cultura alternativa esteve em ebulição, com uma narrativa carregada de energia.

Os portões do Inferno (Lendas de Baldúria #1), de André Gordirro 

Romance de estreia do jornalista André Gordirro e volume inicial da trilogia Lendas de Baldúria, Os portões do inferno reúne o melhor da fantasia épica: guerreiros, magos, monstros, fortalezas, cenários fabulosos e combates sangrentos. Tendo à frente um improvável time de protagonistas – verdadeiros párias que, por acaso, ganham a chance de salvar o mundo de uma tropa de svaltares, estranhos e temidos elfos das profundezas –, o livro junta referências históricas e bíblicas a alegorias da sociedade contemporânea e um alto teor de cultura pop. Com origem direta no RPG, o livro é um bem-vindo cruzamento entre Os doze condenados e O Senhor dos Anéis de ritmo ágil, cheio de reviravoltas e com senso de humor apurado.

Bicicleta Amarela

A sabedoria de Gandhi, de Homer A. Jack (org.) 

Mais de meio século após a sua morte, as ideias de Gandhi continuam válidas e sua influência é evidente no cenário político internacional – de Nelson Mandela a Barack Obama, vários líderes mundiais afirmaram ter sido inspirados, direta ou indiretamente, pela filosofia da ahimsa (não violência) do Mahatma. Em A sabedoria de Gandhi, o biólogo, teólogo e pacifista Homer A. Jack reúne a essência do pensamento de Gandhi em diferentes áreas, como a igualdade de direitos entre homens e mulheres e entre as diferentes classes sociais, a liberdade religiosa, a necessidade de uma melhor distribuição de renda no mundo e o uso da política como instrumento de libertação e conciliação, mostrando sua força e atualidade.

Rocco Jovens Leitores

✏ Fala sério, irmão! / Fala sério, irmã!, de Thalita Rebouças

Fenômeno da literatura juvenil nacional com mais de 1,5 milhão de livros vendidos, Thalita Rebouças volta a sua série de maior sucesso com Fala sério, irmão! e Fala sério, irmã!, em que aborda a relação da protagonista Malu com seus dois irmãos mais novos. Em edição especial, o livro duplo pode ser lido de ponta-cabeça: de um lado estão as crônicas que mostram a convivência de Malu com o irmão do meio, Mamá; do outro, as histórias centradas na relação com a caçula Malena. Em todas elas, Thalita mostra, com seu bom humor habitual, as delícias e as agruras da vida em família, com direito a momentos hilários e outros emocionantes, brigas e confidências com os quais leitores de várias idades vão se identificar.

✏ A arte de ser normal, de Lisa Williamson

David Piper tem 14 anos e um desejo: “Quero ser uma menina”. Mas este é um segredo que ele compartilha apenas com Essie e Felix, seus únicos amigos, pelo menos até a chegada de Leo Danton à escola Parque Éden. Apesar de muito diferentes e cada um guardando um segredo próprio, David e Leo iniciam uma profunda amizade, que é a base do elogiado romance de estreia da atriz e escritora britânica Lisa Williamson. Com diálogos engraçados e relatando situações cotidianas na vida de adolescentes, a autora consegue abordar a delicada e muito atual questão da identidade de gênero de maneira leve e nada apelativa, numa narrativa que conquista o leitor da primeira à última linha.

✏ Circus Maximus – os Guardiões da História, de Damian Dibben

Circus Maximus é o segundo volume da série Os Guardiões da História, do britânico Damian Dibben, repleta de referências históricas e viagens no tempo. Em sua nova jornada, Jake Djones, Nathan Wylder e Charlie Chieverley mais uma vez são responsáveis por salvar o curso da história, e depois de uma desastrada missão na Suécia do século XVIII devem voltar ao ano 27 d.C. e capturar Agata Zeldt, “a mulher mais cruel da história”. Da fria e nevada Suécia ao esplendor do Império Romano, Circus Maximus prende o leitor no centro de uma aventura eletrizante e na companhia de personagens cativantes e carismáticos.

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Fiquei interessada em dois lançamentos: Champagne Supernovas e Brochadas (parece ser muito divertido). Depois conto quais deles eu li! 😉

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Maionese no BEDA

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Resenha: Entrevista Com O Vampiro – A História de Cláudia

Recebi da Editora Rocco há alguns meses o livro “Entrevista com o Vampiro – A história de Cláudia”. Nunca tinha lido nada da Anne Rice (por favor não me matem) e esse era um erro que eu precisava corrigir. Tipo uma dívida histórica que a gente precisa pagar, sabe? Brincadeiras à parte, tive a oportunidade de ler um pouco da autora, com um livro clássico e tal.

Porém, estamos falando aqui de uma graphic novel adaptada por Ashley Marie Witter. Livro em capa dura, belíssimas ilustrações. Assim que chegou, dei aquela folheada e já me apaixonei. Lindo demais!

Resenha Entrevista com o Vampiro - A história de Cláudia. Mais em http://sempickles.com/maionese.

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Adaptar um clássico da literatura e dos cinemas é sempre uma missão complicada. Porém, Ashley conseguiu com primor realizar um trabalho muito bom, que encanta o leitor a cada página. A história já é sabida pelo público que, pelo menos, assistiu ao filme. Ter a oportunidade de acompanhar a visão da pequena Cláudia diante dos fatos foi incrível.

Ela é a vampira que nunca deveria ter sido. Sua própria existência é tida como uma abominação enter as criaturas da noite. Com a luxúria de uma predadora aprisionada no corpo de uma criança, ela se move através das sombras de um mundo sempre fora de seu alcance. Órfã, filha, vítima e monstro. Esta é a história de Cláudia.

As ilustrações do livro são em tons de sépia, com algumas intervenções em vermelho, retratando o sangue derramado pelos vampiros. O traço detalhista de Ashley acrescenta mais dramaticidade à história, implementando uma atmosfera sombria e sedutora à narrativa. Sério, fiquei muito apaixonada!

Resenha Entrevista com o Vampiro - A história de Cláudia. Mais em http://sempickles.com/maionese.

Resenha Entrevista com o Vampiro - A história de Cláudia. Mais em http://sempickles.com/maionese.

Cláudia é transformada por Lestat aos 6 anos e se torna uma vampira aprisionada em um corpo de criança. Esse é um dos principais conflitos que a menina vive, aliás, todos os vampiros: ver passar a eternidade sem envelhecer a carne.

Ao postar a foto do livro no Instagram, vários amigos se declararam apaixonados pelo original. Então, se você é uma dessas pessoas que ama Anne Rice, precisa ler essa adaptação ilustrada. É um MUST HAVE, viu?

Resenha Entrevista com o Vampiro - A história de Cláudia. Mais em http://sempickles.com/maionese.

Título: Entrevista com o Vampiro – A história de Cláudia
Autor: Anne Rice & Ashley Marie Witter
Editora: Rocco
224 páginas
Skoob

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Um Gosto de Verão. Resenha do livro em http://sempickles.com/maionese.
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Resenha: Um Gosto de Verão, Helen Walsh

Mesmo com tantos percalços e vício em séries, esse ano tem sido bem produtivo no quesito “resenhas”. Me permiti ler livros aleatórios, muitos deles lançamentos que não leria “normalmente”, justamente para praticar um exercício de deixar a mente passear por aí, sem compromisso. Tento intercalar um que quero muito ler com outro que quero ler “mais ou menos” ou que não esperava ler. Nesse ponto, agradeço imensamente pela parceria que o blog tem com as editoras, que me permite escolher títulos de gêneros que não costumo ler.

Recebi da Rocco há alguns meses o livro “Um Gosto de Verão”. Li um pouco depois de ter recebido mas acabei ~arquivando~ a resenha. Então, antes de falar sobre, vamos à sinopse da editora:

Sol, desejo e obsessão dão a tônica do aclamado romance Um gosto de verão, da britânica Helen Walsh. Premiada com o Somerset Maugham e comparada a Irvine Welsh já em seu livro de estreia, a autora surpreende ao revisitar um tema recorrente na literatura – a chegada de um intruso que quebra o tênue equilíbrio de uma casa -, adicionando a ele luxúria, tensões psicológica e sexual em alta voltagem.

Quando vi a comparação com Irvine Welsh já fiquei animada (tem resenha de Skagboys aqui, cês viram?). Continuando na sinopse:

Todo ano, o casal Jenn e Greg viaja para a costa da Ilha de Maiorca, na Espanha, para passar o verão. Dessa vez, eles recebem a visita da enteada de Jenn, Emma, e seu namorado, Nathan. Mulher madura, Jenn jamais imaginou que a simples presença de um jovem belo e ousado pudesse despertar tamanho desejo, que evolui para a obsessão.

Minhas impressões: a autora consegue transmitir a atmosfera de férias e praia ao descrever as situações. Você sente aquele frescor das férias à beira mar, o vento, a leveza dos dias. Essa ambientação é importante para construirmos em nossas mentes o cenário em que se passa a história. Até mesmo para visualizarmos e simpatizarmos com os personagens.

Um Gosto de Verão. Resenha do livro em http://sempickles.com/maionese.
Outra coisa que notei: a tensão sexual que rola entre os personagens. Esse detalhe é bem visível desde o começo da narrativa, porém sem ser aquela coisa “50 Tons de Cinza”. Você sente que tá rolando um clima mas de forma envolvente, o suficiente pra gerar interesse nos leitores. Fica aquele gostinho de “quero mais”, um “sexy sem ser vulgar”.

Em relação aos personagens: não simpatizei com ninguém. Era pra gente curtir a Jenn, entender que ela se sentiu atraída pelo moço lá, mas no fim das contas não cola, você fica até meio bravo com o desenrolar das coisas. Não sei, me senti um pouco “traída” com o livro. Gosto quando termino uma leitura e sinto saudades dos personagens. Nesse caso, fechei o livro e falei “ok, próximo”!

Um Gosto de Verão. Resenha do livro em http://sempickles.com/maionese.

Geralmente compartilho no blog resenhas de livros que gosto muito. Não é que tenha odiado esse livro, mas não morri de amores. Achei okay e tal. Sinto que faltou algo, sabe? Talvez um pouco mais de carisma, um pouco mais de aprofundamento nas histórias dos personagens principais.

Ficha Técnica

Título: Um Gosto de Verão
Autor: Helen Walsh
Editora: Rocco
240 páginas
Skoob

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Resenha: Cem Verões, Beatriz Williams

Já contei pra Deus e o mundo que estou viciada em Mad Men. Sou apaixonada por filmes/séries/livros de época, principalmente os das décadas de 20 – 60. Nosso país foi fortemente inspirado pelos EUA (ainda hoje é) e importamos boa parte da cultura norte-americana nesse período, sem falar nos hábitos de consumo. Por isso, acho tão gostoso mergulhar nesse período para conhecer melhor o período, com um olhar curioso sobre tempos tão diferentes dos atuais.

Bom, isso tudo pra dizer que quando escolhi o livro “Cem Verões” na parceria com a Editora Rocco, a expectativa foi grande. A capa, que é super bonita, já anuncia um romance de época (década de 30 em NY). Que delícia de livro! Não imaginava que ia me surpreender tanto.

Dois jovens casais de namorados aproveitam a época em que as responsabilidades da vida adulta não começaram, entregando-se a romances sem se importar com as convenções sociais. Cada um tem um tipo bem diferente e a gente já vai se apegando aos nossos favoritos desde o começo. A vida segue, alguns anos se passam (7 na verdade) e os jovens se reencontram durante o verão, em uma pequena cidade na costa leste dos EUA. A narrativa intercala relatos da época de namoro dos personagens ao período em que voltam a conviver. Tudo isso com o olhar atento da autora Beatriz Williams, que ilustra de forma interessante a (alta) sociedade da época. Assim como em Mad Men, pode causar certa estranheza ao espectador assistir ao comportamento de homens e mulheres da época.

Festas, vida confortável… Estamos falando de menos de uma década após a crise da bolsa (Crash de 29). Tudo parecia lindo até que um desastre natural em 38 transforma levemente o panorama pacífico da trama. Beatriz Williams esclarece em nota histórica as consequências do furacão e presenteia os leitores com um trabalho muito bem amarrado e bonito. Temos nas mãos um romance que começa mansinho, gostoso, despretensioso, e se transforma em furacão (literalmente).

 

A autora se preocupou tanto em contextualizar a história em sua devida época que criou uma playlist que a inspirou durante a produção do livro, de forma a reconstituir o cenário adequado para a obra. A Editora Rocco a disponibilizou no Spotify e, gente, é uma delícia!

Ficha Técnica

Título: Cem Verões
Autor: Beatriz Williams
Editora: Editora Rocco
384 páginas
Skoob

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Resenha: Eleanor & Park, Rainbow Rowell

Li esse livro tem exatos dois meses e não sei por que levei tanto tempo pra publicar a resenha aqui no blog. Na verdade, eu sei. Aquele combo “correria” + “falta de tempo”. Acabei priorizando os assuntos pra não cansar vocês com tantos livros. Sem falar que algumas séries tomaram conta do meu tempo livre (atualmente tô num amor com Mad Men) e os livros estão encalhando na minha mesa de cabeceira. Alguém me ajuda com rehab?

Voltando à Eleanor & Park. Que livro bom, cara! Tanta gente que considero incrível me indicou, disse “Raquel, você tem que ler”, eu juro que esperava uma coisa e quando terminei de lê-lo a sensação foi de querer abraçar os personagens de tão maravilhosos que eles eram. E a autora, que conseguiu falar sobre algo tão delicado de um jeito que você se compadece, vibra, torce, faz pensamento positivo e figa pra dar tudo certo. E esse “tudo certo” acaba não sendo um happy ending mas uma interrogação sobre o que pode acontecer. Aliás, o final desse livro tem despertado amor/ódio em muita gente. O que, afinal, esse fim significa, socorro?

Um breve resumo da história: Eleanor é uma adolescente que se muda para uma pequena cidade, quando a mãe da menina se junta ao namorado, trazendo consigo os filhos. Tudo seria muito bacana não fosse: 1. eles vivem super mal na casinha, dormindo todos praticamente juntos, sem privacidade; 2. o relacionamento abusivo do padrasto com Eleanor & submissão da mãe, que não reage diante das atrocidades que o padrasto comete; 3. nenhum dinheiro para comprar roupas e até mesmo comida. A cada página em que vamos conhecendo a realidade de Eleanor, sentimos dó da menina. Você pensa “meo, o que mais pode acontecer com essa garota?”. Em meio a tanta merda e perrengue, surge um pinguinho de esperança na multidão. E essa esperança se chama Park.

“Ah que bosta, um livro onde quem vem salvar a garotinha é o namorado”. Aposto que você deve estar pensando isso. EU pensei isso. Mas não é bem assim. Park funciona como uma intervenção positiva quando tudo é uma desgraça sem fim. O bullying na escola, as brigas dentro de casa, qualquer um nessa situação sucumbe. E é com a amizade que começa torta entre os dois que a menina consegue voltar a sorrir, mesmo que de vez em quando. Um novo mundo se abre: Park lhe apresenta músicas, leituras e permite à Eleanor viver coisas novas e boas. Em contrapartida, se abre também um novo mundo para ele.

Ao descrever as descobertas de Eleanor, somos brindados com um universo de referências geeks. Sem falar nas músicas, na atmosfera que os nascidos na década de 80 viveram tão de pertinho. Obrigada, Rainbow!

Eleanor e Park não se encaixam no padrão de beleza ditado pela sociedade desde sempre. Eleanor é ruiva, cabelos sempre bagunçados, gordinha. Não usa roupas descoladas, é extremamente tímida e está sempre de cara fechada. Park é metade coreano, metade norte-americano, super low profile, leitor de HQs e sempre com um fone de ouvido pendurado. Sem dúvida, o fato de se sentirem peixinhos fora d’água fez com que os dois se aproximassem e se apoiassem em uma relação de afeto e carinho.

Terminei o livro com a sensação de que Eleanor salvou Park. Por toda a sua trajetória de vida, pelas coisas que ela ensina para ele. Os dois constroem um mundo só deles desde o momento em que Park permite à menina que participe de suas leituras, ainda que de forma esquisita, dentro do ônibus da escola. E é esse mundo que tem tanto de cada um que permitiu aos dois viver algo tão forte e, certamente, inesquecível.

A quantidade de material produzido por fãs não está no gibi. Talvez, comparável às homenagens feitas pelos fãs de “A Culpa é das Estrelas”. Ou “Crepúsculo” (rs).  E ó, vai virar filme.

Ficha Técnica

Título: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
328 páginas
Skoob

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Convite Novas Crônicas da Surdez | Maionese
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Lançamento do livro Novas Crônicas da Surdez

Sempre curti conhecer histórias de gente que superou grandes dificuldades na vida. Acredito até que meu interesse por essas histórias aumentou depois que eu mesma me vi numa situação complicada, tendo que adaptar minha vida a uma nova realidade. Nada como sentir na pele pra dar ainda mais valor, certo? Quando conheci a Paula Pfeifer em um evento não sabia o que ela tinha pra contar em alguns dedos de prosa. Logo me apaixonei pelo Crônicas da Surdez.

Paula é surda oralizada. Isso quer dizer que ela nasceu com audição porém começou a perdê-la na infância até chegar à surdez bilateral profunda aos 31 anos. Foi com essa idade que decidiu investigar a possibilidade de fazer um implante coclear para que pudesse voltar a ouvir. É sobre essa jornada que a autora fala em seu livro Novas crônicas da surdez – Epifanias do implante coclear, que está sendo lançado pela Plexus Editora.

A cirurgia me proporcionou o reencontro comigo mesma e com uma infinidade de emoções e sentimentos que precisaram ser adormecidos com o passar dos anos.

O leitor terá em mãos um relato com muita emoção sobre impressões, descobertas, sentimentos, medos e angústias de uma fase que começou em 2013 e que seguirá “para sempre” na vida de Paula. Ela narra todas as etapas de sua cirurgia. Dos exames preliminares à cirurgia; da ativação do implante aos meses de adaptação à nova vida.

Não há palavras que expressem a beleza e a grandeza de voltar a ouvir e me sentir parte do mundo – onde eu quiser, com quem eu quiser, não mais limitada a uma zona de conforto povoada apenas por pessoas que entendem o problema.

O livro será lançado na próxima quarta-feira, aqui no Rio de Janeiro. Que tal prestigiar esse trabalho tão bacana feito por gente como a gente?

Convite Novas Crônicas da Surdez | Maionese