sem cebola, sem pickles.
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absolut só pros viajantes
Nov 24th
Essa só estará à venda no Duty Free dos principais aeroportos do mundo por apenas 6 meses. A intenção é proporcionar ao consumidor uma espécie de “lembrança”, como o souvenier que a gente sempre compra quando visita algum lugar até então desconhecido.
“Estive em Cabo Frio e lembrei de você”
O sabor? Uma mistura de manga, laranja, lichia, abacaxi e melão! DELÍCIA!
Alguma alma caridosa, viajante, poderia pensar na amiga aqui. O Junior, meu co-cunhado, já o fez e trouxe pra mim a Absolut Los Angeles! Tô fazendo coleção!
Dica do The Lovely Package.
Absolut… Absolut!
Oct 23rd
Mais uma vez, eles inovam.
Lembram daquele post que fiz sobre as embalagens? Quem é fã de design, de coisas bacanas e, principalmente, cachaceiro de primeira (BRINKS) sabe que a Absolut é mestre na arte da sedução. E não é que agora eles lançaram a Absolut sem nada no rótulo?
“For the first time we dare to face the world completely naked. We launch a bottle with no label and no logo, to manifest the idea, that no matter what’s on the outside, it’s the inside that really matters. The bottle visually manifests our belief in diversity and our standpoint when it comes to sexual identities. Off course it is also a wonderful piece of delicate and minimalist design, a true collectors item”
Segundo Kristina Hagbard, Relações Públicas do fabricante, a intenção é propagar a idéia de que não importa o “lado de fora”, mas o que existe “dentro”. Por isso, a garrafa vem assim, sem rótulo, sem frufru, sem nada, reforçando a mentalidade da empresa que acredita na diversidade de escolhas, credos e por aí vai.
Oi, miadd?
O produto terá lançamento global. Será que chega aqui? A de tachas eu nunca vi pra vender. Enfim, você, amigo que está indo pro exterior… Meu aniversário é só em janeiro mas eu aceito presente adiantado, sabe?
Via The Lovely Package.
re-post: war é amor
Sep 13th
(Imaginem só: você mora num lugar onde tudo parece um cenário de filme, estilo Show de Truman. Imaginaram? Então, é mais ou menos isso. E por favor, relevem certas informaçõe do texto pois é antigo, viu?)
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No último post, comentei sobre o feriado do 4 de julho aqui nos Estados Unidos e sobre como é estranho ter a impressão de que estou num documentário do History Channel, com pessoas vestidas de azul, vermelho e branco, acenando bandeiras do primo rico, com queima de fogos maior que no ano novo, chegando mesmo perto do nosso famoso reveillón em Copacabana, a princesinha do mar.
O assunto me levou a pensar no por quê de revirarmos os olhos quando falamos deles e sobre como é chata essa tradição bélica. Pois bem, como um assunto puxa o outro, acabei lembrando de uma coisa.
War
A primeira vez que vi o jogo, eu era muito pequena e assistia Xou da Xuxa. Mas meus vizinhos eram grandinhos e viviam no corredor do prédio em meio a jogos de tabuleiro. Banco Imobiliário e suas notinhas que sempre sumiam, Jogo da Vida, Detetive… Claro que teve a época do Atari, Phantom e do RPG também… Mas quando rolava o War… A coisa era séria.
E eu não entendia direito o jogo, como eu disse, na época eu era muito novinha e estava mais interessada no desenho dos Ursinhos Carinhosos ou na minha coleção da Moranguinho. Mas, o tempo foi passando e os vizinhos, já crescidinhos, continuavam jogando aquela coisa. De vez em quando rolavam uns gritos, briga e eu comecei a ficar curiosa. Até que entendi o motivo pra tantas emoções.
Um belo dia, meu irmão e eu ganhamos um War de Natal e foi tipo a_glória. Lembro que ganhamos o War II, que vinha com aqueles aviões. Nunca fui muito fã deles porque de uma vez só te arrancava dois mil exércitos, então tinha vezes que a gente mudava a regra e não usava os dito-cujos. Foram tardes e noites jogando aquele troço. E podia vir a mãe, o pai, quem fosse pedir pra guardar tudo e ir pra cama que não dava certo, entrava por um ouvido e saía por outro. Até o dia em que meu irmão emprestou o diabo pra um amiguinho da escola e a caixinha preta nunca mais foi vista.
Fiquei triste por um tempo porque o jogo era mais MEU do que do meu irmão mas superei o trauma. Cresci mais, ganhamos um Mega Drive, viciei nuns jogos lá e esqueci para sempre o tal mapa com países e cidades que até então eram desconhecidos para mim.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas e depois de “grande”, já na faculdade, quem me aparece no Centro Acadêmico? O War. E em vez de irmos para o bar ou de assistirmos aula, era no C.A. que passávamos um bom tempo jogando. E, impressionante, como sempre dava merda.
Sempre rolavam aquelas alianças imbecis, que volta e meia terminavam em traição, com direito à risadinha maléfica ao revelar o objetivo. E os roubos de pecinhas, e a troca de cartas por debaixo da mesa. Lembro muito quando tinha casal na mesa. Impressionante como SEMPRE dava briga. SEMPRE. E do jogo, a briga ia sempre pro fim de semana em que o namorado deixou a namorada em casa pra ir ver o Campeonato Brasileiro na casa do Jorginho porque ele tinha Pay Per View. Ou do dia em que a guria inventou de ir no shopping e passou horas na Renner.
Mas uma coisa que eu sempre lembro quando penso em War era do “terremoto”. Sabe quando nada dá certo, os dados não ajudam e você está quase perdendo, com meia dúzia de exércitos, sem direito a pegar pelo menos uns quatro na troca de cartas e aí você olha pro amigo, ele tem tipo duzentas bolinhas vermelhas espalhadas pelo mundo e, dois continentes dominados e tá prestes a bater o objetivo? O que te dá vontade de fazer? Sair correndo? Convencer toda a mesa a reiniciar o jogo? Fazer um despacho pra da próxima vez ter mais sorte? Ou simplesmente sacudir o mapa com tudo em cima e deixar todo mundo com raiva?
Era o que o povo fazia. Terremoto. Ia peça pra tudo quanto é lado e ninguém tinha mais saco pra nada. Daí olhavamos pro relógio, víamos que já era quase dez da noite e que a aula já tinha acabado e nosso material estava lá, abandonado nas cadeiras. Quando íamos pra sala de aula.
Mãe, desculpa. Pai, eu me formei com CR bom. Graças ao War.
(postado originalmente em 06/07/2008)
re-post: o(s) primeiro(s) porre(s)
Aug 20th
Aos 11 anos de idade eu decidi fazer algo de útil pela vida. Além de parar de ouvir dance europeu, adquirindo gosto por novos estilos musicais, como ROCK, passei a ter aulas de vôlei. Era tanta dedicação… Mesmo com a carga horária normal da escola + curso de inglês, que sempre fez parte da minha vida desde os 7 anos, me dedicava aos treinos, todas as segundas e quartas.
Fiz progressos e aos 13 fiz parte da equipe de vôlei da escola. Era tão divertido! Conheci várias pessoas, lugares bizarros (alguém conhece Coelho Neto?) e toda aquela atmosfera de campeonatos me fazia querer ser cada vez melhor no esporte. Se não fosse uma coisa chamada timidez. Eu tinha vergonha de entrar em quadra. Sabe aquela coisa de amarelar? Eu ficava tão nervosa quando começava a jogar que errava tudo! E cada vez que meu treinador berrava pra eu me mexer, me jogar no chão e correr atrás da bola, piorava a coisa.
Enfim, numa dessas confraternizações do povo, rolou um churrasco. Eu tinha uns 15 anos e fui lá com a galera me divertir um pouco. Eu era tipo uma das mais novas, geral já enchia o caneco e eu toda lerda, coisa de menina novinha da minha época (falou a balzaca). Resolvi parecer adulta e fui acompanhando as pessoas na cerveja, uma, duas, três latinhas de Skol. Resultado: comecei a ficar meio tonta e quando me dei conta, justamente na hora que a gente levanta pra fazer um xixi básico, vi que estava meio mal, cambaleando. Parabéns, Raquel, você está bêbada.
Pior de tudo é que o churrasco tava rolando de tarde e eu teria que ir pra casa encontrar toda a minha família naquele estado. Não podia contar com ninguém a não ser comigo mesma. Dar um jeito de ir pra casa, fosse de ônibus, carro, jegue, o que fosse. Mas não, não rolou nada a não ser meia dúzia de bêbados que caminharíam na mesma direção da minha casa. Conclusão: tive que andar mais ou menos uma meia hora sentindo o corpo mole e a cabeça girando.
Pra completar o pesadelo, chego em casa e a única coisa que eu quero é dormir! Nisso vem meu pai, a versão humana do Dino da Silva Sauro, e me pergunta se estou passando bem, porque veja bem, eram mais ou menos 6 da tarde e eu vinha da rua, de um inocente churrasco e queria dormir. Eu meio que enrolo o velho e digo que estou cansada mas o Sr. Pablo saca na hora o que se passa e me acusa de estar em outra dimensão, causada pelo suco de cevada. Lembro que banquei a desentendida e simulei toda uma indignação, tamanha a afronta do meu pai em insinuar que não estava sóbria. Sabe como é, a melhor arma nesses momentos é bancar o ofendido. Enrolei ele, tomei um Sonrisal e acabei dormindo.
Desse dia em diante, jurei que nunca mais tomaria cerveja. Antartica estava banida da minha vida, cerveja desgraçada, me deixou com dor de cabeça pelo menos uns dois dias! Passei anos sem beber mais nada que não fosse refrigerante, suco ou água! Tornei-me uma exceção no grupinho da escola! Um exemplo de vida! Um alien entre os humanos!
Anos se passam e eu largo o vôlei. Porém, no vazio deixado pelo esporte, cria-se um monstro viciado em internet. Culpa da minha amiga Tatyana, que num desses encontros pra fazer trabalho em grupo (nunca sai nada, já viram?), me apresentou uma coisa chamada mIRC. Voltei pra casa querendo um computador COM mIRC. Meses depois, Sr. Dino nos presenteia com o dito cujo e mal sabia ele que alimentava a cobra que existe hoje (ainda lembro daquele barulho da linha telefônica conectando…). Virei nerd e conheci outros nerds, que me trouxeram de volta à vida etílica, vida esta que nunca mais me abandonou.
E foram tantos porres! O oficial, na famosa Praia da Bica, na Ilha do Governador. Sim, porque insulano de verdade já ficou bêbado lá. E pra você, que não sabe de que lugar estou falando, tentem imaginar uma ilha cercada de água podre por todos os lados. Praias impróprias para banho de mar MAS NÃO PARA SE EMBEBEDAR! Brasil é isso: beber na rua. E a gente bebia na praia. Da Bica.
Num desses ircontros da vida, fomos para o shopping e depois seguimos em carreata para o local. Por lá existe um restaurante muito conhecido da galera chamado Rei do Bacalhau, que anos mais tarde, leia-se recentemente, antes de eu decidir virar um eremita, era o meu local preferido, por conta da comida, da cerveja no balde e do futebol na televisão de plasma. Compramos no Rei umas garrafas de vinho, o conhecidíssimo Sabatini, que estava mais pra suco de uva com álcool do que vinho (chega a ser uma ofensa pra uva chamar o Sabatini de vinho). Copo vai, copo vem, os nerds começam a ficar chapados. Até a moradora de rua veio beber com a gente! No meio da madrugada, decidimos ir ANDANDO pras nossas casas e o que era pra ser uma caminhada entre amigos felizes parecia mais procissão do AA.
Nesse dia, quer dizer, nessa madrugada, meu irmão me deu banho e nem sei se meus pais ouviram alguma coisa. Eu provavelmente devia estar chorando ou vomitando, não sei. Só sei que o porre excluiu o vinho da minha lista de bebidas alcóolicas por anos. E logo depois o whisky foi excluído também, bem como a cachaça. Até hoje não tomo nenhum dos dois.
E ae eu te pergunto: tem futuro?
Hoje estou comportada graças à coleira. Confesso que deslizei uma vez aqui em Vail e me rendi aos encantos de Stolichnaya. Mas foi coisa rápida e logo me recompus. Hoje sou uma nova mulher, temente a Deus e às consequências da entrega ao mundo material (e alcóolatra). Dessa água, não bebo mais (por enquanto).
PS: postado originalmente no falecido blog, em 29/05/08.









