sem cebola, sem pickles.
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por que eu quero isso?
Sep 18th
Relutei em abrir o email. Vi lá “Aproveite! Dias Insanos na Imaginarium”. Pra quem está em contenção de despesas, é sofrível conter os impulsos consumistas. Aliás, eu sempre fui fascinada por esse mundo do consumo, de como a publicidade atua no nosso cérebro despertando desejos e nos fazendo, simplesmente, perder o controle.
A Imaginarium é uma loja bacanérrima, isso é um fato. Os preços são meio puxados para alguns itens mas é aquela, o consumidor não paga só uma xícara mas a experiência em si. A arte do produto, a criatividade embutida, a diferenciação das demais. É o status, a inclusão em um grupo, a satisfação de olhar pra cistaleira e ver uma xícara preta com marca de batom dourada.
Estou lendo um livro chamado “A Lógica do Consumo“, de Martin Lindstrom, e quando vi que a discussão girava em torno de uma linha de estudos chamada Neuromarketing confesso que fiquei bastante receosa. Ora, um estudo que avalia àquele que não trai: o nosso cérebro. Porque pesquisas quantitativas e qualitativas dependem de uma série de fatores e um deles é fundamental para considerarmos os resultados válidos: a sinceridade das respostas.
Por que eu quero a caneca transada da Imaginarium e não a listradinha da Casa & Vídeo? O que me faz olhar pra vitrine da Oh!Boy e desejar todos os vestidos jeans deles, ao passo que a vitrine da Sacada não me impressiona at all? Nichos sociais, faixa etária, posição social, maturidade, momento vivido, estado civil. Em termos psicográficos, devemos considerar cada um destes fatores. Mas é exatamente ALÉM que devemos ir. O que diferencia duas meninas que responderiam a mesma coisa para todas essas perguntas? “Cada um é cada um”. E é para esse “cada um” que o mercado se volta. Vivemos a era do consumidor!
O livro é polêmico e perturbador. Buscar respostas que os métodos tradicionais de pesquisa até hoje não respondem, indo direto na fonte é considerado por muitos estudiosos sociais agressivo à natureza humana (por vezes, cruel). O interessante nisso tudo é observar o esforço dos pesquisadores do consumo em compreender como funcionamos diante de impulsos consumistas.
Falando em impulsos consumistas, não me contive e resolvi montar uma listinha de preciosidades aqui no blog. Só pra eu não esquecer, sabe? Mas se vocês quiserem me presentear com algo sabe, MÃE? Sabe, PEDRO? =D
9a Edição do #soumaisweb
Aug 3rd
Sábado rolou mais uma edição do evento #soumaisweb, promovido por Nino Carvalho, consultor em Estratégias, além de ser idealizador, coordenador e professor do curso de Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital (o “cara” tem outros títulos e um currículo de dar inveja *invejinha boooa*). Foi a nona edição do evento, que já contou com a participação de feras em tantos assuntos englobados pela área.
Essa foi a minha primeira participação no evento e foi bem legal ver um auditório repleto de gente para um sábado de manhã. Tava sol, depois de tantos sábados nublados, chuvosos e o povo lá atrás de conhecimento (mentira, na verdade estavam esperando pelo vale-milkshake do Bob’s, que não deu muito certo, infelizmente – BRINKS). Além do que, foi uma oportunidade boa de encontrar alguns novos amigos feitos no Twitter e no blog.
Os debatedores eram Paulo Teixeira, do Marketing de Busca (além de referência no assunto no Brasil, pouca coisa, né?), Gustavo Loureiro (coordenador e professor do curso de Marketing Digital da Infnet), Robert Rodrigues (Gerente de Mídias Sociais da Agência Frog) e Sara Holoubeck (presidente da ONG Sempo), a grande surpresa da manhã, já que ela não estava escalada para participar da palestra e só enriqueceu – além de ser linda e super bem humorada. O moderador foi o meu colega de trabalho e “instrutor” no assunto Lula Ribeiro (Analista de SEO aqui da Módulo).
Passamos a manhã trocando muitas idéias sobre dois assuntos que para uma grande parcela da sociedade ainda é desconhecido. Se eu viro para a minha mãe e falo de SEO ela vai boiar terrivelmente e isso não é nenhum pecado, não é? Quando a gente para pra tentar entender do que tantos jornalistas, marqueteiros e tantos outros profissionais que lidam com web hoje em dia falam, vemos que não é nenhum bicho de sete cabeças mas simplesmente entender a melhor forma de dialogar com o cliente através do www. Por esse simples motivo, os profissionais estão investindo em capacitação no assunto.
Eu tinha muito interesse em ouvir o que alguns destes “novos” profissionais tinham a acrescentar sobre um assunto que, é claro, está cercado de superficialidades e modismos, o que pode ser nocivo à área. Posso dizer que gostei bastante da bola levantada pelo Robert Rodrigues, da Frog, que ressaltou o cliente como principal personagem nas estratégias de SEO e SEM, caso contrário, tudo vai por água abaixo! É preciso se preocupar em como o cliente pensa, o que ele procura, senão o resultado será um big, big FAIL.
Puxando para o lado mais técnico, também foi discutido a questão do uso do novo acordo ortográfico da língua portuguesa: como fazermos uso das novas palavras na otimização do conteúdo? Ignorar a existência do mesmo? Falar a “língua do povo”? Nessa hora o pequeno auditório do Ibeu Copacabana quase pegou fogo e no telão diversos tweets dividiam opiniões. Alguns favoráveis ao uso do português tabajara, fácil de ser encontrado nas buscas; outros incentivando o português correto pois é preciso incentivar a cultura, em vez do “emburrecimento”.
No fim das contas, a gente para pra pensar no lado humano na coisa: empresa quer vender, custe o que custar mas, até que ponto vai a ética nisso tudo? Escrever “aipode” nas palavras-chave para ser encontrado?
Resumindo: o debate foi além do discurso técnico e ganhou alçadas maiores, levantando as bandeiras culturais, éticas e morais do Marketing 2.0. Nota 10!
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