sem cebola, sem pickles.
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o modismo do esmalte
Jun 3rd
Como muitos leitores desse blog sabem, fiz parte de um blog que se tornou referência no Brasil em esmaltes. Sim, es-mal-tes. Na época, há quase dois anos atrás, os principais fabricantes já voltavam seus olhos para a internet mas sem muita noção do quanto os consumidores de hoje andam antenados ao que rola lá fora, exigindo das marcas empenho em lançar produtos novos e atraentes.
Pois bem. Na época, eu e as amigas conversávamos no Twitter sobre os esmaltes que tínhamos comprado ou usado e ao percebermos que enchíamos a timeline com tanto miguxismo, transferimos a conversa para um blog e assim nasceu o Mão Feita.
O tempo passa, o tempo voa, muitas cores novas foram colocadas na praça e a culpa é toda NOSSA. Minha, sua (leitora, leitor – por que não?), da colega manicure, da menina que pediu tanto nos blogs, nos salões, nos papos com as amigas por inovação. Não adiantava mais lançar tanto vermelho sem graça se na novela a atriz usa um roxinho lindo que não se encontra na farmácia. A consumidora pediu e os fabricantes, finalmente, ouviram. Até lançaram produtos por causa dos blogs (cof cof)!
Hoje não faço mais parte do projeto mas acompanho tudo de pertinho, afinal, sou mulher e praticamente uma beesha no assunto. Tenho uma caixa repleta de vidrinhos, muitos deles presentes da cunhada, da mãe e que ganhei por aí. Mas muita coisa eu comprei.
Graças a Deus, não me tornei a_louca dos esmaltes, como, infelizmente, a gente vê muito por aí. Não basta apenas ter um verdinho ou outro. Pra muita menina, é preciso ter todos os verdes do mundo, tudo pra poder postar no álbum do Flickr e ser a_tal do grupinho, vamos combinar. Tudo uma grande ostentação. Tristeza. Isso quando não basta comprar o esmalte made in Brazil, é preciso comprar o tal importado porque… ele é importado! Mesmo que descasque em dois dias ou não tenha brilho…
Nouvelle Vague, da Chanel (foto do blog Lacquerized)
Sereia, da Impala (foto de Ana Carô Futricô Amô)
Qual a diferença entre um e outro? Uns brilhos e alguns $$$
Não condeno quem compre a coleção toda de esmaltes, afinal cada um usa o próprio dinheiro como bem entende. Apenas torço por um consumo consciente: por que preciso comprar uma coleção toda de esmaltes se tenho apenas 10 dedos nas mãos, 10 nos pés e um esmalte dura quase uma semana? Por que não misturar o que já tenho, combinar, trocar com as amigas? No fim das contas, você ainda guarda um trocadinho!
PS: pras loucas-leitoras por esmaltes (rs) saibam que tem um cover dessa cor lançada pela Chanel brazucaaaa! Chama-se Acqua, da Big Universo. #ficadica
PS 2: special thanks to Michèle, that allowed me to publish her picture!
sobre o tempo (e a falta dele)
Apr 20th
No último sábado levei meu pai para correr na Barra da Tijuca pelo circuito Fila Night Run.
Achei muito divertido ver tanta gente que dispensou algumas horas de um sábado para calçar runners, vestir camiseta, short e correr de 5 a 10km pela areia e no asfalto. Era um mar de gente e tinha torcida em peso. Meu pai estava muito feliz e mesmo correndo sozinho dava pra ver o quanto o velho se realizou naqueles 44 minutinhos fazendo esforço pra completar a prova. Segundo ele, correr na areia não foi mole não.
Me bateu uma pontinha de inveja daquelas pessoas. Eu queria ter mais vontade de me dedicar a um esporte qualquer, como me dediquei por tantos anos nos tempos de colégio. Já comentei aqui que joguei vôlei e era super disciplinada: toda terça e quinta tinha treino e eu ia linda e ruiva correr pelo menos 30 minutos em volta da quadra antes das cortadas e saques começarem. Daí que isso tem muito tempo e hoje sinto falta de uma prática esportiva, de mexer o corpo sem ser na noitada com um copo de vodka + redbull em mãos. Sinto falta de uma vida sadia, do suor do esforço, de uma vida menos corrida.
Confesso que o sábado passado me deixou em crise com minha consciência. Não sou a louca da balança, aliás eu não banco a desesperada que toma uma porrada de remédio pra emagrecer mas continua comendo Mc Donald’s (enganação, pra que?) mas quero arrumar um tempo nessa “falta de tempo” pra correr. Será que consigo? Se eu contasse metade dos dilemas…
E vocês, o que andam fazendo pelo corpo e pela mente?








