sem cebola, sem pickles.
Posts tagged saudosismo
sobre os que se foram
Aug 30th
Hoje seria aniversário do meu avô, se ele estivesse vivo.
Aliás, é o primeiro aniversário dele SEM ele. Fora o aperto no coração, culpa da saudade que a gente sente do que foi bom, cai a ficha da única certeza que temos na vida: que um dia vamos todos deixar de existir.
É o relógio da vida fazendo “tic-tac”, obrigando a gente a se acostumar com o fato de que daqui pra frente é tudo uma grande contagem regressiva.
Quantos ainda veremos partir? Quanto ainda vamos chorar?
Onde quer que ele esteja, espero que esteja em paz.
dia 09 – uma foto que você tirou
Aug 24th
Uma das minhas fotos preferidas, so far.
Um grande amigo.
Um lugar lindo.
Um tempo de descobertas.
Mais fotos espalhadas pelas internetes e aqui, no meu Flickr.
a garotinha ruiva
Apr 24th
E surgiu um VHS lá em casa, com umas filmagens jurássicas do aniversário da vizinha. Quem aparece lá, tentando socializar, brincar, participar do festejo com uns cinco, seis aninhos? Euzinha.
Primeiro que vocês devem estar se perguntando: Raquel disse VHS? Vulgo fita magnética jurássica, com tampinha, que você roda no video cassete? Acredito que muitos de vocês nem tenham mais esse aparelho, principalmente os mais novos. Outro dia ouvi de um geração-malhação que nunca ouvira falar disso. Ah, essa garotada criada à base de playstation e orkut…
Segundo que é muita emoção pra um ser humano ser surpreendido com a existência de uma fita que revela momentos da sua infância. Tinha coisa que eu nem lembrava mais, acho que o nosso cérebro bloqueia certas coisas, principalmente na infância. Na fita eu via uma menininha envergonhada mas cheia de vontade de participar das coisas, sem fazer qualquer distinção. De todas as criancinhas do grupo, sem dúvida alguma eu era a mais inocente, sem aquela maldade que a gente vê hoje em dia por aí entre os pequenos. Tanto eu quanto meu irmão sempre tivemos um respeito ABSURDO pelos nossos pais, sabíamos que birra e choro não colavam.
Confesso que bate um sentimento muito estranho ao SE VER. A gente lembra das coisas boas mas das coisas tristes em ser criança. Os sentimentos são puros e moldados nessa fase da vida. Eu hoje vejo o trabalho filho da mãe que meus pais tiveram pra cuidar da gente, além da minha avó, que tomou conta de duas crianças por tantos anos, enquanto os velhos trampavam todos os dias. Claro, vão dizer que antigamente a violência era menor e não existia pedofilia virtual. Mas “antigamente” existiam problemas, existia sequestrador, estuprador, gente safada, existiam crianças malcriadas e por aí vai. Ontem, quando assistia ao vídeo, eu tive a certeza do ótimo trabalho que a minha família fez, ao olhar a garotinha com cara de Moranguinho querendo apenas brincar.
São mais de 20 anos me separando daquela menininha. Quanta coisa ia acontecer na vida dela? E quanto ainda há de vir?
(publicado originalmente em 10 de março de 2009)
bigodinhos
Sep 29th
Quem tem/teve pai com bigode sabe como é: de manhã, na mesa do café, a espera ansiosa pelo “gole do pai”. Todo o leite/chocolate/café molhando os pelos, algo meio nojento mas muito nostálgico.
Daí que eu cresci admirando bigodes. Acho muito digno.
O designer Peter Ibruegger realizou o sonho de muitas crianças (hoje adultos) e fez canequinhas com bigodes incluídos, para todos os gostos.
o que a gente leva dessa vida?
Sep 25th
Quando eu te vi de beca todo bonitão na última sexta-feira, foi como se eu tivesse vendo o mesmo menininho cabeçudo, com 6 anos de idade, no palco do Lemos Cunha. Naquela época você era mais novinho que os demais da turma, já que tão novo entrou logo pro maternal e entrou pro colégio mais legal do bairro.
Você, que demorou tanto para andar (se arrastando pelo carpete – cinza escuro, com formigas), aprendeu logo a “ir ao banheiro” sem ajuda, sem sujar as fraldas. Chupava dedo, teve que usar aquelas terríveis botas ortopédicas, tava sempre com algum resfriado, alergia. Mesmo assim, vingou na natação e até bateu uma bolinha no time de futsal do clube.
Os anos vão passando e, não importa, quem veio primeiro sempre olha pro mais novo com o mesmo olhar da infância. Um belo dia você descobre que a casa não é mais só sua, que o sorvete precisa ser dividido e o espaço no sofá também, assim como a hora pra assistir o desenho animado, jogar Alex Kidd e acessar à Internet. Os mais velhos levam muito tempo para aprender que aquela criatura que vem pra ficar não é o vilão que te rouba a mãe e o pai mas alguém que vai te ensinar o que há de mais precioso no mundo: o amor.
Eu olho pra você triste e me dá uma vontade de te dar a mão, como fazíamos quando crianças. Me dá vontade de dar uma moca em quem te sacaneou, em quem te fez perder o riso. Eu quero brigar, quero mostrar pro garoto bobo da escola que não é assim que a banda toca, que você é meu irmão e que eu sou muito brava!
A gente cresceu e parece que a vida perde o encanto dos dias de inocência. A gente aprende que, embora chutar bundas e torcer pra que o pinto do vilão caia seja o nosso maior desejo, a banda toca de outra maneira. A gente aprende que desejar o mal não funciona, mas que continuar a cruzada é fundamental. O que levamos dessa vida, seja lá pra onde formos?
Eu tenho saudade do futebol aos domingos, no campo de terra da Portuguesa; tenho saudade do Skinny com feijão; das tardes corridas com Cultura Inglesa; das conversas no corredor do prédio. Saudade da piscina com “nojinho”, das idas pra ACM com direito à suvaco cabeludo e risadas. De nós dois imitando os motoristas de ônibus, se perdendo na Sendas, se achando, com sorvete de nata. Tenho saudade do som do cavaquinho, do Fundo de Quintal, da Beth Carvalho com Zeca Pagodinho, tenho saudade de uma alegria que reinava quando você vinha da escola técnica.
Há uma semana eu reencontrei o mesmo garotinho da infância, meu maior companheiro e amigo dessa vida. Eu vi naquele palco os mesmos olhos escuros brilhantes, o mesmo sorriso largo. Tive o maior orgulho em gritar “é meu irmão”, mesmo que ninguém tivesse ouvido já que a música era muito mais alta do que qualquer berro. que eu pudesse dar. Eu vi o menino que ficou reprovado no terceiro ano, que acordou tão cedo tantas e tantas vezes, que ralou anos para estar ali, simbolicamente concluindo uma faculdade. E depois vi o mesmo garotinho lamentar uma perda, provavelmente a mesma sensação que eu tive quando perdi meu estojo de canetinhas na terceira série. ERA MEU, por que alguém tomaria?
Algumas coisas mudam, deixam de existir. Mas a essência, eu não tenho dúvidas, ela tá sempre ali.
adeus, patrick swayze!
Sep 15th
sobre as coisas que ficam
Aug 25th
Eu gosto de encontros por acaso.
Ontem, vindo da faculdade, sono, fome e uma leve irritação pós-aula, atravesso a rua e só escuto a voz dela, era a Fernanda, uma amiga dos tempos de escola.
Papo vai, papo vem, a gente relembra rapidamente dos recreios, das fofocas e desenterra alguns personagens daquela época tranquila e sem muitas preocupações. Quem não gosta de uma fofoquinha, mesmo que fora de hora?
E nesse meu reencontro com a Fernanda eu vejo o quão passionais nós duas éramos e, ainda somos. O tom de voz, o gesticular, a festa que a gente faz pra falar de algo. Fora o dramalhão amoroso, é sempre um capítulo de novela mexicana, com direito à trilha sonora de fossa “braba”. E o mais legal é que a gente ri de tudo, sempre riu.
A Fernanda faz parte de uma etapa da minha vida muito bacana. A gente treinava toda terça e quinta no time do colégio – vôlei – e toda segunda sentávamos juntas pra falar da nossa paixão em comum – o Vasco. Era sempre uma guerra com os meninos da sala, em sua maioria flamenguistas. Ainda bem que no terceiro ano (1999) o time começava a embalar rumo a uma fase lindíssima (essa fase eu VI, meu pai não precisou me contar re re re). Mas era também com os meninos que a gente batucava na mesa vários pagodes. Era Raça Negra, Só Pra Contrariar, Molejo… Vou te falar? Que coisa boa que eram aqueles dez minutinhos antes da professora chegar . Física eu não aprendi mas as letras dos pagodes, até hoje sei cantar tudinho!
E eu ainda ia encontrar a Fer fora do ambiente escolar. Foi graças a ela que eu tive a chance de trabalhar na American Airlines e conheci tanta gente bacana por lá, gente que me ajudou bastante até quando resolvi ir brincar de casinha nos Estados Unidos. E é aquele famoso clichê: certas pessoas podem sumir por algum tempo, mas quando aparecem é como se nunca tivessem sumido.
um pouco de saudosismo
Jun 5th
Como a Lets disse outro dia, depois que o Tumblr ganhou mais espaço na minha vida, esse blog perdeu um pouco a utilidade. Isso porque me comprometi a ser menos pessoal na rede, postando pequenos textos, divulgando idéias, eventos, fazendo do blog um link com amigos e possíveis amigos mas nada além disso.
É no Tumblr que estacionam imagens, músicas e coisas bonitas e bacanas que vejo por aí. É lá que “reblogo” imagens, músicas e coisas bonitas que os meus queridos também encontram na rede.
Eu ando tão descrente do blog… Desde que ele se tornou essa coisa fria que vemos nos dias de hoje. Sejam os blogs politizados, os muito informativos, eu sinto saudades das futilidades, dos diarinhos, dos layouts bonitos com headers elaborados com capricho no photoshop.
O Mão Feita me trouxe muitas “amigas” de volta! Pessoas que conheci por blog há anos atrás e que, graças ao twitter, foram trazidas de volta. Outras não eram amigas mas meninas “famosinhas”, que eu lia também mas nunca tive a oportunidade de conhecer. Sem contar nos bafões nos emails, nas confidências, é risada garantida nos momentos mais bizarros do dia!
OBS: meu tumblr!













