March 9th, 2010 by Pê.
Após um longo e tenebroso inverno, estou de volta e dessa vez com um gênero deveras subestimado. O Lounge music.
Música de bar, hall de hotel, de elevador, de relaxamento entre outras categorias, é assim que a maioria das pessoas enxerga essa vertente da música eletrônica. De fato, o Lounge Music teve como proposta exatamente essa característica nos anos 50 e 60, em seu surgimento, porém nunca se acomodou ou se contentou como pano de fundo. A evolução do Lounge nas últimas décadas e a riqueza de influências, que vão do jazz ao samba, são fatos relevantes e merecem destaque na música contemporânea. A real é que o Lounge saiu das salas de espera para os palcos de cabeça erguida, com ótimos artistas. Do Moog ao chocalho, cabe tudo no buraco do Jabour do Lounge music!
Sem pretensão alguma de pagar de entendido, o set está repleto de clássicos como Dzihan & Kamien, Café del mar, Minus 8 e etc. Por falar em “contemporâneo”, fiz questão de incluir Dubphonic com a participação de ninguém menos que Céu em Afronauta. Na meiuca do set, os quase brasileiros Mo’Horizons que sou muito fã, e na ponta direita saindo de uma contusão, Letting the Cables Sleep do Bush regravado por ninguém menos que Nightmares on wax. E pra fechar, dois dos meus projetos favoritos, Thievery Corporation e Dj Cam.
Ta estressado? Crava o fone e clica no play…
Brazilian Girls – Homme
Dubphonic – Afronauta
Groovecatcher – Café De La Plage
Minus 8 – Bossa nova feelins
Mo’Horizons – Foto Viva
Dzihan & Kamien – Homebase
Café del mar – Letting the Cables Sleep (Bush – The Nightmares on Wax Remix)
Thievery Corporation – Lebanese Blonde
Dj Cam Quartet – Rebirth Of Cool
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(46:25 min | 42,5 md)
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December 14th, 2009 by Pê.
Pra quem só consegue imaginar jazz e banda de quartel quando o assunto é instrumento de sopro, esse set é um prato cheio. Um bom naipe de metal inserido com bom gosto numa banda faz total diferença pra sonoridade. Há quem diga que limita a harmonia da música e eu to aqui pra provar o contrário.
Começando com The Apples, uma banda de Israel arregaçando com um “speed” funk da melhor qualidade. Mais pro meio do set ninguém menos que Mulatu Astatke, um compositor Etíope de característica ímpar. A mistura de influências no som do cara resultou no que chamam de Ethio-jazz, uma experiência transcendental. Confiem.
Outra banda que merece destaque é o Hypnotic Brass Ensemble, de Chicago. Imagina um naipe de metal com 8 cabeças e um batera ritmando, fuderoso!
Da salsa ao rock, esse é um repertório meio injusto pra mim. Foi difícil deixar alguns nomes de fora, mas brevemente teremos uma “parte II”. Segura a metaleira…
The Apples – Attention
Hypnotic Brass Ensemble – Balicky bon
Morphine – A head with wings
Los Hermanos – Cadê Teu Suin
Mulatu Astatke – Yekermo sew
Omara Portuondo – Donde Estabas
Nomo – Better than that
Funk Como le Gusta – Forty days
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(33:58 min | 31,1 mb)
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November 25th, 2009 by Pê.
O trip-hop é um gênero caracterizado principalmente pelas batidas lentas e o clima de relaxamento da música. Eu reiteraria com “grooves lisérgicos”.
Pelo fato de ser um estilo musical bastante abrangente, uma das maiores discussões a respeito do gênero é a associação da sonoridade das bandas ao rótulo trip-hop. A influência de jazz, hip-hop e soul é inegável e, na minha opinião, é isso que torna o trip-hop um dos gêneros musicais mais agradáveis e flexíveis acima de tudo. Trip-hop é sonoridade, não rótulo de banda. Creio.
Um set despretensioso, fato, mas não pude deixar de incluir um dos pioneiros, Massive Attack. Clichê, porém foda.
Como diria Mzuri Sana, “escuta essa”…
Blue Foundation – Wiseguy
Crustation – Purple
Urban Myth Club – I feel it
Massive Attack – Lately
Sofa Surfers – Can I get a withness
Nitin Sawhney – Broken Skin
Dj Cam – Sweetest Rain
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(30:14 min | 27,6 mb)
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November 16th, 2009 by Pê.
Exatamente! Esse é um set de downbeat com artistas brasileiros, beats arrastados tupiniquim, sim!
A idéia e reunir artistas do gênero (ou não) que cantam em português, o que é raro. Nem todos são nacionais como, por exemplo, o Gilo e o Mesa, que são de Portugal, e o Smoke City que é inglês, mas cabem no mesmo pote.
Pra abrir, ninguém menos que Quinto Andar, o extinto (e foda!) coletivo carioca de rap. No set, incluí também dois artistas novos que andam chamando de MPB 2.0 (e eu discordo porque vão muito além) que sou deveras fã. Fábio Góis que lançou o álbum Sol no Escuro em 2006 e Caio Bosco que botou um EP pra download no ano passado, sensacionais. Guizado é outro da leva nacional de experimental que me fez ficar de cara com a sonoridade desde a primeira escutada. O Quarto das cinzas é um trio de Fortaleza de música eletrônica que viciei em 2005, hoje a banda se chama O Jardim das Horas e segue o mesmo padrão de qualidade. E qualquer projeto que o BNegão se envolva dispensa comentários.
Teria muito o que falar desse set, mas ficaria tão chato quanto um repertório extenso. Fone na orelha e faça dessa sequência uma trilha pra suas tarefas diárias…
Quinto Andar – Meu amor não me abandone
Fabio Góis – Lembranças
Gilo – Nascer de novo
Caio Bosco – na2so4+2h2o
Guizado – Vermelho
O Quarto das cinzas – Tudo que for seu
BNegão e os Seletores de Frequência – No Way
Smoke City – Underwater Love
Mesa – Fado Lunar
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(40:43 min | 37,1 mb)
Tags: BNegão e os Seletores de Frequência, Caio Bosco, Fabio Góis, Gilo, Guizado, Mesa, O Quarto das cinzas, Smoke City
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November 4th, 2009 by Pê.
Dessa vez o Quilombo Moderno ataca com uma grooveria nacional de fazer redibenzi mexer o ombrinho!
Esse set tem uma seleça ímpar de artistas e bandas nacionais que inspiraram e inspiram uma porrada de músicos até hoje. A época em que os grooves de baixo eram realmente grooves. Alguns dos artistas ainda estão na atividade como o King Combo e o Tony Bizarro, por exemplo.
Sem bla bla bla, é baixar pro mp3 player e colocar no talo enquanto curte aquele engarrafamento bacana.
Tá no trabalho? Melhor ainda, joga pra caixinha de som e faz teu baile, maaan!
Banda Black Rio – Mr. Funk Samba
Tony Bizarro – Não vai mudar
Tim Maia – Vou Com Gás
Gerson King Combo – Uma Chance
Banda União Black – Africa Hot Band
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(21:46 min | 19,9 mb)
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October 28th, 2009 by Pê.
Bem vindos ao Quilombo Moderno!
Pra inaugurar o site, preparei um set com um dos gêneros que mais gosto e conheço, que é o Trip-Hop. E nada mais justo que iniciar a sequência com a banda que foi o meu primeiro contato com o gênero, cujo vocal inconfundível pertence à loira belga Geike Arnaert. Sim, o clássico Hooverphonic! Muita dúvida na escolha da música, mas optei pela One. Muita dúvida na escolha da versão, mas optei pela clássica, por ter umas das melhores intros de todos os tempos!
Baixe pro mp3 player, apague a luz, feche os olhos e crave o volume no talo…
Hooverphonic – One
Oi Va Voi – A Csitari Hegyek Alatt
Mig – Concrete jungle
Anthea – He said she said
Esthero – Superheroes
Agent 5.1 – Afro
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(24:50 min | 34,1 mb)
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