Nada melhor que a friaca junina pra motivar a fazer um repertório de bpm preguiçoso, daqueles que se ouve debaixo da coberta e bem acompanhado. Foi nesse clima acasacado com cheiro de chocolate quente que misturei épocas e vertentes nesse set que vai de Zero 7 a Everything But the Girl, resultado de uma seleção aleatória pra mais uma tarde de trabalho. Dá o play, macaco…

Ollano – Un Autre Jour
Zero 7 – Simple things
Terranova – Chase The Blues (Cameron McVey Mix)
Glorybox – The Edge
Thievery Corporation – The Time We Lost Our Way (part. Loulou)
Hint – Count Your Blessings
Everything But The Girl – Flipside
Portishead – Glory Box (ao vivo)

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(31:51 min | 43,7 mb)

Dando sequência ao primeiro post do Quilombo Moderno, segue o segundo set de Trip-Hop com os mais belos vocais femininos, na minha opinião, claro. O repertório começa com a voz doce de Alice Braga e o projeto 3 na Massa, que não é vocalista de Trip-hop mas caiu perfeitamente bem, tanto pro 3 na Massa quanto pra esse set. Em seguida a espanhola Vacabou, precedida pela linda voz de Rebecka Törnqvist em Where Did Your Fire Go, do último álbum do Baxter. A música seguinte é uma produção do japa Dj Krush com participação de Esthero, confesso que pirei e ouvi em loop na primeira vez que ouvi essa mistura. Depois vem um dos meus projetos favoritos, Attica Blues; O “extinto” Bergman e Ursula Rucker (Silent Poets) fecham o set, mas prometo um terceiro mixtape em breve porque já esboço mentalmente um novo set com belas vozes femininas. Ouve aê:

3 Na Massa – Tarde Demais
Vacabou – Rannveig
Baxter – Where Did Your Fire Go (part. Rebecka Törnqvist)
DJ Krush e Esthero – Final Home
Attica Blues – It’s Alright
Bergman – Lonely nights
Silent Poets – Get Ready (part. Ursula Rucker)

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(25:18 min | 34,7 mb)

Saca aquela original, que de tão boa fica impossível priorizar ao cérebro a sampleada ou homenageada (ou copiada)? Pois bem, trago hoje uma sequência com algumas clássicas que tocam mais que as “inspiradas” no meu walkman amarelo de fone com espuma.
Segura a marimba:

Chic – Soup for onde (Modjo – Lady)
Lowrell – Mellow mellow (Massive Attack – Lately)
Isaac Hayes – Hung up on my baby (Gabriel O Pensador – Lavagem cerebral)
Bola Sete – Bettina (Lovage – Koala’s lament)
Kabaluerê – Kabaluerê (Marcelo D2 – Qual é?)
Pekka Pohjola – Sekoilu seestyy  (Dj Shadow – Midnight in a perfect world)
Booker T. & The MG’s – Boot-Leg (Tim Maia – Sossego)

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(24:52 min | 34,1 mb)

Por Raquel Arellano

Existe trilha sonora pra tudo nessa vida: pra véspera de vestibular, casamento, churrasco com os amigos, pro trabalho, volta pra casa – leia-se engarrafamento – e por aí vai. E tem também aquela lista de músicas que a gente sempre pensa “essa aqui, hmmmm, no momento certo… sei nãããão”: músicas pra namorar, né?

E como o dono do blog é meu parzinho especial, o chuchu que escolhi pra compor a minha salada do fim de semana, preparei uma listinha de músicas que podem inspirar o meu ou o seu encontrinho à dois. Seja pra jogar gamão ou pra dividir uma pizza, tire uns minutinhos da sua vida pra ouvir esse set. Se tu marcar gol, volta aqui depois pra contar!

A lista passeia por diversos ritmos e épocas. Uma atmosfera meio fifties, sixties em alguns momentos, em outros voz e viola. A intenção aqui é ficar agarradinho, vendo a vida passar.

Mama Cass – Dream a little dream of me
Kings of Convenience – Misread
She & Him – I should have known better
Etta James – At last
The Guess Who – These eyes
Otis Redding – Try a little tenderness
Stevie Wonder – My cherrie amour

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(24:40 min | 33,8 mb)

Cumprindo a promessa, eis a parte II do Soprando o Metal postado anteriormente aqui no Quilombo Moderno. Essa seleção começou de uma outra que fiz dia desses pra arrumar o quarto! É impossível realizar tarefas escrotas sem música, convenhamos.

O set é curto e injusto, como sempre, porém suficiente. Ele começa com Never can say goodbye, do mestre Brown (que teve o baixo sampleado com maestria pelo Massive Attack na faixa Better things); Os Islandeses branquelos do Jaguar numa grooveria impecável; e o precoce Trombone Shorty. Startando a segunda metade, a fantástica Budos Band, banda essa que estou ouvindo pelo menos três vezes por semana; Heliocentrics e o Ethio-jazzista Mulatu Astatke numa faixa ao vivo num show recente de 2008; e fechando a tampa da segunda parte a voz mais conhecida da lendária Buena Vista Social Club, Ibrahim Ferrer.

Pra variar, limei alguns nomes que provavelmente entrarão para a terceira parte. Enquanto isso…

James Brown – Never can say goodbye
Jaguar – Battle of funk
Trombone Shorty – Neph
The Budos Band – Unbroken, Unshaven
The Heliocentrics & Mulatu Astatke – Gubulye
Ibrahim Ferrer – Mami me gusto

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(21:48 min | 29,9 mb)

Por Rodrigo Pontual

Mão na cabeça! Mão na cabeça! Invasão no Quilombo!
Calma… ninguém tomou de assalto esse podcast.
Me chamo Rodrigo Pontual e, a convite do meu amigo Pe, estou dando minha humilde contribuição ao Quilombo Moderno. E como o dono daqui é um dos caras que conheço que mais entendem de música, dá pra imaginar o quanto fiquei feliz com o convite.

Mas chega de babação. Vamos voltar no tempo.

Muita gente considera os anos 80 uma década morta para a música. Discordo totalmente. Principalmente no que se refere ao rock brasileiro. Foi nessa década que ele realmente passou a existir. Sem desmerecer a Jovem Guarda e os Mutantes, mas a década emblemática pro rock brasileiro foi a de 80.
Vivíamos o fim da ditadura e a molecada começou a fazer barulho de qualidade (às vezes duvidosa, é verdade).

A banda que mais representa a qualidade dos anos 80 são Os Paralamas do Sucesso. Herbert, Bi e Barone, com sua mistura de ska, rock, punk, e mpb, sempre fizeram discos ótimos. Começaram em Brasília e depois depois se instalaram no Rio, o que também ajudou bastante na carreira da Legião Urbana. Amigos desde que moravam na capital federal, foram os Paralamas que “apadrinharam” a Legião e os apresentaram à gravadora na época. A banda veio pro Rio e se agigantou, graças ao enorme talento de Renato Russo e do entrosamento com os companheiros de banda, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, o que compensava as limitações técnicas dos músicos. Eles eram uma máquina de criar músicas deliciosamente pop, sem perder a qualidade das letras. Mesmo anos após o término da banda, em decorrência da morte de Renato Russo, o número de fãs só aumenta e a devoção à banda é algo fora do normal.
Brasília também deu origem a outra banda obrigatória em qualquer lista dos anos 80: Plebe Rude. Com letras politizadas e pegada punk, nunca tiveram o menor pudor em falar mal do governo militar que ainda existia no país. Impressionante como uma das melhores bandas da década é tão excluída pela mídia.

As bandas engraçadas também tiveram espaço nesse período. As duas principais foram a Blitz e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados. O João Penca era mais escrachado, desde o visual até às letras. Praia, mulheres, noitadas e tudo que caracterizava o Rio de Janeiro fazia parte das letras. Além dos vocalistas Selvagem Big Abreu, Avelar Love e Bob Gallo, a banda também revelou o músico Léo Jaime.
A Blitz também caía pra esse lado do humor, mas com letras mais românticas – mas não menos debochadas – compostas pelo vocalista Evandro Mesquita. Outra futura famosa que fez parte do grupo, foi Fernanda Abreu, uma das backing vocals da formação original

Ainda aqui no Rio, um dos maiores letristas da história do país começou e terminou sua carreira. Cazuza integrou o Barão Vermelho de 1981 a 1985 e faleceu em 1990, mas foi responsável por algumas das melhores músicas da década. A banda tinha uma referência blueseira forte e em vários momentos lembrava os Rolling Stones.
Como diria Renato Russo em uma de suas músicas, “os bons morrem jovens” e isso se aplica aos dois maiores letristas brasileiros do final do século.

O som progressivo também se fez presente, não em grande escala. Duas bandas tinham essas influências de forma descarada: RPM e ZERO. A primeira, do “galã” Paulo Ricardo, abusava dos sintetizadores e teclados, numa referência direta do synthpop que era feito lá fora. Mesmo com carreira curta, o disco de estreia deles está entre os melhores da década. A segunda, menos conhecida, do ótimo vocalista Gulherme Isnard, bebia da fonte clássica do progressivo, como Pink Floyd e Genesis. Também não durou muito, tendo lançado apenas dois discos nos anos 80, mas ambos são muito bons.

Existem outras bandas que merecem destaque, como os paulistas Ultraje a Rigor e Gang 90 & Absurdetes e a gaúcha Engenheiros do Hawaii.
O Ultraje – a melhor entre essas três – misturava a fanfarronice com temas sérios. Conseguia fazer letras sobre temas atuais da sociedade brasileira com um bom humor único. A Gang 90 era totalmente o oposto. Tinha como principal inspiração a new wave, todas aquelas cores e breguices da época. Ainda assim tinha boas músicas, algumas regravadas anos depois, compostas pelo jornalista e fundador do grupo Júlio Barroso, falecido em 1984. Já o Engenheiros é um caso a parte. A banda está em atividade até hoje, mas, inegavelmente, sua melhor fase foi do seu início, em 1985, até o começo da década seguinte. Humberto Gessinger deve ser um cara bem difícil de se trabalhar, visto a enorme quantidade de músicos que passaram pela banda, mas isso não o impediu de compor boas músicas que se tornaram referência do rock brasileiro.

Pra finalizar, mas duas bandas de São Paulo: Titãs e Ira!
Independente do atual momento das duas bandas (o Ira! ainda existe?), ambas foram muito boas na década de 80. Os Titãs lançavam um disco bom atrás do outro, sempre com sua agressividade e rebeldia características. Essa agressividade foi deixada um pouco de lado com s saída de Arnaldo Antues, mas a carreira da banda já estava consolidada.
O Ira!, por sua vez, teve uma história bem mais conturbada que os colegas (apesar do notório apreço dos Titãs por drogas), Mas esses problemas aconteceram mais nos anos 90. Na década anterior, eles lançaram quatro excelentes discos.
Uma curiosidade envolvendo as duas bandas, foi a troca de bateristas. Charles Gavin era, inicialmente, baterista do Ira!, enquanto André Jung tocava com os Titãs. Antes das bandas estourarem eles trocaram de posto e um foi tocar na banda do outro.

Já escrevi demais. Ouçam e façam sua viagem pessoal no tempo. Certamente algumas dessas músicas trarão boas recordações a vocês.

Os Paralamas do Sucesso – Patrulha Noturna
Legião Urbana – Química
Plebe Rude – Censura
João Penca e Seus Miquinhos Amestrados – Calúnias (Telma Eu Não Sou Gay)
Blitz – Betty Frígida
Barão Vermelho – Maior Abandonado
RPM – Revoluções por Minuto
ZERO – Quimeras
Ultraje a Rigor – Inútil
Gang 90 & Absurdetes – Telefone
Engenheiros do Hawaii – Toda Forma de Poder
Titãs – O Pulso
Ira! – Dias de Luta

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(42:53 min | 39,20 mb)

Embora eu discorde muito de usarem o termo hip-hop como gênero musical, não encontro definição melhor para o Abstract hip-hop. Esse é um (sub)gênero que está ali na meiuca entre o breakbeat, trip-hop e o rap, que se destaca pela característica bem peculiar de beats e arranjos deveras experimentais e quase sempre instrumentais, passando uma atmosfera bem “abstrata” dos beats convencionais. Sem dúvidas está no meu top 5 de gêneros preferidos e ocupa muitos gigas no meu hd.
Abrindo o set, escolhi um dos meus artista nacionais favoritos com a música que responde melhor pelo Abstract hip-hop, do álbum lançado ano passado. Iky Castilho, que é mc, produtor e figura fácil do rap nacional. Fat Jon, com a faixa mais viciante do primeiro disco. Em seguinda o Hakim Bey das batidas abstratas, Clutchy hopkins. O fato é que a sua real identidade ainda é uma incógnita na música. As lendas se misturam com o fatos, que vira mero pano de fundo pro espetáculo que é a sonoridade desse puto. Os geniais Dabrye e Prefuse 73 (sim, sou tiete) com beats mais sóbrios, Harmonic 313 e sua sonoridade sintética e, pra fechar, o jazzeado Departure do Kaydee and chief.
Lembrando que não houve preocupação em mixar as faixas com precisão, como sempre.
Ajusta o volume.

Iky Castilho – Fé
Fat Jon – No
Clutchy hopkins – 3rd Element
Dabrye – Prospects (marshall law)
Prefuse 73 – The Color Of Tempo
Harmonic 313 – Köln
Kaydee and chief – Departure

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(22:19 min | 30,60 mb)

Trip-hop session II traz o lado denso do trip-hop. Dessa vez os beats são menos hop, os vocais femininos substituídos pela atmosfera gris e o tempo dá uma leve esfriada. Na minha opinião, a vertente mais interessante do gênero.
Procurei várias maneiras de descrever o set evitando ser efusivo e pela-saco, mas com esses caboclos não consegui. Pudera.
Chora…

Unkle – Invasion
Massive Attack – Pray For Rain (remix de Tim Goldsworthy)
Airlock – In the Mouth of the Fish
Blue Sky Black Death – No Image
Dj Shadow – Midnight in a Perfect World
Spylab – Final Request
Doctor Flake – Le Vaste Espace

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(35:40 min | 48,9 mb)

Meio soul, meio funky, meio R&B, é meio isso que eu ando nos últimos dias. Muitos álbuns ouvidos pela milésima vez, muitas leituras, muitos discos desenterrados, e pra completar o clima resgatei a minha coletânea Soul Train – Hall of Fame, toda empoeirada. Pronto, lá estava eu criando uma lista no iPod e montando aquela sequência gigantesca que subsidiaria a motivação pro dia-a-dia durante uma semana. “E por que não Quilombar isso?”, pensei.
Pois bem, eis um set com boca de sino e escovinha então. “Blows”, diria Gerson king Combo.
Mais uma seleção difícil que se transformou em quase 3 sets. Afaste as cadeiras da agência e aumente pro colega ao lado ouvir o groovis…

The JB’s – Givin’ Up Food For Funk
L.T.D – (Every time I turn around) Back in love again
George Benson – Give me the night
Breakwater – Release The Beast
The Isley Brothers – Fight The Power
Rick James – Super Freak
The Fantastics – Soul Sucka

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(27:43 min | 25,3 mb)

Entendo como música a sonorização de sentimentos. O mais próximo que um ser vivo consegue da externalização da alma, muito além de uma combinação de tons e pausas ritmada. E se tem um estilo músical que define praticamente o que eu digo é o samba. Afinal, quem é impassível o suficiente pra ouvir O Mundo é um Moinho e não e sensibilizar?
Eu me sensibilizo, aliás, o “samba romântico”, de morro, o de raiz, é o tipo de música que mais me toca até hoje. Talvez por eu ser um carioca praticante(?) e conseguir enxergar em cada canto do Rio de Janeiro um trecho de música, talvez por ser um apaixonado pela cultura brasileira. Ou não, talvez isso seja uma grande besteira minha. Merzbol é um artista japonês de noise e eu sinto uma presença ímpar nos experimentos dele. Adoniran era paulista e mereceu a lapa mais que muitos sambitas. Que seja.
Na seleção, tem alguns dos maiores gênios do samba, músico capazes de solfejar uma melodia e arrepiar o mais frio ouvinte. Como sempre, deixo de fora muitos nomes por me limitar a sets curtos, mas os presentes são suficiêntes pra mostrar a poesia que o samba tem. Segura…

Cartola – Tive Sim (1974)
Nelson Sargento – Triângulo Amoroso (1979)
Adoniran Barbosa – Já fui uma brasa (1974)
Nelson Cavaquinho – Juizo Final (1973)
Almir Guineto – Mel na boca (1986)
Zé Keti – A Voz Do Morro (1973)

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(15:35 min | 14,2 mb)