Entendo como música a sonorização de sentimentos. O mais próximo que um ser vivo consegue da externalização da alma, muito além de uma combinação de tons e pausas ritmada. E se tem um estilo músical que define praticamente o que eu digo é o samba. Afinal, quem é impassível o suficiente pra ouvir O Mundo é um Moinho e não e sensibilizar?
Eu me sensibilizo, aliás, o “samba romântico”, de morro, o de raiz, é o tipo de música que mais me toca até hoje. Talvez por eu ser um carioca praticante(?) e conseguir enxergar em cada canto do Rio de Janeiro um trecho de música, talvez por ser um apaixonado pela cultura brasileira. Ou não, talvez isso seja uma grande besteira minha. Merzbol é um artista japonês de noise e eu sinto uma presença ímpar nos experimentos dele. Adoniran era paulista e mereceu a lapa mais que muitos sambitas. Que seja.
Na seleção, tem alguns dos maiores gênios do samba, músico capazes de solfejar uma melodia e arrepiar o mais frio ouvinte. Como sempre, deixo de fora muitos nomes por me limitar a sets curtos, mas os presentes são suficiêntes pra mostrar a poesia que o samba tem. Segura…
Cartola – Tive Sim (1974)
Nelson Sargento – Triângulo Amoroso (1979)
Adoniran Barbosa – Já fui uma brasa (1974)
Nelson Cavaquinho – Juizo Final (1973)
Almir Guineto – Mel na boca (1986)
Zé Keti – A Voz Do Morro (1973)
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(15:35 min | 14,2 mb)