Archives for the month of: March, 2010

Entendo como música a sonorização de sentimentos. O mais próximo que um ser vivo consegue da externalização da alma, muito além de uma combinação de tons e pausas ritmada. E se tem um estilo músical que define praticamente o que eu digo é o samba. Afinal, quem é impassível o suficiente pra ouvir O Mundo é um Moinho e não e sensibilizar?
Eu me sensibilizo, aliás, o “samba romântico”, de morro, o de raiz, é o tipo de música que mais me toca até hoje. Talvez por eu ser um carioca praticante(?) e conseguir enxergar em cada canto do Rio de Janeiro um trecho de música, talvez por ser um apaixonado pela cultura brasileira. Ou não, talvez isso seja uma grande besteira minha. Merzbol é um artista japonês de noise e eu sinto uma presença ímpar nos experimentos dele. Adoniran era paulista e mereceu a lapa mais que muitos sambitas. Que seja.
Na seleção, tem alguns dos maiores gênios do samba, músico capazes de solfejar uma melodia e arrepiar o mais frio ouvinte. Como sempre, deixo de fora muitos nomes por me limitar a sets curtos, mas os presentes são suficiêntes pra mostrar a poesia que o samba tem. Segura…

Cartola – Tive Sim (1974)
Nelson Sargento – Triângulo Amoroso (1979)
Adoniran Barbosa – Já fui uma brasa (1974)
Nelson Cavaquinho – Juizo Final (1973)
Almir Guineto – Mel na boca (1986)
Zé Keti – A Voz Do Morro (1973)

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(15:35 min | 14,2 mb)

Após um longo e tenebroso inverno, estou de volta e dessa vez com um gênero deveras subestimado. O Lounge music.
Música de bar, hall de hotel, de elevador, de relaxamento entre outras categorias, é assim que a maioria das pessoas enxerga essa vertente da música eletrônica. De fato, o Lounge Music teve como proposta exatamente essa característica nos anos 50 e 60, em seu surgimento, porém nunca se acomodou ou se contentou como pano de fundo. A evolução do Lounge nas últimas décadas e a riqueza de influências, que vão do jazz ao samba, são fatos relevantes e merecem destaque na música contemporânea. A real é que o Lounge saiu das salas de espera para os palcos de cabeça erguida, com ótimos artistas. Do Moog ao chocalho, cabe tudo no buraco do Jabour do Lounge music!

Sem pretensão alguma de pagar de entendido, o set está repleto de clássicos como Dzihan & Kamien, Café del mar, Minus 8 e etc. Por falar em “contemporâneo”, fiz questão de incluir Dubphonic com a participação da inconfundível Céu em Afronauta. Na meiuca do set, os quase brasileiros Mo’Horizons que sou muito fã, e na ponta direita saindo de uma contusão, Letting the Cables Sleep do Bush regravado por Nightmares on wax, pouco foda. E pra fechar, dois dos meus projetos favoritos, Thievery Corporation e Dj Cam.
Ta estressado? Crava o fone e clica no play…

Brazilian Girls – Homme
Dubphonic – Afronauta
Groovecatcher – Café De La Plage
Minus 8 – Bossa nova feelins
Mo’Horizons – Foto Viva
Dzihan & Kamien – Homebase
Café del mar – Letting the Cables Sleep (Bush – The Nightmares on Wax Remix)
Thievery Corporation – Lebanese Blonde
Dj Cam Quartet – Rebirth Of Cool

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(46:25 min | 42,5 mb)