Archives for category: Experimental

Saca aquela original, que de tão boa fica impossível priorizar ao cérebro a sampleada ou homenageada (ou copiada)? Pois bem, trago hoje uma sequência com algumas clássicas que tocam mais que as “inspiradas” no meu walkman amarelo de fone com espuma.
Segura a marimba:

Chic – Soup for onde (Modjo – Lady)
Lowrell – Mellow mellow (Massive Attack – Lately)
Isaac Hayes – Hung up on my baby (Gabriel O Pensador – Lavagem cerebral)
Bola Sete – Bettina (Lovage – Koala’s lament)
Kabaluerê – Kabaluerê (Marcelo D2 – Qual é?)
Pekka Pohjola – Sekoilu seestyy  (Dj Shadow – Midnight in a perfect world)
Booker T. & The MG’s – Boot-Leg (Tim Maia – Sossego)

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(24:52 min | 34,1 mb)

Cumprindo a promessa, eis a parte II do Soprando o Metal postado anteriormente aqui no Quilombo Moderno. Essa seleção começou de uma outra que fiz dia desses pra arrumar o quarto! É impossível realizar tarefas escrotas sem música, convenhamos.

O set é curto e injusto, como sempre, porém suficiente. Ele começa com Never can say goodbye, do mestre Brown (que teve o baixo sampleado com maestria pelo Massive Attack na faixa Better things); Os Islandeses branquelos do Jaguar numa grooveria impecável; e o precoce Trombone Shorty. Startando a segunda metade, a fantástica Budos Band, banda essa que estou ouvindo pelo menos três vezes por semana; Heliocentrics e o Ethio-jazzista Mulatu Astatke numa faixa ao vivo num show recente de 2008; e fechando a tampa da segunda parte a voz mais conhecida da lendária Buena Vista Social Club, Ibrahim Ferrer.

Pra variar, limei alguns nomes que provavelmente entrarão para a terceira parte. Enquanto isso…

James Brown – Never can say goodbye
Jaguar – Battle of funk
Trombone Shorty – Neph
The Budos Band – Unbroken, Unshaven
The Heliocentrics & Mulatu Astatke – Gubulye
Ibrahim Ferrer – Mami me gusto

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(21:48 min | 29,9 mb)

Embora eu discorde muito de usarem o termo hip-hop como gênero musical, não encontro definição melhor para o Abstract hip-hop. Esse é um (sub)gênero que está ali na meiuca entre o breakbeat, trip-hop e o rap, que se destaca pela característica bem peculiar de beats e arranjos deveras experimentais e quase sempre instrumentais, passando uma atmosfera bem “abstrata” dos beats convencionais. Sem dúvidas está no meu top 5 de gêneros preferidos e ocupa muitos gigas no meu hd.
Abrindo o set, escolhi um dos meus artista nacionais favoritos com a música que responde melhor pelo Abstract hip-hop, do álbum lançado ano passado. Iky Castilho, que é mc, produtor e figura fácil do rap nacional. Fat Jon, com a faixa mais viciante do primeiro disco. Em seguinda o Hakim Bey das batidas abstratas, Clutchy hopkins. O fato é que a sua real identidade ainda é uma incógnita na música. As lendas se misturam com o fatos, que vira mero pano de fundo pro espetáculo que é a sonoridade desse puto. Os geniais Dabrye e Prefuse 73 (sim, sou tiete) com beats mais sóbrios, Harmonic 313 e sua sonoridade sintética e, pra fechar, o jazzeado Departure do Kaydee and chief.
Lembrando que não houve preocupação em mixar as faixas com precisão, como sempre.
Ajusta o volume.

Iky Castilho – Fé
Fat Jon – No
Clutchy hopkins – 3rd Element
Dabrye – Prospects (marshall law)
Prefuse 73 – The Color Of Tempo
Harmonic 313 – Köln
Kaydee and chief – Departure

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(22:19 min | 30,60 mb)

Trip-hop session II traz o lado denso do trip-hop. Dessa vez os beats são menos hop, os vocais femininos substituídos pela atmosfera gris e o tempo dá uma leve esfriada. Na minha opinião, a vertente mais interessante do gênero.
Procurei várias maneiras de descrever o set evitando ser efusivo e pela-saco, mas com esses caboclos não consegui. Pudera.
Chora…

Unkle – Invasion
Massive Attack – Pray For Rain (remix de Tim Goldsworthy)
Airlock – In the Mouth of the Fish
Blue Sky Black Death – No Image
Dj Shadow – Midnight in a Perfect World
Spylab – Final Request
Doctor Flake – Le Vaste Espace

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(35:40 min | 48,9 mb)

Pra quem só consegue imaginar jazz e banda de quartel quando o assunto é instrumento de sopro, esse set é um prato cheio. Um bom naipe de metal inserido com bom gosto numa banda faz total diferença pra sonoridade. Há quem diga que limita a harmonia da música e eu to aqui pra provar o contrário.
Começando com The Apples, uma banda de Israel arregaçando com um “speed” funk da melhor qualidade. Mais pro meio do set ninguém menos que Mulatu Astatke, um compositor Etíope de característica ímpar. A mistura de influências no som do cara resultou no que chamam de Ethio-jazz, uma experiência transcendental. Confiem.
Outra banda que merece destaque é o Hypnotic Brass Ensemble, de Chicago. Imagina um naipe de metal com 8 cabeças e um batera ritmando, fuderoso!
Da salsa ao rock, esse é um repertório meio injusto pra mim. Foi difícil deixar alguns nomes de fora, mas brevemente teremos uma “parte II”. Segura a metaleira…

The Apples – Attention
Hypnotic Brass Ensemble – Balicky bon
Morphine – A head with wings
Los Hermanos – Cadê Teu Suin
Mulatu Astatke – Yekermo sew
Omara Portuondo – Donde Estabas
Nomo – Better than that
Funk Como le Gusta – Forty days

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(33:58 min | 31,1 mb)

Exatamente! Esse é um set de downbeat com artistas brasileiros, beats arrastados tupiniquim, sim!
A idéia e reunir artistas do gênero (ou não) que cantam em português, o que é raro. Nem todos são nacionais como, por exemplo, o Gilo e o Mesa, que são de Portugal, e o Smoke City que é inglês, mas cabem no mesmo pote.
Pra abrir, ninguém menos que Quinto Andar, o extinto (e foda!) coletivo carioca de rap. No set, incluí também dois artistas novos que andam chamando de MPB 2.0 (e eu discordo porque vão muito além) que sou deveras fã. Fábio Góis que lançou o álbum Sol no Escuro em 2006 e Caio Bosco que botou um EP pra download no ano passado, sensacionais. Guizado é outro da leva nacional de experimental que me fez ficar de cara com a sonoridade desde a primeira escutada. O Quarto das cinzas é um trio de Fortaleza de música eletrônica que viciei em 2005, hoje a banda se chama O Jardim das Horas e segue o mesmo padrão de qualidade. E qualquer projeto que o BNegão se envolva dispensa comentários.
Teria muito o que falar desse set, mas ficaria tão chato quanto um repertório extenso. Fone na orelha e faça dessa sequência uma trilha pra suas tarefas diárias…

Quinto Andar – Meu amor não me abandone
Fabio Góis – Lembranças
Gilo – Nascer de novo
Caio Bosco – na2so4+2h2o
Guizado – Vermelho
O Quarto das cinzas – Tudo que for seu
BNegão e os Seletores de Frequência – No Way
Smoke City – Underwater Love
Mesa – Fado Lunar

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(40:43 min | 37,1 mb)