Archives for category: Jazz

Por Raquel Arellano

Existe trilha sonora pra tudo nessa vida: pra véspera de vestibular, casamento, churrasco com os amigos, pro trabalho, volta pra casa – leia-se engarrafamento – e por aí vai. E tem também aquela lista de músicas que a gente sempre pensa “essa aqui, hmmmm, no momento certo… sei nãããão”: músicas pra namorar, né?

E como o dono do blog é meu parzinho especial, o chuchu que escolhi pra compor a minha salada do fim de semana, preparei uma listinha de músicas que podem inspirar o meu ou o seu encontrinho à dois. Seja pra jogar gamão ou pra dividir uma pizza, tire uns minutinhos da sua vida pra ouvir esse set. Se tu marcar gol, volta aqui depois pra contar!

A lista passeia por diversos ritmos e épocas. Uma atmosfera meio fifties, sixties em alguns momentos, em outros voz e viola. A intenção aqui é ficar agarradinho, vendo a vida passar.

Mama Cass – Dream a little dream of me
Kings of Convenience – Misread
She & Him – I should have known better
Etta James – At last
The Guess Who – These eyes
Otis Redding – Try a little tenderness
Stevie Wonder – My cherrie amour

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(24:40 min | 33,8 mb)

Cumprindo a promessa, eis a parte II do Soprando o Metal postado anteriormente aqui no Quilombo Moderno. Essa seleção começou de uma outra que fiz dia desses pra arrumar o quarto! É impossível realizar tarefas escrotas sem música, convenhamos.

O set é curto e injusto, como sempre, porém suficiente. Ele começa com Never can say goodbye, do mestre Brown (que teve o baixo sampleado com maestria pelo Massive Attack na faixa Better things); Os Islandeses branquelos do Jaguar numa grooveria impecável; e o precoce Trombone Shorty. Startando a segunda metade, a fantástica Budos Band, banda essa que estou ouvindo pelo menos três vezes por semana; Heliocentrics e o Ethio-jazzista Mulatu Astatke numa faixa ao vivo num show recente de 2008; e fechando a tampa da segunda parte a voz mais conhecida da lendária Buena Vista Social Club, Ibrahim Ferrer.

Pra variar, limei alguns nomes que provavelmente entrarão para a terceira parte. Enquanto isso…

James Brown – Never can say goodbye
Jaguar – Battle of funk
Trombone Shorty – Neph
The Budos Band – Unbroken, Unshaven
The Heliocentrics & Mulatu Astatke – Gubulye
Ibrahim Ferrer – Mami me gusto

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(21:48 min | 29,9 mb)

Embora eu discorde muito de usarem o termo hip-hop como gênero musical, não encontro definição melhor para o Abstract hip-hop. Esse é um (sub)gênero que está ali na meiuca entre o breakbeat, trip-hop e o rap, que se destaca pela característica bem peculiar de beats e arranjos deveras experimentais e quase sempre instrumentais, passando uma atmosfera bem “abstrata” dos beats convencionais. Sem dúvidas está no meu top 5 de gêneros preferidos e ocupa muitos gigas no meu hd.
Abrindo o set, escolhi um dos meus artista nacionais favoritos com a música que responde melhor pelo Abstract hip-hop, do álbum lançado ano passado. Iky Castilho, que é mc, produtor e figura fácil do rap nacional. Fat Jon, com a faixa mais viciante do primeiro disco. Em seguinda o Hakim Bey das batidas abstratas, Clutchy hopkins. O fato é que a sua real identidade ainda é uma incógnita na música. As lendas se misturam com o fatos, que vira mero pano de fundo pro espetáculo que é a sonoridade desse puto. Os geniais Dabrye e Prefuse 73 (sim, sou tiete) com beats mais sóbrios, Harmonic 313 e sua sonoridade sintética e, pra fechar, o jazzeado Departure do Kaydee and chief.
Lembrando que não houve preocupação em mixar as faixas com precisão, como sempre.
Ajusta o volume.

Iky Castilho – Fé
Fat Jon – No
Clutchy hopkins – 3rd Element
Dabrye – Prospects (marshall law)
Prefuse 73 – The Color Of Tempo
Harmonic 313 – Köln
Kaydee and chief – Departure

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(22:19 min | 30,60 mb)

Pra quem só consegue imaginar jazz e banda de quartel quando o assunto é instrumento de sopro, esse set é um prato cheio. Um bom naipe de metal inserido com bom gosto numa banda faz total diferença pra sonoridade. Há quem diga que limita a harmonia da música e eu to aqui pra provar o contrário.
Começando com The Apples, uma banda de Israel arregaçando com um “speed” funk da melhor qualidade. Mais pro meio do set ninguém menos que Mulatu Astatke, um compositor Etíope de característica ímpar. A mistura de influências no som do cara resultou no que chamam de Ethio-jazz, uma experiência transcendental. Confiem.
Outra banda que merece destaque é o Hypnotic Brass Ensemble, de Chicago. Imagina um naipe de metal com 8 cabeças e um batera ritmando, fuderoso!
Da salsa ao rock, esse é um repertório meio injusto pra mim. Foi difícil deixar alguns nomes de fora, mas brevemente teremos uma “parte II”. Segura a metaleira…

The Apples – Attention
Hypnotic Brass Ensemble – Balicky bon
Morphine – A head with wings
Los Hermanos – Cadê Teu Suin
Mulatu Astatke – Yekermo sew
Omara Portuondo – Donde Estabas
Nomo – Better than that
Funk Como le Gusta – Forty days

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(33:58 min | 31,1 mb)