Archive | February, 2009

imagina se não fosse emergência…

17 Feb

Na boa, quem precisa de médico quando você fica UMA HORA pra ser atendido e o diagnóstico é algo IMBECIL?

“Acho que você está com amigdalite.”

Te passa um remédio, te manda pra casa, não tira sua temperatura, não te ausculta, porra nenhuma. Manda você pra casa naquela condição né, pedindo pra voltar em 48 horas caso piore, ou seja, se em 48 horas você MORRER, quem sabe não mandam uma coroa de flores?

Mano, eu tive febre, tomei paracetamol, febre continuou, dor no corpo, em tempos de dengue você já pensa logo no pior. O mínimo que a vaca da médica podia ter feito era ter pedido um exame de sangue, sei lá, eu me queixei de dores no corpo, nos olhos…

“Com a quantidade de gente que apareceu aqui com amigdalite, até o fim do dia eu já peguei.”

Na boa, sua monstra, você não tá me fazendo um favor ao me atender. Tá sendo paga pelo plano de saúde, muito bem até pro serviço porco que você oferece. Sequer encostou em mim. Pra não dizer que não encostou, um palito de madeira encostou na minha língua e ela deu uma olhadinha básica na minha garganta.

“É, tá vermelhinha… Toma esse remédio aqui, bastante líquido e se alimente bem.”

Querida, eu tô sem apetite. Não sinto cheiro de nada. Tô com o nariz escorrendo, estilo criança de rua remelenta. E você ACHA que possa ser amigdalite? Tô aqui tossindo meu pulmão fora, cada placão verde sinistro e o ser vem me dizer pra voltar depois se piorar… Depois pedem pras pessoas não se automedicarem… Com uma consulta dessas, até o farmacêutico receita coisa mais eficaz.

Eu ACHO que você devia mudar de profissão porque como médica você é péssima, beijos.

É por essas e outras que o Rio de Janeiro ainda apresenta alto índice de mortes por dengue. Por diagnósticos mal dados, desleixo e descaso dos profissionais da saúde com seus pacientes. E daí que tem maior galera lá fora esperando? Sejamos mais humanos, né, não se brinca com doença.

E fica a pergunta: quem seria pior, médicos de meia tigela ou adEvogados? Porque eu tenho birra com advogado também, mas fica pra outro post.

participação do leitor – bruno nigro

13 Feb

Inaugurando a seção “Participação do Leitor” aqui no blog, meu estimado amigo Bruno Nigro, um reclamador nato e bem-humorado!

“Crônica & Cômica” ou “Os (quase) Maravilhosos Devaneios do Nigro”

Todo mundo gosta de reclamar da vida, essa é a segunda verdade universal (a primeira é um pout-pourri das diversas Leis de Murphy, see food aê). E nem adianta esse muchocho, esse sorrisinho amarelo de pessoa super de bem com a vida, dizendo “Eu não! Minha vida é maraviounderful! Não tenho nada pra reclamar…” – aliás, você é a PRIMEIRA pessoa a reclamar quando as coisas não vão bem.

E reclamar da vida é coisa de gente cricri e não existe nada de errado nisso, ora pois! Vejam o meu caso, por exemplo. Teoricamente eu sou uma pessoa legal, tranquila, quase um Joseph Climber (porém sem tantas virtudes fora as minhas drogas habituais), e esse tipo de pessoa que costumo ser (na teoria) está sujeita a certos tipos de situação que fariam o mais casto dos castos (oi?) perder o juízo e ser, olha só: cricri.

Como escolhi estudar ao invés de fugir da escola pra jogar futebol, hoje eu ando de ônibus. E no transporte coletivo é que você encontra figuras pitorescas, como a senhora que não tomou banho, mas caprichou no ‘Le Desmantele D’Avon’. O mano que escuta ‘Solta Essa Porra’ no celular, SEM fone de ouvido, às 7 da matina. Os tipos são muitos, mas ontem eu perdi a paciência com uma dupla dinâmica de ‘Marias’ que não parava de conversar do meu lado. Bicho, se eu acordei cedo e tenho a habilidade ninja de dormir nos bancos macios (cof, cof) do coletivo… PORRA! Eu quero aproveitar pra dormir no trânsito (rá, acho que essa é a única vantagem de andar de ônibus).

Acontece que as vizinhas (sim, elas eram vizinhas) tinham assunto para ir e voltar do trabalho e lá se foi a lista. Passando da nota baixa do Franciscoaldo, a primeira menstruação da Jaquilene e todo o medo da dona de ver a filha grávida depois do carnaval. No meio do caminho, o celular de uma toca ‘chupa que é de uva’, ela atende, fala berrando e desliga. Daqui a pouco, toca de novo, ela atende, berra e desliga. Enquanto isso, a outra mastiga um biscoito Globo de boca aberta… meu, aquilo faz mais barulho que uma britadeira.

Juro que me controlei o máximo que pude, mas não aguentei. Quando levantei para descer do ‘Inferno Móvel’, peguei meu telefone e fingi que estava atendendo uma ligação, eis o diálogo:

“- E aí bicho, tudo bem? Comigo tá mais ou menos… cara, tentei dormir o caminho inteiro, cansado do show ontem e tal. Mas tem duas VELHAS aqui na frente que fizeram curso de matraca, uma reclama do marido que larga os pen-te-lhos no sabonete, outra tá morrendo de medo que a filha dê pro cara que entrega o gás, mas toca ‘chupa que é de uva’ no celular. E vou te contar, pelo cheiro da colônia, elas devem ser cafetinas, afinal esse ônibus passa pela Glória, e lá como você sabe é a Travecolândia… pois é cara. Mas é a vida… se eu tivesse ouvido seus conselhos, hoje seria jogador de futebol na europa e não teria que passar por esse tipo de coisa às 7 da manhã.”

(…)

A cara delas me olhando enquanto eu falava isso em pé do lado, fica por conta da imaginação de vocês. Mas, respondam na boa: Eu fui cricri? Acho que não… isso é legítima defesa, bicho.

Uatchatcha!

Bruno Nigro é músico, jornalista, flamenguista, técnologo, bicheiro, forrest gump, assistente para assuntos aleatórios, entre outras atividades não-declaráveis publicamente… mas ele concorda que devia mesmo ter fugido da escolha pra jogar futebol.

 

Pra quem quiser participar, é só mandar o seu texto para insiraseunome @ gmail . com .

arrá

11 Feb

Reclamar é tão bom que o blog fez sucesso. Recebi alguns comentários (aqui mesmo e em off) de pessoas querendo postar por aqui também, portanto abro oficialmente o espaço pra colaborações!

Pra quem quiser, é só escrever para insiraseunome (@) gmail (.) com. Ou então, se a preguiça for maior, é só deixar um comentário dizendo que quer participar!

Um beijo e um queijo.

o tio chico

9 Feb

Eu odeio ficar menstruada.

 

Ainda mais no verão, quando você quer ir pra praia e usar saia. Beijos.

o suvaco

6 Feb

Esse post vai desapontar muito leitor amante de axila, como se eu ligasse pra isso. Tô aqui pra falar MAL dessa parte tosca do corpo humano, que só serve pra feder e causar “pizza” nas blusas.

Odeio suvaco.

Se é lisinho, espinhento, cabeludo, gordinho, cheiroso, fedido, pode ser até um suvaco de ouro que eu vou odiar mesmo assim. Claro que esse sentimento vai variar de acordo com a apresentação, isso é indiscutível. O lance é que desde pequena, eu tenho implicância.

Suvaco. A palavra por si só já me irrita. Axila então. E o “debaixo do braço”? DEBAIXO DO BRAÇO!

Quando criança, traumatizei com uma cena. Uma dona entra no ônibus, fazia calor, ela veste uma regata; ônibus meio cheio, não quis se sentar. Em um dos bancos, duas crianças, eu e meu irmão voltando do clube (fresquinhos de piscina, cabelinho penteado, roupinha trocada). Graças ao demônio, a mulher levanta o braço pra segurar na barra superior do ônibus BEM ao nosso lado. Foi olhar pra cima e dar de cara com um suvaco mais cabeludo do que eu (quem me conhece sabe que careca eu não fico). Visão do inferno total.

E como essas bizarrices me perseguem, ontem ao voltar pra casa fui testemunha de uma cena dantesca. Uma senhora, também trajando camiseta, resolve abraçar o ferro do ônibus, logo ali na altura em que as pessoas se seguram. Eu vi tudo, minha gente, diante dos meus olhos um suvaco molhado encostando na pobre barra de ferro. Quase vomitei e só de imaginar minha mão COLANDO naquela baba gosmenta, tive calafrios.

Enfim, pessoas do meu Brasil, por que esse tipo de coisa acontece? Suvacos femininos tão peludos? Voltamos aos anos 60? E encostar a suvaca escorrendo em partes comuns aos demais? É pra umidecer? Pensem nisso antes de dormir!

hoje já é ontem

6 Feb

A quinta-feira já virou sexta, passou da meia noite, tô cansada graças ao engarrafamento monstro que enfrentei pra voltar pra casa.

Um trajeto que leva, em média, 40 minutos, foi feito em uma hora e meia, se o ônibus passou dos 6o km/h foi muito. Ok, choveu, carioca não sabe dirigir na chuva e tem medo de aquaplanagem, simplesmente ENTALA nas poças que mais parecem a Lagoa Rodrigo de Freitas, isso, joga mesmo o saco de pipoca pela janela, a lata de Coca-Cola não, essa some em 5 minutos ou menos (logo aparece um duende pra catá-la).

Pra completar, o dono da empresa de ônibus, que só anda de helicóptero, não tem noção que em vez de acomodar menos de 100 pessoas ali naquele veículo, ele entope o bicho com a torcida do Flamengo.  Resumindo, quem precisa ir pro inferno se já estamos nele? Passar por isso todos os dias, mochila na tua cara, sarradas, cecê, barulho, empurrão, mano, inventem logo o teletransporte ou sucumbiremos ao estresse diário da vida moderna!

oi?

6 Feb

Primeiro post desse blog.

E tem que começar com uma reclamação: eu odeio os layouts do wordpress. Pronto.