Archive | April, 2009

raiva do século: rinite alérgica

27 Apr

õi.

têm dõis diãs que eu tô com o nãriz entubido.

dõis diãs.

já tentei de tudo. ficar de bonda ã cabêza, assoãr o nãriz, endobe. endobe umã nãrina, desendobe a õutra. eu levanto e desendôbe, assim, alguém me dã uma faca pra eu arrãncar o nãriz fora?

odeio ser alérgica. odeio ser/estar fanha. odeio as duas coisas juntas.

odeio a poeira das ruas. o pólen das flores e as abelhas zunzunzun voando por ali, espalhando aquilo tudo pelo ar (como a natureza é bela e colorida… NOT). os carpetes e o ar condicionado da van. e o ar condicionado siberiano do escritório. odeio rinosoro que arde o nariz. odeio assoar tanto o nariz a ponto de esfolar a pele. odeio assoar o nariz. odeio levantar e sentir como é bom respirar sem ser pela boca. odeio sentar ou deitar e o nariz entupir por completo. odeio o ardor do vicky vaporub. odeio antialérgicos. odeio o sono provocado pelos mesmos. odeio rinite. pronto.

raiva da semana: restaurante self-service

24 Apr

O que é pior:

1 – os indecisos que não sabem o que pegar?

2 – o cara que pega todas as batatas-fritas da bandeja?

3 – não ter um determinado prato bem na sua vez?

Fato: a vida adulta nos obriga a frequentar tais recintos, claro, se você fizer parte do grupo de pessoas que ganha vale refeição bacana e pode PAGAR por isso. Ou se você não faz questão da marmita santa de cada dia.

Eu começo a pensar em trazer comida de casa, não por economia, mas por poder saborear a comida do jeito que EU gosto, sem ter que me estressar com os pormenores desses locais de alimentação. Um momento que deveria ser de prazer (almoço + descanso + bate-papo) torna-se uma via crucis certas vezes. Você e sua bandeja, em busca de alguma sobra no horário de pico, um frango em formato decente, um arroz não-remexido, quiça uma mísera empadinha de queijo ou uma porção de alfaces e uns ovos de codorna (pra por proteína no prato).

Ahhhh o self-service… Te odeio.

ausência de reclamações

16 Apr

smile-potato

O blog anda parado porque eu ando de bom humor!

raiva do dia: passageiros espaçosos

9 Apr

Eu devia mudar o nome desse blog de “Rabugices” pra “Andando de busão”, de tanta estória que eu tenho pra contar.

E pensar que andar de ônibus era uma das minhas atividades preferidas. Acompanhada do meu cd player (hoje em dia iPod), eu costumava aproveitar bem as idas à faculdade ou ao trabalho antigamente. Hoje em dia, não mais.

Vai ver tô saturando porque pego ônibus justo nos horários de pico, quando toda a POVA do Rio de Janeiro tá indo/saindo pro/do trabalho. Pior que você tenta fugir pra metrô e é ainda pior. Van, além de não aceitar vale-transporte, é mais caro e sempre tá lotada, apesar do preço.

Enfim… voltemos ao estresse nosso de cada dia.

Não bastasse o funk alto no celular do tiozinho, a sujeira, os estudantes que não tiram as mochilas das costas, temos que conviver com passageiros espaçosos. Não me refiro às pessoas mais gordinhas não. Eu falo daquele camarada que esquece o limite entre o bom senso e a falta de educação, a linha imaginária que a mãe ensina pro filhote ao se sentar no sofá da casa do amiguinho, sabe? Aquela divisória que faz com que o seu braço não encoste no da pessoa do lado. Ou a sua perna. Ou que faça a criatura, que pagou a mesma passagem que você, andar todo encolhido na janela do ônibus. Ou com as pernas pra fora, no corredor.

Não tem coisa que me irrita mais do que isso.

Outro dia, jurei pra mim que não ia me encolher. Não adiantou. Resisti bravamente ao braço cabeludo de um senhor roçando no meu, coisa mais nojenta ever. Pensei “ele vai se mancar e chegar pra lá, não vai invadir meu espaço, vai se limitar ao assento dele e olhe lá”. Ledo engano. A coisa me incomodou tanto que quando vi, tinha os braços encostados no vidro da janela, feito lagartixa encolhida no canto da parede.

“Mas Raquel, os homens são mais espaçosos por natureza, afinal eles possuem algo que nós mulheres não possuímos entre as pernas…”

E DAÍ?

Precisa ocupar um assento e meio? Então pague uma passagem e meia.

Pior que na van é a mesma desgraça. Acho que só vou ter paz quando tiver meu carro. Ou não.