raiva do século: modinha hype

Eu queria muito me alongar nessa discussão. Mas vou me limitar a dizer que acho patético querer ser diferente quando o diferente hoje é ser igual a um bando de gente.

Assim, aprendam que não existe isso.

Quando você é adolescente e precisa definir sua personalidade, gostos, aptidões, acontece de querer se destacar da maioria, geralmente fazíamos isso torcendo pra um time nada a ver, ouvindo uma banda exótica, vestindo uma roupa que ninguém, pelo menos ao seu redor, vestia.

Mas quando você cresce? Não é bacana, saca? Bancar o moderninho, vestindo peças de duas décadas atrás, cores bizarras, FEIAS, é feio. Pronto. Mas não, vem algum “entendido” no assunto e diz que é o novo usar um Nike Eddie Murphy boladão com uma legging prateada, fechando com um corte de cabelo escroto e uma trilha sonora que ninguém conhece. Ou então, algo estilo Lady Gaga, porque Lady Gaga é musa (musaaaaaaaaaaaaaaaaa)!

Então… bocejos, viu?

UPDATE:

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6 Responses to “raiva do século: modinha hype”

  1. fer says:

    concordo. galera perde maior tempo querendo ser diferente que nunca é nada. não consegue conviver com si mesmo, com o seu eu. psicologia a parte, essa reinvenção e necessidade de “não pertencer” enloquece.

    *bocejos*

  2. Nigro says:

    Lady Gaga tem cara de puta viciada em balinha e new wave. ‘Po-po-po-po-pokerface’ é o meu digníssimo escroto esquerdo. E você, meu amigo, que se veste de alumínio, que corta o cabelo com tesourão de jardim, que ouve aquela bandinha experimental da nova zelândia, que coleciona flyers de festivais do extremo sul da escócia selvagem, você que é cafona mas acredita que é hipster… sinceramente, me faça o favor de morrer do avesso, malandro. Você está além da linha tênue que separa um cara chato de alguém insuportávelmente escroto!

  3. Julia says:

    Eu sempre defendi e defenderei a tese que pessoas que usam Nikes coloridões, Wayfarers coloridões, wet legging, roupas FLUORESCENTES e outras coisas dos anos 80 nasceram a partir de 1988.

    Quem é mais velho certamente não vai usar essas atrocidades outra vez.

  4. camila says:

    A pasteurização me dá tanta agonia quanto a necessidade de ser diferente. É o extremo oposto dessa histeria modernosa hipster: a falta de identidade por completo, aquela horda de meninas iguais com o mesmo cabelo, a mesma bolsa e o mesmo vestido.
    Falta personalidade, segurança e tranquilidade de ser quem você é pros dois times.

  5. Raquel says:

    jubas, da sua lista eu até tenho algumas coisas mas não conseguiria usar tudo ao mesmo tempo, sabe (pra completar, um rabo de cavalo do lado, uma pochete e um batom azul)!

  6. Raquel says:

    oi, camila!

    uma pena não deixar um contato válido aqui no blog, de forma que eu possa conversar com você! um beijo!


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