Eu queria muito me alongar nessa discussão. Mas vou me limitar a dizer que acho patético querer ser diferente quando o diferente hoje é ser igual a um bando de gente.
Assim, aprendam que não existe isso.
Quando você é adolescente e precisa definir sua personalidade, gostos, aptidões, acontece de querer se destacar da maioria, geralmente fazíamos isso torcendo pra um time nada a ver, ouvindo uma banda exótica, vestindo uma roupa que ninguém, pelo menos ao seu redor, vestia.
Mas quando você cresce? Não é bacana, saca? Bancar o moderninho, vestindo peças de duas décadas atrás, cores bizarras, FEIAS, é feio. Pronto. Mas não, vem algum “entendido” no assunto e diz que é o novo usar um Nike Eddie Murphy boladão com uma legging prateada, fechando com um corte de cabelo escroto e uma trilha sonora que ninguém conhece. Ou então, algo estilo Lady Gaga, porque Lady Gaga é musa (musaaaaaaaaaaaaaaaaa)!
Então… bocejos, viu?
UPDATE:
Isso aqui é BEM legal: http://elitetriste.apostos.com/
concordo. galera perde maior tempo querendo ser diferente que nunca é nada. não consegue conviver com si mesmo, com o seu eu. psicologia a parte, essa reinvenção e necessidade de “não pertencer” enloquece.
*bocejos*
Lady Gaga tem cara de puta viciada em balinha e new wave. ‘Po-po-po-po-pokerface’ é o meu digníssimo escroto esquerdo. E você, meu amigo, que se veste de alumínio, que corta o cabelo com tesourão de jardim, que ouve aquela bandinha experimental da nova zelândia, que coleciona flyers de festivais do extremo sul da escócia selvagem, você que é cafona mas acredita que é hipster… sinceramente, me faça o favor de morrer do avesso, malandro. Você está além da linha tênue que separa um cara chato de alguém insuportávelmente escroto!
Eu sempre defendi e defenderei a tese que pessoas que usam Nikes coloridões, Wayfarers coloridões, wet legging, roupas FLUORESCENTES e outras coisas dos anos 80 nasceram a partir de 1988.
Quem é mais velho certamente não vai usar essas atrocidades outra vez.
A pasteurização me dá tanta agonia quanto a necessidade de ser diferente. É o extremo oposto dessa histeria modernosa hipster: a falta de identidade por completo, aquela horda de meninas iguais com o mesmo cabelo, a mesma bolsa e o mesmo vestido.
Falta personalidade, segurança e tranquilidade de ser quem você é pros dois times.
jubas, da sua lista eu até tenho algumas coisas mas não conseguiria usar tudo ao mesmo tempo, sabe (pra completar, um rabo de cavalo do lado, uma pochete e um batom azul)!
oi, camila!
uma pena não deixar um contato válido aqui no blog, de forma que eu possa conversar com você! um beijo!