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raiva do século: modinha hype

30 Jun

Eu queria muito me alongar nessa discussão. Mas vou me limitar a dizer que acho patético querer ser diferente quando o diferente hoje é ser igual a um bando de gente.

Assim, aprendam que não existe isso.

Quando você é adolescente e precisa definir sua personalidade, gostos, aptidões, acontece de querer se destacar da maioria, geralmente fazíamos isso torcendo pra um time nada a ver, ouvindo uma banda exótica, vestindo uma roupa que ninguém, pelo menos ao seu redor, vestia.

Mas quando você cresce? Não é bacana, saca? Bancar o moderninho, vestindo peças de duas décadas atrás, cores bizarras, FEIAS, é feio. Pronto. Mas não, vem algum “entendido” no assunto e diz que é o novo usar um Nike Eddie Murphy boladão com uma legging prateada, fechando com um corte de cabelo escroto e uma trilha sonora que ninguém conhece. Ou então, algo estilo Lady Gaga, porque Lady Gaga é musa (musaaaaaaaaaaaaaaaaa)!

Então… bocejos, viu?

UPDATE:

Isso aqui é BEM legal: http://elitetriste.apostos.com/

raiva da semana

26 May

rihanna

Chata.

Junta todos os clichês do “hip hop” (arram) numa só música e acaba com as nossas vidas em ônibus, metrôs, filas de banco, quando o infeliz que insiste em não usar fone de ouvido coloca os hits mais famosos da moça pra tocar.

participação da leitora – fabiane barbosa

21 May

Hoooooooooooooooje em promoção no Guanabaraaaa…

Brinks.

Hoje tem participação aqui no blog! Participação especial da minha querida amiguxa Fabiane, que além de sentar ao meu lado no trabalho, também é leitora do blog. E odeia domingos (também odeio). Um beijo, gata.

Querido leitor: para a sua informação, todo os dias eu tenho o(s) meu(s) momento(s) rabugices. Quem trabalha comigo não me dá mais bola, meus pais já desistiram de achar uma solução para o meu mau humor e as minhas amigas já me ignoram nestes momentos. Concluindo: não sou levada mais a sério no momento que preciso ser mais levada a sério (tá vendo, já estou reclamando novamente). Por ser leitora assídua e rabugenta mor, resolvi escrever para o Rabugices no dia mais rabugento: Domingo.

Quando criança eu amava os domingos. Era divertido tomar café na padaria com o meu pai, quase pegar tétano nos brinquedos da Praça do Grego e comer de graça na casa da parentada. O tempo passou, o café da padaria engorda horrores, o parquinho foi reformado e a família não faz mais churrascos de graça. Os domingos passaram a ser horrorosos, tristes, desanimados e sem graça (alguém cita mais algum adjetivo bem ruim?).

Pelo o que me recordo, não tem muito tempo que odeio os domingos. Acho que foi um trauma que passei há uns dois anos atrás. Eu estava sozinha na segunda maior cidade do mundo, sem dinheiro, sem emprego, sem amigos, sem telefone e sem passagem de volta para o meu país. Aos domingos, a segunda maior cidade do mundo vira um deserto com uma corrente de ar frio dumau, aquela birosca que vende comida barata está fechada e, sem dinheiro, era necessário economizar da pior maneira possível: não comendo. As crianças famintas da África eram saudáveis perto de mim. Depois destes dias de miséria, passei a odiar todos os domingos seguintes. Todos, sem exceção.

Domingo tem tudo de ruim. É o dia oficial da ressaca, o cinema é bem mais caro, o sábado está muito longe, os ônibus demoram a eternidade, tem Faustão e Fantástico, o Botafogo sempre perde (homenagem ao D2), entre outras atrações bem “divertidas”. Tudo bem que é um dia legal para curtir aquela praia, mas só isso. Não vejo outra atividade legal para os malditos domingos.

Resumindo: Domingo serve para nada, apenas para prover aquela sensação que a diversão acabou e a chatice da rotina trabalho e estudo voltará em breve.

Carinha triste.

humpf

12 May

Eu odeio ficar doente.

Mas odeio MESMO a carência que sempre bate na gente quando ficamos doentes.

raiva do século: rinite alérgica

27 Apr

õi.

têm dõis diãs que eu tô com o nãriz entubido.

dõis diãs.

já tentei de tudo. ficar de bonda ã cabêza, assoãr o nãriz, endobe. endobe umã nãrina, desendobe a õutra. eu levanto e desendôbe, assim, alguém me dã uma faca pra eu arrãncar o nãriz fora?

odeio ser alérgica. odeio ser/estar fanha. odeio as duas coisas juntas.

odeio a poeira das ruas. o pólen das flores e as abelhas zunzunzun voando por ali, espalhando aquilo tudo pelo ar (como a natureza é bela e colorida… NOT). os carpetes e o ar condicionado da van. e o ar condicionado siberiano do escritório. odeio rinosoro que arde o nariz. odeio assoar tanto o nariz a ponto de esfolar a pele. odeio assoar o nariz. odeio levantar e sentir como é bom respirar sem ser pela boca. odeio sentar ou deitar e o nariz entupir por completo. odeio o ardor do vicky vaporub. odeio antialérgicos. odeio o sono provocado pelos mesmos. odeio rinite. pronto.

raiva da semana: restaurante self-service

24 Apr

O que é pior:

1 – os indecisos que não sabem o que pegar?

2 – o cara que pega todas as batatas-fritas da bandeja?

3 – não ter um determinado prato bem na sua vez?

Fato: a vida adulta nos obriga a frequentar tais recintos, claro, se você fizer parte do grupo de pessoas que ganha vale refeição bacana e pode PAGAR por isso. Ou se você não faz questão da marmita santa de cada dia.

Eu começo a pensar em trazer comida de casa, não por economia, mas por poder saborear a comida do jeito que EU gosto, sem ter que me estressar com os pormenores desses locais de alimentação. Um momento que deveria ser de prazer (almoço + descanso + bate-papo) torna-se uma via crucis certas vezes. Você e sua bandeja, em busca de alguma sobra no horário de pico, um frango em formato decente, um arroz não-remexido, quiça uma mísera empadinha de queijo ou uma porção de alfaces e uns ovos de codorna (pra por proteína no prato).

Ahhhh o self-service… Te odeio.

ausência de reclamações

16 Apr

smile-potato

O blog anda parado porque eu ando de bom humor!

raiva do dia: passageiros espaçosos

9 Apr

Eu devia mudar o nome desse blog de “Rabugices” pra “Andando de busão”, de tanta estória que eu tenho pra contar.

E pensar que andar de ônibus era uma das minhas atividades preferidas. Acompanhada do meu cd player (hoje em dia iPod), eu costumava aproveitar bem as idas à faculdade ou ao trabalho antigamente. Hoje em dia, não mais.

Vai ver tô saturando porque pego ônibus justo nos horários de pico, quando toda a POVA do Rio de Janeiro tá indo/saindo pro/do trabalho. Pior que você tenta fugir pra metrô e é ainda pior. Van, além de não aceitar vale-transporte, é mais caro e sempre tá lotada, apesar do preço.

Enfim… voltemos ao estresse nosso de cada dia.

Não bastasse o funk alto no celular do tiozinho, a sujeira, os estudantes que não tiram as mochilas das costas, temos que conviver com passageiros espaçosos. Não me refiro às pessoas mais gordinhas não. Eu falo daquele camarada que esquece o limite entre o bom senso e a falta de educação, a linha imaginária que a mãe ensina pro filhote ao se sentar no sofá da casa do amiguinho, sabe? Aquela divisória que faz com que o seu braço não encoste no da pessoa do lado. Ou a sua perna. Ou que faça a criatura, que pagou a mesma passagem que você, andar todo encolhido na janela do ônibus. Ou com as pernas pra fora, no corredor.

Não tem coisa que me irrita mais do que isso.

Outro dia, jurei pra mim que não ia me encolher. Não adiantou. Resisti bravamente ao braço cabeludo de um senhor roçando no meu, coisa mais nojenta ever. Pensei “ele vai se mancar e chegar pra lá, não vai invadir meu espaço, vai se limitar ao assento dele e olhe lá”. Ledo engano. A coisa me incomodou tanto que quando vi, tinha os braços encostados no vidro da janela, feito lagartixa encolhida no canto da parede.

“Mas Raquel, os homens são mais espaçosos por natureza, afinal eles possuem algo que nós mulheres não possuímos entre as pernas…”

E DAÍ?

Precisa ocupar um assento e meio? Então pague uma passagem e meia.

Pior que na van é a mesma desgraça. Acho que só vou ter paz quando tiver meu carro. Ou não.

peraí, não entendi

17 Mar

E hoje tem participação do leitor aqui no blog. Quem encarna o cricri é o Pedro, uma pessoa muito especial divertida, legal, transada e descolada, que além de escrever no Banheiros Públicos, também tem uma namorada linda: EUZINHA!

Estávamos outro dia caminhando quando ouvimos a música de Adriana Calcanhoto, Metade. Cismamos com alguns trechos e como ele também é chato de galocha, resolveu ir mais a fundo na questão:

Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio…
(Metade, Adriana Calcanhotto)

Só queria avisa pra Adriana que, embora ela esteja aviltada, ela precisa se decidir quanto a fração de sua depressão.
É matematicamente impossível alguém estar pela metade¹ e estar em milhares de cacos². Ou ela se divede em duas parte iguais ou em vários pedaços aleátórios! Assim eu não consigo refletir além do refrão, Adriana.

¹ Metade
do Lat.   medietate
s. f.,
cada uma das duas partes iguais em que se divide um todo.

² Cacos
do Lat.   caccabu?
s. m.,
pedaço de louça, telha ou vidro;
qualquer estilhaço;
objecto velho, escangalhado e sem valor;

valeu, são pedro!

16 Mar

Sexta-feira caiu um pé d’água daqueles aqui no Rio. Graças a Deus eu estava dentro do ônibus quando a chuva caiu. Cheguei a acordar como o barulho, com os clarões dos raios e o estrondo dos trovões. Tava medonho o céu. Mas medonho mesmo era o alagamento no bairro.

O ônibus acabou ficando num engarrafamento básico, o que foi até bom, já que deu tempo de escoar aquela água barrenta. Eu imagino sempre o pior nessas horas: água da chuva que mistura com água de esgoto, o lixo sendo arrastado, entupindo os bueiros. O xixi da galera, que ficou seco, sendo “lavado” pela enchente, isso pra não imaginar outros tantos dejetos (humanos ou não).

Fico sempre com raiva das pessoas que atiram detritos pelas janelas dos carros e ônibus nas ruas. Ou os próprios transeuntes. Depois se queixam dos alagamentos e das doenças que consequentemente pegam.

Uma coisa é certa: Rio de Janeiro não tem estrutura pra aguentar chuvas assim e não é novidade. A situação até melhorou em alguns pontos mas continua crítica. Uma chuva de menos de uma hora dá um completo nó nessa cidade, um verdadeiro caos urbano, ainda mais numa sexta-feira, dia que já é complicado por natureza!

Resumindo: falta de educação e conscientização do Zé Povo me irritam profundamente. Mais que a chuva, coitada, ela não tem culpa de nada não.