Temperatura no Rio de Janeiro DESPENCOU e junto com a chuva também vieram os casacos guardados no armário de cima com cheiro de velho/mofo. Dizem que carioca não pode ver um céu nublado que já veste gorro e casaco de lã mas assim, vou defender meus conterrâneos, até que tá fiozim, viu?
Mas enfim, eu não quero falar sobre o cheiro de baú que predomina na cidade. Quero falar sobre como as pessoas não sabem andar na chuva.
Um monte de gente com sandália de dedo, enfiando a pata na poça d’água. QUER RECLAMAR DO QUE, AMIZADE? Tá chovendo, não vale colocar um tênis? Uma botinha? Se for mais hype, coloca uma galocha. Mas não me venha com Havaianas, pra pagar de “sou caminhoneiro, caguei pra chuva”. Depois pega bicheira e não sabe de onde veio.
Outra coisa que me deixa nervosa é guarda-chuva. Devia vir junto um manual de etiqueta pro bom uso do guarda-chuva em sociedade. É aquela:
Essas são algumas das dúvidas que habitam o meu ser.
Um beijo.
]]>1 – os indecisos que não sabem o que pegar?
2 – o cara que pega todas as batatas-fritas da bandeja?
3 – não ter um determinado prato bem na sua vez?
Fato: a vida adulta nos obriga a frequentar tais recintos, claro, se você fizer parte do grupo de pessoas que ganha vale refeição bacana e pode PAGAR por isso. Ou se você não faz questão da marmita santa de cada dia.
Eu começo a pensar em trazer comida de casa, não por economia, mas por poder saborear a comida do jeito que EU gosto, sem ter que me estressar com os pormenores desses locais de alimentação. Um momento que deveria ser de prazer (almoço + descanso + bate-papo) torna-se uma via crucis certas vezes. Você e sua bandeja, em busca de alguma sobra no horário de pico, um frango em formato decente, um arroz não-remexido, quiça uma mísera empadinha de queijo ou uma porção de alfaces e uns ovos de codorna (pra por proteína no prato).
Ahhhh o self-service… Te odeio.
]]>Estávamos outro dia caminhando quando ouvimos a música de Adriana Calcanhoto, Metade. Cismamos com alguns trechos e como ele também é chato de galocha, resolveu ir mais a fundo na questão:
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio…
(Metade, Adriana Calcanhotto)
]]>Só queria avisa pra Adriana que, embora ela esteja aviltada, ela precisa se decidir quanto a fração de sua depressão.
É matematicamente impossível alguém estar pela metade¹ e estar em milhares de cacos². Ou ela se divede em duas parte iguais ou em vários pedaços aleátórios! Assim eu não consigo refletir além do refrão, Adriana.¹ Metade
do Lat. medietate
s. f.,
cada uma das duas partes iguais em que se divide um todo.² Cacos
do Lat. caccabu?
s. m.,
pedaço de louça, telha ou vidro;
qualquer estilhaço;
objecto velho, escangalhado e sem valor;