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chove chuva, chove sem parar!

2 Mar

Então, gatos e gatas do meu Brasil.

Temperatura no Rio de Janeiro DESPENCOU e junto com a chuva também vieram os casacos guardados no armário de cima com cheiro de velho/mofo. Dizem que carioca não pode ver um céu nublado que já veste gorro e casaco de lã mas assim, vou defender meus conterrâneos, até que tá fiozim, viu?

Mas enfim, eu não quero falar sobre o cheiro de baú que predomina na cidade. Quero falar sobre como as pessoas não sabem andar na chuva.

Um monte de gente com sandália de dedo, enfiando a pata na poça d’água. QUER RECLAMAR DO QUE, AMIZADE? Tá chovendo, não vale colocar um tênis? Uma botinha? Se for mais hype, coloca uma galocha. Mas não me venha com Havaianas, pra pagar de “sou caminhoneiro, caguei pra chuva”. Depois pega bicheira e não sabe de onde veio.

Outra coisa que me deixa nervosa é guarda-chuva. Devia vir junto um manual de etiqueta pro bom uso do guarda-chuva em sociedade. É aquela:

  • se duas pessoas passam em direções opostas em uma calçada, quem levanta o guarda-chuva e quem abaixa?
  • ao entrar no busão, você fecha o guarda-chuva na cara do amigo que vem atrás, molhando o pobre infeliz?
  • já dentro do busão, onde você pendura o guarda-chuva? leva um saquinho plástico e deposita o pequeno amigo ali? e se for do “familhão” – dez real na minha mão – faz como?
  • chuva de vento, o que fazer?
  • capa de chuva, o que fazer?

Essas são algumas das dúvidas que habitam o meu ser.

Um beijo.

oi

27 Nov

O blog não morreu.

Inspiração pra post é o que não falta, aliás. Falta mesmo é tempo pra dar conta de tanto blog, Twitter. Esse último, por sinal, tem sofrido.

Hoje passei por maus bocados no ônibus, ao me deslocar para o trabalho. Tirando o calor nojento logo às oito da matina, beleza, tava com a barriguinha cheia – pão na chapa da padoca é sempre de Deus. EIS QUE quando eu tô me preparando pra descer, pertinho da porta, um camarada senta bem próximo e sem querer coloca a mão entre o ferro de segurar E A MINHA BUNDA! Visualiza…

Sério, não acreditei. Tipos que o ônibus tava vazio… VÁRIOS lugares pro famigerado sentar e ele senta onde? Claro, perto da minha bunda! (Y)

Mais Era Paleozóica, impossível. É o tipo de coisa que você não acredita que exista MAIS. Quem sabe andando de trem, QUEM SABE NO SÉCULO RETRASADO? Que forma mais imbecil de sentir a maciez tenra de uma nádega!

Enfim, depois eu volto pra falar mal de copycat e de semana de provas.

raiva do século: modinha hype

30 Jun

Eu queria muito me alongar nessa discussão. Mas vou me limitar a dizer que acho patético querer ser diferente quando o diferente hoje é ser igual a um bando de gente.

Assim, aprendam que não existe isso.

Quando você é adolescente e precisa definir sua personalidade, gostos, aptidões, acontece de querer se destacar da maioria, geralmente fazíamos isso torcendo pra um time nada a ver, ouvindo uma banda exótica, vestindo uma roupa que ninguém, pelo menos ao seu redor, vestia.

Mas quando você cresce? Não é bacana, saca? Bancar o moderninho, vestindo peças de duas décadas atrás, cores bizarras, FEIAS, é feio. Pronto. Mas não, vem algum “entendido” no assunto e diz que é o novo usar um Nike Eddie Murphy boladão com uma legging prateada, fechando com um corte de cabelo escroto e uma trilha sonora que ninguém conhece. Ou então, algo estilo Lady Gaga, porque Lady Gaga é musa (musaaaaaaaaaaaaaaaaa)!

Então… bocejos, viu?

UPDATE:

Isso aqui é BEM legal: http://elitetriste.apostos.com/

raiva do dia: passageiros espaçosos

9 Apr

Eu devia mudar o nome desse blog de “Rabugices” pra “Andando de busão”, de tanta estória que eu tenho pra contar.

E pensar que andar de ônibus era uma das minhas atividades preferidas. Acompanhada do meu cd player (hoje em dia iPod), eu costumava aproveitar bem as idas à faculdade ou ao trabalho antigamente. Hoje em dia, não mais.

Vai ver tô saturando porque pego ônibus justo nos horários de pico, quando toda a POVA do Rio de Janeiro tá indo/saindo pro/do trabalho. Pior que você tenta fugir pra metrô e é ainda pior. Van, além de não aceitar vale-transporte, é mais caro e sempre tá lotada, apesar do preço.

Enfim… voltemos ao estresse nosso de cada dia.

Não bastasse o funk alto no celular do tiozinho, a sujeira, os estudantes que não tiram as mochilas das costas, temos que conviver com passageiros espaçosos. Não me refiro às pessoas mais gordinhas não. Eu falo daquele camarada que esquece o limite entre o bom senso e a falta de educação, a linha imaginária que a mãe ensina pro filhote ao se sentar no sofá da casa do amiguinho, sabe? Aquela divisória que faz com que o seu braço não encoste no da pessoa do lado. Ou a sua perna. Ou que faça a criatura, que pagou a mesma passagem que você, andar todo encolhido na janela do ônibus. Ou com as pernas pra fora, no corredor.

Não tem coisa que me irrita mais do que isso.

Outro dia, jurei pra mim que não ia me encolher. Não adiantou. Resisti bravamente ao braço cabeludo de um senhor roçando no meu, coisa mais nojenta ever. Pensei “ele vai se mancar e chegar pra lá, não vai invadir meu espaço, vai se limitar ao assento dele e olhe lá”. Ledo engano. A coisa me incomodou tanto que quando vi, tinha os braços encostados no vidro da janela, feito lagartixa encolhida no canto da parede.

“Mas Raquel, os homens são mais espaçosos por natureza, afinal eles possuem algo que nós mulheres não possuímos entre as pernas…”

E DAÍ?

Precisa ocupar um assento e meio? Então pague uma passagem e meia.

Pior que na van é a mesma desgraça. Acho que só vou ter paz quando tiver meu carro. Ou não.

o suvaco

6 Feb

Esse post vai desapontar muito leitor amante de axila, como se eu ligasse pra isso. Tô aqui pra falar MAL dessa parte tosca do corpo humano, que só serve pra feder e causar “pizza” nas blusas.

Odeio suvaco.

Se é lisinho, espinhento, cabeludo, gordinho, cheiroso, fedido, pode ser até um suvaco de ouro que eu vou odiar mesmo assim. Claro que esse sentimento vai variar de acordo com a apresentação, isso é indiscutível. O lance é que desde pequena, eu tenho implicância.

Suvaco. A palavra por si só já me irrita. Axila então. E o “debaixo do braço”? DEBAIXO DO BRAÇO!

Quando criança, traumatizei com uma cena. Uma dona entra no ônibus, fazia calor, ela veste uma regata; ônibus meio cheio, não quis se sentar. Em um dos bancos, duas crianças, eu e meu irmão voltando do clube (fresquinhos de piscina, cabelinho penteado, roupinha trocada). Graças ao demônio, a mulher levanta o braço pra segurar na barra superior do ônibus BEM ao nosso lado. Foi olhar pra cima e dar de cara com um suvaco mais cabeludo do que eu (quem me conhece sabe que careca eu não fico). Visão do inferno total.

E como essas bizarrices me perseguem, ontem ao voltar pra casa fui testemunha de uma cena dantesca. Uma senhora, também trajando camiseta, resolve abraçar o ferro do ônibus, logo ali na altura em que as pessoas se seguram. Eu vi tudo, minha gente, diante dos meus olhos um suvaco molhado encostando na pobre barra de ferro. Quase vomitei e só de imaginar minha mão COLANDO naquela baba gosmenta, tive calafrios.

Enfim, pessoas do meu Brasil, por que esse tipo de coisa acontece? Suvacos femininos tão peludos? Voltamos aos anos 60? E encostar a suvaca escorrendo em partes comuns aos demais? É pra umidecer? Pensem nisso antes de dormir!

hoje já é ontem

6 Feb

A quinta-feira já virou sexta, passou da meia noite, tô cansada graças ao engarrafamento monstro que enfrentei pra voltar pra casa.

Um trajeto que leva, em média, 40 minutos, foi feito em uma hora e meia, se o ônibus passou dos 6o km/h foi muito. Ok, choveu, carioca não sabe dirigir na chuva e tem medo de aquaplanagem, simplesmente ENTALA nas poças que mais parecem a Lagoa Rodrigo de Freitas, isso, joga mesmo o saco de pipoca pela janela, a lata de Coca-Cola não, essa some em 5 minutos ou menos (logo aparece um duende pra catá-la).

Pra completar, o dono da empresa de ônibus, que só anda de helicóptero, não tem noção que em vez de acomodar menos de 100 pessoas ali naquele veículo, ele entope o bicho com a torcida do Flamengo.  Resumindo, quem precisa ir pro inferno se já estamos nele? Passar por isso todos os dias, mochila na tua cara, sarradas, cecê, barulho, empurrão, mano, inventem logo o teletransporte ou sucumbiremos ao estresse diário da vida moderna!