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participação da leitora – ita goes

4 Mar

Antes de postar a participação da leitora (e amiga) Ita Goes, queria falar duas coisas:

1 – esse layout tá com um bug na fonte dos títulos dos posts e eu não sei arrumar (RÉÉÉÉLPI);

2 – esse blog é um espaço pra pessoas que são, no geral, bonitas e educadas na loucura cotidiana, falarem mal, MUITO MAL, de coisas que irritam;

Então, vamos lá. Mas antes, outro aviso: o texto é grande então pega o cigarrinho, o copo de Coca Cola e se ajeita na cadeira.

Ita Góes em… “NÃO TENHO CARA DE CATHO”

Um dia você resolve que quer ter dinheiro pra comer no Outback com frequência, pra comprar alguma peça de roupa de mais de 200 reais sem culpa e pra viajar para a Dinamarca.

Ou seja, um dia você resolve (ou resolvem para você) que você quer ter o seu dinheiro, para gastar com o que tiver vontade de gastar, respaldado por aquela frase “eu trabalho duro para isso”.

Ok.
Seu inglês é excelente, possui boa desenvoltura, entende bem do pacote office, sua aparência é ótima. Fez (ou faz) uma faculdade boa e se sente seguro para entrar no “mercado de trabalho”. A carreira que você escolheu não está saturada e existem oportunidades para os bons (até para os menos bons).

Aí, com toda a manha de internet que você adquiriu ao longo de anos, você começa a se dedicar com vontade: pesquisa como fazer um bom currículo, se cadastra em sites, preenche mil formulários, participa de grupos e avisa para alguns conhecidos estratégicos que você está procurando o que fazer.

E olha só que bacana! Umas entrevistas aqui, uns telefonemas ali, umas dinâmicas acolá… e ta-da! Você conseguiu uma vaga numa empresa legal. Não é aquele salário e não são aqueeeeles colegas de trabalho que você sonhava, mas poxa! Você ESTÁ LÁ! Já já vão descobrir que você é um talento.

Contrato assinado, conta de e-mail feita, crachá pendurado no pescoço. Agora sim a notícia pode se espalhar! Oi, pai, mãe, namorado, amigos, orkut, twitter: tô trabalhando e tô adorando, a empresa é um barato!

E todos viveram felizes para sempre… NOT.

Não, meu amigo, a história não acaba aí.

Porque dali 2 semanas a urubuzada começa a voar em círculos na sua cabeça.
Bem que sua mãe falou pra não sair contando pra “Deus e o mundo”. E praga de mãe, pega!

Empolgado, você começa a contar pras pessoas como o seu trabalho é legal. E algumas delas não conseguem perguntar outra coisa a não ser:

- Mas o salário é bom?
- É AONDE, a sua empresa?
- Mas o que é que você faz lá mesmo?
- Tem plano de saúde?
- E o ticket refeição, é quanto?
- Precisa de inglês?
(…)
- NÃO TEM UMA VAGA LÁ PRA MIM NÃO?

Sem-graça, você indica a seção de cadastro de currículos do site da sua empresa.

- MAS SE EU BOTAR O CURRÍCULO NA SUA MÃO, VOCÊ NÃO ME ARRUMA NADA LÁ NÃO? (arrumo, sim. O setor de limpeza tá super precisando)

Já constrangido, você tenta explicar que as coisas não são bem assim, que você acabou de cheg…

- QUAL É TEU EMAIL? VOU TE MANDAR MEU CURRÍCULO! APROVEITA E VÊ SE TÁ BOM!

Isso acontece comigo. E é um inferno!
Eu trabalho numa empresa há algum tempo, eu não sei se vou continuar lá e ainda não fiz nenhuma amizade ao ponto de me perguntarem se eu não conheço alguém legal para preencher uma vaga. E mesmo se conhecesse, eu não vou indicar qualquer um! E a minha reputação, vai pra onde?

Entrei lá do jeito que a maioria entra: mandando currículo!

Então, urubu, faça como eu, senta a bunda no computador e começa a procurar!
Por que é que tem gente que acha que arrumar emprego é assim, que ALGUÉM vai arrumar?

E outra coisa: urubu não sabe inglês, urubu mal sabe mexer no Excel e a fonte do currículo do urubu é Comic Sans!!!!

Não dá não, sério.

Minha vontade mesmo é de responder: EU TENHO CARA DE CATHO, PORRA?

chove chuva, chove sem parar!

2 Mar

Então, gatos e gatas do meu Brasil.

Temperatura no Rio de Janeiro DESPENCOU e junto com a chuva também vieram os casacos guardados no armário de cima com cheiro de velho/mofo. Dizem que carioca não pode ver um céu nublado que já veste gorro e casaco de lã mas assim, vou defender meus conterrâneos, até que tá fiozim, viu?

Mas enfim, eu não quero falar sobre o cheiro de baú que predomina na cidade. Quero falar sobre como as pessoas não sabem andar na chuva.

Um monte de gente com sandália de dedo, enfiando a pata na poça d’água. QUER RECLAMAR DO QUE, AMIZADE? Tá chovendo, não vale colocar um tênis? Uma botinha? Se for mais hype, coloca uma galocha. Mas não me venha com Havaianas, pra pagar de “sou caminhoneiro, caguei pra chuva”. Depois pega bicheira e não sabe de onde veio.

Outra coisa que me deixa nervosa é guarda-chuva. Devia vir junto um manual de etiqueta pro bom uso do guarda-chuva em sociedade. É aquela:

  • se duas pessoas passam em direções opostas em uma calçada, quem levanta o guarda-chuva e quem abaixa?
  • ao entrar no busão, você fecha o guarda-chuva na cara do amigo que vem atrás, molhando o pobre infeliz?
  • já dentro do busão, onde você pendura o guarda-chuva? leva um saquinho plástico e deposita o pequeno amigo ali? e se for do “familhão” – dez real na minha mão – faz como?
  • chuva de vento, o que fazer?
  • capa de chuva, o que fazer?

Essas são algumas das dúvidas que habitam o meu ser.

Um beijo.

oi

27 Nov

O blog não morreu.

Inspiração pra post é o que não falta, aliás. Falta mesmo é tempo pra dar conta de tanto blog, Twitter. Esse último, por sinal, tem sofrido.

Hoje passei por maus bocados no ônibus, ao me deslocar para o trabalho. Tirando o calor nojento logo às oito da matina, beleza, tava com a barriguinha cheia – pão na chapa da padoca é sempre de Deus. EIS QUE quando eu tô me preparando pra descer, pertinho da porta, um camarada senta bem próximo e sem querer coloca a mão entre o ferro de segurar E A MINHA BUNDA! Visualiza…

Sério, não acreditei. Tipos que o ônibus tava vazio… VÁRIOS lugares pro famigerado sentar e ele senta onde? Claro, perto da minha bunda! (Y)

Mais Era Paleozóica, impossível. É o tipo de coisa que você não acredita que exista MAIS. Quem sabe andando de trem, QUEM SABE NO SÉCULO RETRASADO? Que forma mais imbecil de sentir a maciez tenra de uma nádega!

Enfim, depois eu volto pra falar mal de copycat e de semana de provas.

bonitinha essa novelinha novinha, né?

30 Sep

Ontem eu e minha metade da laranja, esparramados no sofá, paramos para assistir a nova novela da Rede Globo. Já sabíamos que ia ser sessão tortura. A metade, contrariada, topou o desafio:

Raquel: é garantia de conteúdo pro blog!

Pedro: ¬¬

Enfim, confesso que foi difícil resistir até o depoimento no final. Impressionante como não muda! Tanto não muda que até inventaram um Gerador de Novelas do Manoel Carlos! Eu fui lá e fiz o meu capítulo, olha só que beleza que ficou:

Helena, a lobotomizada – Cena 5673

Águas de Março como trilha incidental. Helena está fazendo cooper no Rio das Pedras quando acidentalmente se encontra com Camila. Na mesma hora ela pára e olha com ódio para a rival. O embate é inevitável.

Helena:
- Vagabunda! Você ainda tem coragem de morar aqui no Rio depois que foi pêga cantando o Mauro num 00 barato?

Camila:
- Alto lá! Ele é quem estava me cantando. Aliás, até me convidou pra ir pra Praga com ele. Isso depois que me disse que No quintal do vizinho a grama é mais verde…

Helena (aos prantos):
- Mentira! Agora só falta você inventar que existe balas perdidas, miséria, violência e Zé Pequeno no Rio. Pensa que eu sou boba?

Camila:
- Que mentira? Mentira é o seu casamento. O pobre do Mauro precisa encher a cara de Blood Mary para te agüentar.

Helena (aos prantos):
- Escuta aqui: eu não investi em uma confeitaria, em uma lipoaspiração e em toda espécie de futilidade para perder meu homem para você. Você acha que é fácil ser protagonista do Manoel Carlos?

Helena tira uma AK-47 do meio do decote que generosamente mostra seu novo implante de silicone e aponta a arma para Camila. Ao fundo, sol se põe no Rio das Pedras. Sobe Águas de Março.

A dica do gerador foi da Déa.

Mais pra frente a gente posta nossas considerações sobre a novela do Maneco.

raiva do século: ginecologista

1 Sep

Se for homem então, pior ainda.

Esperar na fila, deixar duzentas grávidas passarem na sua frente (tá, um dia pode ser você), responder perguntas inconvenientes, tirar a roupa, colocar aquele roupão vagabal, abrir as pernas, colocar a roupa de novo, levar bronca/ganhar elogio…

Ser mulher não é moleza não. E homem ainda reclama de exame do toque.

raiva do século: rinite alérgica

27 Apr

õi.

têm dõis diãs que eu tô com o nãriz entubido.

dõis diãs.

já tentei de tudo. ficar de bonda ã cabêza, assoãr o nãriz, endobe. endobe umã nãrina, desendobe a õutra. eu levanto e desendôbe, assim, alguém me dã uma faca pra eu arrãncar o nãriz fora?

odeio ser alérgica. odeio ser/estar fanha. odeio as duas coisas juntas.

odeio a poeira das ruas. o pólen das flores e as abelhas zunzunzun voando por ali, espalhando aquilo tudo pelo ar (como a natureza é bela e colorida… NOT). os carpetes e o ar condicionado da van. e o ar condicionado siberiano do escritório. odeio rinosoro que arde o nariz. odeio assoar tanto o nariz a ponto de esfolar a pele. odeio assoar o nariz. odeio levantar e sentir como é bom respirar sem ser pela boca. odeio sentar ou deitar e o nariz entupir por completo. odeio o ardor do vicky vaporub. odeio antialérgicos. odeio o sono provocado pelos mesmos. odeio rinite. pronto.

nas ruas do rio

13 Mar

É revoltante gastar 150 reais num sapato, todo bonitão, e na primeira “usada” acabar com o salto em uma pedra portuguesa.

odeio pedra portuguesa

odeio pedra portuguesa

É feio, está sempre solta e é responsável por 90% dos tombos das mulheres na cidade do Rio de Janeiro.

ossos do ofício

9 Mar

Odeio quando uso sapato baixo e a beirada da calça arrasta pelo chão sujo do centro do Rio de Janeiro.

imagina se não fosse emergência…

17 Feb

Na boa, quem precisa de médico quando você fica UMA HORA pra ser atendido e o diagnóstico é algo IMBECIL?

“Acho que você está com amigdalite.”

Te passa um remédio, te manda pra casa, não tira sua temperatura, não te ausculta, porra nenhuma. Manda você pra casa naquela condição né, pedindo pra voltar em 48 horas caso piore, ou seja, se em 48 horas você MORRER, quem sabe não mandam uma coroa de flores?

Mano, eu tive febre, tomei paracetamol, febre continuou, dor no corpo, em tempos de dengue você já pensa logo no pior. O mínimo que a vaca da médica podia ter feito era ter pedido um exame de sangue, sei lá, eu me queixei de dores no corpo, nos olhos…

“Com a quantidade de gente que apareceu aqui com amigdalite, até o fim do dia eu já peguei.”

Na boa, sua monstra, você não tá me fazendo um favor ao me atender. Tá sendo paga pelo plano de saúde, muito bem até pro serviço porco que você oferece. Sequer encostou em mim. Pra não dizer que não encostou, um palito de madeira encostou na minha língua e ela deu uma olhadinha básica na minha garganta.

“É, tá vermelhinha… Toma esse remédio aqui, bastante líquido e se alimente bem.”

Querida, eu tô sem apetite. Não sinto cheiro de nada. Tô com o nariz escorrendo, estilo criança de rua remelenta. E você ACHA que possa ser amigdalite? Tô aqui tossindo meu pulmão fora, cada placão verde sinistro e o ser vem me dizer pra voltar depois se piorar… Depois pedem pras pessoas não se automedicarem… Com uma consulta dessas, até o farmacêutico receita coisa mais eficaz.

Eu ACHO que você devia mudar de profissão porque como médica você é péssima, beijos.

É por essas e outras que o Rio de Janeiro ainda apresenta alto índice de mortes por dengue. Por diagnósticos mal dados, desleixo e descaso dos profissionais da saúde com seus pacientes. E daí que tem maior galera lá fora esperando? Sejamos mais humanos, né, não se brinca com doença.

E fica a pergunta: quem seria pior, médicos de meia tigela ou adEvogados? Porque eu tenho birra com advogado também, mas fica pra outro post.

o tio chico

9 Feb

Eu odeio ficar menstruada.

 

Ainda mais no verão, quando você quer ir pra praia e usar saia. Beijos.