O ônibus acabou ficando num engarrafamento básico, o que foi até bom, já que deu tempo de escoar aquela água barrenta. Eu imagino sempre o pior nessas horas: água da chuva que mistura com água de esgoto, o lixo sendo arrastado, entupindo os bueiros. O xixi da galera, que ficou seco, sendo “lavado” pela enchente, isso pra não imaginar outros tantos dejetos (humanos ou não).
Fico sempre com raiva das pessoas que atiram detritos pelas janelas dos carros e ônibus nas ruas. Ou os próprios transeuntes. Depois se queixam dos alagamentos e das doenças que consequentemente pegam.
Uma coisa é certa: Rio de Janeiro não tem estrutura pra aguentar chuvas assim e não é novidade. A situação até melhorou em alguns pontos mas continua crítica. Uma chuva de menos de uma hora dá um completo nó nessa cidade, um verdadeiro caos urbano, ainda mais numa sexta-feira, dia que já é complicado por natureza!
Resumindo: falta de educação e conscientização do Zé Povo me irritam profundamente. Mais que a chuva, coitada, ela não tem culpa de nada não.
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lá vem o sol, tchurururu... NOT!
Verão só é bacana quando você tem 15 anos e vai passar férias no litoral.
Caso contrário, é infernal.
Cecê no ônibus, blusa social colada nas costas, cabelo suado, bafo quente na cara, rinites, resfriados, alergias por conta do entra e sai em ambientes siberianos (ar condicionado no talo) e desérticos (tipo o Saara ao meio dia). É incrível como tudo fica insuportável nessa época do ano. Eu já acordo derretendo e desejando voltar pra casa quando nem saí da cama ainda. Cruzo os dedos e torço por uma brisa na rua, ao caminhar antes das oito da manhã em direção ao escritório onde trabalho. Só não é mais trágica toda essa história graças ao friozinho da minha sala, artificialmente produzido, claro.
Posso afirmar com todas as letras que sentir calor é pior do que sentir frio. Lembro dos invernos de -20º C que encarei nos Estados Unidos, trabalhando NA NEVE, na friaca, com duzentos casacos e duas mil meias. É horrível? É. Mas não sei se consigo me fazer entender, calor é absurdamente mais difícil de aturar.
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